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SAMOA
34
TEMPORADA DE VIRAGEM DE CASCOS.
Não se trata da temporada de caça a tartaruga, e sim do
terceiro Samoa 34 virado nas últimas duas semanas. Desta vez foi
o barco do Danele Cequera, construído pelo estaleiro Flab.
Veja as fotos do churrasco de comemoração.
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Caro Cabinho, Astrid e Luiz
Bailong fez o seu teste oceânica vindo de Ubatuba até Fernando de Noronha, participando da regata REFENO. Gastou em torno de 52:30 para fazer a travessia Recife-Noronha. O tempo gasto não foi das melhores. Considerando o barco de primeira viagem e em teste, assim evitamos de forçar, até que o resultado não foi ruim. Não quebrou nada no barco, apesar das caturradas violentas e seguidas no trecho Vitoria-Salvador quando tomei a decisao de retornar, temendo o estado da tripulação e barco. As portas abriam e fecharam sem problemas, nenhum rangido, realmente muito robusto.
A tripulação na regata foi de 5 pessoas o que considero quase no limite de conforto nas travessias para o barco, pois com as adernadas a utilização da cabine de popa começa a ter limitaçoes, isto é, apesar de caber 2 pessoas com folga com barco na posição horizontal, com barco adernado a tendência é o efeito *sadinha em lata*, futuramente pretendo instalar uma rede para divisão.
Outro destaque do barco foi o espaço para bagagens e mantimentos. 5 pessoas para 10 dias é tranquilo, nem ocupei metade da capacidade do barco.
Em suma, Samoa 33 é um barco para cruzeiro nota dez para sua classe.
Abraços
Kazuo Haraguchi
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Estaleiro Flab se Prepara para Lançar ao Mar mais uma “Obra de Arte”.
Ficou pronto mais um barco construído pelo estaleiro Flab e como já é marca registrada desse estaleiro, o trabalho ficou uma verdadeira “obra de arte”. O barco é um Samoa 34 e será o primeiro deste modelo a ir para a água.
A beleza da marcenaria interna, o cuidado com as instalações, a perfeição do acabamento externo são algumas das qualidades que podem ser vistas nas fotos a seguir, mas a fraternidade do contato pessoal só mesmo indo ao estaleiro para conhecer.
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SAMOA 34 DO DORIVAL JÁ
ESTÁ VIRADO.
Caros amigos da Roberto Barros Yacht Design,
Espero que tudo esteja bem com vocês e todo o pessoal do escritório.
Hoje, 05 de agosto de 2006, pouco mais de dois anos do início
da obra, virei o casco. Seguem algumas fotos de antes e depois, porque
durante a virada, devido à preocupação, não
lembrei de tirá-las.
Ocorreu tudo bem. Agora vou construir um novo abrigo envolta dele
para dar seguimento ao trabalho.
Obrigado pela ajuda de vocês e parabéns pelo projeto.
Abraço, Dorival
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Fora da garagem |
Removendo o picadeiro |
Vista da Proa |
Detalhes do Interior |
Vista da Popa |
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Clique nas imagens para melhor visualizar. |
* Fotos de Dorival.
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EMAIL DO ARUTÃNA.
Caros Luis, Cabinho e demais membros do escritório.
Ontem, 01/08/2006 às 14:00, precisamente 01 (um) ano, 02 (dois)
meses e 01 (um) dia, do início da construção
do casco do CUBERIA, nós o viramos.A alegria foi enorme, principalmente
pelo fato de termos acertado na compra do projeto de vocês.
A forma do casco, a beleza de sua curvatura e a sua imponência,
deixa transparecer que será um excelente barco, precisamente
na hora de mar grosso.Já pelas fotos, face às pequenas
imperfeições, todos poderão perceber que a construção
é verdadeiramente de um amador.
Mas vocês, Luis e Cabinho, devem ficar orgulhosos, [único
barco que eu e todos, os que me ajudaram a construir o casco do CUBERIA,
meus amigos já fizemos na vida foi aquele de papel, quando
criança; mais parecia um chapéu], pois somente um bom
projeto com coordenadas precisas possibilitam um leigo, um neófito
realizar tal feito. Lógico que não ficou igual aos do
nosso amigo comum Flávio (http://www.flab.com.BR/new/index.php),
pois ele é insuperável na perfeição, zelo
e cuidado.
Mas, o principal desta mensagem é agradecer-lhes por nos ofertar,
com o trabalho de vocês, a possibilidade de podermos construir
nossos sonhos, mesmo que não sejamos profissionais.
Abraços a todos.
Arutãna Cobério
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SAMOA 34 CONSTRUÍDO
PELO ESTALEIRO FLAB AVANÇA EM SUA CONSTRUÇÃO
O Samoa 34 do Rodrigo Feher em construção no estaleiro
Flab, de Campinas foi virado de cabeça para cima há
menos de um mês. Olhem como já está adiantada
a superestrutura! Pelo andar da carruagem lá pelo meio do ano
o Rodrigo já deverá estar velejando e do jeito que o
barco está ficando bonito, sem dúvida irá fazer
muito sucesso.
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SAMOA 33 SONECA JÁ ESTÁ
NAVEGANDO.
Ápos 10 anos de luta, finalmente nosso amigo Spinelli lançou
seu barco ao mar em Ubatuda, litoral da São Paulo.
Parabéns Spinelli por sua força de vontade e pela
qualidade de seu trabalho.
E-mail der Spinelli enviado a nós
A Viagem do estaleiro até a praia ( 3,5 Km ) foi feita em
45 minutos sem grandes contratempos. Até a coloção
na água tudo bem. Para sair da carreta foi um perereco. O
barco teria que sair de lado pois a quilha semi-asa não permite
sair pela frente. O problema é que a proa saiu mas a popa
não e o barco ficou preso no berço trazeiro entre
a quilha, pé de galinha e leme. Parecia que o mar estava
calmo mas marolas de 20 cm levantavam o barco 20 cm e o derrubavam
sobre os flancos do berço traseiro. Hora do comandante ir
para água em desespero e com o pé na area ajudar a
levantar o casco enquanto os passageiros vão à proa.
Depois de 15 minutos de luta DESESPERADA e ajuda do pesqueiro ROSA
DE SHARON, conseguimos evitar o rombo no casco que foi a mais longa
e aterrorizante batalha que tivemos ao longo da construção.
Quando finalmente o barco foi tirado da carreta a surpresa ficou
por conta do cabo que prendia o barco no trator ter sido desamarrado
sem ordem minha !?!?!
Com a maré vazante, o barco começou a bater no fundo
e encalhou... Aí entrou em ação o Kazuo ( verdadeiro
Samurai ) com o motor a vante e eu e mais dois marinheiros levantando
a popa a cada onda que o Valente Soneca se fêz ao mar. BANZAI....
Sobre o motor e Marina escrevo no próximo e-mail que este
já deu....
Abraços, Spinelli
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VIRADA DO SAMOA 34
Chegamos a Campinas às 8h da noite de sexta-feira e fomos direto
para um bailão. Lá estavam vários construtores
particulares, o Flávio e a Carmen do estaleiro Flab e seus
clientes e amigos, todos esperando para ver a viragem do Samoa 34
no Sábado. Depois de muita dança e massa a curiosidade
era muita.
No Sábado, o churrasco começou cedo no estaleiro. Além
do Samoa 34 do Rodrigo Feher, estavam no estaleiro também o
Multichine 28 do Piqueres e da Ivana, já na fase de acabamento
do interior e o Samoa 30 do Álvaro, com o strip planking terminado.
Depois de muitas fotos e conversas sobre construção
e detalhes de acabamento, foi iniciada a viragem do barco. Com um
mutirão de construtores particulares querendo ver como fariam
a viragem de seus barcos, a mão de obra era muito maior do
que a necessária. Afinal o Flávio havia bolado um sistema
em que duas pessoas sozinhas poderiam fazer a operação
sem fazer força. Foram fixados dois eixos, um no espelho de
popa e outro na roda de proa. Esses eixos estavam apoiados em rolamentos.
Daí foi fácil, só retirar a escora para transferir
o peso do barco para os eixos e rodar, utilizando dois cabos, um para
puxar e outro para segurar.
O grande susto foi quando o barco estava a 90 graus: ninguém
imaginava que fosse tão grande! Parecia até um 40 pés.
Rapidamente, mais de 20 pessoas já estavam lá dentro,
e não pareceu cheio. O mais difícil foi convencer o
Rodrigo a sair da nova toca. Resumindo, depois de muito churrasco,
cerveja e dança, bastaram 5 minutinhos para o grande evento.
E tudo terminou com um delicioso banho de piscina patrocinado pelo
estaleiro Flab.
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A CONSPIRAÇÃO QUE DEU CERTO
1996, disputava a regata Recife-Fernando de Noronha.
Sol bonito e tempo bom, com ventos de 15 nós na largada.
Meu veleiro, com 10 anos de construído, um Samoa 29 encarou
valente a competição. Tudo bem abordo. Ao cair da
tarde o vento caprichou. Era como se a natureza falasse. Se querem
competição aqui estou eu. Foi crescendo sua força.
O mar não ficou pra trás. As ondas cresceram e começaram
a quebrar. O velho Boré parecia não se incomodar
com aquela situação. Afinal, já tinha estado
em situações piores. Todo adernado, gritava pôr
redução de área vélica Com esforço
em plena escuridão da noite, trocamos a genoa 2 pela 3
e colocamos a grande na segunda forra de riso. O Boré,
aliviado, seguiu o seu curso. Quase em pé, o piloto automático,
agora mais calmo, mantinha a proa no arquipélago de Fernando
de Noronha.
Depois da difícil operação, fui para a cama
e comecei a conspirar contra o fogoso Boré. Com dez anos
de boas velejadas, comecei a acha-lo desconfortável, pequeno
e desengonçado. Aí veio o estalo. Preciso de um
veleiro maior e mais confortável! Mas como fazer isto,
se a grana está curtíssima? "Vendo o velho
Boré, recupero um Fundo de Garantia que está inativo
e arranjo outras sobras para completar o projeto. Naquele momento,
praticamente tudo estava decidido. Iria abandonar o velho companheiro
e construir ou comprar um barco maior.
De volta pra casa peregrinei pôr várias marinas,
conduzido por corretores de barcos, que me apresentavam verdadeiras
maravilhas à preços tentadores. Nenhuma delas chegava
aos pés do valente Boré. A única saída
pensei, era partir para um barco novo¨. Fiz contato com Roberto
de Mesquita Barros, o Cabinho, que me informou estar concluindo
um projeto de 34 pés, design moderno e interior muito confortável.
Após analisar a planta enviada por fax, decidi. Vou construir
o Boré Boré.
Negociado o projeto, recebi as plantas. Rapidamente abri o envelope
e vi pela primeira vez um projeto arquitetônico de um barco.
Eram plantas e mais plantas. Aí veio o primeiro desânimo:
Descobri que não sabia interpreta-las. Esse negócio
não vai dar certo pensei. Mais calmo pedi socorro ao engenheiro
Marcelo Lemos, que paciente, duas vezes por semana, plantas espalhadas
pelo chão, o esclarecia os mistérios daqueles riscos,
números e escalas. A missão antes considerada impossível
foi ficando mais fácil.
O passo seguinte foi contratar a mão de obra. Não
queria nenhum ¨ expert¨ em construção naval.
Então, contratei o artesão Jorge Conceição,
entalhador de peças comercializadas no Mercado Modelo.
Inteligente, observou o projeto e começamos de acordo com
o manual do projeto a laminar às cavernas, vaus, etc...
O espaço utilizado para montar a mesa de laminação
foi na garagem da minha casa. Foram três meses de intensa
atividade e início de alguns problemas. A serraria forneceu
material fora das especificações, como sempre não
queria se responsabilizar. Resolvi montar uma serra circular e
cortar minhas próprias peças.
Vaus e cavernas prontas contratei o carpinteiro João Arcanjo,
o Zito, para montar as seções e seguir as demais
etapas da construção. Nova dificuldade. Os operários
contratados não sabiam o que era popa nem proa. Nunca tinham
trabalhado na construção naval. E poucas vezes tinham
ido à praia. Agora, já todo compenetrado, fiz o
papel do engenheiro e os ensinei a compreender a nova nomenclatura.
O local previamente escolhido para toda a montagem do barco dói
debaixo de um prédio abandonado e em final de construção
localizado a cem metros da minha casa. A montagem do barco seguia
em frente. O manual era a nossa bíblia. Vez em quando empacava.
Pedia socorro ao Cabinho que, pacientemente, em longos papos telefônicos
orientava a resolver os problemas encontrados.
Para ajudar nas despesas vendi o velho e querido Boré ao
gaúcho de Porto Alegre Luis Felipe Badia, que veio a Salvador
busca-lo. Capitaneado por Badia, retornou a Porto Alegre, onde
foi construído por Paulo Mordente. Fui com a tripulação
até Morro de São Paulo. Com muitas saudades me despedi
do bom Boré. Retornei a Salvador de escuna.
De corpo e alma e com todo o gás, dediquei-me 'a construção
do Boré Boré. Praticamente abandonei todas as minhas
atividades. Continuava apenas a dar aulas na Escola de Belas Artes
da UFBa, onde sou professor. Valeu a pena. Nos fins de semana
os amigos nos visitavam. Tornei-me um ¨Consultor Naval¨.
A cada sábado uma comemoração. Minha filha
Gabriela, a mais entusiasmada pelo projeto, nos servia cervejas
bem geladas. Uns, entusiasmados com o andamento da obra. Outros
não acreditavam na sua finalização. Bons
sábados. Concluí que a construção
amadora de um barco requer fibra e obstinação. Qualquer
pessoa é capaz. Os mistérios todos estão
indicados nas plantas. Errei várias vezes, confesso, porém
todos os enganos foram consertados a tempo.
Laminado o casco, seguiu-se à nova etapa. Foi desvirado
com auxílio de um caminhão-munk. O medo era que
o mesmo não suportasse tal operação. Ledo
engano. Nada foi danificado. Iniciada a fase de construção
da mobília, contei com o inestimável apoio da estudante
do Curso Superior de Decoração da UFBa, Maricéles
Nunes Lima, que, com muita boa vontade ia apresentando boas sugestões,
tornando o interior do veleiro muito bonito e exclusivo.
Três anos depois o Boré Boré estava pronto
para a água. Aí, nova preocupação:
como conduzi-lo até o mar? Depois de analisar todas as
possibilidades, contratei uma transportadora de serviços
pesados que, com um guindaste e uma grande carreta o conduziu,
para a baía da Ribeira. Em frente 'a Igreja Nossa Senhora
da Penha, lentamente, o guindaste o colocou no mar. Foi uma grande
emoção. Até não acreditava que aquele
composto de peças montadas uma a uma estivesse dando certo.
Flutuava. Rebocado para o Saveiro Clube da Bahia, foi colocado
em uma carreta, levado para terra, onde se seguiu a colocação
de quilha, leme, mastro, pintura de fundo, ferragens, etc.
Mais quatro meses se passaram. O Boré Boré tomava
corpo. Com uma boa cerveja e muitos amigos, observamos o novo
barco ir para o mar. Anna Carolina, minha mulher, as filhas Bethina,
Gabriela, Carolina e Bárbara formavam a platéia
mais entusiasmada. Os amigos capitaneados por Nelito Taboada soltavam
foguetes. Uma verdadeira festa baiana. Só faltou o trio
elétrico.
Terminada a colocação da interminável parafernália,
fizemos a primeira navegada. Valente, o Boré Boré
singrou, pela primeira vez, as águas da Baía de
Todos os Santos. Eu, orgulhoso e feliz, sorriso largo, observou
a performance do novo barco. Os pensamentos flutuavam. Saudades
do Boré. O desempenho sereno e suave Boré Boré
me faziam desviar das lembranças. Com ventos calmos, facilmente
chegou aos 8 nós. A conspiração valeu a pena.
Ailton Sampaio
Salvador, Janeiro 1999
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