Renderizações Descrição Layout Principais Dimensões Lista de Planos Plano Vélico Mastro e asteiamento Convés Construção do Casco Quilhas Fotos Formulario de Pedido Fotos

Explorer 39

Explorer 39 Caroll - Volta ao mundo

É uma festa para nós quando um veleiro de cruzeiro oceânico projetado pelo nosso escritório parte para a realização de um longo cruzeiro. Se esse cruzeiro é dar uma volta ao mundo, então a alegria é maior ainda. Agora, se essa viagem é em solitário e nosso navegador é uma pessoa com mais de sessenta anos, então nem sabemos o que dizer. É isso que está acontecendo com nosso cliente Raimundo Nascimento. Em setembro de 2011 ele completou meia volta ao mundo a bordo de seu Explorer 39, o Caroll, ao cruzar o estreito de Torres e aportar em Thursday Island. De agora em diante cada milha que navegue o deixará mais próximo do Brasil, seu retorno estando previsto para o final do verão de 2012.

A sucessão de acontecimentos que resultou nessa viagem teve início em 2004 durante a regata Recife - Fernando de Noronha. Naquela ocasião o Multichine 28 Fiu e o barco que Raimundo possuía então ficaram praticamente lado a lado na piscina do Cabanga Iate Clube, quando os dois proprietários, Raimundo Nascimento e Roberto Barros, tiveram a oportunidade de se conhecer. Foi em um agradável almoço na varanda do clube que Roberto Barros informou a Raimundo que o escritório B & G Yacht Design tinha acabado de desenvolver o projeto de um veleiro de cruzeiro muito especial, um barco de quilha retrátil projetado para ser conduzido por tripulação reduzida, sendo essa a aposta do escritório de como deveriam ser os veleiros de cruzeiro do futuro.

O Explorer 39 projetado para ter quilha retrátil e dois lemes foi a aposta do escritório de como deve ser o barco ideal para cruzeiros oceânicos com tripulação reduzida. Renderização:www.ideebr.com

Poucos meses após a regata recebemos a visita de Raimundo em nosso escritório, interessado que estava em conhecer detalhes do Explorer 39. Acreditamos que tenha sido amor a primeira vista, pois pouco depois estava adquirindo o projeto e contratando o Estaleiro Estrutural, um dos mais renomados construtores de barcos de recreio do Brasil, para fazer a obra. O estaleiro da cidade de Cabo Frio, Rio de Janeiro, fez jus à reputação, construindo um barco de uma qualidade impressionante.

O Explorer 39 Caroll foi construído com um capricho e uma qualidade de dar água na boca. O sucesso que o barco vem fazendo em todas as escalas por onde pára é surpreendente. As pessoas sempre perguntam onde o barco foi construído e quem foram os projetistas. Foto: Roberto Barros

Ao terminar a obra Raimundo levou o Caroll para Ilha Bela, quando só para realizar um teste, inscreveu-se no circuito Semana de Vela de Ilha Bela. Apesar do barco ainda não ter praticamente velejado, mostrou nas regatas daquela competição, uma das mais prestigiosas do calendário sul americano, que tem um potencial de velocidade excelente, tendo se colocado muito bem naquela competição. No entanto seu objetivo era bem diferente. O que ele realmente desejava era dar a volta ao mundo em solitário, o plano inicial da conversa na varanda do Cabanga Iate Clube.

O grande compartimento à ré do salão é um lugar perfeito para a instalação dos principais equipamentos de bordo.
O gerador Fisher Panda quase não ocupa espaço nesse local. Notem como é confiável a transmissão dos dois lemes para a roda de leme

É raro alguém se preparar com tanta determinação como fez Raimundo. Verdade que ele já era um experiente navegador, tendo esbanjado competência durante todas as fases da preparação, desde a negociação sobre o projeto, até a escolha de cada equipamento a ser instalado. Nesse ponto ele teve total apoio de Marcos Toledo, o dono do Estaleiro Estrutural, com um resultado para deixá-lo super-confiante na empreitada que iria realizar.

O Caroll em Ilha Bela. Apesar de ter sido preparado para cruzeiro, o barco apresentou um excelente desempenho em regata. Foto: Marcos Toledo

Finalmente na primavera de 2010 Caroll partiu para a tão sonhada viagem. Já na primeira etapa, a do Oceano Atlântico, ele surpreendeu todo mundo fazendo o percurso do Rio de Janeiro até Recife em apenas oito dias, e de Recife a Granada em quatorze dias. De Granada ao Panamá levou apenas oito dias para completar o percurso.

Chegando ao Panamá Raimundo passou um e-mail para Roberto Barros contando um fato interessante. Os proprietários de outros barcos que se preparavam para fazer a travessia do canal ao vir conversar com ele, invariavelmente perguntavam onde o barco havia sido construído e de que país era o escritório que realizou o projeto. Quando Raimundo informava que o construtor e o escritório de projetos eram brasileiros, ele nos contou que a expressão de todos era de surpresa e incredulidade.

A travessia do Oceano Pacífico foi uma experiência forte para Raimundo. Ali, num oceano onde nunca navegara antes, estava iniciando a maior aventura de sua vida. O relato que nos escreveu dessa passagem mostra bem o estado de espírito em que se encontrava:

Realmente não tinha idéia do que era ficar 31 dias viajando sozinho em um veleiro de 12 metros. Houve momentos de alegria, por estar progredindo cada dia, momentos de tensão, quando vento e as ondas aumentavam. Os momentos mais difíceis eram ao final do dia com a incerteza de como seria a noite. Criava sempre uma expectativa psicologicamente negativa. Mas tudo isto era superado logo após o escurecer. Uma hora depois já estava adaptado à situação, curtindo por antecipação o amanhecer, com suas luzes e suas cores que com certeza renovariam o ânimo, o equilíbrio psicológico para continuar o desafio, que é viajar em veleiro sozinho, após 61 anos de idade.

O interior do Explorer 39 foi planejado para acomodar com muito conforto um casal e eventualmente até mais três convidados. O espaço à ré do salão é muito útil para a instalação de equipamentos volumosos, como o gerador auxiliar, por exemplo. Renderização: www.idéebr.com

O trecho mais difícil foi a viagem das Marquesas para o Tahiti. Existe um grupo ilhas chamadas TUAMOTUS, que estão situadas no meio do trajeto. Estas ilhas são formadas em crateras vulcânicas, com um lagoon interno protegido por uma barreira de corais, muito difíceis de serem  vistas com tempo ruim.

Caroll ancorado em quase mar aberto, em Nuku-Iva, Ilhas Marquesas, Polinésia Francesa. Raimundo informou que os gringos ficam de boca aberta quando ele diz que o projeto e a construção são brasileiros. Foto: Raimundo Nascimento

Havia programado para fazer este trecho durante o dia, mas o fato de ter tido dois dias de calmaria, me atrasou e terminei fazendo a travessia durante a noite com muita chuva e ventos de até  25 milhas, e ondas de 2/3 metros, que molhavam  o convés, não permitindo ficar fora do barco por muito tempo.

Cada onda que batia no costado fazia um barulho incrível, e tirava o barco do rumo. Felizmente a corrente entre as  ilhas de Rangiroa e Arutua eram favoráveis, permitindo fazer  este trecho mais rápido do que esperava. Ao passar o perigo coloquei novo rumo no piloto de vento, programei os alarmes de radar mais próximos, deitei no beliche e dormi quatro horas seguidas, acordando com os raios solares que penetravam pelas vigias.

Neste momento agradeci ao Criador, fiz uma meditação de 30 minutos, e a paz estava restabelecida entre eu e os elementos...

Ao chegar em Tahiti Raimundo viajou por uns dias para São Paulo para tratar de negócios particulares, quando então tivemos oportunidade de conversar com ele por telefone. Ele confirmou que o barco é bem fácil de ser conduzido e é capaz de fazer boa média de velocidade sem forçar demais o equipamento. Como é um velejador cauteloso e experiente, à noite costuma rizar um pouco mais do que o necessário a vela grande, e como a buja é auto-cambante, seu trabalho fica muito reduzido. Ele contou que deseja escrever um livro sobre a viagem e nesse trecho da travessia do Pacífico irá comparar sua passagem com a descrita no livro "Do Rio à Polinésia" escrito por Roberto Barros. Será sem dúvida uma comparação interessante entre um veleiro moderno, equipado com os mais sofisticados instrumentos de navegação e outro da metade do século passado tendo apenas o sextante para se localizar. Também irá comparar a descrição das ilhas e seus nativos relatada no livro antigo com suas próprias experiências. Vamos aguardar esse próximo livro com muita curiosidade.

Raimundo se superou ao planejar seu departamento de navegação e rádio-comunicação.
Raramente vimos uma instalação tão adequada quanto essa em outros de nossos projetos

De Tahiti Raimundo seguiu para Apia, Samoa Americana, de onde recebemos esse e-mail.

Mais uma vez tenho a grata satisfação de escrever informando sobre a minha viagem, desta vês de TAHITI até AMERICAM SAMOA (1245 milhas náuticas).

Programei minha saída de Papeete, dia 13/08/2011, às seis horas da manhã, saindo efetivamente às sete horas, após pequeno atraso nos preparativos.

Todas as vezes que estou para sair de um porto, tenho uma pequena dor de barriga, creio que de medo por ter que enfrentar novamente mares nunca por mim navegados, e obviamente o desconhecido. Sentia uma ponta de tristeza por deixar um lugar tão bonito, onde já estava me ambientando e fazendo novas amizades.

Realmente não tenho nenhum preparo para despedidas, pois me emociono com facilidade, e mesmo sem ter ninguém por perto, sempre uma lagrima rebelde escorre pelo meu rosto. Imaginem se tenho alguns amigos soltando as amarras.

A viagem começou sem vento algum, tendo que  ¨motorar"  das 7.00 horas até as 22.00 horas, quando entrou um vento favorável de  10 nós, o que permitiu velejar a 5 nós sem o barulho indesejável do motor. A alegria de velejar durou pouco, porque não tivemos mais ventos até  quarta feira. Motorávamos durante o dia e até as dez noite, quando desligava o motor, amarrava o leme,ligava o radar, deixava o barco a deriva, e dormia  a noite  inteira. Após a quarta feira o vento soprou  12/14 nós até domingo, dia 21/08/2011.No domingo o vento aumentou de intensidade até  25 nos, com ondas de 3 metros. Na segunda-feira o vento aumentou ainda mais, para 30 nós com rajadas de 35 nós, com ondas iguais.

Na noite de terça feira dia 23/08/2011, o vento  aumentou de intensidade, chegando a 40 nós. Baixei a vela grande, que já estava no terceiro riso, e deixei o barco totalmente sem velas, ou seja, em "arvore seca". Mesmo assim o barco navegava a 7/8 nós na surfada das ondas. Como minha  previsão de chegada a Samoa era para quarta feira dia 24/08/2011, fiquei a noite toda acordado, pois as condições de navegação assim exigiam. Com o barco  "voando "cheguei a  SAMOA AMERICANA" as 9.00 da manhã.

Muito feliz por ter  feito mais uma "perna" da minha viagem, comecei   a difícil missão de achar um lugar para ancorar, já que havia muitos barcos que haviam fugido do vento forte. Joguei a âncora oito vezes, e não conseguia  boa ancoragem, pois o ferro garrava (não segurava o barco). O problema era que o fundo é de pedra, e a profundidade mínima era de  15 metros, exigindo  90 metros de corrente, para uma ancoragem perfeita. Acontece que eu somente tinha 50 metros de corrente.

Felizmente os velejadores são uma classe muito unida. Veio um americano e perguntou se eu precisava de ajuda. Aceitei sem pestanejar, pois já estava ficando muito cansado. Tentamos mais uma vez seguindo a sugestão dada pelo americano, e mais uma vez não tivemos sucesso.

O Americano falou pelo radio com o Harbourmaster, que autorizou o uso do píer do porto para amarrar o barco. Doce ilusão, quando chegamos lá não havia lugar.

Um velejador alemão que observava todo nosso trabalho se movimentou em terra, e conseguiu com um barco de pesca que estava ancorado no porto com o motor quebrado, que eu ancorasse a contra-bordo. A operação de ancoragem a contra- bordo foi perfeita, agradeci ao americano e ao alemão, agradeci aos pescadores que me ajudaram na amarração das espias, tomei um banho e fui dormir.

Apesar da viagem de sonhos que Raimundo vem realizando, ele não poderá demorar muito para retornar, seja por seus negócios, seja porque tem que aproveitar as estações certas para atravessar as regiões por onde ainda terá que navegar. Como é um ótimo planejador, ele sabe que terá que passar pelo Cabo da Boa Esperança ainda no fim da primavera, para ficar livre da estação de furacões do Oceano Índico. Por isso passou poucos dias em Samoa Americana e seguiu direto para a nova etapa, a que o levaria até a metade do caminho, Thursday Island, no Estreito de Torres. Segue o relato deste trecho da viagem, o último que recebemos:

Após viajar 24 dias  cheguei hoje a THURSDAY ISLAND, AUSTRALIA , completando 50% da volta ao mundo em solitário. Este trecho da viagem foi um dos mais cansativos que já fiz.

Os primeiros  dois dias após a partida tínhamos ventos demais. Os oito dias seguintes, não tínhamos ventos. Os quatorze dias seguintes tínhamos vento de popa  de 22/35 nós,e ondas de 2,5 a 3,0 metros, com o barco armado de em asa de pombo, que o fazia pendular todo o tempo, tornando impossível  a vida dentro cabine. O ideal seria que eu tivesse quatro braços e mãos.O único lugar em que era razoavelmente confortável era no beliche, calçado com velas e almofadas para não cair nas adernadas.

Viajei a madrugada com a adrenalina a toda, pois havia muitos navios na rota, e nos dois sentidos, era uma navegação por radar, ecobatímetro e AIS, já que por se tratar de um canal, os navios têm preferência em virtude da sua restrição de manobra. Cheguei a Thursday Island na madrugada do dia 23/09/2011, já que não foi possível parar na ilha que tinha planejado para ancorar e dormir a noite. O problema é que eu cheguei perto da ilha quando já estava escurecendo e tinha mais 40 minutos para chegar. Com tantos arrecifes e bancos de areia, era demasiado arriscado ir até lá. Então tomei uma das decisões mais difíceis da minha vida, continuar pelo canal, apesar dos navios e fortes correntes, que em determinados trechos chegavam a cinco nós, fazendo com que eu perdesse o rumo, dando  muito trabalho para voltar ao canal.

Mesmo assim quero deixar a minha homenagem aos verdadeiros heróis que atravessaram este canal em uma época que não havia GPS.

Thusday Island é uma cidade muito bonita, mas é a cidade do nada pode, por causa da proteção ambiental, e dos crocodilos e serpentes marinhas que habitam nestas águas. O pessoal da quarentena revistou o barco de fio a pavio, retirando e levando para incinerar alimentos enlatados e alimentos frescos, grãos verduras, leite, e leguminosas.

Então você vai ao supermercado e compra produtos australianos. Ai pode!

Finalmente após todas estas formalidades, estou com muita vontade de viajar o mais rápido que puder, pois daqui para frente cada milha viajada, estarei mais perto do nosso BRASIL, melhor pais do mundo apesar dos nossos políticos.

Abraços a todos

Marinheiro Raimundo

Já tínhamos acabado de editar essa matéria quando recebemos mais esse e-mail pelo radio SSB. Essa foi de arrepiar. Grande Raimundo, que sangue frio!!!

Amigos, 

Hoje às 3 horas da tarde, horário da Austrália, fui abordado por um barco de pesca com três pescadores mascarados e um sem mascara, com cara de Indonésio, que me mandou parar o barco.

Eu estava colocando uma vela de proa (CODE 0) E não percebi a aproximação do barco de pesca, quando ouvi o barulho do motor, eles já estavam a 300 metros do Caroll. Achei que eles estavam ali por acaso, mas quando olhei novamente e vi que três deles estavam usando mascara, minhas pernas tremeram, fiquei em choque por trinta segundos, amarrei o cabo que estava segurando, corri para a popa do barco, liguei o motor engatei avante em rotação máxima, desengatei o piloto de vento, engatei o piloto eletrônico, mudei o rumo, e comecei a fuga. Eles ficaram surpresos com a minha reação, eu acho que eles pensaram que eu ia parar, mas em seguida também mudaram o rumo e começaram a me seguir, mas mesmo assim eu conseguia aumentar a distancia, pois estava andando a 10 nós com vela e motor. Após 15 minutos de perseguição eles desistiram e começaram a mudar o rumo, mantive o motor em RPM Máximo por mais uma hora, até eles desaparecerem no horizonte.

Creio que se tratava apenas de pescadores inescrupulosos, pois se fossem piratas de verdade, teriam armas de fogo, estes somente tinham facas e facões, e um barco com melhores motores, há esta hora o amigo de vocês estaria fazendo companhia aos peixes no fundo do mar junto com o Caroll. Amanhã já estarei fora do limite onde os barcos da Indonésia pescam, e hoje à noite andarei totalmente apagado, para não chamar a atenção, os navios eu controlarei pelo radar.

Agradeci ao CRIADOR, por permitir que eu continue minha viagem.

Nessa altura do campeonato Raimundo já está no Oceano Índico. Pelo feito fantástico que está realizando iremos incluí-lo em nosso "Hall da Fama" como um dos melhores navegadores brasileiros de todos os tempos. Ficamos felizes pelo fato do projeto do Explorer 39 estar correspondendo às expectativas. Como a classe Explorer 39 está apenas iniciando sua carreira, o sucesso do Raimundo poderá influenciar muitas pessoas que conhecem o projeto, mas não têm conhecimento de como o barco se comporta. Um veleiro de cruzeiro de 39 pés que chega a navegar a dez nós não é tão comum assim.


Explorer 39 Caroll pronto para velejar

Nesse mês de março tivemos uma importante inauguração. O primeiro Explorer 39 finalmente foi despachado da fábrica em Cabo Frio, Estaleiro Estrutural – marcosdelamare@hotmail.com, para o Iate Clube Rio de Janeiro. Essa entrega estava sendo ansiosamente esperada, por nós do escritório Roberto Barros Yacht Design, (B & G Yacht Design na Austrália) e, com certeza, muito mais ainda por seu proprietário, Raimundo Nascimento. De nossa parte a ansiedade ficou principalmente por conta do fato de que esse barco é o mais sofisticado projeto de estoque de nossa linha de veleiros para cruzeiro oceânico e por estarmos supe-ligados em ver como irá se comportar nas condições para as quais o projetamos.

Caroll pronto para ser transportado. Teca artificial foi instalada em todo o convés,
proporcionando uma superfície antiderrapante de extrema beleza requerendo zero de manutenção.

Possuindo um casco que em nossa opinião é o estado da arte, dois lemes, quilha pivotante e uma mastreação simplificada para navegação com tripulação reduzida, o Explorer 39 é a nossa aposta para oferecer ao velejador de cruzeiro um iate de calado regulável capaz de realizar os mais ambiciosos planos de cruzeiro à vela. Imaginamos o Explorer 39 sendo empregado em lugares onde a variação de maré seja expressiva ou entrando em refúgios inaccessíveis aos veleiros de quilha fixa.

Caroll, o primeiro Explorer 39 a ficar pronto, foi um barco construído com uma qualidade impressionante. Sendo de construção sanduíche com espuma de PVC, ele é leve e muito rígido. Nunca perdendo a referência de que deveria ser leve, mas para embelezar o seu visual, o proprietário decidiu aplicar teca artificial em todo o convés, dessa forma obtendo um antiderrapante perfeito, que não requer manutenção, e que é leve e muito lindo. O barco foi equipado com equipamentos tope de linha, tais como gerador auxiliar Fisher Panda, dessalinizador, rádio SSB e equipamentos eletrônicos de navegação de última geração. 

Último dia dentro do galpão onde o barco foi construído. Importante: a quilha pivotante já está instalada

A quilha pivotante do Caroll é içada por intermédio de um macaco hidráulico acionado por uma bomba acoplada a um motor elétrico de 12 volts, possuindo ainda uma possibilidade de acionamento manual de emergência. O pistão é conectado à quilha por meio de dois cabos de spectra dimensionados com um coeficiente de segurança tal que se numa remotíssima hipótese um desses cabos partir, o sistema continuará operando, apenas um pouco precariamente, com um só cabo.

Em dezembro de 2009 Luis Gouveia voou de Cingapura ao Brasil para passar o natal com a família e nessa oportunidade aproveitou para fazer uma visita ao Caroll. Na foto estava inspecionando o mecanismo de içamento dentro da caixa da quilha.

 O fator mais importante para a instalação de cabos de spectra é permitir que a quilha possa subir sem encontrar resistência em caso de uma colisão acidental com um obstáculo. Também é importante saber que todo o mecanismo de içamento está fora da água, sem risco de se estragar.

Com a quilha já instalada, Caroll está pronto para iniciar a viagem com destino ao Rio de Janeiro

Uma característica do modelo que ficou bem evidente é de como o Explorer 39 é fácil de ser transportado por terra. Possuindo uma boca moderada e sendo bem baixo ele pode ser levado por estradas sem dificuldade. A viagem entre Cabo Frio e o Iate Clube do Rio de Janeiro ocorreu sem o menor incidente. A pergunta mais ouvida quando o motorista já se preparava para partir era se a quilha iria ser instalada quando o barco chegasse ao destino!

Os instrumentos instalados na mesa de navegação têm repetidores no cockpit.
O fato de estar instalada na transversal foi uma escolha de nosso cliente

Raimundo fez algumas alterações interessantes. Uma delas foi colocar a mesa de navegação com o navegador virado para a proa. A solução dele tem vantagens e desvantagens, mas o melhor de tudo é que conseguiu um bom lugar para instalar o dessalinizador, exatamente no armário na parte da frente em baixo do tampo da mesa.     

Caroll estacionado no pátio do Iate Clube do Rio de Janeiro. Darke de Mattos, o de camisa branca,
foi colaborador na elaboração do projeto.

Quando o barco chegou ao clube, a novidade logo se espalhou. Como quase ninguém sabia sobre a existência desse modelo, a curiosidade foi grande. Tão logo a notícia correu que tinha chegado um barco novo não possuindo quilha fixa, as pessoas começaram a aparecer no pátio, e o pobre do Marcos Toledo mal conseguia trabalhar nos últimos ajustes que ainda teria que fazer antes da colocação na água, tantas as perguntas que tinha que responder.

Detalhes do convés e da cabine. O Estaleiro Estrutural tomou o maior cuidado na instalação da
teca artificial. Quem não sabe jura que é teca mesmo.

O Explorer 39 foi projetado para navegar com tripulação reduzida. Para isso é leve e rígido, sendo construído com materiais compósitos. Sua área vélica é moderada e a buja de estai de meio é auto-cambante. Nosso cliente, além do piloto automático, adquiriu um leme de vento da marca Áries. O guincho da âncora e as catracas do cockpit são elétricos. Desta forma ele se sente seguro de que poderá navegar sozinho quando desejar, sem precisar de ajuda de ninguém.

Agradecimentos: Nós da Roberto Barros Yacht Design somos particularmente gratos a três pessoas:
Ao Darke de Mattos por sua valiosa colaboração no desenvolvimento do projeto. Darke foi proprietário da escuna Atrevida na juventude, correu como navegador inúmeras regatas oceânicas, tais como Buenos Aires/Rio de Janeiro e Regata das Bermudas, e agora, como um marinheiro experiente ajudou a projetar o veleiro de cruzeiro para o dia de amanhã. O barco ficou sendo basicamente o projeto que ele tinha concebido.
Marcos Toledo por sua competência em construir esse super-veleiro. Um barco que ficou tão bem feito que honraria o stand de qualquer estaleiro renomado em qualquer dos mais prestigiados salões náuticos internacionais
Raimundo Nascimento por sua confiança em nossa capacidade e por ter escolhido o Explorer 39 como seu barco definitivo. Também ficamos gratos a ele pelo empenho em fazer um barco tão bem-feito.


Primeiro casco do Explorer 39 já está virado

Sem fanfarra, sem oba-oba, bem ao estilo do Marcos Toledo do Estaleiro Estrutural de Cabo Frio, foi virado o casco do Explorer 39 que está sendo construído para o iatista paulista Raimundo Nascimento.

Mesmo sem festa nem foguetório, Raimundo tem muito que comemorar. A categoria excepcional da construção do estaleiro gerou um casco de uma qualidade impressionante. O acabamento externo ficou impecável e Marcos reproduziu com perfeição milimétrica as linhas de casco que tínhamos projetado.

Uma vez virado o casco, Marcos logo em seguida retirou as balizas construtivas e iniciou a instalação das anteparas do barco. Com a superestrutura já está laminada, fica faltando relativamente pouco trabalho para concluir a obra. A previsão é lá pelo início do segundo semestre deste ano. Como o Explorer 39 é um barco que nos empolga ao ponto de nos tirar o sono, não vemos a hora de ele ficar pronto e podermos dar uma velejada para conhecer a sensação do que é navegar um monocasco de 12m que pode navegar numa lâmina dágua de 60cm de profundidade.
Clique nas imagens para melhor visualizar.

Explorer 39, o barco de cruzeiro para o navegador do amanhã.

Antecipando o lançamento do primeiro Explorer 39, estamos revelando pouco a pouco os mistérios desse super-veleiro de cruzeiro numa seqüência de figuras produzidas por nossa imaginação durante um cruzeiro virtual com esse modelo.
Nossa ansiedade para ver esse inovativo veleiro velejando atropela a realidade. Suas suaves linhas d’água e seu interior aconchegante acabaram de ser descritos numa materia recém publicada em nosso site. Agora é a vez de mostrar o Explorer 39 planando em uma onda de arrepiar, ou dele navegando no contravento em algum paraíso tropical.

A classe já tem um barco quase terminado e um outro com o casco já virado de cabeça para cima. O barco quase pronto pertence ao iatista paulista Raimundo Nascimento, e está sendo construído pelo Estaleiro Estrutural, de Cabo Frio, estado do Rio de Janeiro, um dos melhores estaleiros de construção em composite do Brasil. O outro barco em construção pertence ao analista de sistemas uruguaio Júlio Gonzáles e está sendo fabricado pelos alunos da Escola Técnica de Montevidéu, e no momento já está com o casco virado de cabeça para cima. (Veja o site: www.explorer39.com/ )

Raimundo ouviu falar pela primeira vez no Explorer 39 em setembro de 2005, quando, durante a regata Recife/Fernando de Noronha, encontrou Roberto Barros. Raimundo estava então competindo com seu barco de trinta e seis pés fabricado por uma indústria nacional, enquanto Roberto Barros, o Cabinho, estava a bordo do Multichine 28 Fiu, construído por ele e sua família muito mais para fazer cruzeiros do que para participar de regatas. Acontece que naquela regata, em uma flotilha de cem barcos, doze deles eram desenhados pelo escritório Roberto Barros Yacht Design, hoje B & G Yacht Design. Raimundo, impressionado com a excelente performance da maioria dos barcos desse escritório naquela competição, veio procurar o Cabinho para falar sobre seus planos de trocar de veleiro, e nessa oportunidade informou que estava procurando um algum projeto com características especiais para construir. Foi então que soube que o projeto do Explorer 39 acabara de sair do forno e que aquele era um barco com características muito fora dos padrões habituais. Quando ele soube que o calado do Explorer39 com a quilha recolhida era de escassos 530mm, naquela hora decidiu que esse seria seu novo barco.
Raimundo foi o maior incentivador que poderíamos ter encontrado. Decidido a construir seu barco com tudo que existisse de melhor, por recomendação nossa, escolheu o Estaleiro Estrutural, de Marcos Toledo, para arcar com a responsabilidade de construir o veleiro que para Raimundo será o definitivo.
E assim foi. O barco foi construído rigorosamente dentro das especificações, sempre existindo um diálogo do mais alto nível entre cliente, estaleiro e projetistas. O resultado já é visível: um barco de acabamento impecável, super-bem equipado e com aquele jeito de veleiro para realizar grandes aventuras.

O conceito do Explorer 39 surgiu do interesse de um velho amigo do escritório, Darke de Mattos, por um monocasco de baixo calado, no qual, apesar de não ser mais um jovem, pudesse navegar sozinho, a vela ou a motor, sempre com bom desempenho, para chegar o mais rápido possível ao destino, e que com ele possa entrar nos lugares proibidos a veleiros de maior calado.
Darke é um velejador que já participou como navegador de inúmeras regatas importantes, tais como a Newport/Bermudas e Admiral’s Cup, sempre em companhia de tripulantes de alto nível e a bordo de veleiros de oceano tope de linha. É também um cruzeirista experiente, tendo sido dono do legendário Atrevida, uma escuna projetada pelo gênio da arquitetura naval Nataniel Heresshoff, construída nos Estados Unidos antes da grande depressão. Darquinho, um apaixonado por navegação em altas latitudes e  também um aficionado pelos atóis do Pacífico Sul, não está mais interessado em máquinas de regatas nem em barcos clássicos. Agora deseja um barco que possa ir a qualquer lugar onde tenha uma lâmina d’água com mais de 600mm de profundidade.
Por razões pessoais Darke não começou ainda a construção de seu “Atrevido”, mas ele acompanha com interesse a construção do Explorer 39 # 1. Somos gratos ao Darquinho por toda sua colaboração durante o desenvolvimento do projeto e torcemos para que ele logo construa seu “dream boat”.

O pequeno grupo de pessoas até agora envolvido com o Explorer39 tem planos muito similares com esses de Darquinho. No entanto temos recebido consultas de muitos interessados desde os mais distantes lugares, como Noruega e Alaska, cujos sonhos em nada diferem de nossos primeiros construtores. Como sonhos são grátis e a tecnologia pode dar uma mãozinha, oferecemos a você uma velejada virtual em nossa futura máquina de aventura, seja num cruzeiro por águas tropicais, ou numa tempestade em altas latitudes, dando uma surfada na crista de uma onda daquelas para ninguém botar defeito.


Saiu na edição especial do Salão de Paris da revista Loisirs Nautiques



Para maiores informações sobre o Explorer 39, clique aqui.

Primeiro casco do Explorer 39 já está virado

Sem fanfarra, sem oba-oba, bem ao estilo do Marcos Toledo do Estaleiro Estrutural de Cabo Frio, foi virado o casco do Explorer 39 que está sendo construído para o iatista paulista Raimundo Nascimento.

Mesmo sem festa nem foguetório, Raimundo tem muito que comemorar. A categoria excepcional da construção do estaleiro gerou um casco de uma qualidade impressionante. O acabamento externo ficou impecável e Marcos reproduziu com perfeição milimétrica as linhas de casco que tínhamos projetado.

Uma vez virado o casco, Marcos logo em seguida retirou as balizas construtivas e iniciou a instalação das anteparas do barco. Com a superestrutura já está laminada, fica faltando relativamente pouco trabalho para concluir a obra. A previsão é lá pelo início do segundo semestre deste ano. Como o Explorer 39 é um barco que nos empolga ao ponto de nos tirar o sono, não vemos a hora de ele ficar pronto e podermos dar uma velejada para conhecer a sensação do que é navegar um monocasco de 12m que pode navegar numa lâmina dágua de 60cm de profundidade.
Clique nas imagens para melhor visualizar.

Para saber mais sobre o Explorer 39 clique aqui

Primeiro casco do Explorer 39 prestes a ser virado

O Explorer 39 que está sendo construído pelo Estaleiro Estrutural, de Cabo Frio, R.J. para o velejador paulista Raimundo Nascimento, já tem o seu casco terminado e está prontinho para ser virado. Para nós isto é motivo de grande orgulho, pois este é um de nossos projetos mais especiais, tanto por seu design, quanto pela tecnologia envolvida no projeto, na qual estamos em igualdade de desenvolvimento com os mais avançados escritórios especializados em veleiros de quilha pivotável.
Esse é um de nossos veleiros monocasco com uma estabilidade comparável aos de quilha fixa, e ao mesmo tempo, quando com a quilha recolhida, calando tão pouco quanto um catamarã. Esta combinação é muito interessante e estamos certos de que no futuro muitos escritórios de projeto irão correr atrás desta tecnologia. Nós que acreditamos na idéia e nos dedicamos ao assunto desde a primeira hora, temos tudo para oferecer bons barcos adotando este sistema, pois cada projeto novo que desenvolvemos vai ficando mais sofisticado do que o anterior
A revista francesa LOisirs Nautiques acabou de publicar em seu número 420, edição do Salão Náutico de Paris uma referência ao Explorer 39 como o barco de cruzeiro brasileiro construção composite de quilha retrátil disponível no mercado.
Quando for realizada a viragem do barco publicaremos as fotos da operação em nova matéria em nossas notícias.

Clique nas imagens para melhor visualizar.

Para maiores informações sobre o Explorer 39, clique aqui.


EXPLORER 39

Que tal estar realizando um cruzeiro oceânico a bordo de um monocasco de doze metros de comprimento e de repente decidir fazer uma escala em uma enseada protegida, embora com um espelho d'água de apenas sessenta centímetros, onde nem mesmo a maioria dos catamarãs de mesmo porte poderiam entrar?
E se este barco ainda por cima for super amigável de velejar com tripulação reduzida e tiver todas as características de um veleiro de cruzeiro capaz de enfrentar com eficiência as mais severas condições de tempo?
Este barco é o Explorer 39, um sonho de consumo de muitos cruzeiristas modernos.
Cada vez mais os rios e baías em todos os continentes estão se assoreando a passos largos, daí a importância cada vez maior de navegar em barcos com possibilidade de redução de calado.
O Explorer 39 é um veleiro de quilha retrátil que pivota em um pino contido em uma caixa que abriga a quilha quando recolhida. Construído em sanduíche de espuma de P.V.C., o Explorer 39 é um barco relativamente leve e extremamente rígido. Seu arranjo interno obedece o conceito de oferecer condições de pernoite para até cinco pessoas, sendo que o camarote dos proprietários localizado à vante é amplo e arejado, possuindo cama de casal, poltrona de leitura e armários de roupa.
A caixa da quilha retrátil divide a área central ao meio, localizando-se a boreste uma super equipada cozinha e a frente dela um banheiro com box para chuveiro ou sauna, inclusive possuindo um banco dentro do box, um conforto muito conveniente, especialmente quando o banheiro estiver sendo usado com o barco navegando.
Do outro lado fica o corredor de acesso à cabine de proa e à entrada do banheiro, sendo ali localizado um confortável sofá beliche, tendo uma mesa pivotável à sua frente que pode muito bem ser utilizada como oficina onde se pode trabalhar confortavelmente com um lap-top. À ré deste sofá localiza-se a estação de navegação e rádio transmissão.
O salão social fica localizado à ré da entrada da gaiuta, sendo que a mesa de refeição compõe o tampo da caixa do motor. Um amplo sofá em U contorna a mesa e nele podem dormir dois adultos, um de cada lado, e em emergência mais uma pessoa na cabeceira da mesa.
Para ré do salão social existe uma antepara que fecha o compartimento de popa onde ficam instalados o gerador auxiliar e o sistema de comando dos lemes.
O Explorer 39 possui uma área vélica moderada com armação em cutter e buja auto-cambante. A vela de proa possui apenas um pequeno" over lap ", uma vez que os fuzis se fixam ao costado. Essa configuração facilita demais as manobras quando se navega com tripulação reduzida e também é extremamente eficiente quando se enfrenta mar de proa.
A quilha do Explorer 39 pivota em um pino de aço inoxidável contido por mancais bipartidos fixados ao lastro fixo que complementa o peso da quilha. O içamento da quilha retrátil é feito por intermédio de mecanismo hidráulico que recolhe cabos de spectra ligados à parte posterior do lastro. Em caso de uma colisão acidental a quilha está livre para subir e, ao descer, ira cair sobre amortecedores que irão aliviar o impacto da queda. Para travessias oceânicas existe um pino de travamento que impede que a quilha se recolha mesmo se o barco enfrentar uma capotada.
Incorporamos ao projeto duas soluções para o leme. Uma delas é a instalação de dois lemes telescópicos de baixo de calado protegidos por skegs capazes de aguentar o peso do barco sobre eles. A segunda opção é um leme balanceado de espelho de popa que pode ser levantado por dentro de uma caixa metálica. Em ambas as hipóteses o controle do barco é leve e eficiente.
Clique nas imagens para melhor visualizar.