
O
Fiu já está fazendo três anos desde que foi inaugurado.
Até o presente só navegou algumas centenas de milhas mas já
foi intensamente utilizado como residência flutuante para duas pessoas.Tudo
o que podemos afirmar até aqui é que se trata de um barco fantástico.Trazer
seus pertences para bordo e usar o barco em toda a sua dimensão dia após
dia por um longo período é um teste muito importante para a verificação
de qualidade de materiais e funcionamento de sistemas. Até hoje, apesar
desta solicitação tão pesada o barco vem se comportando
perfeitamente bem, sendo a manutenção requerida até o presente
quase nenhuma.Mas num ponto senti uma necessidade de alguma melhoria. Na faina
de colocar o barco na água, isto em abril do ano 2000, a grana andava
para lá de curta e resolvi dar a última mão de pintura,
aquela que representa o acabamento final, com tinta sintética. Ficou
legal de início mas com o tempo o brilho foi diminuindo e agora resolvi
dar um jeito definitivo e repintei o costado com poliuretano. Aproveitando o
embalo, resolvi mudar o esquema, trocando o azul da pintura anterior por um
verde turquesa, mais claro e alegre, eliminando a faixa amarela que não
mais combinava com a nova cor. O resultado foi ver o barco parecer maior e esquentar
bem menos no sol da tarde, além de ter ficado, pelo menos para Eileen
e eu, bem mais bonito.
Além do costado, a inevitável renovação da pintura
anti-incrustante desta vez recebeu uma ajuda importante. Nosso amigo Mirko de
Rossi da Promar Importação e Comércio Ltda. de Curitiba
tel ( 41 ) 2541502, site
www.promar.com.br
, e-mail
promar@promar.com.br, nos
enviou uma tinta anti incrustante fabricada na Itália da qual são
os representantes no Brasil, Skippers Linea Yachting, conceituada na Europa
por sua longa durabilidade. Aplicamos este novo produto com muito esmero, para
que possamos avaliar daqui para a frente a performance desta tinta. A subida
para pintura de fundo é uma operação onerosa e que dá
bastante trabalho. Mesmo que o produto seja mais caro por ser importado ainda
assim poderá representar uma grande economia no todo além de permitir
uma performance melhor pelo tempo que durar o efeito do material anti-incrustante.
Ficamos a disposição de outros velejadores para informar o resultado
desta aplicação.
Durante a subida aproveitamos para dar mais um avanço na lista de tarefas
que ainda faltam ser feitas para que o Fiu esteja prontinho para se mandar para
os lugares longínquos com os quais tanto temos sonhado.
Desta vez foram agregados equipamentos os quais não possuíamos
em nossos barcos do passado, mas que hoje parecem ser imprescindíveis.
Foi assim que entraram para a lista de equipamentos de bordo, o gerador eólico,
o painel solar e o radar. Na realidade foi o radar que exigiu uma maior provisão
de energia, daí a necessidade de obter mais carga para as baterias.
No momento falta muito pouco para concluir o ciclo da preparação.
Ainda terei que adquirir a balsa, o rádio S.S.B. e o Epirb.No mais estou
supersatisfeito com os equipamentos instalados.
O lançamento de mais dois novos Multichines, o Guará de Marcos
Bernardes Gil em Ubatuba, e o Araruna, do casal Sílvia e Arno Dafferner
em Parati ( ver notícias ) deixaram a nós da tripulação
do Fiu mais animados ainda. Não vemos nosso barco como um caso isolado
pelo qual nos interessamos. No fundo da alma nos consideramos apenas mais um
membro de uma comunidade pronta para se encontrar em algum lugar e fazer uma
grande comemoração.