Pantanal 25, um veleiro de camping para a família

Sendo apaixonados por cruzeiro a vela e adorando a atmosfera de camping esportivo que se cria espontaneamente onde existem outros veleiros de cruzeiro ancorados, nós da B & G Yacht Design nos sentíamos compelidos a projetar um veleiro rebocável que oferecesse um bom conforto para que uma família pudesse passar bons feriados a bordo e de quebra ser veloz para que pudesse participar competitivamente de regatas locais. A resposta a esse anseio foi o desenvolvimento do projeto do Pantanal 25.

O Pantanal 25 é a nossa ideia de como deve ser um veleiro rebocável. Nem grande demais para que não se torne difícil de ser colocado na água, nem pequeno demais para que seu conforto interno seja adequado para proporcionar um sentimento de bem estar à tripulação.

Estando sua fabricação ao alcance do construtor amador, tão logo o projeto ficou pronto começou a ter adeptos em tudo quanto é canto.

Colocar o Pantanal 25 na água em uma rampa pública é bem tranquilo. O barco é bastante leve, pois é especificado para construção em sanduiche de espuma.

O barco foi desenhado para navegação interior ou costeira, e para ser rebocado em estrada, o que lhe abre um escopo de utilização sem comparação. A mastreação é leve e simples, o que permite içar e arriar o mastro com mínimo esforço.

Agora que a classe já está estabelecida e fizemos vários amigos entre seus construtores, é um prazer ir divulgando algumas das realizações de nossos clientes. Ainda está faltando assistirmos a um vídeo, ou conhecer uma bela história de alguma aventura maior empreendidada por um dos proprietários, mas isso nãoirá demorar muito a acontecer, como poderão ver pelos relatos de alguns de nossos construtores, os quais publicamos a seguir.

Andando ao longo da margem do Rio Swan aqui em Perth, Austrália Ocidental, onde nosso escritório está instalando desde 2007, tive oportunidade de ver veleiros rebocáveis descendo pelas rampas públicas, o que por aqui é fácil de encontrar. No entanto, pelo menos os barcos que vi pareciam ser mais pesados do que o Pantanal 25, e o mastro do nosso veleiro também me pareceu mais amigável para ser levantado e abaixado do que os outros barcos cabinados que pude observar. A quilha em guilhotina do nosso projeto também ajuda. Ela é tão profunda quanto a altura do teto da cabine permite para que possa ficar içada sem que sua parte de cima toque no teto quando içada, e o bulbo fixado em baixo dela também não é muito pesado, para não aumentar o peso do barco, ma vez que ser leve favorece ser rebocado, além de também requerer menos esforço para ser içado.

A quilha retrátil é bem profunda para maior eficiência. No entanto o bulbo em baixo não é muito pesado para tornar o barco mais fácil de ser rebocado.

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Nosso primeiro cliente para o projeto foi o australiano Robert Boyd, de N.S.W., seguido de perto por Jorge Intaschi, de Campinas, São Paulo, Brasil. Jorge se tornou um bom amigo nosso, e o que ele fez pela classe foi fora de série. Tanto quanto sabemos ele foi o primeiro a concluir a construção de um Pantanal 25, o Dark Ice. Esse barco foi duas vezes campeão paulista de vela de oceano, isso logo nos dois primeiros anos após sua inauguração. Jorge ficou tão feliz com seu barco que decidiu fabricar moldes para produzi-lo em série. Os moldes ficaram excelentes e ele produziu três outros Pantanal 25 nessas formas. Como não é seu ramo de atividade, agora ele procura quem queira continuar a fabricação.

O interior do Dark Ice é um show. Um barco de 25 pés com banheiro, cozinha, salão com mesa de refeições, duas camas de casal, cockpit bem grande, e que ainda pode ser guardado em casa, isso é um sonho!

Jorge e sua tripulação comemorando uma das muitas vitórias nas regatas em que o Dark Ice participou.

Jorge Intaschi construiu uma fábrica piloto para produzir barcos da classe Pantanal 25. Três deles foram construídos ali e já estão navegando.

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Provavelmente o segundo Pantanal 25 a ser lançado à água foi o Zirrdeli, construido por Bahatin Bedir, na Turquia. O padrão de qualidade desse barco ficou uma coisa de cinema.

Zirrdely é um dos mais charmosos Pantanal 25 construídos até hoje. Bahatin preferiu colocar uma quilha fixa em vez da quilha guilhotina do projeto, o que deu a impressão do barco ser mais largo do que realmente é.

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De então em diante muitos novos construtores começaram a fazer Pantanal 25 nos mais variados lugares. Um desses é o Vega, construído por Daniel D`Angelo na cidade de City Bell, Argentina, durante suas folgas na plataforma de petróleo onde trabalha. O Vega está velejando há um bom tempo, já tendo vencido várias regatas de veleiros de oceano no Rio da Prata.

O grande dia em que o Vega foi colocado na água!

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Outro aficionado que está construindo um Pantanal 25 é Maik Biela, um alemão que vive em Santiago do Chile. Ele está nos finalmente de sua construção e seu barco será um forte candidato a Miss Pantanal 25.

Maik Biela, como é comum entre seus patrícios, é um perfeccionista. Seu barco está sendo construído com muita competência. Estamos acompanhando com gosto essa obra.

Acabamento impecável. Esse barco promete!

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Carlos Zanella Fichner é um arquiteto civil muito bem sucedido, de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, que sabe viver a vida como ninguém. Ele projetou um condomínio de luxo no Guaíba, onde tem uma casa com píer em frente onde seu barco fica estacionado. Às vezes nos domingos ele prepara um churrasco em sua varanda para ser servido no cockpit de seu Pantanal 25, o Kalahari, uma construção amadora de alto nível. Breve Carlos deverá levar seu barco para a Região de Angra onde irá aproveitar mais ainda seu veleiro.

Kalahari é um Pantanal 25 construído em Porto Alegre pelo arquiteto Carlos Zanella Fitchiner. Seu barco, graças ao seu dote artístico, ficou uma delícia.

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Um dos mais recentes construtores de Pantanal 25 é o vinicultor do Estado de Victoria, Austrália, Paul Greblo. Apesar do Pantanal 25 ter sido construído para navegação costeira, Paul pretende ir velejando de Melbourne até a Tasmânia com seu veleiro, pretendendo atravessar o temível estreito de Bass, um dos lugares de pior tempo do mundo. Seu casco já está construído e breve deverá ser virado.

Paul Greblo está construindo seu futuro veleiro no interior de um workshop em sua fazenda vinícola situada no Estado de Victoria, Austrália. Pudemos notar, pelas fotos que nos enviou, que ele está seguindo a risca as instruções contidas no roteiro. Foto: Paul Greblo

Paul está tirando de letra as dificuldades de construir seu Pantanal 25. Ele deve estar adorando o desafio. Olha que maravilha ficou a colocação do miolo estrutural do sanduiche do casco! Foto: Paul Greblo

Uma das razões para a classe ser tão bem sucedida pode residir no fato das plantas virem acompanhadas de um manual de construção claro e simples de ser seguido. É muito raro recebermos e-mails de clientes relatando dúvidas. Escrevemos o manual de construção exatamente como se estivéssemos fazendo um barco para nós, e essa construção virtual trouxe bons dividendos, como se pode ver pelas fotos mostradas nessa matéria.

Essa é a última foto que Paul nos enviou. O revestimento de fibra externo já está completo e a superfície já está lixada. O próximo passo será virar o barco e repetir a operação de fibragem internamente, constituindo o sanduiche. Foto: Paul Greblo

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Já temos suficientes subsídios para poder afirmar que o Pantanal 25 é forte como uma rocha. O que no entanto não é superdimensionado é o mastro, uma vez que leveza é importante para facilitar a operação de levantar e abaixar a cada passeio.

O Pantanal 25 com sua mastreação leve e quilha retrátil

Aprendemos com nossos clientes sobre a robustez do Pantanal 25. Um de nossos construtores sofreu uma colisão frontal contra outro barco de aproximadamente o mesmo tamanho. Enquanto o Pantanal 25 saiu com apenas arranhões, ou outro veleiro chegou a ter seu casco separado do convés. Talvez seja por causa disso que nossos construtores não levem tanto a sério nossa recomendação de usar o barco apenas em águas abrigadas ou costeiras.

Clique aqui para saber mais sobre o Pantanal 25.