Samoa 34 Luthier conclui o circuito do Atlântico

Mais um feito importante foi realizado por um veleiro projetado por nosso escritório. Dessa vez foi o Samoa 34 construído pelo casal Dorival e Catarina Gimenes, no jardim de sua casa em Campinas, Estado de São Paulo, que acaba de completar o circuito do Atlântico, o cruzeiroa mais agradável que se possa realizar por esse oceano. Essa viagem é um sonho de vida para inúmeros velejadores de cruzeiro, e no caso deles foi o resultado de muito esforço e planejamento. O cruzeiro se iniciou com a subida da costa brasileira, passando pelo Caribe e Açores, para em seguida chegar à Europa, tendo Portugal como portal de entrada. O retorno, realizando segundo a forma clássica, seguiu a rota via Madeira, Canárias e Cabo Verde. Uma viagem longa e bem sucedida como essa não é resultado de um acaso, mas um atestado de competência e determinação, e isso o casal Gimenes tem de sobra, sendo um exemplo para outros que desejem fazer a mesma coisa.

Luthier navegando no contravento em pleno Atlântico Sul. Essa foto foi tirada por outro participante na volta ao continente, após a vitória do Luthier na regata Recife-Fernando de Noronha de 2009. Foto: Dorival Gimenes

Vamos ser francos; talvez não exista nada mais gratificante do que você construir seu próprio veleiro de cruzeiro, somente isso já sendo um programa de vida. E então, se uma vez terminada a obra, sair oceano a fora, sendo o capitão de seu próprio navio, tendo a mulher amada como primeira oficial, aí nesse caso é a glória. Quando você chega como turista convencional aos recantos mais ambicionados pelos cruzeiristas, provavelmente, mesmo sendo um velejador experiente, nem irá conseguir sentar-se à mesa onde se juntam as tripulações para tomar uma cerveja e jogar papo fora, muito menos ter o que dizer, no caso pouco provável de ser convidado a juntar-se ao grupo. Com Dorival e Catarina foi exatamente esse sonho, o de se sentirem mestres dos seus próprios destinos, e membros de uma tribo de gente com a mesma cabeça, que foi realizado. Nossa impressão é que a aventura do valente casal superou todas as expectativas e que eles devem estar se sentindo para lá de amplamente realizados.

O casco do Luthier foi construído sob aquela cobertura à sua proa, anteriormente usada como garagem, em sua residência num distrito de Campinas, São Paulo. Essa foto foi tomada no dia em que o barco foi puxado para o jardim. Qualquer construtor amador teria motivos de sobra para se sentir orgulhoso por ter produzido um casco tão benfeito praticamente sozinho. Foto: Dorival Gimenes

Por esse feito Dorival e Catarina sem dúvida merecem ter o Luthier incluído em nossa galeria do Hall da Fama. Pelo blog delicioso que acompanhamos durante toda a viagem, estamos certos que foi um clímax na vida deles. Antes de partir Dorival nos enviou um e-mail onde conta um pouco da história do Luthier, e como o casal se preparou para essa grande aventura:

Em 2003, eu e minha esposa decidimos que iríamos nos preparar para morar a bordo de um veleiro, e empreender cruzeiros pela costa do Brasil. Para isso era necessário o preparo de diversos itens: finanças, família e certamente um veleiro adequado. Desejávamos um veleiro com boa capacidade de armazenamento de água, local para baterias, aposentos confortáveis, seguro, marinheiro, ou seja, um sonho, onde tudo começa.

O Samoa 34 Luthier é um dos barcos mais bem preparados para fazer cruzeiros oceânicos já fabricados por nossos construtores amadores. Foto: Dorival Gimenes

Tínhamos um bom veleiro de 33 pés, um projeto antigo, que não atendia nossas necessidades futuras e, sendo assim, decidimos procurar por um que pudesse ser reformado. Encontramos um Cabo Horn 35, feito de madeira moldada revestida com fibra de vidro e resina epóxi, muito bonito, mas, tinha algumas pequenas avarias no costado que eu não sabia avaliar. Entrei em contato com os projetistas da RBYD, Cabinho e Luis, e, enquanto eu tirava minhas dúvidas, algum felizardo comprou o barco. Esse evento fez com que o sonho se ampliasse, incluindo a construção do veleiro. Conversando com os projetistas, decidimos pelo Samoa 34. As plantas datam de 19 de junho de 2004. Um mês depois comecei a preparar os gabaritos e a laminar as duas primeiras cavernas da seção 0. Em 12 de dezembro de 2008, quase 4 anos e meios depois, seguidas todas as etapas previstas no roteiro, o Luthier foi lançado ao mar, faltando ainda a instalação de alguns itens de eletrônica e a montagem dos cabos das velas no convés, sem falar na arrumação de todas as nossas coisas, porque já viemos para morar a bordo. A construção amadora no quintal de casa sem ajuda profissional não foi uma opção, mas a única solução, porque morávamos em uma chácara distante 15 km da cidade, mal servida de transporte coletivo, o que dificultou a contratação de mão de obra. Contribuiu para a construção amadora do Luthier a minha experiência anterior com trabalhos manuais em madeira, utilizando apenas ferramentas manuais e elétricas portáteis. Para isso, optei por pré-cortar as madeiras e tupiar os strips em uma marcenaria, de acordo com as medidas da lista de materiais. Os estofados, ferragens, e fundição da quilha foram contratados de terceiros. O importante é realizar cada etapa da construção com bastante cuidado, para que o resultado final fique bom, e, como diz o Cabinho, sem atalhos. O acabamento do interior do Luthier é simples, mas bem adequado às nossas necessidades. A construção amadora, com ou sem ajuda profissional, ou em estaleiro, permite que o conhecimento que se tem da embarcação facilite em muito a futura manutenção. Pode-se ainda fazer pequenas alterações para melhor adequar a embarcação ao seu uso, desde que não altere a estrutura, a estabilidade, e, certamente, com a aprovação dos projetistas. O Luthier é o resultado de muito planejamento, estudo e dedicação, que materializou um projeto da RBYD, e que tem produzido comentários muito interessantes. Impressiona muito o pé direito da cabine e do banheiro; a cozinha é a preferência das mulheres por ser bem localizada, ampla, e com bons armários. Os velejadores gostam do convés limpo, e da organização dos cabos e ferragens. O lançamento do Luthier ao mar é a primeira parte do sonho. Agora vamos iniciar as rotinas de manutenção, melhorias, tentar manter a lista de tarefas administrável, e aprender a morar a bordo, porque já deu para perceber que barco não é uma casa.

Provisionar um veleiro para uma travessia mais longa é trabalhoso, mas é divertido. A empolgação pelos preparativos já faz parte do clima de partida iminente. Foto Dorival Gimenes

Morar a bordo, diferente da percepção de muitos leigos, deixa o dia cheio de atividades, com a manutenção, planejamento dos consumos de viveres, água, combustível e energia, acompanhamento das condições do tempo; quando sobra tempo, balançar em uma rede e, claro, velejar.

Estamos muito satisfeitos com o Luthier, fruto de um projeto cuidadoso, dedicado ao velejador de cruzeiro. Parabéns aos projetistas pelo desenho do Samoa 34.

Dorival

A bordo do veleiro Luthier

A trajetória do Luthier após a conclusão da construção foi rigorosamente a de seguir uma meta pré-estabelecida, e para segui-la o casal teve uma determinação de causar admiração. O primeiro programa mais ambicioso foi o de subir a costa brasileira de Parati até Recife, para em seguida participar da regata Recife-Fernando de Noronha. O e-mail que recebemos de Dorival nessa ocasião conta bem como foi esse primeiro teste:

Amigos e projetistas do Samoa 34, o Luthier é realmente um barco de cruzeiro rápido, e vocês podem se orgulhar muito por tê-lo projetado. Desde dezembro de 2008, quando ele foi para a água, só tem nos proporcionado alegria e bons resultados. Ganhamos a REFENO 2009 na nossa classe, Aberta B, e estamos conhecendo muitos lugares bonitos e interessantes da costa brasileira. Nossos relatos de viagem estão publicados no blog da página www.veleiro.net (blog.veleiro.net), administrada pelo comandante do Veleiro Yahgan, um Cabo Horn 35 que, feito há mais de 15 anos, navega tranquilo, tão novinho quanto o Luthier. Esses dois barcos são provas vivas de que a tecnologia utilizada, strip planking, é muito robusta e segura para construção amadora. Mas não é só isso, durante nossa viagem, encontramos muitos MCs de aço, Samoas 29, MC 28 de plyglass, Aladins etc... Aliás, conhecemos um MC 28, construído por um mergulhador de Vitória-ES, muito caprichado. Também vimos barcos do escritório feitos em estaleiros profissionais e artesanais.

Preparação para a largada da Refeno 2009 em frente ao Ponto Zero, Recife. Nessa altura do campeonato eles mal poderiam sonhar com serem os vencedores da regata em sua classe. Cortesia: Dorival Gimenes

Em todos os portos que vamos o Luthier desperta curiosidade. Sempre que dizemos que fomos nós que o construímos, as pessoas começam a olhar o casco, e ficam com aquela cara de dúvida e, invariavelmente, perguntam: mas é de madeira, mesmo? E lá vamos nós, mostrando o barco e as fotos da construção aos incrédulos. Em seguida, perguntam do tempo de construção, custo, dificuldade, etc, e finalmente, se minha mulher topa viver no mar. Para tempo de construção, custo, dificuldade, etc., eu tenho algumas respostas e indico o site do escritório, dentre outros, como referência. Já sobre minha mulher, digo que ela ajudou na construção, e adora nosso baby, como ela chama o Luthier. Dizem que os barcos têm alma, deve ser assim mesmo; o Luthier é inquieto, não gosta muito de ficar em “píers”, prefere poitas ou âncora, e gosta mesmo é de navegar. Viajar com o Luthier é muito confortável. Desenvolvemos velocidade média de seis nós, e, dependendo do mar, é claro, pode-se navegar a 7 nós, sem forçar nenhum equipamento. Com as velas bem ajustadas, o leme fica tão leve que o piloto automático quase não gasta energia para comandá-lo. Muitos outros cruzeiristas já me disseram que essa é uma característica típica dos projetos de vocês.

Mesmo sendo a casa de Dorival e Catarina, o Luthier é muito veloz para um veleiro de cruzeiro de 34 pés. Cortesia: Dorival Gimenes

Construir um barco e sair por aí cruzeirando, ou mesmo que seja para curtir os finais de semana, vale a pena, mas, têm que ter muita dedicação, planejamento, capricho, e controle da ansiedade e se conformar com o fato que, durante a construção, o escritório estará trabalhando e lançando novidades e atualizações nos seus projetos, o que vai causar certo desejo de mudança de idéia para um outro projeto, como ocorreu comigo, quando foi lançada uma nova versão do Cabo Horn 35.Vale a pena resistir. Terminar uma obra é uma sensação indescritível de prazer, e aí é que as opções de lazer se abrirão com um marzão a conquistar e conhecer. Além da construção, é necessário estudar muito, navegação, meteorologia, procedimentos de segurança e primeiros socorros, etc. Afinal, um bom barco precisa de um capitão à sua altura. Sempre temos o que aprender e sempre haverá um lugar para conhecer. Existe muita gente boa e interessante nesse caminho.

Dorival

A bordo do Luthier

Ser o vencedor da mais importante regata oceânica do calendário brasileiro com um barco feito com as próprias mãos no jardim de casa, não tem preço. Catarina e Dorival recebendo o prêmio de primeiro lugar em sua classe na Refeno 2009. Cortesia: Dorival Gimenes

Após vencer em sua categoria a regata oceânica mais prestigiosa do calendário brasileiro, Dorival e Catarina retornaram à Parati, considerando que essa viagem de testes já era suficiente para se sentirem preparados para a próxima grande aventura.

Fazer um cruzeiro a vela é entrar nos lugares pela sala de visitas, e não pela porta dos fundos, como acontece com aqueles que chegam de avião. Foto: Dorival Gimenes

Em 2010 finalmente partiram para realizar o círculo do Atlântico, a clássica viagem desde os tempos das grandes navegações, seguindo a direção predominante dos ventos, subindo a costa da América do Sul até o Caribe, e após tirarem bom proveito de sua passagem pelo paraíso turístico das Antilhas, rumarem para os Açores e Europa, entrando no velho continente pelo portal de Lisboa. Os relatos que Catarina e Dorival escreveram em seu blog: www.veleiro.net/luthier/ com link desde a página de links de nosso site, coluna da esquerda, Samoa 34 Luthier, fizeram grande sucesso, pois são muito bem escritos e muito gostosos de ler. Durante toda a viagem acompanhamos as entradas no blog nos divertindo muito com isso. O número de seguidores assíduos, como nós, é impressionante, o que é a certeza de que se tornou um dos sites favoritos dentre os leitores que curtem cruzeiro à vela, especialmente os amigos, virtuais ou reais, que fizeram durante a viagem.

Recebendo convidados para jantar a bordo. O salão do Luthier é aconchegante como poucos que já vimos. Catarina é uma ótima artista plástica. Os quadros com temas marinhos foram pintados por ela. Cortesia: Dorival Gimenes

A primeira parte da viagem foi bem uma repetição do cruzeiro de testes realizado no ano anterior; a subida da costa do Brasil com escalas nos pontos mais interessantes, culminando com a participação na regata Recife-Fernando de Noronha. Foi então que os enredos se modificaram radicalmente. Tendo pela frente a tarefa nada fácil de ter que honrar o título obtido no ano anterior, dessa vez nem foi necessário mostrar tanta perícia como competidores. Nessa ocasião a demonstração de competência foi confirmada de outra forma. Já bem próximos da chegada e novamente muito bem posicionados, abandonaram a regata para socorrer um veleiro de construção high-tec de alta competição que custou algumas centenas de milhares de dólares a mais do que o bravo Luthier, pois esse veleiro perdera o leme quando estava próximo à chegada, e sendo o Luthier o barco mais próximo, não só abandonou a regata para prestar socorro ao veleiro avariado, como navegou mais de duzentas milhas levando-o a reboque, numa operação de resgate digna de um filme de aventuras.

Catarina apreciou cada dia de sua viagem como a realização de um grande sonho. Não existe fator mais importante para um cruzeiro bem sucedido realizado por um casal do que uma participação entusiasmada da esposa. Foto: Dorival Gimenes.

Após rebocar o barco acidentado até a cidade de Natal, o casal Gimenes seguiu viagem em direção ao norte, fazendo uma escala imperdível nos Lençóis Maranhenses, um dos lugares mais fantásticos do litoral brasileiro, de lá seguindo para o Caribe sem escalas. Ao passar pela foz do Rio Amazonas o casal passou por um dos maiores pesadelos que podem ocorrer a quem faz um cruzeiro oceânico, ao serem perseguidos à noite por uma embarcação furtiva, somente se livrando por terem desligado o motor e todas as luzes de bordo, até mesmo a iluminação artificial da bússola. Parece que essa é uma sina de nossos construtores, pois meses mais tarde outro barco do escritório, o Explorer 39 Caroll, passaria por um pesadelo semelhante, quando nosso cliente Raimundo Nascimento, navegando em solitário em sua volta ao mundo, deparou-se com piratas indonésios, escapando de seus perseguidores por um fino, graças ao fato de poder atingir dez nós de velocidade, o que não era páreo para a traineira dos bandidos. Passado esse incidente o resto da travessia até o primeiro destino no Caribe, a Ilha de Tobago, se passou sem percalços, o Luthier correspondendo plenamente às expectativas, levando o casal para o início da parte internacional da aventura sem novos incidentes.

Luthier em Rodney Bay Marina, Santa Lúcia. Nessa altura da viagem os Gimenes já se sentiam totalmente à vontade como uma dupla de cruzeiristas internacionais, aproveitando cada escala para aumentar sua experiência. Foto: Dorival Gimenes

Quem vai para as Antilhas em seu veleiro passa por uma experiência única que é poder ir pulando de país em país, em viagens quase que diurnas, com mar de través e um sol tropical iluminando águas azuis-turquesa. As escalas são feitas em paraísos tropicais habitados por povos alegres e simpáticos, e você navega acompanhado de uma multidão de outros cruzeiristas, atualmente com um bom número de brazucas entre eles. Como no antigo paraíso tinha a história da maçã, no Caribe tem a equivalente, que é a de que você pode fazer o que quiser por lá, contanto que vá embora antes do início de junho, para não ser pego de surpresa por um furacão. Como ninguém deseja ficar de férias no mesmo lugar a vida toda, isso não se constitui em um grande problema, pois nos meses de abril e maio os barcos costumam seguir em revoada com destino à Europa, Estados Unidos e Panamá, destino daqueles que se dirigem para o Oceano Pacífico

A escala nos Açores com certeza foi um dos pontos altos da viagem. Essas ilhas, um autêntico jardim no Oceano Atlantico, são o lugar perfeito para quebrar o ritmo de uma longa travessia. Catarina à beira de um penhasco na Ilha de Flores

Mundo pequeno! Dorival e Catarina recebem a bordo o simpático casal Pedro Pinto e Andreia Aguiar, residentes na Ilha Terceira, Açores, velhos amigos nossos, inclusive tendo visitado o MC28 Fiu na Marina da Glória, em uma viagem que fizeram ao Rio de janeiro. Cortesia: Dorival Gimenes

No coração de Lisboa. Freguesia do Chiado. Uma viagem às nossas origens. Foto: Dorival Gimenes

Festival de Colombo. Porto Santo, Arquipélago da Madeira. A vantagem de se fazer um cruzeiro a vela por países distantes é que se aprecia acontecimentos que de outra forma nunca se iria assistir. Foto: Catarina e Dorival Gimenes

Catarina em frente ao fundeadouro de Las Palmas. Após passarem pelo Arquipélago das Canárias, os Gimenes ainda iriam fazer uma escala técnica em Mindelo, Cabo Verde. Foto Dorival Gimenes

O mais impressionante durante toda a viagem foi a facilidade com a qual o casal passou por todos os imprevistos que invariavelmente acontecem com quem faz um longo cruzeiro. O que Dorival e Catarina mais frequentemente relatam em seu blog são novas amizades obtidas pelo caminho, e experiências as mais interessantes em cada uma de suas escalas. No entanto nas entrelinhas pode ser constatado que um trabalho muito benfeito de manutenção e de melhoramentos no barco nunca foi jogado para segundo plano, como não é raro acontecer com outros cruzeiristas menos competentes. Também é bom lembrar que eles devem ter uma boa fada madrinha, pois até uma esperada erupção na ilha de Hierro, durante sua passagem pelas Canárias, o que poderia ocasionar risco de tsunamis e terremotos, acabou não acontecendo. A escala em Mindelo, em Cabo Verde foi mais uma parada técnica, pois já estavam realizados quanto ao sonhado cruzeiro, e o restante do percurso até Salvador, fechando o circuito do Atlántico, também ocorreu em mar de almirante. De volta ao país onde se plantando dá, os Gimenes podem estar seguros de terem plantado uma boa semente.

Clique aqui para saber mais sobre o Samoa 34