Falando sobre o Multichine 31 O Multichine 31 é um desenho que já deveria ter alcançado um papel de destaque em nossa galeria de projetos de estoque. Destinado principalmente à construção amadora, esse incrivelmente volumoso veleiro de cruzeiro, dono de uma elegância única e um conforto interno sem concorrentes para um barco de seu porte, esse barco é um marco em nossa galeria de projetos de prateleira. Este reconhecimento está demorando um pouco mais do que esperávamos a ser alcançado, em parte porque nos primeiros barcos da classe a serem concluídos, seus construtores não estavam lá com muita pressa para acabar o serviço, fosse por razões de fluxo de caixa, ou para poderem caprichar ao máximo nas suas realizações. Mas agora que vários Multichines 31 já estão navegando, não dá mais para esperar para que o modelo consiga o reconhecimento merecido.
Nossos construtores, cujos cuidados especiais foram mencionados acima, estão muito orgulhosos de suas realizações e alguns deles estão interessados em compartilhar suas experiências com outros amadores. Dois deles publicaram sites na internet com links para nosso web-site. O mais recente é www.veleirotaga.blogspot.com . Taga, o Multichine 31 referido nesse site, está sendo construído pelo oficial de marinha aposentado Álvaro Pereira Guimarães. Ele está fazendo praticamente sozinho seu barco na sede náutica do São Cristóvão Futebol Clube, um centro de construção amadora onde os projetos da Roberto Barros Yacht Design são maioria absoluta. O trabalho empreendido por Álvaro pode ser considerado uma referência de alta qualidade em construção amadora. As fotos mostradas abaixo são boa prova do capricho dedicado à obra.
*** Outro Multichine 31 muito bem construído é o Santa Clara. Tom Murray, seu proprietário, também um construtor amador de primeira viagem, lançou seu barco à água poucos meses atrás. Santa Clara está causando uma impressão muito favorável junto aos velejadores da Marina da Glória, onde ele está estacionado. Tom construiu o Santa Clara no jardim de sua casa, em Santa Teresa, um bairro do Rio de Janeiro junto ao morro do Corcovado, onde fica a estátua do Cristo Redentor. Tendo uma piscina situada a poucos metros de onde o barco foi construído e com uma vista esplendorosa para a cidade do Rio de Janeiro, é difícil imaginar como Tom tirou a força de vontade para fazer um trabalho tão bem feito. A classe MC31 tem muitos barcos em construção em diferentes paises e a ultima aquisição dos planos foi de um casal na Suécia, o qual pretende iniciar a construção em breve. Pretendemos ir promovendo os Multichines 31 que forem sendo terminados nos mais variados lugares para proporcionar à classe a projeção de destaque que ela merece. Aloha, o outro barco mostrado nas fotos, foi construído na cidade de Porto Alegre, e o mostramos velejando no rio Guaíba.
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Polar 65, nosso pequeno navio de expedições O Polar 65 é um barco de cruzeiro muito especial. Essa poderosa máquina de ir a qualquer lugar breve estará dando razão para muitos comentários entre velejadores. Afinal não existem muitos outros veleiros de quarenta e cinco toneladas capazes de encalhar numa praia e sair calmamente na próxima maré. Sua quilha pivotável quando em sua posição abaixada é uma peça de altura impressionante. (Veja foto abaixo.) Mas é essa mesma quilha, com seu moderno desenho hidrodinâmico, que garante ao Polar 65 um excelente desempenho no contravento, mesmo nas piores condições de tempo.
Sendo provido de dois motores e dois lemes, o Polar 65 pode manobrar em ancoradouros apertados com facilidade, por isso não necessita instalação de “bow thruster”. Por outro lado sua elevada estabilidade (o Polar 65 é categoria A no critério de estabilidade da Comunidade Européia) permite que navegue pouco adernado, não importa como o vento esteja roncando lá fora. Essa característica, aliada a um interior bastante confortável, é a razão de esse barco ser tão adequado para ser usado como veleiro de expedições ou charter. O engenheiro ucraniano Aleixo Belov foi nosso primeiro cliente a construir um veleiro desta classe. Sendo um velejador fora de série, poucos anos após se formar, Aleixo construiu o “Três Marias”, um veleiro de trinta e seis pés em fibra de vidro com o qual empreendeu uma volta ao mundo em solitário. Ao retornar escreveu o livro “Em busca do Oriente” no qual relatou suas aventuras, incluindo seu encontro com a jovem velejadora americana Tânia Aebi, assim como uma visita à sua terra natal, a Ucrânia, então parte da União Soviética. Com esse mesmo barco Aleixo empreendeu duas voltas ao mundo mais, sempre em solitário, tendo escrito mais dois best sellers relatando essas viagens. Agora com seu Polar 65 “Fraternidade” ele não pretende mais velejar sozinho e sim fazer uma fundação para instruir jovens na arte de navegar e outras atividades relacionadas. Possuindo um estaleiro no fundo da baía de Todos os Santos, em Salvador, Bahia, Aleixo não encontrou dificuldade para construir o barco, tendo usado seus próprios soldadores na obra. Visitamos seu estaleiro alguns meses atrás quando tiramos as fotos mostradas abaixo.
*** Enquanto isso outro Polar 65 está sendo construído pelo estaleiro Metallic Boats, de Triunfo, RS. O “Mar de Cristal”, segundo barco da classe, em breve terá seu casco virado de cabeça para cima. José Antonio Moeller, o proprietário do estaleiro, acredita muito no potencial de barco de charter para navegar em altas latitudes do Polar 65, e está planejando construí-lo em série, para isso já tendo se preparado para montagem empregando chapas cortadas por CNC, desta forma reduzindo custo de mão de obra e tempo de construção. Moeler, nosso antigo parceiro, já construiu uma coleção de barcos de nosso escritório, sempre com uma qualidade muito alta. Por isso estamos prevendo que ele será muito bem sucedido nesta nova empreitada.
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Últimas notícias da classe Multichine 28 Quem nos escreveu agora em julho de 2008 foi nosso amigo Flavio Bezerra, nosso campeão de aventuras na classe MC28, com seu fantástico Access. Você pode ler os relatos das aventuras do Access em matérias que publicamos recentemente. É só rolar a página Estou vivendo aqui em Antigua, no Caribe, trabalhando na Andrade Gutierrez com o planejamento do projeto de reconstrução do aeroporto. Você sabe que nós adoramos construir coisa né!! Meu veleirinho, o Access, está ancorado em uma baia (English Harbour). Ainda preciso pintar os consertos que fiz em volta do leme, mas estou tentando juntar um dinheirinho para fazê-lo. A tinta venenosa também. Motor nem pensar ainda. São 7 mil dólares e não tenho idéia de onde tirar. Pelo jeito vou continuar só na vela durante algum tempo ainda. O problema é que assim não dá para ir para o Pacífico, pois ... sei lá, talvez até dê!!! Para voltar para casa só no próximo verão. Não sei ainda o que fazer, então vou ficando por aqui.A baia onde moro tem as águas limpas e claras e eu mergulho todo dia antes de ir trabalhar. Atravesso a baia nadando e depois de correr numa prainha que tem do outro lado, eu volto nadando. Estou tentando perder a barriga. Eu consegui juntar algumas fotos e fiz até uns filminhos no meu celular. Será que o pessoal gostaria de ver? Eu vou tentar mandar. Fiquei devendo para todos.
*** Outro cliente nosso está feliz da vida por ter completado a construção de seu Multichine 28, que construiu sozinho em Florianópolis, Santa Catarina, Brasil. Trata-se do restaurateur Giovani Dalgrande, nosso mais novo participante do Clube da Classe MC28. Ele levou alguns anos para acabar a obra, mas valeu à pena, pois seu trabalho ficou de primeira classe. Ele nos enviou um e-mail com fotos mostrando a boa qualidade de seu “Kyriri ete”.
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Kiribati 36, um novo projeto para construção em alumínio O Kiribati 36 é um veleiro para construção em alumínio com corte CNC que em breve será lançado por nosso escritório, sendo que o protótipo deste novo desenho já está em fase adiantada de construção. O Kiribati 36 é um desenho derivado do Multichine 36 SK, e primeiro de nossa linha a ser praticamente 100% pré-cortado por CNC.O casco está sendo construído no estaleiro Metallic Boats, de Triunfo, RS. As principais diferenças em relação ao Multichine 36 SK, que também tem versão para construção em alumínio além do aço, são modificações no convés e cabine, para permitir uma melhor visão panorâmica de dentro da cabine, requisito que os nossos clientes, Luis Manuel e Marli, consideram prioritário num veleiro de longo curso, além de adaptações dos sistemas para versões mais simples, como por exemplo, eliminação de roda de leme e colocação dos eixos dos lemes atrás do espelho de popa. O paiol de âncora foi recuado e aumentado e uma antepara estanque adicionada na popa criando um enorme paiol isolado da acomodação interna. O casal escolheu este desenho para substituir o Green Nomad, um Van de Stadt de aço de 36 pés também construído por eles, no qual viajaram por 10 anos, saindo do Rio de Janeiro para o Oceano Pacífico, passando pêlo Caribe, Panamá e ficando vários anos entre a Austrália e os grupos de ilhas do Sudoeste do Pacífico. Dentre estes, encantaram-se com Kiribati, daí nomearem sua versão do desenho de Kiribati 36. Por ser de quilha retrátil, o Kiribati 36, que deverá se chamar Green Nomad II, permitirá que eles voltem a explorar o Pacífico com mais liberdade e opções do que antes, quando tiveram que depender de marés para entrar em abrigos de furacão e outras ancoragens. O casco é em chapas de alumínio 5083 de 10mm no fundo e 8mm no costado. Os painéis de costado e fundo foram cortados por plasma, e o resto da estrutura, convés, lemes e quilha por jato de água. Tudo foi pré-cortado, tornando a construção rápida e de uma precisão impressionante. O desenvolvimento das mudanças e kit de corte foi realizado por Luis Manuel Pinho em estreita colaboração com o escritório, que deverá em breve lançar uma versão oficial do projeto. Para maiores informações contate info@yachtdesign.com.br ou luisdesenhos@gmail.com
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Southern Voyager 28 em construção no estaleiro Flab Recentemente o estaleiro Flab concluiu a construção de mais um casco, desta vez o modelo é de nosso trawler Southern Voyager 28. Como já virou tradição no estaleiro a ocasião foi celebrada em alto estilo com uma grande festa que contou com a presença de vários amigos e clientes recentes e antigos. A qualidade do casco também seguiu o altíssimo padrão de qualidade que o estaleiro emprega em todos os serviços lá realizados e não é a toa que o proprietário do barco, Joaquim Vasconcelos Ferreira, sempre aparece nas fotos com um grande sorriso. Flávio nos enviou um simpático e-mail que transcrevemos abaixo: Construir barcos é bom demais, construir os barcos projetados pelo escritório de vocês é uma honra e ter conseguido criar um rol de amigos como este que conseguimos entre os clientes, fornecedores e amigos do estaleiro é um privilégio que poucos tem a oportunidade de conquistar. A SV28 é um trawler de deslocamento para a construção em madeira e seus planos são apropriados tanto para a construção particular quanto para construção profissional. O método construtivo do casco é o strip planking sobre cavernas de laminado moldado e para a fabricação do convés e cabine usa-se o compensado naval recoberto com fibra de vidro. O interior é em compensado naval com acabamentos em madeira. Todas as peças construtivas são coladas com resina epóxi, resultando em uma estrutura monobloco de grande resistência e durabilidade.
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Novo Escritório da Austrália – B & G Yacht Design. Desde a minha mudança para a Austrália que recebo vários e-mails de pessoas curiosas em saber como está sendo a adaptação de toda a família. De uma forma geral ocorreu tudo muito bem e em vários aspectos superou nossas expectativas. Perth é uma cidade muito bem organizada, grande o suficiente para oferecer todos os tipos de serviços e entretenimento que podemos encontrar nas melhores cidades, mas ao mesmo tempo pequena o suficiente para ser fácil de administrar. Logo na primeira semana, ainda nos sentindo como turistas, fizemos um passeio que começamos a planejar desde os primeiros dias da preparação de nossa mudança: Fremantle, a cidade que abrigou a primeira competição da America’s Cup fora dos Estados Unidos em mais de 130 anos. Fremantle, que é praticamente um bairro de Perth, foi completamente remodelada para receber a competição. Passeamos pelas marinas que abrigaram os sindicatos desafiantes e o sindicato defensor, hoje com milhares de barcos de todos os tipos e tamanhos, mas o ponto alto foi a visita ao Western Australia Maritime Museum para ver o Austrália II, o primeiro barco a derrotar os americanos em toda a história da America’s Cup.
A primeira semana como turistas foi muito importante para a adaptação ao fuso horário local, diferente 11 horas do fuso horário brasileiro, mas depois vieram as primeiras obrigações: achar uma casa para morar, escolas para os filhos e montar uma estrutura adequada para retomar o trabalho do escritório. Logicamente que escolhemos ficar perto de Fremantle e encontramos uma casa em um lugar tranqüilo e agradável, no tamanho exato para nossa família e o escritório.
No início não foi tão simples retomar o trabalho, tanto eu como o Cabinho passamos por um longo período de adaptação a esta forma de trabalhar à distância. Graças à internet continuamos a nos falar diariamente, tanto por e-mails quanto pelo Skype, e aos poucos fomos aprendendo até a tirar vantagem das 11 horas de diferença entre nossos fusos horários. Hoje não é raro quando um de nós está buscando uma solução para um determinado problema, passar essa dúvida para o outro no final do expediente e na manhã seguinte receber várias sugestões, ou mesmo a solução completa, já que seu parceiro ficou literalmente acordado e trabalhando enquanto você dormia. Uma parte dessa minha adaptação foi estudar melhor o mercado náutico local. Visitei alguns “Boat Shows”, principalmente os da costa oeste, e vi que não são muito diferentes de muitos outros que já havia visitado antes. Como em quase todo lugar a maior participação são de lanchas que geralmente seguem o padrão mundial de design, mas chama a atenção a grande quantidade de lanchas de alumínio voltadas principalmente para a pesca. Quanto aos veleiros, nota-se aqui também uma grande penetração das fábricas européias, mas há também um bom número de fábricas locais, tanto de monocascos, quanto de multicascos.
Conversando com proprietários e usuários de barcos locais, notamos uma preocupação bem grande com relação a resistência, segurança e estabilidade. Em geral as condições aqui são mais adversas que no litoral brasileiro; bastante vento, mais frio, ondas grandes e um litoral cercado de corais, com poucos pontos seguros de ancoragem e outros perigos. Tem muita gente se preparando para viagens mais longas, seja por aqui mesmo pela Austrália, ou para outros destinos, e a procura de barcos apropriados para esta finalidade é grande. Vejo aqui um bom mercado para nossos barcos de cruzeiro, já que sempre procuramos enfatizar neles estas mesmas características. Quem está familiarizado com nosso site irá notar algumas novidades que irão aparecer nas próximas semanas. Talvez a mais marcante de todas será a inclusão de um novo nome e um novo logotipo que irão acompanhar o nome e o logotipo antigos, isso porque agora oficialmente viramos uma empresa bi-nacional com registro no Brasil e na Austrália. Por uma questão burocrática (isso também existe aqui, só que bem menos do que no Brasil) registramos a empresa australiana com o nome de B & G Yacht Design (B de Barros e G de Gouveia). Só poderíamos registrar como Roberto Barros Yacht Design se o Roberto também estivesse aqui. Desta forma acreditamos que por ser um nome mais internacional irá ajudar a aumentar nossa participação no mercado mundial de projetos de estoque.
Estamos bastante animados e motivados com esta nova fase de nosso trabalho. Mais do que um novo começo, consideramos que o B & G Yacht Design é a continuação de uma obra e um sonho iniciado pelo Cabinho há mais de vinte anos e que nos últimos quinze pude participar e sonhar junto.
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ENTREVISTA PUBLICADA NA REVISTA NÁUTICA DE JUNHO DE 2008 Roberto (Cabinho) e Eileen Barros concederam a entrevista abaixo ao jornalista Otto Aquino da Revista Náutica. Nessa matéria Roberto e Eileen relatam algumas passagens importantes de suas vidas e contam quais são seus planos daqui para a frente. Apesar do tempo ter passado para eles, Eileen e Roberto ainda têm planos para o futuro, entre eles tornar o escritório uma empresa bi-nacional, funcionando com a mesma força na Austrália e no Brasil. Desenvolvimento de novos projetos também estão em seus planos. Cofira abaixo a reportagem completa:
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Vagamundo está muito bonito Olá Cabinho, Foram oito anos desde o dia que comprei o projeto até velejar pela primeira vez. Fiz tudo praticamente sozinho, só para fibrar e para pintura de acabamento é que tive ajuda. Nada mais justo que a primeira saída para velejar fosse sozinho também. Foi um pequeno passeio de pouco mais de quatro horas com ventos de 4 nós ao sair do cais (sem usar o motor, é um veleiro!! risos) e depois com ventos de 15 nós. Fiquei realmente impressionado como o barco veleja sozinho mesmo com vento de popa, largava o leme e ia pra baixo pegar alguma coisa pra comer ou checar alguma coisa e o Vagamundo seguia sozinho. Enquanto estava na cabine podia vigiar tudo em volta e ver todo o convés pelas vigias e as gaiutas, uma maravilha para quem está sozinho. Cheguei no cais sem muito vento e entrei na vaga mais uma vez sem ligar o motor, por que o barco é fácil de manobrar mesmo sem ajuda, não por mérito do velejador (risos). A primeira parte do sonho foi realizada, a segunda é morar a bordo e viajar com o Vagamundo, espero que seja logo. Agora a família aumentou e vou esperar o meu filho, João que está com 15 dias de vida completar seis meses e aí vamos ver. Ainda faltam algumas coisas para o Vagamundo virar uma casa, como o estofamento e alguns acessórios importante como fazer o dingue, um bimini, um dog house, etc...coisas que depende de um pouco de dinheiro e infelizmente a empresa que eu trabalhava perdeu o contrato com a Petrobras e no momento estou desempregado.
Estou mandando algumas fotos para que conheça o Vagamundo e espero um dia recebê-lo a bordo com a família Roberto Barros Yacht Design.
Clique aqui para saber mais sobre a classe MC28. |
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Pantanal 25 feito na Turquia No dia 4 de junho de 2008 recebemos esse lacônico e-mail com três excelentes fotos do primeiro Pantanal 25 construído na Turquia: Prezado Roberto,
Observar as fotos do Zirrdeli foi uma ótima surpresa para nós. Primeiro porque o barco está muito bem feito, com um grau de sofisticação, como por exemplo, assentos do cockpit revestidos com teca, um detalhe difícil de ser encontrado em barcos de construção amadora; também ficamos impressionados com o fato de nossos clientes da Turquia tenham conseguido ultrapassar todas as fases de construção sem encontrar dificuldades, tendo as informações contidas nas plantas e no nosso roteiro de construção bastado para eles. Durante toda a obra nem mesmo uma só vez nos consultaram para tirar qualquer dúvida. Por essas razões nossa surpresa foi em doze dupla, e receber essas fotos representou uma satisfação incomensurável. No entanto outra surpresa agradável estava nos esperando. Um outro cliente nosso na Turquia, Birol Ozer, que tinha adquirido os planos bem depois que nossos primeiros construtores, provavelmente influenciado pelo excelente acabamento do Zirrdeli, nos enviou um e-mail informando que seu casco também estava concluído. Birol escreveu: Olá Luis
A classe Pantanal 25 está apenas saindo da casca do ovo. Quando decidimos desenhar um veleiro rebocável mais confortável do que a maioria dos barcos similares, não poderíamos nem sonhar com o interesse imediato por parte de tantas pessoas nos mais diferentes lugares pelo nosso projeto. Desde sua introdução a classe não parou de aumentar em número de aficionados e já existem dúzias de construtores em vários países trabalhando duro para terminar seus barcos. A primeira oportunidade que tivemos de observar um vídeo de um Pantanal 25 navegando foi quando Dark Ice, construído pelo empresário da cidade de Campinas, estado de São Paulo, Jorge Intaschi, efetuou seu primeiro teste de mar. O vídeo, mostrado em nosso site, está sendo muito visitado, e já foi visto por 3.000 pessoas em menos de dois meses. Jorge já está se preparando para fazer um novo vídeo, agora que irá testar um spinnaker assimétrico maior do que o usado na primeira velejada. Vamos torcer para que Eolo brinde o Dark Ice com uma brisa fresca, para que possamos ver uma esteira planante deixada pela popa deste Pantanal 25. Jorge Intaschi está preparando uma planta de fabricação em série do Pantanal 25 e esperamos que breve sua produção esteja funcionando a todo pano. |
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Primeiro “vôo” de um Samoa 28
O geólogo argentino Daniel D’Angelo, que construiu praticamente sozinho o Samoa 28 Sirius no quintal de sua casa, já retirou o barco do seu jardim, tendo empregado uma grua para isso. Em seguida o barco seguirá para um estaleiro de serviços onde a quilha e o leme serão instalados, assim como será dada a pintura final de acabamento. Daniel publicou em seu site: http://ar.geocities.com/velerosirius/ essa complicada operação em um vídeo que mostramos acima. Daniel relatou essa experiência assim: O dia D da retirada do Sirius do quintal de minha casa finalmente aconteceu. Como tem sido rotina ultimamente, Murphy, munido com suas implacáveis leis, se fez presente, pois o transportador contratado para levar o Sirius para o estaleiro não apareceu e o barco acabou tendo que esperar na calçada para que em outro dia fosse levado para o seu destino. Por outro lado tive a boa sorte de poder contar com a ajuda de meu amigo e vizinho “Chavo” e seus filhos, que já haviam me dado uma mão quando virei o casco e desde então não tinham mais visitado a obra, e por isso ficaram muito contentes com a nova oportunidade de ajudar nessa operação. A manobra com a grua, embora um pouco complicada, pois a rede elétrica aérea estava no caminho, terminou sem maiores percalços, o que é um bom agouro na história dos primeiros passos do Sirius no mundo exterior. Finalmente deixamos o barco apoiado em cima de duas vigas de madeira em plena calçada, torcendo para que a prefeitura não viesse reclamar sobre o uso indevido da área pública. Terminada a retirada, cobrimos o barco com uma lona, e para não deixa-lo sozinho, abandonado na calçada, eu e um outro amigo e vizinho, Alejandro dormimos a bordo por essa primeira noite, sendo brindados por uma temperatura de dois graus negativos que nos deixou semi-congelados.
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Safra record de nossos barcos ficando prontos para serem inaugurados Nesta temporada temos boas razões para comemorar. Para brindar o primeiro aniversário desde que estamos operando em Perth, Austrália Ocidental, parece que nossos construtores quiseram nos presentear com um número record de barcos sendo terminados quase que simultaneamente. Um destes é Black Ice, o primeiro Pantanal 25 a navegar, um prematuro nessa lista. No mês de abril ele foi inaugurado em grande estilo e agora em junho deverá participar do Circuito de Ilha Bela na classe RGS. Seu construtor,Jorge Intaschi, conseguiu um patrocínio para financiar os custos desta campanha, e para isso está treinando uma tripulação para tentar fazer bonito na competição, com a intenção de demonstrar o potencial deste barco de camping com quilha retrátil. Dark Ice já provou ser um barco capaz de velejar bem rápido em ventos fracos. No dia do teste inaugural ventava fraco e mesmo assim o barco andou muito bem. (Veja, rolando a página, a reportagem sobre a inauguração do Pantanal 25 Black Ice. O vídeo You-Tube que Jorge filmou na ocasião já tinha contabilizado 2890 visitas em 24 de maio de 2008)
Outro barco que acaba de ir para a água e que deverá estar velejando no fim de junho é também o primeiro de seu desenho a ficar pronto. Ele é o protótipo do projeto Green Flash ORC 33, construído em Joinville, Santa Catarina, por João de Deus Assis. Esse barco é um dos pioneiros desta classe estabelecida pela ORC. No Brasil ele deverá correr na categoria ORC International Class, uma vez que ainda é filho único e deverá ter que esperar um bom tempo antes de poder correr por bico de proa. Ao João de Deus desejamos muito boa sorte, pois esse barco é um dos nossos maiores esforços no segmento de barcos de alta competição, e estamos roendo as unhas para saber como ele irá se sair no calendário do segundo semestre deste ano.
Mais um barco que estamos ansiosos em ver velejando é o Samoa 28 Sirius, construído pelo geólogo Daniel D’Angelo, em Buenos Aires, Argentina. Toda a galera que está construindo Samoas 28, que aliás é bem internacional, já vem acompanhando o site do Daniel na Internet, http://ar.geocities.com/velerosirius, e como ele está na frente de todo mundo, não somos somente nós que estamos super-ligados na inauguração do Sirius. Daniel está particularmente de parabéns, pois ele conseguiu construir seu barco, por sinal muito bem feito, durante suas folgas da plataforma de petróleo onde trabalha na Bacia de Campos. Ele é um bom exemplo para outros construtores amadores, pois o Sirius é o primeiro barco que constrói. Quando o Daniel nos comunicar como foi o lançamento do seu barco, pretendemos fazer uma reportagem de capa nesta coluna, a respeito do acontecimento.
Finalmente lá da distante Coréia recebemos a foto do Multichine 45 construído por nosso cliente T. J. Park, já praticamente pronto para ir para a água, faltando apenas a pintura de acabamento. Esse foi o segundo projeto que vendemos para a Coréia, e pelo que sabemos, o primeiro a ficar pronto. Como os barcos da classe já velejando estão fazendo muito sucesso, acreditamos que Mr. Park vai dar um show de bola no país dele com seu veleiro de projeto “made in Brazil”, pois quando os planos foram adquiridos, ainda trabalhávamos no Rio de Janeiro.
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Multichine 23 - Sollazzo Prezados Luiz, Cabinho e demais amigos do grupo,
Para minha
surpresa a "tripulacao" - de primeira viagem - se portou muito bem.
Nosso barquinho conseguiu nos abrigar confortavelmente ao longo de todos
os dias.
Conseguimos acomodar todo o material de cozinha, mantimentos, roupas, material de mergulho, de pesca, ferramentas, cabos etc - uma tralha enorme - nos seus devidos lugares.
Os suprimentos de agua e diesel teriam sidos suficientes ate mesmo para uma viagem de volta ao Rio caso fosse necessario, sem necessidade de
reabastecimento, apesar de termos tomado banho de agua doce todos os dias.
Para outras informações sobre o Multichine 23MK IV, clique aqui. |
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Entrevista histórica com Cabinho Para comemorar o fato de que finalmente Luis abriu a filial australiana da Roberto Barros Yacht Design, que lá se chamará B & G Yacht Design, de Barros e Gouveia, o blog do Rio Boat Show da Revista Náutica, www.nautica.com.br, resolveu nos dar uma colher de chá com uma materia inflando nosso spinnaker, nos ajudando desta forma a dar uma planadinha. Nossos agradecimentos ao Otto, ao Junior e ao Fernando.
O dia neste sábado amanheceu simplesmente lindo aqui no Rio de Janeiro. Depois de tantos dias cinzas, ver um céu azul sem nenhuma nuvem traz de volta as cores do Rio de Janeiro. E foi nesse clima que peguei carona com Otto Aquino e Fernando Monteiro da revista Náutica até a Gávea, na casa de Roberto e Eileen Barros, o casal Cabinho. A simpatia de Cabinho e Eileen não poderia combinar melhor com o astral do dia. E assisti a uma entrevista histórica, que estará na próxima edição da revista Náutica. Cabinho falou de seus heróis, de sua formação, dos sustos que passou no mar, e também de seus projetos e da tão falada mudança para a Austrália. "Acho que eu nunca contei para ninguém as minhas histórias que contei aqui hoje", disse Cabinho ao final da entrevista. Um ótimo papo para começar o dia.
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Teste do Multichine 41 na Revista Náutica. A Revista Náutica de Abril, 2008, publicou o teste do Multichine 41 Kalugahê.
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Primeira velejada do Pantanal 25 Dark Ice.
A Sexta-feira Santa de 2008 foi um dia feliz para a classe Pantanal 25. Dark Ice, aquele barco que mostramos fotos sendo rebocado de trailer numa matéria publicada nesta coluna, finalmente deu sua primeira velejada na Baía de Santos. Existem muitos barcos desta classe sendo construídos em uma dúzia de países diferentes, e pelo menos um deles também já está navegando. No entanto esta é a primeira vez que recebemos um relato completo com um álbum de fotos de como ele se comporta, pelo menos nas condições que prevaleceram naquele dia. Recebemos por e-mail uma foto de um Pantanal 25 extremamente bem feito, construído na Turquia, mas desde então não mais recebemos notícias deste barco. Por isso para nós o Dark Ice ficou como sendo o primeiro barco da classe a sair velejando. Black Ice foi fabricado em Campinas, S.P., por Jorge Intaschi, um velejador apreciador de regatas que viu no Pantanal 25 o barco de seus sonhos. Jorge é um analista de sistemas que trabalha no ramo de venda de carros. Como é tão freqüente atualmente entre empresários, seu tempo livre é bastante reduzido. Morando tão longe do mar e sendo seu negócio bastante solicitante, ele precisava de um barco que pudesse ser guardado na garagem de sua casa durante os longos períodos em que não irá dispor de tempo para tirar folga, e por outro lado, quando isso for possível, queria um barco suficientemente confortável, com banheiro fechado, cozinha e camarote privado, para que sua família pudesse permanecer a bordo durante os feriados. Quando ele descobriu o Pantanal 25, concluiu naquele momento que aquele era exatamente o barco que estava procurando. Jorge foi um dos primeiros a adquirir o projeto, que então havia sido publicado apenas algumas semanas antes. Ficou tão entusiasmado com o potencial do Pantanal 25, que decidiu criar, em sociedade com seu irmão Wagner, uma empresa com site na internet, www.intaschi.com.br, para produzir o modelo em série. Logo em seguida iniciava a construção dos plugs necessários à fabricação das fôrmas. Embora os irmãos sejam experientes empresários, esse ramo de atividade era inteiramente novo para eles. No entanto, a despeito da falta de conhecimento técnico específico sobre o assunto, decidiram começar por cima, construindo sofisticados moldes para laminação por infusão. Em janeiro de 2007 instalaram a oficina de modelagem e uma das primeiras decisões que tomaram foi a aquisição de um stand no São Paulo Boat Show que iria ocorrer em outubro daquele ano. Pode-se imaginar a correria que isso representou. Na faina de avançar o serviço, Jorge caiu do convés do plug, rompendo todos os ligamentos de um joelho. Ele compareceu ao salão em uma cadeira de rodas, uma vez que não aceitou ser operado antes que o Boat Show fosse encerrado. No entanto ele não teve por que se arrepender de seu desprendimento, uma vez que seu produto foi uma das vedetes do salão, tendo recebido quinze opções de compra durante os dias da feira, e diariamente formavam-se longas filas para visitar o barco. Agora ele está se recuperando da cirurgia, e finalmente chegou o grande dia da estréia do Dark Ice, exatamente aquele Pantanal 25 que foi exposto no Boat Show. Reconhecendo que não tinham suficiente experiência para implantar a empresa sem o apoio de alguém especializado, Jorge e Wagner contrataram Eduardo Arena, um respeitado técnico na construção de iates, além de ser reconhecidamente um criativo e habilidoso modelador. A participação de Eduardo em todo o processo de implantação da indústria foi muito oportuna, pois além destas qualificações, ele também é um exímio velejador de competição, além de ser um apreciador das características do projeto. A sexta-feira de Páscoa não estava muito convidativa para uma velejada. O céu encoberto por nuvens pesadas e um vento fraco e variável não prometia que um teste mais abrangente fosse realizado. Uma frente fria estava sendo esperada para o dia seguinte, de modo que não havia esperança de uma melhora significativa no tempo. Com o joelho ainda requerendo cuidados, Jorge decidiu acompanhar o teste a bordo da lancha de apoio, e de lá documentar com sua câmara digital as primeiras evoluções de sua criação. Eduardo Arena seria o piloto de teste, assistido por um fabricante e montador de mastros e um profissional da vela. Definitivamente todos os envolvidos naquela inauguração estavam bastante excitados com o que iria ser revelado logo a seguir. Na ânsia da preparação não houve tempo para cortar os cabos das adriças e das escotas no tamanho certo e as velas ainda não haviam sido verificadas. A descida do barco à água ocorreu sem imprevistos e logo Dark Ice estava sendo rebocado para mar aberto. Naquele momento já foram esclarecidas algumas dúvidas, tais como o fato do veleiro ter flutuado corretamente em sua linha dágua, e se deslocar de uma forma bastante suave. Quando a lancha ultrapassou a velocidade máxima de casco do Pantanal 25, o leme se tornou pesado para o controle do barco, mas isso era previsto, e bastava levantar um pouco o leme e esse problema estaria equacionado. Nesta classe o leme do tipo guilhotina tem uma regulagem infinita, o que permite diminuir a resistência nestas condições. Preferimos não dar compensação ao leme, pois neste porte de barco temos experiência prévia de que essa medida não é necessária. Logo que o barco começou a velejar constatou-se que nossa decisão estava acertada e o leme se provou ser leve e responsivo. Jorge, apesar de uma ligeira aceleração de seu ritmo cardíaco, já podia apreciar seu barco velejando no contravento. E como velejou bem! Em cinco nós de vento o Dark Ice estava navegando praticamente com essa mesma velocidade. A estabilidade inicial se mostrou ser excelente e o barco cruzava as primeiras ondas sem esforço, deixando para trás uma esteira quase imperceptível. Mostrando uma excelente capacidade de orça, o barco demonstrou boa aceleração nas cambadas. Jorge exultava lá do fly-bridge da lancha, chateado com seu joelho por ainda não lhe permitir estar no timão de seu barco. O vento aumentou para uns doze nós de velocidade, e então o barco que até então se provara ser bem estável, mudou de comportamento, e começou a adernar mais rapidamente. Isso é uma característica do Pantanal, que tem uma boca máxima reduzida e uma boca na linha dágua quase igual a esta boca máxima. Quando a estabilidade de formas começa a diminuir e antes que o lastro comece a atuar mais efetivamente existe uma faixa de menor sustentação, que deverá ser recuperada um pouco mais adiante. A boa constatação foi verificar que com o barco um pouco mais adernado, o leme continuou responsivo e o barco se manteve absolutamente equilibrado, acelerando à medida que o casco adernava. A volta para a marina permitiu testar o spinnaker assimétrico e ver como o barco se comporta no vento folgado. Como o vento não estava grande coisa, a capacidade de planeio ainda não pode ser verificada, mas aquela era apenas a primeira saída, e logo outras velejadas se sucederão. As fotos que Jorge obteve não são das melhores, mas com aquele tempo nada amigável e a atmosfera tão enevoada, já foi uma vitória conseguirmos essas primeiras fotos. Numa próxima velejada com céu mais azul esperamos poder divulgar fotos de melhor qualidade.
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Multichine 26C, versão 2008. Made in Austrália, idealizado no Brasil.
Essa nota também foi publicada no site www.amateurboatbuilding.com
Desde maio de 2007 nosso escritório está operando desde Perth, Austrália Ocidental. Em 2006, quando ainda trabalhávamos no Rio de Janeiro, lançamos o projeto para construção amadora Multichine 26C, o menor veleiro de cruzeiro de nossa linha indicado para se fazer qualquer tipo de viagem oceânica, até mesmo uma volta ao mundo se assim fosse desejado. Esse barco causou grande impacto em seu lançamento e dezenas de unidades começaram a ser construídas em vários paises logo após o projeto ter sido disponibilizado.
Como regra geral o construtor amador se diverte bastante quando está construindo seu próprio barco, já sonhando com o uso que seu trabalho irá lhe proporcionar. Provavelmente deve ser por esse motivo que em média os barcos de construção amadora são tão bem feitos e durem tanto. Outra constatação é a de que esses barcos costumam ser venerados por seus donos. É raro encontrar os melhores barcos de construção amadora à venda, e o MC26C não deverá ser exceção nesta regra. Agora que as primeiras unidades já estão próximas do lançamento, resolvemos lançar desde a Austrália a versão 2008 do projeto, com pequenas alterações sobre o plano original, mas que o tornarão mais desejável ainda. Decidimos alterar a parede do banheiro que era oblíqua, fazendo-a paralela à linha de centro, desta forma aumentando o pé direito máximo no banheiro (agora igual ao pé direito no salão que é de 1.85m) e o espaço na área do box do chuveiro. Para tornar o banho quente uma operação simples como usar o chuveiro de casa o ideal é ter instalado um aquecedor de água ligado ao trocador de calor do motor auxiliar, o mais popular sistema de aquecimento encontrado em veleiros de cruzeiro. O lugar ideal para a colocação deste “calorifier” é em baixo da mesa de navegação, o mais próximo da parede do box possível. Uma bomba elétrica leva a água do aquecedor para o chuveiro.
Com esta nova configuração, uma coisa que geralmente não é muito bem resolvida em projetos deste porte, que é a possibilidade de se tomar uma ducha confortável no banheiro de bordo, em nosso projeto ficou muito bem equacionada. Este acréscimo no banheiro gerou uma parede na seção 6 que cria a possibilidade de acrescentar um aquecedor de ambiente no salão, o que torno o projeto mais adequado ainda para operar em todos os climas. Com o camarote exclusivo à popa e seu sofá exclusivo, hall com pé direito de 1.82m neste camarote, além de muitos armários, o MC26C também tem um salão muito aconchegante e uma ótima mesa de navegação. A cozinha é mais ampla do que a de muitos barcos de trinta pés e é completa. Tem uma pia bem dimensionada, uma geladeira de bom volume e um fogão com forno e duas bocas. O projeto do MC26C ficou realmente o mais perfeito que poderíamos ter imaginado. O entusiasmo dos construtores pelo conforto interno de seus barcos das várias unidades que estão quase concluídas é a melhor prova disso. Um de nossos clientes está construindo com o firme propósito de dar uma volta ao mundo pelo Oceano Austral, o que demonstra a satisfação dele com o projeto e a confiança no potencial do barco. De nossa parte damos a maior força, pois quando desenvolvemos o projeto, sonhávamos com construtores com intenções ambiciosas de utilização.
O segredo do MC26C ser tão fácil de construir e sua qualidade final ser tão alta reside no fato da obra começar pela fabricação de doze anteparas em bancada, quando a pessoa tem a oportunidade de exercitar seus conhecimentos de marcenaria, sem ter que trabalhar em posições desconfortáveis. Não que seja necessário ser um exímio marceneiro. As juntas empregadas são todas de topo e as madeiras são simplesmente coladas ao compensado naval das anteparas. Qualquer uma pessoa razoavelmente caprichosa consegue realizar o trabalho, e isso podemos afirmar com segurança, pois temos muitos barcos construídos por esse processo denominado ply-glass, exatamente o utilizado no MC26C, por amadores que nunca haviam trabalhado com madeira antes. Essa pré-fabricação é completada com uma roda de proa laminada em bancada, uma peça que impressiona por sua imensa robustez, mas que na prática não é difícil de ser produzida. Estes componentes estruturais são então colocados em pé num plano de base, que no jargão da construção naval é denominado picadeiro, e os entalhes nas anteparas fornecidos nas plantas em tamanho natural de todas as anteparas e abertos quando da construção das seções em bancada, permitem o encaixe em sua posição precisa dos componentes longitudinais da estrutura. Os próximos passos são; o fechamento do casco com compensado naval e em seguida seu revestimento com fibra de vidro. Neste estágio já se tem um casco de uma rigidez impressionante.
Quando o barco é virado de cabeça para cima o restante da obra passa a ser intuitiva, pois toda a parte transversal da mobília e das divisórias já foi pré-fabricada em bancada. O interior é então completado e finalmente a superestrutura é fixada ao lugar. A superestrutura também é encapsulada com fibra de vidro fazendo uma sobreposição com o casco, o que confere uma integridade estrutural do tipo monobloco a todo o conjunto. Uma vez terminada a lixagem externa, pintura e instalação das ferragens, quilha e leme o barco está pronto para ir para a água e proporcionar todo o prazer que o construtor espera como retorno de seu trabalho.
Este sistema é o mais simples e barato de ser construído e praticamente não requer manutenção alguma, mas caso ela venha a ser necessária, como no remoto caso de acidente, nada é mais fácil do que retirar um leme de espelho de popa para reparos.
Sendo um barco de calado moderado, boa estabilidade e bom desempenho em todas as amuras, especialmente quando velejando no contravento, o Multichine 28 é um veleiro apaixonante e agora com a versão 2008, Made in Austrália mas com todos os componentes do jeitinho brasileiro, nosso projeto irá povoar mais do que nunca, temos a maior certeza, a imaginação de muitos cruzeiristas em muitos paises diferentes.
Imagens renderizadas por: www.ideebr.com Para mais informações sobre o Multichine 26C, clique aqui. |
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Festa da virada do casco da Curruíra 42 construído pelo estaleiro Flab. No início de janeiro tive a grata oportunidade de estar em Campinas para participar de uma série de atividades técnicas e sociais no estaleiro Flab, culminando com a festa da viragem do primeiro casco em ply-glass de nosso trawler Curruíra 42. Apesar do cansaço pela longa viagem e das onze horas de diferença de fuso horário, somente chegar ao Estaleiro Flab já foi uma sensação muito agradável, já que ao invés de estar situado em uma região industrial, barulhenta, movimentada, cinza e poluída, o estaleiro fica em uma chácara toda arborizada em uma área rural próxima à cidade. Os galpões, grandes e abertos para entrada de luz e ventilação natural, são altos e ainda assim se colocam de forma discreta na paisagem de forma a não agredir visualmente o local. Também chama atenção a limpeza e arrumação do local, coisas teoricamente básicas mas que somente os melhores e mais dedicados profissionais conseguem implementar em suas oficinas. Atualmente o Flab está construindo cinco barcos de diferentes tamanhos, entre trawlers e veleiros, todos a partir de nossos projetos, e em breve mais um trawler de 46 pés será iniciado. Ao entrar no galpão, o que chama a atenção é o tamanho do casco da Curruíra 42 (como os barcos crescem quando saem da tela do computador e tomam formas reais!). Com uma boca generosa, seu volume interno é simplesmente imenso. Mesmo de cabeça para baixo e com o interior ainda vazio, as anteparas estruturais já instaladas permitem visualizar a divisão dos principais espaços internos: a proa totalmente reservada para as acomodações de pernoite, a parte central do porão que será ocupada pelos tanques e casa de máquinas e a popa, onde será instalado o sistema de governo. Externamente o casco mostra um desenvolvimento perfeito. Embora pintado apenas com um primer epóxi, está tão bem acabado que parece já estar com a tinta de acabamento final, com os chines desenvolvendo curvas muitos suaves e sem qualquer inflexão visível. Nos dias que antecederam a virada, eu e o Flavio, diretor dos Estaleiros Flab, fizemos várias reuniões técnicas a respeito de detalhes de projeto, e mais próximo da data da festa fiz outras reuniões técnicas com os vários proprietários dos barco que no momento estão em construção no estaleiro. Na véspera, uma sexta-feira, houve um jantar de confraternização, uma espécie de preparação de nossos corações para o grande evento do dia seguinte. No sábado de manhã o circo já estava totalmente montado; mesas, cadeiras, som, bebidas, a churrasqueira acesa e a Curruíra 42, a vedete do espetáculo, estática, apoiada nos dois pórticos como que esperando para realizar o ato principal da peça que iria acontecer a seguir. Confraternizações, agradecimentos, discursos, fotos, um “Parabéns para Você” que não estava no script, pois embora não soubéssemos, o Flávio era aniversariante naquele dia, e finalmente chega a hora do grande show. Cada membro da equipe do estaleiro assume uma posição previamente combinada e, ao comando do maestro Flávio, começam a executar harmoniosamente sua parte no conjunto do espetáculo. Inicialmente o barco é elevado até chegar à altura correta, quando, com a platéia em absoluto silêncio apenas se ouve o ruído das correntes das talhas em operação. Quando o casco chega à altura correta, começa a girar lentamente e ouve-se entre os presentes um murmúrio de expectativa, até que o convés assume uma posição vertical. Nesta altura parece que ninguém respira, e alguns segundos depois aquele casco lindo já está de cabeça para cima, como que flutuando no ar, pois quase não se percebe que a proa e a popa continuam apoiadas nos pórticos. Nessa hora algumas pessoas começam a bater palmas, mas logo param, pois percebem pela movimentação da equipe que o ato ainda não está terminado. O berço é colocado em baixo do casco e o barco vai descendo lentamente até estar firmemente apoiado. Finalmente chega a verdadeira hora das palmas e confraternizações. O médico Nico, o proprietário do barco, deixa rolar algumas lágrimas de emoção e recebe muitos abraços. Uma escada é colocada ao lado do costado, enquanto todos nós, seguindo os passos do Nico e do Flávio, vamos lá para dentro, sonhar com o interior quando estiver terminado, a praça de máquinas com motor e equipamentos instalados, a casaria ..., mas isso é uma outra história que teremos que contar mais para frente. Por fim aparece o bolo de aniversário e todos cantam o “Parabéns para Você” oficial.
Para saber mais sobre a classe Curruíra 42, clique aqui |
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Multichine 23 ONKA Recebemos dois e-mails de Bruce Matheson que estamos publicando a seguir. Bruce é proprietário do Multichine 23 ONKA construído a quase 25 anos mas que se encontra em estado de novo após todo este tempo e continua dando muito prazer a seus proprietários. Primeiro e-mail: Oi Roberto Em nenhum momento apesar do mar estar horrível e o vento muito forte, ouvi um estalo sequer. Não quebrou nada, pouca coisa saiu do lugar dentro da cabine e em nenhum momento o mar cobriu o convés, tirou de letra o mar agitado. O velho surpreende...
Oi Roberto, | ||||||||||||||||||||||||||||||||||