Multichine 34/36 Gibraltar

Acabamos de publicar um artigo em nossas notícias informando que Beto Roque, o proprietário do Stella de Fioravante, ex-Fiu, vendeu seu barco e adquiriu o MC34/36 Gibraltar, o qual nada mais é do que uma versão aumentada do MC28. O barco menor já teve mais oportunidades de mostrar suas qualidades, mas o MC34/36 está trilhando o mesmo caminho. Alguns MC34/36 já viajaram do sul do Brasil até o Nordeste e um deles velejou de Salvador até Cape Town e voltou.

Roberto Roque é um brasileiro/canadense que não gosta de sofrer com o frio. Ele passa metade do ano no Canadá, e quando o frio vai chegando se manda para Santa Catarina onde seu barco está estacionado. Agora que o verão do hemisfério norte se aproxima ele está no Canadá, e para não ficar longe dos barcos, está construindo um dinghy Andorinha, um projeto que desenhamos para as pessoas conhecerem o prazer que dá a construção amadora. Ele está se divertindo um bocado com a experiência.

Beto Roque comprou o MC28 Fiu de mim. Eu o havia construído com a ajuda de minha mulher Eileen com a intenção de dar uma volta ao mundo. Seria uma viagem de recordações, uma tentativa de repetir a experiência mais gostosa de nossas vidas, uma viagem em um veleiro de 25 pés, o Sea Bird, do Rio de Janeiro até a longínqua Tahiti, uma história relatada no livro "Do Rio à Polinésia&" que muitos brasileiros conhecem.

O MC 28 Fiu foi lançado à água no ano de 2000. Esse veleiro foi construído com o máximo esmero para que pudesse fazer a viagem pretendida com conforto e segurança. Naquela época o escritório operava no Rio de Janeiro, e estava transbordando de serviço, e esses compromissos acabaram adiando nossa partida. Em 2007 minha filha Astrid Barros foi convidada por uma empresa australiana do ramo de petróleo para trabalhar naquele país, e com sua ida o escritório se mudou para a cidade de Perth, Austrália Ocidental, onde passou a ser gerenciado pelo meu genro Luis Gouveia. Como estávamos com o barco pronto para viajar, propus à Eileen que nos contentássemos em deixar pela metade nossos planos e ir velejando do Rio de Janeiro até Fremantle, o porto da cidade de Perth. Aconteceu então que após realizarmos um teste de mar minha mulher se convenceu que aos 65 anos de idade já não era a mesma de quando tinha vinte anos e achou que era melhor não arriscar fazer essa viagem pelo Oceano Austral tendo apenas eu como tripulante. Aí nosso plano foi para o espaço. Se todas as maiores aventuras anteriores fizemos juntos, não seria então com essa que eu a iria deixar para trás. Se ela não se achava mais em forma para encarar a viagem, então eu também não iria. Foi então que decidi vender o Fiu e assim o barco passou a pertencer ao Beto Roque, que o rebatizou Stella de Fioravante.

Gibraltar velejando no Guaíba após seu lançamento. Agora o barco está em Floripa pronto para navegar para qualquer lugar.

Recentemente Beto Roque descobriu o irmão do Fiu alimentado com esteroides e se apaixonou por suas linhas elegantes e grande volume interno. Pouco depois ele era o feliz proprietário de um iate de 36 pés de comprimento, enquanto o Stella de Fioravante era vendido para um velejador que mora na cidade de Salvador.

Gibraltar é o Fiu visto com uma lente de aumento. E isto não é conversa fiada!

Como o gélido inverno canadense já terminou, Beto Roque deixou Florianópolis voando para Alberta, Canadá, e lá se encontra no momento. Então me lembrei de mandar-lhe algumas fotos que temos de seu barco antes que lhe pertencesse, para matar um pouquinho as saudades do barco distante.

O salão social do Gibraltar é muito mais volumoso do que o do MC28. A sensação de ter um barco capaz de abrigar sua familia a bordo com espaço de sobra não tem preço.

Se a cozinha do MC28 já era super ampla, essa do Gibraltar dá até para fazer um curso de culinária à distancia e obter um diploma de "cordon bleu".

Beto Roque contou que tem planos de velejar para o norte quando retornar do Canadá. Vai ser divertido acompanhá-lo pelo SPOT. Ele fez cruzeiros longos em solitário com o Stella de Fioravante. Com o Gibraltar ele pode escolher com mais tranquilidade quando irá desejar velejar sozinho ou ter tripulantes a bordo sem que perca sua privacidade.

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