Multichine 28 Access no Pacífico

Finalmente chegou ao Pacífico o Access de Flávio Bezerra, o membro do clube da classe MC28 que até agora foi quem mais navegou por aí. Embora tenhamos outros barcos da classe navegando ou sendo construídos em países banhados pelo Oceano Pacífico, da costa oeste dos Estados Unidos à Nova Zelândia, essa foi a primeira vez, tanto quanto sabemos, que um barco da classe cruzou o Canal de Panamá.

O Multichine 28 Fiu estava sendo preparado para viajar para o Pacífico quando houve uma mudança de planos e o barco foi vendido para o brasileiro-canadense Roberto Roque. Essa foto foi tirada quando nosso amigo açoriano Pedro Pinto (na esquerda da foto) nos fez uma visita. A travessia do Access serviu como compensação pelo fato de a viagem do Fiu ter sido cancelada. Cortesia: Pedro Pinto.

Flávio passou alguns anos no Caribe fazendo entregas de barcos, principalmente para a Europa, tendo sido essa sua principal fonte de renda neste período, uma vez que sendo capitão licenciado pelo Royal Cruising Club da Inglaterra, além de ter grande experiência como navegador, para ele esse tipo de serviço nunca irá faltar. Durante esse tempo juntou dinheiro para comprar um motor de centro, que não tinha quando iniciou a viagem no Rio de Janeiro, e agora, já com propulsão auxiliar instalada, aventurou-se para o outro lado do mundo, estando no momento estacionado no Panamá. A viagem do Access é um grande incentivo para um monte de gente que está preparando seus MC28 para realizarem longos cruzeiros. Como projetamos o MC 28 para realizar grandes cruzeiros, seguir o caminho do Access pelos mares do sul será muito gratificante.

Há quarenta e quatro anos o veleiro de 25 pés Sea Bird ancorou em Hiva-Oa na Polinésia Francesa. Era a primeira vez que um veleiro de cruzeiro com bandeira brasileira chegava a esse paraíso na terra. De lá para cá vários outros veleiros projetados por nosso escritório também cruzaram o Oceano Pacífico, mas ainda estava faltando um Multichine 28, o veleiro que escolhemos para voltar ao lugar que nos deixou tantas saudades, realizar esse feito. Nessa foto Eileen Barros se banha num riacho paradisíaco no interior da ilha. Foto: Roberto Barros.

Flávio publicou fotos no Face Book surfando as ondas de St Catalina, na costa oeste do Panamá, e assim ficamos sabendo que nosso amigo aventureiro não fica parado. Até que passamos um e-mail para ele perguntando pelas últimas novidades, mas com uma agenda cheia como a dele, é difícil sobrar tempo.

Flávio Araujo Bezerra surfando na costa oeste do Panamá. Agora o Access terá um oceano inteiro para ser explorado. Do jeito que Flávio é aventureiro estamos contando com muitas emoções pela frente. Cortesia: Flávio Bezerra

Existem tantos MC 28 navegando, e seus proprietários são tão determinados em realizar grandes travessias, que esperamos estar volta e meia publicando alguma novidade sobre a classe em nossas notícias. Nossa galera é unânime em afirmar que o barco é muito marinheiro e inspira grande confiança. Beto Roque, que adquiriu o Fiu, hoje se chamando Stella del Fioravante, pouco depois de receber o barco foi navegando com um amigo do Rio de Janeiro até Florianópolis, e mais tarde fez uma viagem de mil milhas em solitário, indo de Florianópolis ao Rio de Janeiro e voltando, sem ajuda de ninguém. O barco anteriormente já tinha navegado seis mil milhas, quatro mil delas em solitário, sendo portanto esse MC 28 um representante da classe já bem rodado

A temporada no Caribe deve ter sido bem divertida para o Flávio, uma badalação só. English Harbour, Antigua. Cortesia: Flavio Bezerra.

No entanto, quem mais nevegou com um barco da classe até agora é disparado o Flávio Bezerra. Ele já navegou mais com o barco do que a maioria das pessoas faz por uma vida inteira. E olha que está só começando!

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