Pop 25 testado pela Revista Náutica

Pop 25 Solaris velejando em ventos fracos. Cortesia: Daniel Borghetti

Na edição de setembro de 2014 a Revista Náutica, a mais prestigiosa publicação de iatismo do Brasil, publicou uma matéria de nove páginas sobre nosso “enfant terrible”, o veleiro de cruzeiro oceânico que mais sucesso está fazendo em nossa linha de projetos de estoque para construção amadora ou profissional.

O jornalista especializado em testes de embarcações de recreio que assinou o texto, Daniel Borghetti, é um técnico experiente em construção de iates e um exímio velejador, de modo que sua opinião é muito importante para nós da B & G Yacht Design. Ele entendeu melhor do que ninguém a filosofia do projeto, a de oferecer ao público interessado em navegação oceânica um barco ao alcance de muita gente que sonha com a vela de oceano, mas que não tem recursos para adquirir um veleiro construído em série pela indústria especializada.

Solaris navegando com o motor elétrico. Cortesia: Daniel Borghetti

A ênfase da reportagem é sobre o relativo baixo custo e facilidade de construção dessa embarcação que em muitos pontos supera os modelos de tamanho equivalente existentes no mercado. A reportagem abrangeu os diversos aspectos do modelo, dando destaque às suas características especiais, que aliás não são poucas.

Por má sorte o dia marcado amanheceu chuvoso e sem vento na Baía de Guanabara, Rio de Janeiro, onde o teste seria realizado. O barco em questão, o Solaris, de Fernando Santos, é uma construção amadora realizada no Clube São Cristóvão, um centro de construção particular localizado no fundo da baía, onde uma série de outros veleiros de nosso escritório estão sendo feitos por seus próprios donos. A bordo estavam Roberto Barros, por parte do escritório B & G Yacht Design, Fernando Santos, o contrutor proprietário, Daniel Borghetti e o fotógrafo cinegrafista francês Bruno Castaing, que se juntou ao grupo trazendo uma lancha de apoio para poder fazer tomadas externas da navegada. Choveu tão forte durante a manhã que tivemos que ficar os quatro alojados no salão batendo um papo e rezando para que o tempo melhorasse na parte da tarde, de modo que o teste não fosse frustrado.

Efetivamente parou de chover depois do meio dia, mas vento que é bom era quase inexistente. Por isso o Solaris só foi testado em ventos bem fraquinhos, como mostra o gráfico de desempenho apresentado na matéria. O anemômetro usado na reportagem foi um Davis portátil, e a velocidade foi medida por GPS. O que mais surpreendeu Daniel foi a agilidade do veleiro naquela merrequinha de vento e a leveza e alta sensibilidade dos lemes naquelas condições de quase calmaria. A incrível capacidade do Solaris de navegar praticamente sem adernar não pôde ser observada naquele dia, obviamente, mas isso será melhor conhecido quando a classe estiver mais difundida, pois esse é o detalhe mais interessante do projeto, o fato dele ser um barco que navega semelhante a um multicasco.

O teste da revista está bem completo e vale a pena ser apreciado:

A classe Pop 25 só está dando seus primeiros passos. Como muitos outros Pop 25 estão vindo por aí, de agora em diante esse veleiro irá sendo conhecido, e pelo entusiasmo das pessoas pelo modelo a expectativa é que a classe tenha um crescimento meteórico daqui para frente.

Clique aqui para saber mais sobre o Pop 25.