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PANTANAL 25
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Então fixar um strip de cada lado da linha de centro do casco, colando-os um ao outro. Pregar temporariamente os strips colocando pregos enviesados para juntar um ao outro enquanto a massa não cure. Dar o chanfro necessário na parte da frente do casco, da seção 3 para a proa, para que os strips se encostem um ao outro na linha de centro, considerando que o fundo começa a tomar uma forma de V dali para frente. Ir descendo a colocação dos strips pelos dois lados até encontrar os que foram colocados a partir da borda.
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Uma vez terminado o revestimento e curada a massa epóxi, retirar
todos os pregos provisórios e, após lixar a superfície
externa dos strips , fazer com a lixadeira um rebaixo de 2 mm nos 75
mm contíguos à borda para evitar a formação
de um degrau naquele lugar (ver chamada na planta n° 5). Então
proceder ao revestimento externo de fibra de vidro em duas camadas de
tecido combinado biaxial de 500g/m2, conforme especificações
do projeto, ultrapassando cada camada em 500 mm para o outro lado da
linha de centro. Sempre desencontrar as camadas em aproximadamente 50mm
para que as emendas não fiquem exatamente uma sobre a outra,
dificultando a lixagem necessária para que o acabamento externo
não seja comprometido.
Então é só lixar a superfície e aplicar
a pintura de base antes de virar o casco, deixando os 75 mm próximos
à borda sem pintura, pois ali irá descer a laminação
secundária que junta o convés ao casco. A utilização
de "peel-ply" no final da laminação é
uma boa idéia para reduzir a necessidade de lixagem, poupando
trabalho de acabamento. É bom lembrar que o "peel-ply"
só representa uma economia de tempo quando o casco é laminado
com boa qualidade, sem pregas ou bolhas, o que é de se esperar
de uma construção em sanduíche, mesmo se realizada
por amador inexperiente.

Após virar o casco de cabeça para cima, as balizas deverão ser retiradas. Feito isso a operação seguinte é lixar os strips internamente retirando todos os escorridos de massa e retirar com um formão a espuma da área central onde irá ser aplicada a laminação maciça de fibra de vidro. Remover com lixadeira todas as manchas de massa adesiva sobre os strips, e então aplicar a laminação interna de fibra de vidro conforme as especificações do projeto. Se o barco for construído com strips de madeira, não há necessidade de remover os strips da área central.

Terminada a laminação interna, deve-se realizar a chumbagem da estrutura, aplicando a laminação secundária especificada no projeto, e em seguida fixar as anteparas, filetando-as ao casco e aplicando laminação secundária. A partir desta fase da obra o acabamento do interior já pode ser completado, o que é bastante mais confortável que seja feito antes de colocar o convés no lugar.

O convés é feito de forma análoga ao casco. Também são providos no CD os planos em tamanho natural para a fabricação das balizas do convés, nelas incluídos cabine e cockpit, e ainda contendo a base de apoio no picadeiro já desenhado na altura correta para que as balizas possam ser apoiadas nele em perfeito posicionamento referente ao plano vertical.

A principal diferença entre a construção do casco e da superestrutura é o fato de no convés a espuma de PVC ser colocada em placas e não em tiras, pois os painéis do convés sendo muito menos arredondados permitem que a espuma em placas se amolde sobre a estrutura. Onde isso não é possível, como, por exemplo, a integração da lateral com o teto da cabine, nesse lugar então utilizar strips.
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Os serviços subseqüentes são: instalação
de sistemas, quilha de calado variável, colocação
das ferragens e acabamentos finais.