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CABO HORN 35 MKII
Além disso, o Cabo Horn 35 é um barco confortável em todo o seu conceito. Um camarote bem amplo a vante, com porta e uma poltrona de leitura, permite a um casal o conforto só encontrado em barcos bem maiores. Logo atrás, um banheiro de régias dimensões, com cortina para o chuveiro e amplas bancadas traz a sensação de um banheiro residencial. No centro do barco uma cabine de comando de proporções moderadas, aloja a boreste o departamento de navegação e o comando interno e a bombordo uma bem distribuída cozinha no lugar mais nobre do barco, um privilégio nunca oferecido ao tripulante mais importante, o cozinheiro. A sala a ré. embora fora do usual, é super confortável, permitindo uma vida social e refeições em grande estilo. Junto à popa mais uma cama de casal, esta como nos melhores hotéis, com vista para o mar através de duas vigias no espelho de popa. 0 convés corrido à frente do "pilot house” permite uma ampla circulação e o cockpit bem espaçoso é ideal para manobras ou para receber amigos. Um plano vélico adequado e um casco de linhas harmoniosas lhe garantem uma boa velocidade e um comportamento bem marinheiro, mesmo nas piores condições de tempo. 0 Cabo Horn 35 era o barco que faltava no mercado náutico brasileiro. Desde o seu lançamento a classe Cabo Horn 35 vem crescendo e ganhando novos adeptos graças ao sucesso que este veleiro vem alcançando, seja pelo seu conforto fora do comum, seja por suas realizações como super barco de cruzeiro. 0 primeiro Cabo Horn 35 a navegar, o "Tauá", assim que foi inaugurado partiu para uma viagem de ida e volta ao Caribe, a qual realizou magnificamente, demonstrando as qualidades excepcionais deste modelo. 0 Tauá foi seguido por um outro Cabo Horn 35, o "Guruçá”, de Fausto Pignaton em outra impecável viagem ao Caribe. Indo para Trinidad Tobago o Guruçá chegou a atingir a notável marca de 207 milhas navegadas em 24 horas e alguns meses mais tarde este barco resistiu quase incólume ao furacão Luis, o mais violento de que se tem notícia que assolou a ilha de Saint Martin, onde estava ancorado. Poucas semanas depois Fausto empreendeu uma viagem de volta ao Brasil em solitário quando o Guruçá mais uma vez demonstrou ser um barco valente em qualquer condição. De Saint Martin até Fernando de Noronha foram vinte e um dias de viagem com o barco navegando quase em pé e com o mínimo de assistência. Ambos os barcos quando estiveram nas Antilhas foram motivo de admiração por parte de velejadores estrangeiros, recebendo mesmo até algumas propostas de compra, sempre recusadas. A revista Náutica de abril de 1996 publicou uma matéria em sua seção "Histórias do Mar", a respeito da odisséia vivida por Fausto a bordo do Guruçá durante a passagem do furacão, o que tornou a classe ainda mais conhecida e respeitada. 0 Cabo Horn 35 tem tudo para ir se consagrando como o barco de cruzeiro mais famoso do Brasil. tanto pelas suas qualidades náuticas como pelo seu conforto interno. |