DIÁRIO DE BORDO
DO FIU Nº25
Não precisamos ir a lugar algum para podermos apreciar um bom entretenimento
a uma distancia de poucos metros da popa do nosso Multichine 28 Fiu, estacionado
em sua vaga na Marina da Glória. Como nosso barco está no
momento sendo preparado para a próxima viagem, tudo o que podemos
fazer com ele por enquanto é apreciar os acontecimentos ao nosso
redor.
Recentemente a muvuca ficou por conta da Volvo Ocean Race. Os V.O.R. passaram
tão colados à nossa popa, em sua saída para a perna
Rio-Baltimore, que dava para as tripulações falarem com a
gente ao passarem por nossa popa.
Quando o grande evento já tinha passado, voltamos às tarefas
rotineiras, sendo que a bola da vez seria testar o Pinta, nosso dinghy Caravela
1.7 que levamos em nosso convés de proa., como caíque de serviço
e veleirinho de divertimento.
Esse caíque, desenhado sob medida para caber no convés de
proa dos barcos da classe Multichine 28, é oferecido como projeto
grátis no nosso site na internet, e por causa disso existe um número
grande deles sendo construídos, ou já navegando, nos mais
variados lugares, acreditem se quiserem, da Antártica (um já
esteve por lá) à Sibéria, onde uma ONG os constrói
como atividade educacional para a infância desfavorecida.
O Caravela 1.7, alem de oferecer bons serviços como caíque
de apoio, substituindo com muitas vantagens os pesados e volumosos infláveis
de fundo rígido, é gostoso demais de ser velejado, principalmente
quando se estiver ancorado num lugar especial quando não se pode
sair explorando as redondezas com o barco maior. Como ele também
pode ser propulsionado a remo ou por um motorzinho de 2.5hp, ele acaba sendo
completo, alem de ser insubmersível.
Foi isso que fizemos nesta páscoa. com o nosso "Pinta".
Quando o Roberto Ceppas, dono do Multichine 28 Makay, o Manolo que construiu
o primeiro MC28, o Sabadear, e eu, decidimos construir três Caravelas
1.7, nós os chamamos de Santa Maria Pinta e Nina, com direito a plaquinha
com nome colada na popa e tudo.
Neste domingo de Abril de 2006 saí velejando por horas a fio dentro
da Marina da Glória, indo de sotavento para barlavento e de um lado
para outro até cansar.
Não sei como é a vida de outros yacht designers. Só
sei que no nosso caso nunca sobra tempo para fazermos o que mais gostamos.
Parece que quanto mais trabalhamos mais ficamos arrasados com nossos serviços.
Com nosso caíque não tem sido diferente . Apesar dele já
ter velejado seis mil milhas no convés do Fiu, eu ainda não
tinha dado uma velejada descente nele mesmo.
Agora finalmente satisfiz esse desejo. Estava faltando um bom mastro para
ele, que não custasse caro e que boiasse se caísse na água.
Resolvi esse problema comprando um cano de PVC de uma polegada e um outro
que se ajustou perfeitamente por dentro dele. Colei um no outro, fechei
as duas pontas e estava lá o mastro perfeito para o Caravela.
A velejada não poderia ter sido mais agradável. Nesse dia
dentre as coisas que descobri é de que ele não requer escota,
basta segurar a retranca como num Windsurf.
Agora fica uma sugestão. Que tal o pessoal que construiu o Caravela
1.7 marcar um encontro na Marina da Glória para fazermos uma regatinha?
No mesmo dia que testei o Caravela 1.7 recebemos a visita da Astrid e
do Luis estreando o Dinghy Andorinha que eles mesmos construíram
no centro de construção amadora do Clube São Critóvão.
Eles vieram velejando desde o Rio Iate Clube em Niterói, trazendo
com eles o filho Christian de doze anos e a filhota Juliana de apenas
dois anos de idade.
Ficamos super felizes de ver como o Andorinha é rápido e
estável. Mesmo dentro da Marina, onde os ventos costumam ser mais
fracos ele mostrou que anda bem nos ventos de proa e plana com facilidade.
Como temos muitos andorinhas sendo construídos no Brasil e no exterior,
esperamos que agora com o barco do escritório navegando a classe
ganhe um bom impulso.
|