Pop 25 Horus - Uma construção relâmpago

Estamos muito impressionados com a velocidade que nosso amigo Daniel D'Angelo, de City Bell, Buenos Aires, Argentina, está imprimindo na construção do Pop 25 Horus. Daniel, sendo geólogo, trabalha um mês em pesquisa no campo, atualmente na Floresta Amazônica, seguido por um mês de folga. É nesse mês de folga que se dedica à construção do Horus. Daniel recebeu os planos do Pop 25, nosso projeto de veleiro bi-quilha, com dois lemes e propulsão auxiliar elétrica, em abril de 2011, quando as plantas ainda não estavam totalmente digitalizadas.

Pop 25, o projeto que desenvolvemos para ajudar pessoas a possuírem um barco oceânico de baixo custo, rápido de construir e de grande durabilidade. Renderização: www.ideebr.com

Sem perder tempo, em dez dias Daniel já tinha toda a estrutura transversal fabricada, pronta para ir para a montagem. Esse desempenho não nos surpreendeu muito, pois o projeto foi planejado para que essa fase fosse realmente muito rápida de ser realizada. Afinal cada antepara tem formato praticamente retangular, uma novidade em design de veleiros, que ao ser introduzida na construção amadora, abriu as portas dessa possibilidade para muitos potenciais construtores.

Seção 1 e Seção 2 prontas para entrar no picadeiro. A Seção 3 igualmente concluída, pode ser vista em parte no canto direito da foto. Cortesia: Daniel D'Angelo

Anteparas das seções 6, 5 e 4 enfileiradas ao lado da piscina. Para construir as onze anteparas Daniel levou dez dias de trabalho contínuo. Foto: Daniel D'Angelo

A impressão que tínhamos de que uma rápida passagem por essa fase tivesse um efeito fantástico para elevar a moral, no caso de Daniel funcionou como prevíramos. Após terminar as anteparas Daniel voltou para a Amazônia, já com sede de terminar a construção do casco. Deve ter sido bem penoso passar um mês no campo, longe de sua obra que avançava a passos tão rápidos. É compreensível que Daniel voltou para a Argentina com sede de trabalho, e realmente não deu outra coisa. No mês seguinte ele conseguiu praticamente terminar o casco, apenas faltando alguma coisa de carpintaria e o revestimento externo com fibra de vidro. Então foi necessária uma boa dose de paciência para encarar mais um mês longe da obra, mas quando voltou já foi para concluir o casco.

O casco pronto para ser virado, já com uma camada de epóxi alcatrão aplicada no fundo até a linha d'água. Foto Daniel D'Angelo

Já tendo a experiência de ter realizado essa operação por duas vezes, Daniel chamou alguns amigos para ajudá-lo a virar o casco, essa ocasião sendo uma boa oportunidade para realizar um bom churrasco de comemoração. Só quem passou por essa experiência é capaz de avaliar a satisfação que proporciona ver o casco que acabou de construir já de cabeça para cima.

O volume interno do Horus é impressionante. Foto: Daniel D'Angelo

Aproveitando os poucos dias que lhe restavam antes de retornar ao trabalho, Daniel decidiu colocar logo o teto do interior da cabine, que no caso do Pop 25 é instalado antes de se fazer o convés propriamente dito. Como o barco fica estacionado no jardim, apenas coberto por uma lona, achou mais prudente já deixar o interior protegido contra qualquer imprevisto meteorológico, tendo feito a instalação do forro interno do convés logo após virar o casco.

Na próxima etapa Daniel deverá terminar o convés e fazer a instalação dos equipamentos, estando esperançoso de inaugurar o Horus antes do final do ano.

Se você deseja saber mais detalhes da construção do Horus, basta entrar em nossa página de links e na primeira coluna clicar em Pop25 Horus e, após escolher a língua clicando em uma das três bandeiras, clicar em Horus, no canto de cima da direita da página

Florence, a filha de Daniel, foi a primeira a inspecionar o Horus após a virada. Como esse é o terceiro barco que o pai constrói, ela já está ficando acostumada. Foto: Daniel D'Angelo.

O Pop 25 tem um sistema construtivo um pouco fora do usual. O teto interno da cabine é reto e horizontal no sentido transversal, o que torna sua instalação extremamente rápida. Sobre esse teto são instaladas longarinas de alturas variadas (mais altas no centro e mais baixas próximo à borda) que fazem a convexidade do convés. Entre o revestimento interno e o externo os espaços vazios são preenchidos com espuma, que no caso pode ser espuma de estireno, a mais em conta que existe, pois essa espuma não é estrutural.

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