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Curruira 42

Introdução: Há bastante tempo desejávamos desenhar um iate a motor de custo médio com estilo de linhas clássicas parecendo-se com aqueles naviozinhos de filmes antigos de Hollywood, daqueles do tipo dos filmes estrelados por Humphrey Bogart. Quando recebemos uma consulta sobre um trawler nesse estilo, em vez de dizer que tínhamos apenas a intenção de um dia produzir um projeto assim, não hesitamos um segundo em dizer que tínhamos já concluído o projeto preliminar desse modelo, faltando terminar apenas a parte de detalhes desse trabalho. Nossa intenção era a de oferecer ao mercado uma embarcação do tipo deslocante, Istoé, não planante, com larga autonomia de combustível (2750 litros de diesel), capaz de navegar umas duas mil milhas sem precisar se reabastecer. Esse barco deveria estar ao alcance do construtor amador ou profissional autônomo e, além disso, deveria ser ideal para se viver a bordo e principalmente deveria oferecer um visual com uma elegância capaz de rivalizar com os trawlers mais sofisticados do mercado internacional de aproximadamente o mesmo tamanho.

Só temos razões para comemorar nossa decisão de apostar nesse projeto. À medida que o trabalho foi avançando e já tínhamos o que pudesse ser mostrado, parece que nossos amigos e visitantes se apaixonavam pelo desenho, e assim num piscar de olhos os primeiros clientes começaram a aparecer. Agora o modelo já é bem conhecido com várias unidades em construção.

A seguir faremos uma apresentação da Curruira 42 demonstrando como esse projeto acabou se tornando um barco simpático e confortável:

Arranjo interno: Como acontece na maioria das traineiras de recreio desse tamanho, o arranjo interno da Curruira 42 reserva o compartimento de proa para as acomodações da tripulação, seguida por um salão com piso elevado todo enjanelado que se comunica com a praça de popa por meio de uma porta na parede de popa desse salão. O fly-bridge sobre o teto do salão se estende quase até o espelho de popa, dessa forma proporcionando uma boa sombra à praça de popa

A parte do salão destinada à vida social ocupa mais da metade desse ambiente. Sete pessoas encontram lugar para se sentarem confortavelmente em volta da mesa, havendo ainda mais duas poltronas a bombordo para completar o ambiente social.

A cozinha, muito bem equipada, conta com fogão, de duas ou quatro bocas, com forno, geladeira, freezer e bancada com duas pias. Existe espaço na bancada de r´dessa cozinha para a instalação de uma máquina de lavar roupa, se desejado. Um micro-ondas pode ser instalado sobre a bancada das pias, completando todos os apetrechos desejáveis numa cozinha moderna.

A estação de comando possui mesa de navegação, painel de controle e roda de leme, sendo que a cadeira de pilotagem se apóia numa base giratória, o que permite ao piloto acessar os comandos ou a mesa de navegação sem precisar se levantar.

Decidimos oferecer dentro do pacote do projeto duas versões para o compartimento de popa. Na primeira versão optamos por três cabines e dois banheiros; duas cabines com cama de casal, uma delas sendo em suíte, e a terceira cabine possuindo duas camas beliche, um amplo armário e uma bancada com poltrona. O segundo banheiro é o social, embora ambos tenham chuveiro com Box.

A outra versão de cabine de proa contempla uma preferência muito freqüente hoje em dia, a de um casal com filhos já criados, ou mesmo sem filhos que deseja ter o barco como residência por períodos prolongados. Para esse perfil de iatista o que é mais desejável é dotar o camarote do proprietário do máximo espaço possível. Para conseguir esse objetivo resolvemos eliminar um dos três camarotes e um dos dois banheiros. Para essa versão de compartimento de proa fizemos um segundo camarote de dimensões mais modestas, pois seria somente ocupado por hóspedes eventuais. O banheiro único é bem amplo e confortável, e, embora sirva aos dois camarotes, é acessado por portas diferentes.

Layout do convés: Tomamos um cuidado todo especial em tornar a parte social da praça de popa o mais confortável que se possa desejar em um barco desse porte. Primeiro estendemos o piso do fly-bridge quase até o espelho de popa, transformado a praça de popa numa autêntica varanda onde a área social se rivaliza em conforto com a do salão.

Assim como no salão do pilot-house, também dotamos a praça de popa de um sofá em L, duas poltronas e uma mesa, essa do tipo de jardim. Simetricamente existe mais outro sofá em L, um pouco menor, e entre eles fica a passagem de acesso à plataforma de embarque na popa. Junto à parede de ré do salão colocamos uma bancada com pia e geladeira, um conforto muito apreciado para se limpar um peixe recém-pescado ou se pegar uma cervejinha bem gelada.

O fly-bridge é projetado para ser o segundo posto de comando e também ser um solário.

Sua parte em balanço sobre a praça de popa é o lugar perfeito para se levar o bote inflável pronto para uso, ele sendo recolhido e lançado ao mar por meio de um pau de carga acoplado a um mastro posicionado justo à ré do assento do piloto. Existem dois sofás para duas pessoas, um de cada lado da cadeira do piloto e o acesso ao fly-bridge se faz por meio de uma escada colocada junto à parede de ré do salão pelo lado de bombordo.

O pilot-house se conecta ao exterior por duas portas, a primeira sendo a já descrita, instalada na parede de ré do salão, e a segunda, uma porta lateral na parede de boreste, que permite ao piloto sair rapidamente para o convés quando realizando manobras, o que as vezes pode ser muito conveniente. Essa porta também é uma saída de emergência.

Propulsão e casa de máquinas: Conceitualmente a Curruira 42 é uma traineira de deslocamento. Nem mesmo semi-planante ela é, pois, em nosso modo de pensar, uma traineira semi-planante é a pior de dois mundos, aquela que levanta uma onda descomunal na popa, desperdiçando uma potência inútil, sem conseguir planar efetivamente, isso em troca de uns ridículos dois ou três nós a mais.

Projetada para ter um ou dois motores, com potência máxima  de 2 x 125hp ou 250hp, possuindo uma capacidade de tanques de 2750 litros, a Curruira 42 tem uma autonomia de umas duas mil milhas, aproximadamente, navegando a uma velocidade de dez nós

Propulsão híbrida com motor a combustão acoplado a um motor elétrico também é uma possibilidade. Instalar um motor híbrido é uma solução ecológicamente correta e também super-inteligente. Quando se estiver usando o modo elétrico, apesar de só alcançar uma velocidade máxima em torno de uns cinco nós, sua utilização é absolutamente silenciosa, causa zero poluição ambiental, e ter o sistema instalado torna desnecessária a instalação de dois motores, uma vez que o motor elétrico já fica sendo naturalmente o motor reserva. Ao usar o modo motor a explosão, o motor elétrico passa a ser um gerador de energia, recarregando as baterias que irão suprir eletricidade para todas as aplicações de bordo. Ora, isso é simplesmente fantástico, e apesar do sistema ainda ser mais caro do que o motor diesel convencional equivalente, o fato de poder prescindir de um gerador auxiliar já amortiza consideravelmente o investimento.

A planta do projeto de instalação da propulsão híbrida não faz parte do pacote dos planos de estoque da Curruira 42,  mas o escritório está preparado para fazer a planta de instalação sob medida para o propulsor escolhido, sendo cobrado um preço adicional por esse trabalho. A adaptação é relativamente simples, uma vez que existe espaço de sobra na casa de máquinas.