Pop 25 - Uma combinação perfeita

A propulsão a vela pode ser considerada como uma das mais importantes invenções da história. Foi principalmente por meio de navios a vela que o comércio prosperou na antiguidade, tanto no Oceano Índico, quanto no Mediterrâneo. Por esse tempo os povos que dominavam os mares também costumavam impor sua supremacia em terra. Ao descobrir a América, Colombo contribuiu para consolidar a civilização ocidental trazendo as riquezas das Américas para o velho continente. Magalhães foi o verdadeiro pioneiro da globalização com sua volta ao mundo, e os ingleses, os melhores velejadores de todos os tempos, dominaram o planeta impondo seu idioma como a língua universal graças ao seu incontestável domínio dos mares.

Navegação a vela perdeu toda a sua importância para o comércio, é verdade, mas passou a ser o meio de transporte preferido das pessoas que querem se aventurar pelos mares. Os veleiros são um sonho de consumo, mas o vento não é constante e sem um sistema de propulsão auxiliar confiável fica meio arriscado cruzar oceanos, com suas incertezas e perigos, especialmente o tráfego marítimo que não pára de crescer.
Quando projetamos o Pop 25 tínhamos como objetivo oferecer um barco de construção barata que pudesse navegar no oceano com o conforto e a segurança necessários para garantir o bem estar e a tranqüilidade de seus tripulantes. Para complementar a navegação à vela, poderíamos indicar um motor auxiliar a combustão, mas preferimos sugerir a instalação de motor elétrico capaz de utilizar a energia captada por painéis solares e gerador eólico. O Pop 25, sendo um barco projetado para ser ecologicamente correto, dessa forma ficaria dependente do vento e da luz para se locomover. Como diria Milton Nascimento, aonde tiver sol, é pra lá que eu vou...

O Pop 25 com suas velas e motor elétrico pode navegar em qualquer direção, esteja ventando ou não. Painéis solares, gerador eólico e eventualmente um hidrogerador fornecem a energia para ser utilizada pelo motor. O motor elétrico também tem a função de gerar energia enquanto o barco navega impulsionado pelas velas.

Motores elétricos são mais baratos do que os a explosão. Também são mais leves e compactos e sua instalação é bem mais simples. Por outro lado, como diz o ditado, não existe almoço grátis. Se a energia é infinita, em contrapartida as baterias são pesadas e volumosas. Quando projetamos o Pop 25 encontramos uma solução que resolveu essa questão de um modo bem prático. O banco de baterias foi colocado em um lugar estratégico, exatamente sobre a quilha laminada, e seu peso foi calculado para ser considerado lastro interno, esse peso sendo equivalente à diferença entre o peso de um motor diesel dimensionado para o Pop 25 e o elétrico equivalente. Dessa forma o barco ficou com seu deslocamento inalterado.

No caso de um dos motores sugeridos para o Pop 25 a energia que pode ser acumulada nas baterias é suficiente para uma autonomia de até oito horas de uso contínuo no modo econômico (24V) a uma velocidade de mais ou menos quatro nós. No modo de alta performance (48V) essa autonomia despenca para uns 45 minutos com aproximadamente 1.5 nós de aumento de velocidade.

Na curta carreira do projeto, pelo menos um de nossos clientes já vestiu a camisa da propulsão auxiliar elétrica, adquirindo o motor Electroprop 5.5kW fabricado na Califórnia, USA. Nosso cliente importou o motor, que já está instalado em seu veleiro, o Solaris. Esse barco está em fase de acabamentos finais no pólo de construção amadora do Rio de Janeiro, o Clube São Cristóvão. Seu construtor, Fernando Santos, nos ajudará a demonstrar a superioridade dessa escolha. Afinal poder navegar em qualquer direção por tempo indeterminado, em quase absoluto silêncio, sem precisar de combustível fóssil para isso é nossa aposta sobre como será o veleiro de cruzeiro do futuro.

 

O Electroprop 5.5kW já instalado no Solaris, um Pop 25 que está sendo construído na cidade do Rio de Janeiro. Cortesia: Fernando Santos

Clique aqui para saber mais sobre o Pop 25