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Multichine 28 Access faz sucesso no Caribe.

Flavio Bezerra, nosso sofrido campeão de proezas na classe Multichine 28, acaba de nos enviar um pungente e-mail que nos fez ficar morrendo de pena dele. Afinal que vida dura essa de um brasileiro perdido numa ilha do Caribe, tendo que ir a festas toda noite com uma porção de mulher bonita dando sopa, tendo que mergulhar em águas cristalinas, podendo ir velejando para surfar nos melhores "sueis" das Antilhas, além de ter que agüentar o papo de tantos cruzeiristas mentirosos. Não consigo entender como pode ter tanta gente querendo ler as notícias sobre o Access e uma porção deles desejando acabar logo a construção de seus barcos para poderem ir para lá também.

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Espero que esse e-mail ajude vocês da RBYD a fazerem bons negócios, pelo menos para compensar os no mínimo dez clientes que expulsei ao chegarem embaixo do meu barco dizendo que podiam fazer o mesmo mais rápido e mais barato.

A vida aqui está como antes, agora trabalhando como engenheiro de planejamento da construtora Andrade Gutierrez, que está restaurando o aeroporto de Antigua. Eu dei muita sorte de ter um mestrado e não ter ninguém na ilha especializado em gerenciamento de projetos. Só assim liberaram minha permissão de trabalho, o que é proibido por aqui, onde um tomate custa três dólares.

Aos fins de semana eu sempre saio para velejar ou surfar com amigos. É impressionante como tem picos de surf escondidos aonde somente se chega de barco. Um australiano ficou babando quando soube que fomos surfar em Sand Island, em um dos 'suéis' mais clássicos que já houve por aqui.

A ancoragem é sempre aquela; venho na empopada mesmo, escolhendo o fundo, corro para a proa e ao passar pelo mastro, abro os stoppers das velas, que caem. Solto a âncora e deixo o barco arrastá-la até que escolha por si um bordo e cambe. Mergulho então e amarro a segunda âncora com mais vinte metros de corrente e as enterro. Ao todo uso sempre 35 metros e duas âncoras de 10kg, uma CQR que o Ricardo do Pirata me emprestou, e uma Bruce, na mesma corrente, espaçadas de 15 metros uma da outra. Nunca garrou e espero que assim sempre seja. Ancoro sempre a menos de 5 metros de profundidade. Estudo bem o vento e as pedras, arrecifes, e se não der, não arrisco. Peguei uma chuva forte ancorado a 8m, ventos de 50 nós e um barco ao lado do meu recebeu um raio. Que prejuízo! Dia desses faço um cabo terra no meu barco, mas a grana ainda não deu.
Motor; ainda não tenho. Daí não ter bateria para piloto automático, mas o sistema de cabos para amarrar a cana que instalei desde o Brasil funciona muito bem, mesmo na empopada. Esse barco é tão bom que veleja até sem leme, como foi por cinco dias depois que o quebrei numa baleia na perna Fortaleza - St. Maarten!!! Estou muito satisfeito e todos elogiam muito. É claro que falta aquele toque feminino nos detalhes...mas nesse caso talvez eu precise de um barco maior..ou quiçá uma namorada pequena, própria para um Multichine 28, e com muito, muito bom humor!
Meu dingue sofreu uma reforma. Refiz todo ele, fibra e madeira, mas preciso colocar uma armação e me preparar para a competição clássica de dingues...que barato! Tem todo ano e acompanha a regata clássica de Antigua. Neste ano trabalhei no veleiro vencedor da Clássica, o Aschanti, de 120 pés. Que tripulação!!! Aqui as mulheres além de bonitas adoram velejar, mas você tem que estar em forma para poder acompanhar.
É claro que dá muita saudade do Rio de Janeiro. Lugar melhor não há. Quantos amigos que fiz durante a construção do Access naqueles papos longos pelos galpões do São Cristovão. Não saberia que eram tão bons amigos não fossem as enormes dificuldades que passa um construtor amador morando num galpão, construindo seu sonho dia a dia. Da praia de Ipanema, do sol do Rio, das remadas com a galera da canoa havaiana e das velejadas com a galera. Do surf na Prainha e na praia da Macumba!!! É claro que eu já volto. Volto já, só não sei por onde, nem quando, e adoraria conhecer alguns outros lugares mais distantes que o Caribe. Aí tem que segurar a saudade, igual a penalty em final de copa do mundo, com o Brasil para marcar, e velejar muito, surfar e conhecer todos os lugares e fazer muitos, mas muitos amigos mesmo, que de tudo é o que fica.
É isso aí cara, um abração para você e toda a família que me deu tanta força, para Manolo e Ricardinho também.
Flávio.
Antiga - West Indies
msn: flavioab@hotmail.com

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Últimas notícias da classe Multichine 28

Quem nos escreveu agora em julho de 2008 foi nosso amigo Flavio Bezerra, nosso campeão de aventuras na classe MC28, com seu fantástico Access. Você pode ler os relatos das aventuras do Access em matérias que publicamos recentemente. É só rolar a página

Estou vivendo aqui em Antigua, no Caribe, trabalhando na Andrade Gutierrez com o planejamento do projeto de reconstrução do aeroporto. Você sabe que nós adoramos construir coisa né!! Meu veleirinho, o Access, está ancorado em uma baia (English Harbour). Ainda preciso pintar os consertos que fiz em volta do leme, mas estou tentando juntar um dinheirinho para fazê-lo. A tinta venenosa também. Motor nem pensar ainda. São 7 mil dólares e não tenho idéia de onde tirar. Pelo jeito vou continuar só na vela durante algum tempo ainda. O problema é que assim não dá para ir para o Pacífico, pois ... sei lá, talvez até dê!!! Para voltar para casa só no próximo verão. Não sei ainda o que fazer, então vou ficando por aqui.A baia onde moro tem as águas limpas e claras e eu mergulho todo dia antes de ir trabalhar. Atravesso a baia nadando e depois de correr numa prainha que tem do outro lado, eu volto nadando. Estou tentando perder a barriga. Eu consegui juntar algumas fotos e fiz até uns filminhos no meu celular. Será que o pessoal gostaria de ver? Eu vou tentar mandar. Fiquei devendo para todos.
Como vão as coisas por aí? Manda um abração para todos.
Flávio.

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Outro cliente nosso está feliz da vida por ter completado a construção de seu Multichine 28, que construiu sozinho em Florianópolis, Santa Catarina, Brasil. Trata-se do restaurateur Giovani Dalgrande, nosso mais novo participante do Clube da Classe MC28. Ele levou alguns anos para acabar a obra, mas valeu à pena, pois seu trabalho ficou de primeira classe. Ele nos enviou um e-mail com fotos mostrando a boa qualidade de seu "Kyriri ete".
É com enorme satisfação que envio este e-mail com as fotos do Multchine 28 que comecei a fazer a "alguns dias atrás". "Kyriri ete" em tupi-guarani significa sossego, algo que todos buscamos. Gostaria de agradecer pelo projeto de construção que me levou a concluir com sucesso este desafio. Foi muito gratificante este tempo em que me ocupei construindo esse sonho.

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Vagamundo está muito bonito

Olá Cabinho,
 
Ontem velejei pela primeira vez no Vagamundo. Só quem passou por isso sabe como estou me sentindo agora, não como uma criança que ganhou um brinquedo novo, na verdade me sinto como uma criança que está brincando com um brinquedo feito por ela mesmo. Quem já teve momentos assim na infância sabe o que significa.

Foram oito anos desde o dia que comprei o projeto até velejar pela primeira vez. Fiz tudo praticamente sozinho, só para fibrar e para pintura de acabamento é que tive ajuda. Nada mais justo que a primeira saída para velejar fosse sozinho também. Foi um pequeno passeio de pouco mais de quatro horas com ventos de 4 nós ao sair do cais (sem usar o motor, é um veleiro!! risos) e depois com ventos de 15 nós. Fiquei realmente impressionado como o barco veleja sozinho mesmo com vento de popa, largava o leme e ia pra baixo pegar alguma coisa pra comer ou checar alguma coisa e o Vagamundo seguia sozinho. Enquanto estava na cabine podia vigiar tudo em volta e ver todo o convés pelas vigias e as gaiutas, uma maravilha para quem está sozinho. Cheguei no cais sem muito vento e entrei na vaga mais uma vez sem ligar o motor, por que o barco é fácil de manobrar mesmo sem ajuda, não por mérito do velejador (risos).

A primeira parte do sonho foi realizada, a segunda é morar a bordo e viajar com o Vagamundo,  espero que seja logo. Agora a família aumentou e vou esperar o meu filho, João que está com 15 dias de vida completar seis meses e aí vamos ver. Ainda faltam algumas coisas para o Vagamundo virar uma casa, como o estofamento e alguns acessórios importante como fazer o dingue, um bimini, um dog house, etc...coisas que depende de um pouco de dinheiro e infelizmente a empresa que eu trabalhava perdeu o contrato com a Petrobras e no momento estou desempregado.

Estou mandando algumas fotos para que conheça o Vagamundo e espero um dia recebê-lo a bordo com a família Roberto Barros Yacht Design.
 
Um grande abraço,
 
Ricardo Campos - Veleiro Vagamundo

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Multichine 28 Access chega ao Caribe

Nosso campeão da classe Multichine 28 até o momento é sem dúvida o Flavio Bezerra. Depois de sair do Rio sem motor, sem piloto automático e quase sem grana, ele chega a Saint Martin com todos os ossos no lugar, depois de passar por uma experiência terrível. Ele contou num e-mail bastante lacônico que passou em mala direta, que o barco foi jogado para cima por uma baleia, deve ter sido no mínimo a Moby Dick, e quando ela passou pelo leme, arrancou-o fora. Ela deve ter uma cabeça bem dura, pois aquele leme é uma rocha.

Estou anexando esse e-mail que recebi hoje para que nossa galera avalie pelas entrelinhas o sufoco que nosso piloto deve ter passado. Essa é a primeira super-aventura da classe Multichine 28, mas pelo perfil de muitos de nossos construtores, aposto que não será a única. Imagino que o Bob seja o comandante do Bicho Vermelho, um veleiro brasileiro que há muito navega pelo Caribe.

Oi Gui, estou sem leme, sem motor, sem internet, com pouca bateria, sem água e sem dingue, no Bob, pois aqui tem tudo. Cheguei hoje após muitas dificuldades. Acho que atropelei uma baleia que me jogou para cima e perdi o leme logo a seguir. Quase os estais foram juntos, mas consegui chegar até aqui. Estou super-bem de saúde. Estou tentando me comunicar pelo canal 14 com você. Estou tentando um reboque para aí. Queria saber com você como devo dar entrada na imigração.
Abraço.

Flavio

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Oi Cabinho, bom dia.
O Chico realmente deixa a desejar. O pino foi soldado por dentro de um "U" mesmo mas necessitava ter um fechamento por trás do pino. A peça quebrou após eu velejar dois dias com ela empenada mas eu não tinha outra opção. Pensei até que não ia arrebentar. Após dois dias com ventos muito fortes do tipo que varre a água, ele partiu. Vê-se que a baleia tocou de lado e só fez empenar a ferragem de baixo no leme. O Estresse do material fez com que ele partisse após dois dias. O resto foi dureza para chegar, mas já passou. A ferragem vai custar 1100 dóares.

O pino de baixo ficou preso ao barco mas após a ferragem de baixo se partir o pino de cima não aguentou a torção e se partiu em poucos minutos. A cana de leme batia em tudo que se opusesse a ela, o barco ou meu próprio corpo que defendia os estais. Fiquei todo machucado e passei cinco dias mergulhando e prendendo minhas mãos entre o casco e o barco, esperando a próxima onda para retirá-la, tudo para amarrar o leme de forma a poder andar a 45 graus da direção que eu queria ir, que era já popa rasa. Impossível levar um barco em popa rasa sem leme, podem falar o que for, mas eu vivi. Paineiros amarrados, lemes de fortuna, baldes e cabos, tudo ajuda mas nada resolve. Os que lhe falarem algum dia ser possível são mentirosos.

Não existe Herói no mar, todo mundo é merda para a natureza, por isso não gosto que me chamem de herói pois só um imbecil poderia se achar herói assim, no meio da natureza e pronto para morrer. Eu faço apenas força para ficar vivo quando preciso, por puro instinto. Demorei 5 dias para correr as últimas 200 milhas em zig-zag e fui muito bem recebido quando cheguei aqui e pedi auxílio para ancorar. As pessoas estão sempre me ajudando e conheci bons brasileiros e brasileiras por aqui.

A gente acaba aprendendo muito e isso é bom, mas a experiência que vivi não creio que seja boa para ninguém não, definitivamente não. Por isso é que não coloco muito incentivo nas pessoas que tentam criar um quadro fictício de heroísmo em passar dificuldades. Isso é pura besteira da imaginação que acaba levando a desilusões grandes.

Eu devo sair daqui na temporada de furacões mas não tenho motor, leme e as velas estão rotas, não tenho cartas ou eletricidade e o barco está pior do que quando sai do Brasil. Portanto não posso lhe dizer ainda para onde vou mas lhe digo assim que chegar em algum lugar.

A ilha está animada agora com a regata da Reneken (?!) e tem tido muitas festinhas. Os brasileiros sempre se encontram depois do dia de trabalho e fazem uma confraternização em uma marina que tem lindos barco, clássicos e não clássicos, uns apenas feitos com dinheiro, outros com perfeição. Ontem fiquei admirando-os na companhia de uma amiga que aqui fiz. Aqui um barco de 70 pés é um barquinho. Tem alguns de 100 pés que são barrados na regata apenas para barcos acima de 105 pés. Os veleiros têm mastros que dá para ver por trás de um prédio de 6 andares. O acabamento é maravilhoso. Entrei em um para fazer uma instalação elétrica, é impressionante, não tenho como descrever!

Por outro lado fiz um amigo alemão, que odeia alemães, e que todos os dias fazemos nossa regatinha particular para chegar no trabalho, ele com seu pequeno dingue de 2 metros a vela e eu no meu a remo. Você pode me dar uma posição boa para eu colocar uma bolina central nele? Eu já tenho as velas mas com a bolina lateral sabemos que ele não orça, então seria bom instalar uma no centro. Eu tenho a maior vergonha quando ele passa a vela e eu remo. Tudo bem que ele é alemão...mas vê se me dá uma força aí para eu mudar...
Aguardo notícias suas.
Vou lá que tenho que comprar água para por nos tanques, o que aqui é caro.
Abraços a todos;
Flávio.

Aqui quem escreve é o Cabinho: o problem do dinghy do Flávio não é a bolina lateral. Vocês que velejam o Caravela 1.7 sabem que ele orça bem direitinho. O probelema dele é que sua vela é a de salvatágem, bem menor do que a de passeio, porque só um "desperado" vai querer ir no contravento para a terra mais próxima em plena tempestade num veleirinho de 1.70m em pleno oceano. Mas que o Flavio tem raça, isso ninguem pode duvidar.

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Segundo e-mail recebido em 27/01/08

Eu demorei 5 dias para andar 200 milhas, quase quebrei o barco todo, consegui salvar o leme mas a cana se foi ao bater nos estais. Depois de bater (na baleia) ainda andei 2 dias mas após uma ventania fortíssima segundo o pessoal da ilha aqui, estava a 45 nós, o leme se partiu na ferragem de baixo. Fiquei sem água boa de beber, pois as garrafas de mineral estouraram. Consegui um reboque pelo radio ao chegar na praia e vim parar na enseada onde queria. O barco só velejava no través folgado e vim em zig-zag. A ferragem de proa está toda ferrada e talvez o fuzil esteja comprometido. As adriças estouraram, pois as velas foram jogadas de um lado para o outro com muita violencia. Caí com a âncora sobre o dingue e furei o fundo. Tem que fazer um projeto (de dingue) com o casco mais forte, esse e muito frágil para cruzeirar, e se puder aumentar o quebra ondas ele para de quebrar a gaiuta da proa quando o barco bate. Eu quase perdi as mãos varias vezes esmagadas pelo leme que tive que amarrar na popa. Tomei varias pancadas fortes. Não foi muito legal não, mas faz parte. A parte ruim. Agora vou ver se trabalho e consigo recuperar o barco que ficou todo quebrado. Tenho que trocar os carrinhos do grande e refazer a ferragem de proa, o bote, o leme, a pintura, consertar o lap top, o inverter, a privada, estais, um dente que quebrei, vai sair caro...beleza. Estou um pouco triste mas tudo vai melhorar. Mando abraços para todos.
Felicidades.

Flavio.

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Agora é  Beto Roque que nos manda fotos da viagem do Multichine 28 Stella del Fioravante, ex-Fiu,  que ele acabou de fazer no início de janeiro, do Rio de Janeiro até Florianópolis, e estando com tempo contado, tão logo chegou, teve que voltar para o Canadá, onde mora. Ele nos passou esse e-mail:

Oi Cabinho,

Hoje é um daqueles dias em que penso o que é que eu estou fazendo aqui. Temperatura de -35 graus, com wind chill  equivalente a -48 graus e de manhã ainda tive que palear a neve da calçada e da frente da garagem. Que coisa horrível...

Algumas fotos para você. Vou ter que fazer a viagem de novo porque a maioria das fotos não saíu boa. As fotos do barco e o lugar onde ele vai ficar até abril, em Santo Antonio, um lugarejo na ilha de Santa Catarina (Floripa). Se eu conseguir quitar o Yacht Club, então mudo para a sede do clube. Que barco lindo, não é mesmo? Já estou com uma saudade enorme.
Abracos congelados daqui do Polo Norte.

Beto

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Novidades na classe Multichine 28

A classe Multichine 28 ganhou sua própria inércia. Não é a toa que esse barco desenhado para fazer travessias começa a mostrar sua vocação. Primeiro o número de unidades navegando não pára de crescer. Já perdemos até a conta. Além disso praticamente cada um deles tem algum plano de cruzeiro mais ou menos ambicioso. Alguns destes barcos trocaram de donos recentemente. Como foi o caso do Cadiz, que foi vendido de Recife para o Espírito Santo, do Makay, o mais bem cuidado de todos os veleiros da classe, e mais recentemente o Fiu, agora se chamando Fioravante, que foi adquirido por Beto Roque, um brasilero/canadense, que pretende passar esse inverno do hemisfério norte velejando entre o Rio de Janeiro e Santa Catarina, para matar de inveja seus companheiros de iate clube lá na província de Vancouver.

Outros barcos que foram recentemente para a água são: O Maurauder de Manuel Heleno Neto, que está muito lindo com uma roda de leme instalada, o Ayty, de Arapoan Fernandes que também ficou muito bonito, o caprichadíssimo Baganga de Marco Veras e o Vagamundo, muito bem construído e acabado, feito por nosso amigo Ricardo, mergulhador de águas profundas em Vila Velha, Espírito Santo

Só na Marina da Glória, durante o mês de outubro, tinham quatro MC28 estacionados nos piers A e B: O Fioravante, ainda com o nome Fiu, o Ayty, o Baganga e o Access de nosso irmão muito louco Flavio Bezerra. Mas o Flavio estava com uma coceira no calcanhar e por isso nos mandou esse e-mail:

Cabinho, cheguei em Natal. Queria te dizer que nas noites a só no meio do mar às vezes penso em como me meti nessa de construir um barco que não podia e perder tudo na vida por isso. Provavelmente devo estar fazendo a coisa errada novamente mas sou teimoso e vou tentar até que um dia eu tenha algum retorno de todo o meu esforço. Não sei se isso será possível mas estou dando tudo de mim a 30 nós num barco sem piloto ou leme de vento, sem energia elétrica, sem motor ... só eu e Deus que em abrolhos me acordou para ver a luz de um navio a 30 metros de altura na minha popa. Sorte que já tinha passado. Eu tenho até vergonha de falar que um cara de 40 anos pode ser irresponsável assim, mas teria mais vergonha de ver o meu barco parado na Marina sem nunca ter saído da baia de Guanabara. Eu realmente não sei o que dizer da minha experiência para as pessoas. Eu bem que gostaria, mas ainda não sei como contar. O que mais ganhei com a construção do meu barco foram amigos e insentivadores. Agradeço-lhe por toda a motivação.
Um grande abraço;
Flávio.
Natal / Rio Grande do Norte - Brazil

Como vocês podem ver é história que não acaba mais.


Nosso escritório comenta:

A área vélica do Multichine 28 é a ideal para cruzeiros  oceânicos de longa distância, assim como todos os equipamentos, que são super-dimensionados neste projeto. Sendo uma reportagem comparativa com outros veleiros, a revista não levou em conta esta característica especial que torna o MC28 um barco não comparável com outros veleiros que não foram  projetados para esse fim. Também não somos os construtores, nem fornecemos kits deste modelo. Somos apenas os projetistas, e o projeto se destina principalmente à construção amadora9. Quem pode construí-lo profissionalmente é o estaleiro Franzen de Curitiba, Paraná. (Veja em nosso site Estaleiros que trabalham com nossos projetos)

Nosso escritório comenta:

O Samoa 28 conceitualmente é bem diferente do MC28. Ele se destina a cruzeiro e regata, e seu método construtivo é outro. Todavia ele também é adequado para realizar cruzeiros oceânicos, embora como informou a revista, sua cozinha seja menos ampla do que a do MC28. Também não somos os construtores, sendo simplesmente os projetista. Assim como o MC28, ele se destina principalmente à construção amadora, e já existem esses veleiros sendo construídos em dez países. O Samoa 28 é realmente é um de nossos projetos mais recentes.


Novas Fotos do Multichine 28 Ayty.

Já tínhamos mostrado antes algumas fotos do lançamento do Multichine 28 Ayty e agora recebemos novas imagens do seu interior. Certamente que este é mais um grande representante desta classe super especial.

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Multichine 28 Vagamundo construido com muito capricho

O Multichine 28 Vagamundo construído em Vitória E.S. pelo mergulhador de águas profundas Ricardo Campos Costa está ficando uma autêntica obra de arte. Ricardo construiu seu barco praticamente sozinho aproveitando suas folgas no trabalho, e agora que seu barco está praticamente pronto, pretende se mudar para bordo e futuramente realizar viagens internacionais com ele.

Este é um exemplo a ser seguido por aqueles que escolhem a vida de aventureiros dos mares. O Ricardo nunca tinha construído um veleiro antes e, no entanto seu acabamento e qualidade construtiva superam o de muitos barcos de fábrica que custam muito mais caro do que o que ele gastou na construção.

Parece que o mês de fevereiro será dos MC 28. Aity de Arapoan Fernandes foi para a água na semana passada e no início de fevereiro deverá estar na Marina da Glória. O Access de Flávio Bezerra deu sua primeira velejada no domingo passado, e logo Marco Veras estará inaugurando seu MC 28. Só no píer B da Marina deverão ficar lado a lado quatro MC28.

Isto é muita coisa para uma classe destinada à construção particular, e o melhor é que cada um destes barcos é um show de bom acabamento e alta qualidade de construção. Isto não é fácil de ser encontrado em nenhum lugar.

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* Casco e interior do Vagamundo

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Diário de bordo do Fiu n° 27

Os preparativos para nossa viagem de retorno ao Pacífico Sul estão chegando a sua fase final. Algumas tarefas menos óbvias, aquelas que muitas pessoas, inclusive nós mesmos, às vezes nem se preocupam em realizar, já foram em sua maioria completadas. Na verdade o Fiu desde a definição do projeto e o início de sua construção até o dia de hoje, foi sendo preparado para ser capaz de empreender longos cruzeiros.

Parece óbvio agora, mas a escolha do modelo foi uma das decisões mais importantes. Qual tamanho deveria ter o barco escolhido? Seria ele monocasco ou catamarã?

A opção pelo projeto do MC28, uma escolha sob medida uma vez que nós mesmos elaboramos o projeto, se deveu principalmente ao tamanho de nosso bolso. Que risco enorme seria iniciar a construção de um barco para o qual não tivéssemos os recursos necessários para concluir a obra, como seria o caso de um monocasco maior ou um catamarã de cabine central, por exemplo.

O projeto do MC28 foi definido para que um casal de classe média pudesse ter um barco para fazer travessias oceânicas ou morar a bordo com conforto e segurança e com capacidade para levar mais outro casal, e que pudesse ser construído custando o mínimo possível. Se uma pessoa não tem renda compatível com a despesa que o barco escolhido irá lhe ocasionar, esse barco não será apropriado para o uso desejado.

Tenho visto clientes nossos construírem seus barcos e depois não terem recursos para adquirir o motor correto ou as catracas de dimensões compatíveis com a área vélica do modelo. Esses barcos geralmente não conseguem fazer o que seus donos sonharam, e isso é um abacaxi, pois nem valor de revenda estes cascos tem.

Sempre pensando em ajudar todo mundo a realizar seus sonhos, desenhamos o MC26C que apresenta uma diferença mínima em adequação e é bem mais barato, e o MC 23 que é bem mais barato ainda, só perdendo a vantagem das pessoas poderem ficar em pé dentro da cabine, e ter um layout interno mais espartano.

A classe MC28 é bem conhecida por suas características de veleiro de cruzeiro oceânico, por isso acho que só vale a pena comentar sobre alguns tópicos que geralmente são negligenciados, e que no caso do Fiu estão sendo levados a sério nos preparativos para a viagem.

No momento estamos instalando um isolamento térmico no interior do barco, que no caso do ply-glass não é por si só suficiente para utilizá-lo em clima frio. O compensado aparente no lado de dentro do costado está sendo revestido com material isolante, o que deixará o interior muito mais aconchegante, tanto sob sol forte quanto frio intenso. Na Nova Zelândia pretendemos instalar um aquecedor a óleo, e aí então o interior ficará perfeito para agüentar o frio do inverno naquele país.

Outro assunto que requereu uma atenção especial foi economia de energia. Instalamos uma luminária LED para iluminar a cozinha, deixando as halógenas do teto apenas para quando tivermos hóspedes a bordo e quisermos deixar o barco o mais claro possível. Além disso, adquirimos uma luz de ancoragem LED que será instalada na targa de popa, e servirá como sobressalente da luz de navegação e ancoragem do tope do mastro em caso de uma pane nesta. Havendo necessidade de poupar energia e quando estivermos ancorados, será a nova lâmpada que será ligada.

Estamos também fazendo uma vedação sob pressão da tampa do compartimento da caixa de âncora, que do jeito que está no momento, permite que muita água entre por ali quando o convés está sendo varrido em dias de mau tempo.

Além disso, estamos instalando uma balsa de salvatagem categoria oceânica, o item mais difícil de ser adquirido. Ela nos foi dada de presente por nosso amigo e co-autor do livro ‘As Fantásticas Aventuras do Maitairoa’, Roberto Alan Fuchs. Balsa é uma coisa que se deseja nunca precisar dela, mas saber que está ali da uma tranqüilidade...!

A lista de tarefas é muito extensa, passando pelo kit de remédios, cartas eletrônicas, vistos em consulados, e por aí vai.

Esta fase de preparação parece que já nos coloca no clima da viagem, e Eileen e eu achamos tudo isso muito divertido. A nossa galera que desejar saber mais detalhes sobre a preparação, está convidada a trocar idéias com a gente pelo meu e-mail particular, robertobarros@hotmail.com. Só tenho lido as mensagens do fórum, sendo que quem está participando, e no momento atendendo às consultas, é o Luis, antenado lá de Perth, Austrália. Até chegar na Nova Zelândia ficarei apenas cuidando da viagem, que espero venha trazer grande aprendizado para o escritório.


Diário de bordo do Fiu n° 26

É muito empolgante chutar o pau da barraca depois de ficar parado no mesmo lugar por uma infinidade de tempo. Após vinte anos de trabalho contínuo no escritório do Rio de Janeiro, Luis e Astrid resolveram se mudar para a Austrália, enquanto eu e Eileen nos preparamos para viajar com nosso MC28 até à Nova Zelândia, via canal do Panamá.

Luis e Astrid já estão em Perth, Western Australia, desde o dia 14 de maio. Foram três dias de viagem, muito cansativos, mas bem divertidos, com um pernoite em Santiago do Chile, uma escala em Auckland e um dia inteiro para passear em Sidney. Agora eles já compraram um carro, alugaram uma casa, solicitaram um telefone fixo e até já colocaram os filhos na escola, o que lhes confere o status de verdadeiros residentes locais.

Enquanto isso Eileen e eu estamos ultimando os preparativos para a nossa viagem. Costumávamos brincar com os amigos que trabalhamos duro para outros fazerem exatamente aquilo que gostaríamos de estar fazendo.  Mas como diz o velho ditado, araruta tem seu dia de mingau. Estamos nos sentindo como se fossemos dois iniciantes, vibrando a cada vez que cortamos um item da interminável lista de tarefas, embora que para cada um que cortemos, parece que sempre aparecem mais dois novos.

O MC28 Fiu foi construído para realizar longos cruzeiros. Para começar, o projeto foi desenvolvido como se fosse o funil de uma ampulheta. Usamos toda a experiência adquirida nos modelos que projetáramos até então, para dotá-lo com o máximo das qualidades que aprendêramos a embutir em nossos projetos anteriores. Todas aquelas coisas que só o tempo ensina.

Uma vez o projeto concluído, eu um amigo, Roberto Ceppas, resolvemos construir dois destes barcos, os dois veleiros que ao serem concluídos, iriam se tornar verdadeiros ícones da classe pelo impressionante número de pessoas que nos visitaram durante a construção: o Makay e o Fiu. Estávamos então instituindo um marco na história da RBYD. A partir de então, todos os nossos novos projetos de uma forma ou de outra tiraram proveito dos progressos incorporados ao desenho do MC28. Quando os primeiros Multichines 28 começaram a navegar, a fama do modelo foi lá para as alturas, e a classe foi se tornando uma referência em relação a barcos de cruzeiro para construção amadora.

Eileen e eu queríamos realizar grandes cruzeiros com o Fiu, o mais ambicioso deles sendo uma volta ao mundo de oeste para leste. Por vários motivos isso acabou não acontecendo, mas mesmo assim o Fiu realizou algumas viagens pelo litoral brasileiro, tendo ido e voltado do Rio de Janeiro até Santos e duas vezes até o nordeste, sempre mostrando bom desempenho e muito conforto para um barco de seu porte.

Consideramos estes testes como sendo suficientes para sentirmo-nos confiantes para empreender a nova aventura. Como temos um monte de companheiros em nove paises diferentes, navegando ou construindo veleiros de nossa classe, alguns deles também querendo realizar longos cruzeiros, sabemos que muitos estão nos acompanhando com interesse, e isso é um grande incentivo para nós. Por esse motivo vamos voltar a editar os diários de bordo do Fiu com regularidade, e estaremos à disposição de nossa turma, pelo e-mail info@yachtdesign.com.br para trocarmos idéias sobre a preparação.


Multichine 28 Vagamundo construido com muito capricho

O Multichine 28 Vagamundo construído em Vitória E.S. pelo mergulhador de águas profundas Ricardo Campos Costa está ficando uma autêntica obra de arte. Ricardo construiu seu barco praticamente sozinho aproveitando suas folgas no trabalho, e agora que seu barco está praticamente pronto, pretende se mudar para bordo e futuramente realizar viagens internacionais com ele.

Este é um exemplo a ser seguido por aqueles que escolhem a vida de aventureiros dos mares. O Ricardo nunca tinha construído um veleiro antes e, no entanto seu acabamento e qualidade construtiva superam o de muitos barcos de fábrica que custam muito mais caro do que o que ele gastou na construção.

Parece que o mês de fevereiro será dos MC 28. Aity de Arapoan Fernandes foi para a água na semana passada e no início de fevereiro deverá estar na Marina da Glória. O Access de Flávio Bezerra deu sua primeira velejada no domingo passado, e logo Marco Veras estará inaugurando seu MC 28. Só no píer B da Marina deverão ficar lado a lado quatro MC28.

Isto é muita coisa para uma classe destinada à construção particular, e o melhor é que cada um destes barcos é um show de bom acabamento e alta qualidade de construção. Isto não é fácil de ser encontrado em nenhum lugar.

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* Casco e interior do Vagamundo

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* Fotos do Lançamento do Ayty


Virar um Ipê pode não ser um ato de destruição da natureza!!!

O barco está sendo construído no Iate Clube Lagoa dos Ingleses, em Nova Lima-MG.
A operação de viragem do casco foi emocionante, envolveu e emocionou a grande equipe por um dia inteiro, e foi realizada com sucesso.

Para nós construtores, que ficávamos dependurados dentro do casco, de cabeça para baixo como morcegos para tentar visualizar melhor o espaço interno, foi uma emoção enorme ver tudo de cabeça para cima!!! O casco ficou lindo e o espaço interno do barco é maravilhoso. A forma do casco é demais, já dá até pra imaginar ele navegando...

Foi impressionante ver como o casco é robusto, pois na virada não houve nenhuma movimentação com torção, ou nenhuma deformação, todo o casco se mexeu como um monobloco e resistiu muito bem à operação. Quando construirmos o convés e cabine temos certeza que o Ipê será um barco muito forte, podendo enfrentar muitas viagens. Agora estamos trabalhando no interior, acompanhem no site: www.fotolog.net/veleiroipe

Agradecemos aos amigos Cabinho, Eileen, Astrid e Luís pelo excelente projeto, e por possibilitar que pessoas como nós possam realizar um sonho cosm as próprias mãos.

Obrigado a todos (especialmente aos que ajudaram na virada!!!) e bons ventos para o Ipê!!!

Luciana Alt e Vitor Moura


MAIS UM MC28 PRÓXIMO DE IR PARA A ÁGUA

O Multichine 28 Atairu da Ivana e do Piqueres, construção ultra caprichada pelo estaleiro Flab, de Flávio Antonio Rodrigues, está na reta final para ir para a água. Agora só estão faltando as instalações dos sistemas para que mais esse integrante da classe esteja cruzando os mares e realizando todos os tão acalentados sonhos deste casal aventureiro. A coisa mais emocionante da construção sob encomenda é observar a personalização de cada unidade incorporando o seu estilo à marcenaria do interior.
Na esteira do Atairu vêm uma porção de outros Multichines 28 que estão ficando prontos quase que simultaneamente, inclusive dois que estão quase terminados na Espanha e em Portugal. Voces vão ver cada vez mais MC28 navegando por aí.

Clique nas imagens para melhor visualizar.

NOSSO REPRESENTANTE NA ARGENTINA NOS VISITA

Em dezembro de 2005 recebemos a visita de Adrián Callejón, nosso representante na Argentina. Ele veio a Búzios em lua de mel e na sua passagem pelo Rio aproveitou para nos visitar no escritório.
Nesta oportunidade pude levá-lo com sua esposa para conhecer o Multichine 28 e em seguida saímos para jantar fora comemorando nosso encontro.
Durante esse jantar Adrián nos surpreendeu com uma história inusitada. Ele nos contou que construíu um dinghy Caravela 1.7 usando jornal para o seu fechamento, tendo com ele participado de uma gincana de barcos feitos em fundo de quintal exclusivamente para essa ocasião. Essa história nos lembrou o caso do Bernard Moitissier que queria construir um barco de papier machê para com ele atravessar o Atlântico.
O dinghy Caravela não pára de nos surpreender. Depois daquele que voou para cima da cruzeta de um barco em frente e lá ficou empoleirado, do que foi construído na península Kantchaka, na Sibéria, e do que rebocou um veleiro de 27 pés pelas banquisas da Antártica, agora temos um fabricado com jornal que velejou no Rio da Prata. Parece que para nos surpreender de novo só se algum "destemido" resolver dar a volta ao mundo num deles.
A seguir mostramos algumas fotos da visita do casal Callejón ao Fiu, assim como fotos da inauguração do Caravela de papel de jornal no Rio da Prata. Importante: o dinghy Caravela 1.7 foi projetado para ser transportado no convés de proa do Multichine 28 e hoje ele é oferecido em nosso site como projeto gratuito.
Clique nas imagens para melhor visualizar.


SOBRE O PRÊMIO PARA O MC28 NÚMERO 120

No dia 27 de janeiro recebemos do artista plástico Fernando Leitão o brinde que será enviado ao centésimo vigésimo construtor do nosso projeto Multichine 28, nosso amigo Claudiné da Silva Franco. Esse brinde é um quadro a óleo mostrando um destes barcos ancorado em um recanto paradisíaco. Nossa idéia foi oferecer algo que ajudasse no clima de motivação para que o construtor do barco numero cento e vinte pudesse antecipar um pouquinho do prazer que seu futuro barco irá lhe proporcionar. De nossa parte queremos agradecer ao Fernando Leitão por sua imensurável gentileza de oferecer esse lindo quadro.
EquipeYacht Design e o artista plástico Fernando Leitão, no dia em que trouxe o quadro.
Quadro do artista plástico Fernando Leitão

E-MAIL DE PIQUERES & IVANA

Cabinho e Luis, tento, aqui, transcrever a emoção da virada do MC28 -Atairu

Viramos. Uma sensação de realização difícl de descrever. Para nós (eu eminha esposa), um marco em nossas vidas que dificilmente esqueceremos. A apreensão e ansiedade que antecedem a virada, foi se transformando em felicidade a medida que ele ficava na sua posição normal. Um misto de ansiedade, realização e satisfação foi tomando conta de nós, de mais uma
etapa concluída. Quantos desafios foram vencidos... e em meio a alegria de todos nós, dos amigos e familiares, vi minha esposa chorando e chorei também. Abracei-a fortemente e o Flávio nos abraçou. Viramos... e em meio aos gritos de alegria e abraços, alguém gritou: -Subam no barco... Primeiro foi a Ivana, refeita das lágrimas... ainda consegui dizer: -Entre com o pé direito... eu a segui religiosamente e a seguir, vimos todos os nossos amigos dentro do barco, cantando e dançando. Viramos... e ninguém mais saia de dentro do barco, todos conversavam em voz alta comentando sobre o acabamento e a perfeição da construção. O que antes eram simples placas de
madeira, agora tinham se tranformado em um casco robusto e delicado, com suas linhas perfeitas, na cor branca, um verdadeiro veleiro.
Viramos... e este é o primeiro MC28 do estaleiro Flavio Barcos (FLAB), que, às vezes, parecia reclamar da sua posição, com o casco virado para cima e que, agora, repousava na sua posição normal, vitorioso, em um berço de peroba, digno para um MC28. Está nascendo o "Atairu", que em tupy-guarani significa: "Companheiro de Viagem". Para mim, este pequeno relato, ocorrido em 05/03/05, foi o que ficou marcado em um dia de muita alegria e difícil de descrever... é preciso viver a virada e um barco.

Cabinho, Eilen, Luis e Astrid muito obrigado pela beleza do projeto e pelas orientações que nos têm dado.
Flávio e equipe, agradeço pela perfeição de fazerem um barco da mais alta qualidade e estar tranformando nossos sonhos em realidade.
Esperamos em breve colocá-lo na água, que é o seu lugar de direito, em sintonia harmoniosa com a natureza, para, enfim, podermos navegar.

Bons ventos ...


DIÁRIO DE BORDO Nº 20

        Era lá pelos idos da década de setenta, mais precisamente 1978. Astrid, ainda uma garotinha, me pediu para que a levasse no laser de meu amigo Bento Ribeiro Dantas até aquele barco novinho em folha que havíamos desenhado e que o Bento construíra no quintal de sua casa, em Búzios.
Samoa 29 Taai-Fung II

Tratava-se do reluzente Brenda, o primeiro Samoa 29 a navegar, o barco que me deixou mais orgulhoso até aquele dia. Apesar da maior parte do trabalho ter sido feita pôr mím, Astrid já me ajudava com gosto e Eileen colaborava como podia sempre dando sugestões inteligentes de como melhorar o arranjo interno, principalmente no setor da cozinha, sua especialidade.
O Brenda estava ancorado a uns cem metros da praia, e minha emoção era tão forte de vê-lo flutuando, que não fosse o laser estar disponível, teria ido a nado para bordo, apenas para sentir a sensação de subir no maior barco que até então saíra de nossa prancheta. A felicidade do Bento com seu novo brinquedo deixava minha alma leve. Naquela noite de sábado foi difícil dormir tamanha a ansiedade pela velejada que daríamos no dia seguinte.
Búzios é um recanto de ventos fortes e ondas curtas e todos estávamos apreensivos se aquele casco tão promissor iria corresponder às fortes expectativas de todos nós. Mas o melhor ainda estava por vir. Logo que saímos do remanso do ancoradouro o Samoa 29 mostrava que vencia as ondas como um golfinho e que aquele mar duro de ondas cavadas pouco significava para ele. A boa fama do modelo logo se espalhou, graças ao seu bom desempenho, tanto nas raias das regatas da época como nas travessias entre Búzios e o Rio de Janeiro.
Samoa 29 Taranis

Não foi por acaso que aquele desenho se tornou uma das classes mais bem sucedidas da história da vela brasileira com quase uma centena de unidades construídas, no Brasil e até no exterior. O resultado deste sucesso pode ser medido pelos tantos veleiros famosos como o Maracatu, o Áquila, e o Taai-Fung, que subiram a costa brasileira, o Hipocampus que partiu de Salvador para uma volta ao mundo e o mais famoso de todos, o Jornal que realizou a primeira volta ao mundo de um veleiro projetado no Brasil, e todos os outros que por onde navegam mostram todas as suas qualidades. Não é com menos orgulho que vejo agora em 2004 dois dos mais ilustres representantes da flotilha dos Samoa 29, o Maracatú de Mara Blumer e Hélio Viana e o Jornal dos nossos herois Wilmar e Gina serem convidados como veleiros de cruzeiro V.I.P. para a festa do Rio Boat Show.
O tempo passou muito rápido. Astrid tornou-se uma engenheira naval e casou-se com um colega de faculdade, Luis Gouveia e viemos trabalhar juntos, como aliás já fazíamos há tanto tempo.
Estávamos então em 1992, tempos difíceis de triste memória, quando a Dona Zélia proibia os brasileiros de usarem seu próprio dinheiro.
O escritório Roberto Barros Yacht Design que experimentara sucessos importantes com vários projetos, tais como o Samoa 35, o Multichine 37, o Paratii do Amyr Klink desenhado em parceria com Gabriel Dias, e o legendário Cabo Horn 35, entre outros, agora precisava de um verdadeiro milagre que trouxesse de volta o entusiasmo das pessoas para construírem seus barcos de cruzeiro em meio a tamanha crise econômica.
Foi em 1989, durante à viagem do Maitairoa, um dos meus mais queridos veleiros, até as Ilhas Falklands, que troquei idéias com meu amigo e tripulante Roberto Alan Fuchs, sobre este barco milagroso. Ele deveria ter a popa plana e vertical para cortar custos, o convés deveria ser do tipo "flush deck", o mais simples de ser construído, e só deveria ter uma pequena cabine toda enjanelada a ré do mastro, num visual que naquela data ainda era moderníssimo.
Samoa 29 Maracatu
Aquelas idéias embrionárias transformaram-se em um rascunho e em 1992 foi transformado em projeto de estoque pela Astrid e pelo Luis Gouveia, com minha participação direta, o maior fenômeno da história de nosso escritório, o Multichine 28. Não fosse o estrondoso sucesso daquele projeto, talvez não tivéssemos sobrevivido a dura crise econômica pela qual passava o país. Desta vez vale um agradecimento ao nosso amigo Manolo, que ao inaugurar o primeiro barco da classe, o Sabadear, me entregou uma chave do barco para mostra-lo a possíveis interessados. Era então quase infalível. Cada pessoa que eu levava a bordo adquiria o projeto sonhado com possuir um veleiro como aquele. Dois deles eram eu mesmo, ( que coincidência, heim!) e um amigo, Roberto Ceppas. Decidimos que construiríamos juntos dois MC28 absolutamente idênticos sem que se soubesse quem ficaria com qual barco até o final da obra. Estes barcos são o Makai e o Fiu, duas referências na classe pelo cuidado empregado na construção.
Em 2000 quando o Fiu foi inaugurado após cinco anos de trabalho árduo, o Rio Boat Show daquele ano convidou-nos para participar do píer dos cruzeiristas famosos, não pelo que já tivesse navegado, que então eram rigorosamente sete milhas, mas pelo ambicioso plano meu e da Eileen de navegarmos com ele numa volta ao mundo de oeste para leste, façanha então realizada por apenas um brasileiro, Amyr Klink, a bordo de seu valente Paratii.
Pensava então que seria fácil obter o patrocínio necessário para custear a viagem, o que infelizmente não aconteceu. Algumas empresas nos ofereceram excelentes descontos nos equipamentos que utilizamos, como a Nautos, com as ferragens, a Farol com o mastreação e a Radiomar com os aparelhos eletrônicos, ente outros, e apesar da grande ajuda de amigos como Alexandre Haddad com seu programa sobre náutica, Mar Brasil, numa TV a cabos, nenhum financiamento conseguimos para realizar a viagem.
O tempo continuou passando rápido como um raio. Eileen e eu começamos a sentir o peso da idade. O excesso de exposição ao sol em todos estes anos de aventuras no mar acabaram com a pele dela e eu perdi um pouco da energia que nos ajudou a atingir a Polinésia Francesa tendo saído do Rio de Janeiro a bordo de um veleiro de 7,50 m de comprimento, desprovido de motor e estreito como uma faca. Em maio de 2003 nos preparamos para uma viagem à Europa com o Fiu, mas tivemos que desistir por causa dos problemas de pele de minha esposa.
Multichine 28 Fiu em Fernando de Noronha
Para não perder os preparativos da planejada viagem à Europa, levei o Fiu até o Nordeste para participar da Regata de Fernando de Noronha. Nesta regata meu barco mostrou quanto é veloz, tendo feito o percurso de 300 milhas em 46 horas e 51 minutos, o que significou 154 milhas por dia em média, nada mal para um autêntico barco de cruzeiro. De volta a Recife decidi realizar mais um teste que iria demonstrar como o MC28 é um barco capaz de surpreender muita gente. Velejei em solit ário até o Rio de Janeiro, numa viagem de 1200 milhas sem escala, passando por fora das plataformas de Campos. Esta foi uma experiência inédita para mim, pois nunca fizera antes uma longa travessia velejando sem tripulação. Senti um imenso orgulho do meu veleiro, que me trouxe com a maior facilidade em nove dias e meio, o mesmo tempo que levei na ida, com mais dois tripulantes a bordo. Fiquei feliz quando meu amigo, o jornalista Márcio Dottori, responsável técnico pela revista Náutica, uma das mais importantes revistas especializadas no país, convidou o Fiu para participar do grupo de cruzeiristas convidados pelo Rio Boat Show. Aliás o próprio Márcio será um ilustre participante deste seleto grupo de cruzeiristas brasileiros, com o seu Carapitanga, o Aladim 30 desenhado por nosso escritório e com o qual realizou a proeza de navegar em solitário de Santos ida e volta à África do Sul, viagem esta descrita no livro Aventuras no Atlântico Sul, um dos clássicos de aventuras náuticas realizadas por brasileiros.
Com um número tão expressivo de nossos projetos participando desta festa, considero um prêmio ver nossos veleiros resultarem em barcos de cruzeiro tão bem sucedidos e isto ser reconhecido pelo pessoal que organiza o Rio Boat Show. Apesar dos anos, Eileen e eu ainda temos nossos sonhos secretos, e o Fiu é a nossa esperança.
A todos os nossos amigos do clube do Multichine 28 e dos clubes das outras de nossas classes, desejamos que seus barcos lhes proporcionem tantas alegrias quanto o nosso Fiu tem nos proporcionado e que outros de nossos desenhos venham a ser os convidados de futuros salões náuticos.

E-MAIL DE RICARDO RATTO

Olá pessoal do escritório..
Estou escrevendo para autorizar a divulgação de meu nome e endereço na lista dos felizardos a estar construindo um Multichine 28.
O RIMARÔ está em fase de confecção do interior e ainda não está fechado (convés ).
Previsão de iniciar o fechamento: Julho
Local : Estaleiro Simulídeo
Construtor : Conrado.

Grande abraço a todos..
                    Ratto.

Nome: Ricardo Silva RATTO
e-mail : ricardo.ratto@airliquide.com
Endereço : Av Eldorado 600 Passos Minas Gerais
Tel com: (35) 3537-1360
Tel res : (35) 3521-8793


E-MAIL DE DENÍS ROMANSÍNI

Olá pessoal,
Boa idéia a lista do MC28. Sugiro que além de nome, cidade e endereço (e-mail, fone...) também se inclua o status atual (projeto, em construção, na água...).
Estão autorizados a incluir meus dados na lista (ainda estou apenas no projeto, ok?).
Estive na região de Paraty / Ubatuba em férias na primeira quinzena de março (infelizmente ainda por asfalto) e visitei o Conrado. Fiquei bastante impressionado, pelo trabalho e pela acolhida, fico tentado a fazer meu barco lá. Já que não comecei mesmo... quem sabe, vou reavaliar tudo que tenho planejado.

Grande abraço,
                       Denis


CARO CABINHO

Recebi seu email com a informação solicitada e de pronto combinei uma conversa com o Giovani que me atendeu muito bem e mostrou-me o belíssimo
casco de seu barco e todas as fases de construção. Foi um grande incentivo e creio que essa interação seria importante para todos aqueles
que já tem o projeto como para aqueles que o desejam, razão pela qual sugiro que seja inserida na sua página, na seção do clube do MC28, os nomes (pelo menos o primeiro) daqueles que já tem os projetos, a cidade,
e ao menos um telefone ou email (tudo precedido de autorização), a fim de que possa haver uma maior interação entre os construtores e, conseqüentemente, um maior crescimento em nossa classe. Nada como troca de informações e incentivos para que possamos evoluir e realizar tudo aquilo que desejamos. Fica a sugestão.

Abraços,
                 Rodrigo

Nota do Escritorio: Atendendo a sugestão do Rodrigo, peço aos construtores do Multichine 28 que nos passem um e-mail autorizando a divulgação do seu nome e endereço para fazermos uma relação no clube do MC28. Isto poderá ser muito útil para todos, pois trocas de informações podem ser muito valiosas.
Obrigado.


ARARUNA, O MAIS NOVO MULTICHINE 28 A IR PARA A ÁGUA


Arno e Silvia Dafferner são uma dupla de muita força de vontade. Eles adquiriram o projeto do Multichine 28 e sem qualquer experiência anterior construíram seu barco com uma qualidade difícil de ser igualada por profissionais. O Araruna ficou lindíssimo e com certeza irá retribuir todo o trabalho que tiveram.
Quando o casal Dafferner empreendeu o serviço de laminação de fibra de vidro do casco, em vista da vantagem de realizar o trabalho o mais rápido possível, foi pedida a colaboração de um amigo para ajudar no serviço.
Como só tinham disponível uma escada, o amigo ocupou a parte mais alta, Silvia ficou numa altura intermediária, enquanto Arno preparava o material para a aplicação. Lá pelas tantas o ajudante se desequilibrou, derrubando a escada por cima da pobre Silvia que teve o pé fraturado na queda.Quando estavam sendo atendidos no hospital, o ortopedista perguntou como tinha acontecido o acidente. - "Ora, eu estava numa escada colocando fibra de vidro num barco quando ela caiu sobre mim". - "A senhora já tem idade suficiente para não ficar fazendo este tipo de traquinice", respondeu o doutor. Não fosse o pé dolorido Sílvia teria estrangulado o médico ali mesmo. Mas o barco foi ficando pronto e cada vez mais bonito, e finalmente no início de fevereiro foi lançado à água em Parati, estado do Rio de Janeiro. Agora, o casal Dafferner que construir um barco fantástico sem experiência alguma e mais ainda, sem nunca ter velejado, em breve estará realizando as primeiras aventuras na nosso paradisíaco litoral sudeste, para num futuro próximo realizar navegadas bem mais ambiciosas.

MULTICHINE 28 AVANÇA RÁPIDO EM TERESINA

Robert Lins de Mello, de Teresina, Piauí, está terminando a construção de um dos mais caprichados Multichines 28. Robert visitou o veleiro Fiu e fotografou todos os detalhes que achou interessante registrar. Agora já em final de acabamento do interior voltou ao Rio de Janeiro para adquirir no Boat-show os equipamentos que serão agregados mais adiante. Provavelmente ainda este ano teremos este MC28 navegando em sua região, o que será mais uma conquista desta classe de barcos de cruzeiro que é uma das que mais cresce no país. Ficamos felizes de constatar que mesmo construindo longe dos centros onde os materiais são mais fáceis de serem encontrados, como São Paulo e Rio, isto não foi impecílio para que Robert conseguisse todo o necessário para realizar a obra.


O MULTICHINE 28 UPAUKIBOYA JÁ PODE BOIAR

Foi virado de cabeça para cima o primeiro casco de Multichine 28 construído na Europa. No dia 23 de junho de 2003, Guido Baron, o Don Quixote da construção amadora , viu todo o seu esforço ser recompensado quando aquela escultura excêntrica de repente se tornou o casco de um veleiro com um acabamento primoroso. Guido que havia tomado a construção de seu MC28 como uma missão sagrada, agora poderá receber o prêmio por seu esforço, dedicando-se a uma atividade muito mais amena que é construir o interior do barco que feito com o mesmo esmero empregado até aqui, irá garantir uma qualidade digna de ser exposta em um "boat show". Graças ao entusiasmo dos construtores de Multichines 28 a classe vai se expandindo num ritmo excelente e somente este ano provavelmente umas dez novas unidades estarão navegando e estamos torcendo para que o Paukiboya esteja entre eles. Aliás se o Guido quiser colocar seu barco hoje na água, ele já irá boiar, fazendo jus ao nome, e com um longo remo até poderia dar uma voltinha.


PARABÉNS AO MULTICHINE 28 NOCTILUCA

Caros amigos Cabinho e Luis, este final de semana presenciei algo que gostaria de compartilhar com vocês. Estavamos em nosso veleiro de regata Octopus, participando da primeira etapa do campeonato paulista em ilha Bela, com ventos de 18 nós quando ao meu lado aparece em MC 28 chamado Noctiluca. Me chamou muito atenção pois estava quase com a mesma velocidade, e mantinha um angulo de orça idêntico ao meu. Coisa dificil de observar num veleiro de cruzeiro, menor que meu Farr 31 e mais pesado. Outra coisa que me chamou atenção e que eu estava adernado a uns 30 graus com toda tipulação no bordo de barlavento enquanto o colega ao lado com a familia a bordo (criancinhas inclusive), velejando confortavelmente com pouco adernamento e pilotando o barco sem ajuda de ninguem. Parabens pelo projeto, fico extremamente feliz pois logo, estarei com meu Aladim na agua. Um forte abraço do amigo Emanuel. Luis e Astrid, felicidades pelo Nascimento do nene.


VIRAGEM DE UM  MULTICHINE 28.

Recentemente mais um casco de Multichine 28 foi virado e está pronto para iniciar a construção do interior. Todo trabalho foi feito pelo próprio proprietário, nosso amigo Ricardo, em Vila Velha-ES. Esta operação é uma das mais marcantes para todo construtor particular e foi executada com grande eficiência, assim como todo o trabalho realizado até aqui. Certamente teremos em breve mais um ótimo Multichine 28 pronto para navegar.

Veja mais fotos do Multichines 28.


AGORA JÁ SOMOS CEM NO CLUBE DO MULTICHINE 28.

No dia 20 de Setembro de 2002, a classe Multichine 28 completou a marca dos cem construtores. Nosso centésimo companheiro é Miguel Angelo Torres, do Rio de Janeiro. Tivemos o prazer de entregar-lhe o projeto juntamente com uma caprichadíssima extensão de cana de leme, feita em laminado moldado pelo estaleiro de Zilmar Franzen de Curitiba, PR.

Miguel Angelo nos informou que irá construir seu Multichine 28 com maior entusiasmo, procurando manter a qualidade da obra, o mais alta possível. A ele nossos sinceros parabéns e agora nos resta desejar que em pouco tempo estejamos comemorando o clube dos 200.


CONSTRUÇÃO DE MULTICHINE 28 VIRA NOTÍCIA EM LONDRINA.

Quando encomendou o projeto e iniciou a construção particular de seu Multichine 28, Arlindo Fugante não esperava que fosse chamar tanto a atenção. Talvez por estar longe do mar, em Londrina no interior do Paraná, as pessoas do lugar não imaginavam ser possível construir um barco no quintal de casa. A imprensa local acabou se interessando pelo assunto e Arlindo vem dando seguidas entrevistas para jornais e redes de televisão locais. Esta última matéria saiu recentemente em uma edição dominical do jornal "Folha de Londrina" e mostra o barco com o casco quase fechado. A pergunta que todos fazem é: "Onde o barco irá navegar?" , mas Arlindo acaba deixando o pessoal frustado quando responde que irá levar o barco para o litoral depois de pronto.
Felicidades ao "Pé-Vermelho".


NOVO SITE DE UM MULTICHINE 28.


Nossa amiga Maribel colocou na rede o site sobre a construção de seu barco, o Alforria. Este é mais um modelo da classe Multichine 28 que está em construção no estaleiro do Conrado em Ubatuba. O site tem muitas fotos e outras seções bastante interessantes, vale a pena conferir. O endereço é a "www.belalforria.ya.com.br .
Aproveite também para verificar as atualizações dos outros sites de barcos da Classe Multichine 28.

Para conheçer mais sobre o Multichine28,Click aqui.