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PANTANAL 25

Clube

Pantanal 25 feito na Turquia

No dia 4 de junho de 2008 recebemos esse lacônico e-mail com três excelentes fotos do primeiro Pantanal 25 construído na Turquia:

Prezado Roberto,
Achamos que esse deve ser o primeiro Pantanal 25.
Muito obrigado por terem criado esse lindo projeto.
Construímos o barco em dupla. Por favor, vejam as fotos abaixo.
Orhan Sati & Bahattin Bedir.

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Observar as fotos do Zirrdeli foi uma ótima surpresa para nós. Primeiro porque o barco está muito bem feito, com um grau de sofisticação, como por exemplo, assentos do cockpit revestidos com teca, um detalhe difícil de ser encontrado em barcos de construção amadora; também ficamos impressionados com o fato de nossos clientes da Turquia tenham conseguido ultrapassar todas as fases de construção sem encontrar dificuldades, tendo as informações contidas nas plantas e no nosso roteiro de construção bastado para eles. Durante toda a obra nem mesmo uma só vez nos consultaram para tirar qualquer dúvida. Por essas razões nossa surpresa foi em doze dupla, e receber essas fotos representou uma satisfação incomensurável.

No entanto outra surpresa agradável estava nos esperando. Um outro cliente nosso na Turquia, Birol Ozer, que tinha adquirido os planos bem depois que nossos primeiros construtores, provavelmente influenciado pelo excelente acabamento do Zirrdeli, nos enviou um e-mail informando que seu casco também estava concluído. Birol escreveu:

Olá Luis
Espero que você e sua família estejam bem.
Estou enviando as fotos do casco de meu Pantanal 25.
Espero o estar virando neste final de semana.
Estou muito preocupado com esta operação.
Saudações.
Birol Ozer

Birol Ozer Pantanal 25
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A classe Pantanal 25 está apenas saindo da casca do ovo. Quando decidimos desenhar um veleiro rebocável mais confortável do que a maioria dos barcos similares, não poderíamos nem sonhar com o interesse imediato por parte de tantas pessoas nos mais diferentes lugares pelo nosso projeto. Desde sua introdução a classe não parou de aumentar em número de aficionados e já existem dúzias de construtores em vários países trabalhando duro para terminar seus barcos.

A primeira oportunidade que tivemos de observar um vídeo de um Pantanal 25 navegando foi quando Dark Ice, construído pelo empresário da cidade de Campinas, estado de São Paulo, Jorge Intaschi, efetuou seu primeiro teste de mar. O vídeo, mostrado em nosso site, está sendo muito visitado, e já foi visto por 3.000 pessoas em menos de dois meses. Jorge já está se preparando para fazer um novo vídeo, agora que irá testar um spinnaker assimétrico maior do que o usado na primeira velejada. Vamos torcer para que Eolo brinde o Dark Ice com uma brisa fresca, para que possamos ver uma esteira planante deixada pela popa deste Pantanal 25.

Jorge Intaschi está preparando uma planta de fabricação em série do Pantanal 25 e esperamos que breve sua produção esteja funcionando a todo pano.


Primeira velejada do Pantanal 25 Dark Ice.
Essa nota também foi publicada no site www.amateurboatbuilding.com

Veja o vídeo da primeira velejada do Dark Ice em cinco nós de vento.

A Sexta-feira Santa de 2008 foi um dia feliz para a classe Pantanal 25. Dark Ice, aquele barco que mostramos fotos sendo rebocado de trailer numa matéria publicada nesta coluna, finalmente deu sua primeira velejada na Baía de Santos.

Existem muitos barcos desta classe sendo construídos em uma dúzia de países diferentes, e pelo menos um deles também já está navegando. No entanto esta é a primeira vez que recebemos um relato completo com um álbum de fotos de como ele se comporta, pelo menos nas condições que prevaleceram naquele dia. Recebemos por e-mail uma foto de um Pantanal 25 extremamente bem feito, construído na Turquia, mas desde então não mais recebemos notícias deste barco. Por isso para nós o Dark Ice ficou como sendo o primeiro barco da classe a sair velejando.

Black Ice foi fabricado em Campinas, S.P., por Jorge Intaschi, um velejador apreciador de regatas que viu no Pantanal 25 o barco de seus sonhos.

Jorge é um analista de sistemas que trabalha no ramo de venda de carros. Como é tão freqüente atualmente entre empresários, seu tempo livre é bastante reduzido. Morando tão longe do mar e sendo seu negócio bastante solicitante, ele precisava de um barco que pudesse ser guardado na garagem de sua casa durante os longos períodos em que não irá dispor de tempo para tirar folga, e por outro lado, quando isso for possível, queria um barco suficientemente confortável, com banheiro fechado, cozinha e camarote privado, para que sua família pudesse permanecer a bordo durante os feriados. Quando ele descobriu o Pantanal 25, concluiu naquele momento que aquele era exatamente o barco que estava procurando.

Jorge foi um dos primeiros a adquirir o projeto, que então havia sido publicado apenas algumas semanas antes. Ficou tão entusiasmado com o potencial do Pantanal 25, que decidiu criar, em sociedade com seu irmão Wagner, uma empresa com site na internet, www.intaschi.com.br, para produzir o modelo em série. Logo em seguida iniciava a construção dos plugs necessários à fabricação das fôrmas.

Embora os irmãos sejam experientes empresários, esse ramo de atividade era inteiramente novo para eles. No entanto, a despeito da falta de conhecimento técnico específico sobre o assunto, decidiram começar por cima, construindo sofisticados moldes para laminação por infusão. Em janeiro de 2007 instalaram a oficina de modelagem e uma das primeiras decisões que tomaram foi a aquisição de um stand no São Paulo Boat Show que iria ocorrer em outubro daquele ano.

Pode-se imaginar a correria que isso representou. Na faina de avançar o serviço, Jorge caiu do convés do plug, rompendo todos os ligamentos de um joelho. Ele compareceu ao salão em uma cadeira de rodas, uma vez que não aceitou ser operado antes que o Boat Show fosse encerrado. No entanto ele não teve por que se arrepender de seu desprendimento, uma vez que seu produto foi uma das vedetes do salão, tendo recebido quinze opções de compra durante os dias da feira, e diariamente formavam-se longas filas para visitar o barco. Agora ele está se recuperando da cirurgia, e finalmente chegou o grande dia da estréia do Dark Ice, exatamente aquele Pantanal 25 que foi exposto no Boat Show.

Reconhecendo que não tinham suficiente experiência para implantar a empresa sem o apoio de alguém especializado, Jorge e Wagner contrataram Eduardo Arena, um respeitado técnico na construção de iates, além de ser reconhecidamente um criativo e habilidoso modelador. A participação de Eduardo em todo o processo de implantação da indústria foi muito oportuna, pois além destas qualificações, ele também é um exímio velejador de competição, além de ser um apreciador das características do projeto.

A sexta-feira de Páscoa não estava muito convidativa para uma velejada. O céu encoberto por nuvens pesadas e um vento fraco e variável não prometia que um teste mais abrangente fosse realizado. Uma frente fria estava sendo esperada para o dia seguinte, de modo que não havia esperança de uma melhora significativa no tempo.

Com o joelho ainda requerendo cuidados, Jorge decidiu acompanhar o teste a bordo da lancha de apoio, e de lá documentar com sua câmara digital as primeiras evoluções de sua criação. Eduardo Arena seria o piloto de teste, assistido por um fabricante e montador de mastros e um profissional da vela.

Definitivamente todos os envolvidos naquela inauguração estavam bastante excitados com o que iria ser revelado logo a seguir. Na ânsia da preparação não houve tempo para cortar os cabos das adriças e das escotas no tamanho certo e as velas ainda não haviam sido verificadas.

A descida do barco à água ocorreu sem imprevistos e logo Dark Ice estava sendo rebocado para mar aberto. Naquele momento já foram esclarecidas algumas dúvidas, tais como o fato do veleiro ter flutuado corretamente em sua linha dágua, e se deslocar de uma forma bastante suave. Quando a lancha ultrapassou a velocidade máxima de casco do Pantanal 25, o leme se tornou pesado para o controle do barco, mas isso era previsto, e bastava levantar um pouco o leme e esse problema estaria equacionado. Nesta classe o leme do tipo guilhotina tem uma regulagem infinita, o que permite diminuir a resistência nestas condições. Preferimos não dar compensação ao leme, pois neste porte de barco temos experiência prévia de que essa medida não é necessária. Logo que o barco começou a velejar constatou-se que nossa decisão estava acertada e o leme se provou ser leve e responsivo.

Jorge, apesar de uma ligeira aceleração de seu ritmo cardíaco, já podia apreciar seu barco velejando no contravento. E como velejou bem! Em cinco nós de vento o Dark Ice estava navegando praticamente com essa mesma velocidade. A estabilidade inicial se mostrou ser excelente e o barco cruzava as primeiras ondas sem esforço, deixando para trás uma esteira quase imperceptível.

Mostrando uma excelente capacidade de orça, o barco demonstrou boa aceleração nas cambadas. Jorge exultava lá do fly-bridge da lancha, chateado com seu joelho por ainda não lhe permitir estar no timão de seu barco.

O vento aumentou para uns doze nós de velocidade, e então o barco que até então se provara ser bem estável, mudou de comportamento, e começou a adernar mais rapidamente. Isso é uma característica do Pantanal, que tem uma boca máxima reduzida e uma boca na linha dágua quase igual a esta boca máxima. Quando a estabilidade de formas começa a diminuir e antes que o lastro comece a atuar mais efetivamente existe uma faixa de menor sustentação, que deverá ser recuperada um pouco mais adiante. A boa constatação foi verificar que com o barco um pouco mais adernado, o leme continuou responsivo e o barco se manteve absolutamente equilibrado, acelerando à medida que o casco adernava.

A volta para a marina permitiu testar o spinnaker assimétrico e ver como o barco se comporta no vento folgado. Como o vento não estava grande coisa, a capacidade de planeio ainda não pode ser verificada, mas aquela era apenas a primeira saída, e logo outras velejadas se sucederão. As fotos que Jorge obteve não são das melhores, mas com aquele tempo nada amigável e a atmosfera tão enevoada, já foi uma vitória conseguirmos essas primeiras fotos. Numa próxima velejada com céu mais azul esperamos poder divulgar fotos de melhor qualidade.

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Eu que fiz!

Olá Pessoal!
Esta notícia foi publicada no site do São Paulo Boat Show. Abaixo seguem mais algumas foto do Pantanal 25 produzido pelos irmãos Jorge e Wagner Intachi. Abaixo algumas fotos tirada durante o evento por uma admirador do barco.

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Essa você viu aqui em primeira mão. O fórum da Revista Náutica Online mostrou para você todos os passos da construção do Pantanal 25 da Instaschi. O projeto do Cabinho finalmente ficou pronto e está sendo apresentado ao vivo pela primeira vez aqui no salão. Mas o Jorge (na foto com cara de papai-babão e na cadeira de rodas) já me disse que muita gente que chega por aqui já conhecia o barco da internet.

Ele, que rompeu TODOS os ligamentos do joelho ao cair de um andaime enquanto trabalhava no barco e ainda nem conseguiu ver ao vivo o interior do Pantanal pronto. Enquanto isso, ele fica babando nas fotos tiradas pelo irmão, Wagner.

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Nosso escritório comenta:

Sem dúvida  o Pantanal 25 deve ter surpreendido o pessoal da revista pelo seu conceito inusitado. Ele foi principalmente concebido para ser rebocável, e por isso é bem leve e seus sistemas são simples e ecológicamente corretos, não havendo perfurações no casco por onde possam ser jogados efluentes. Novamente houve um equivoco na reportagem informando que somos os construtores. Quem está se preparando para introduzi-lo no mercado é o estaleiro Intaschi Nautical Performance, de Campinas, S.P. que irá lançar oficialmente o modelo no São Paulo Boat Show de outubro próximo.


PRIMEIRO CASCO JÁ FECHADO DO PANTANAL 25

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Carlos Zanella Fichtner avança rápido no fechamento de seu Pantanal 25. Ele está usando madeira leve (Timbauva) em vez de espuma como recheio e não encontrou dificuldade alguma em colocar os strips. Nesse caso em vez da tradicional articulação côncava e convexa, aconselhamos ao Carlos que utilizasse o sistema macho e fêmea usado em lambris para fazer seu casco.

O resultado foi espetacular. O strip se acentuou muito bem só requerendo ser pregado 'as balizas. Veja a primeira foto de um Pantanal 25 com o casco semi fechado.

Outra quentíssima novidade sobre a classe Pantanal 25 é a decisão da Barracuda Náutica de construir uma forma do Pantanal 25 para fabricá-lo rigorosamente dentro das especificações do projeto pelo processo de infusão. Para agilizar o processo, o Cláudio já fechou o primeiro contrato e iniciará a construção imediatamente.

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PANTANAL 25 SAIU NA REVISTA NÁUTICA DESTE MÊS




Roberto Barros Yacht Design