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Kiribati 36

Kiribati 36, mais uma unidade em construção

Ficamos muito contentes de receber a vista do casal Jone e Vera, que iniciaram a construção de seu veleiro dos sonhos, um Kiribati 36, já em pleno andamento no estaleiro Ilha Sul de Porto Alegre.

Jone e Vera na sala do Green Nomad em Rio Grande

Jone vinha em contato conosco há bastante tempo, e ver as primeiras cavernas já montadas é uma grande alegria para eles e para nós também.

O Kit CNC do Kiribati 36 foi todo revisado depois da construção do primeiro da classe, o Green Nomad, e hoje podemos dizer que as soluções aplicadas e alguns pequenos melhoramentos, como o fato da chapa lateral de costado ultrapassar o nível do convés e já fazer às vezes de borda falsa tornaram este kit um verdadeiro ganho de produtividade para os construtores.

O tempo de construção da caldeiraria fica muito reduzido com o emprego destes kits de corte, além da precisão e qualidade da montagem serem superiores às possíveis de atingir com o método convencional de montagem.

As seções transversais foram todas montadas na primeira semana e já é possível ver o barco começando a tomar forma.

O tamanho do barco, 11 metros, fica na divisa entre barco pequeno e barco grande. Ele ainda não é demasiado caro de construir e difícil de manejar, mas permite uma autonomia praticamente ilimitada, com capacidade de armazenamento suficiente para longas expedições.

Seu casco reforçado com 10mm de espessura no fundo e 8mm nas laterais se presta às mais difíceis condições de navegação, de tempestades tropicais a aventuras polares, tornando o Kiribati 36 a opção viável para aventureiros grandes em inspiração mas sem grande suporte financeiro.

O casco do Kiribati 36 é mais reforçado do que o deste navio!

O projeto opta sempre por soluções simples para os sistemas essenciais de bordo, o que significa que uma vez construído, o futuro aventureiro pode ter a tranquilidade de saber que possui um barco que foi pensado para dar o mínimo possível de despesas operacionais. O fato de o casco ser de alumínio também ajuda nesse sentido.

Um barco simples, com cana de leme e sistemas robustos.

Para aqueles que gostam do modelo, mas não precisam de baixo calado, a novidade é que está praticamente pronta a versão do projeto com quilha fixa. Esta versão deve ficar um pouco mais econômica de construir. Os benefícios de se poder entrar em lugares com apenas 80 cm de água não vem de graça, é claro, e quem não precisa dessa característica, mas ainda acha as soluções do projeto atraentes tem agora mais uma opção dentro da linha do escritório.

O Kiribati 36 poderá ser construído também com quilha fixa


Demonstração virtual da montagem do Kiribati 36 vai ajudar construtores

Aproveitando que o projeto do Kiribati 36 é de última geração em termos de modelagem 3D, o escritório Roberto Barros Yacht Design oferece uma demonstração virtual dos passos da montagem da caldeiraria, com as peças sendo adicionadas passo a passo e na sequência sugerida.

Isto pode ajudar a muitos construtores, que podem assim avaliar as dimensões da tarefa.

Em outra novidade ligada ao projeto, já está em desenvolvimento uma versão do barco com quilha fixa tradicional, usando os já comprovados apêndices que fazem parte da série Multichine 34/36.

Green Nomad com mastreação

Com isto o projeto do Kiribati 36 passa a ter um apelo mais universal, podendo atender às necessidades daqueles navegadores que não precisam de calado extra reduzido ou preferem a simplicidade e menor custo de construção de um barco com quilha fixa.

O interior do Green Nomad quase finalizado

Os conceitos de simplicidade de sistemas, robustez, visão panorâmica de dentro da cabine e muitos outros utilizados no projeto do Kiribati 36 apelam a uma grande gama de navegadores, e a adição da versão de quilha fixa vai ser importante para o projeto.

Para ver a montagem virtual completa e saber mais sobre o projeto do Kiribati 36 clique aqui e na página do projeto clique em Construção.


Kiribati 36, um desenho versátil do equador aos pólos

Uma análise dos barcos de cruzeiro em evidência hoje em dia , quer por suas realizações nos campos da aventura náutica ou na indústria de charters em águas polares, revela que o Kiribati 36 tem muitas das características que fazem de seus irmãos maiores barcos de qualidade e por isso desejados e concebidos por aqueles que se aventuram no oceano.

Green Nomad com sua cabine panorâmica e dog house rígido: conforto e segurança em cima de um casco de 10mm de alumínio no fundo

Sem precisar ir longe, desde os Paratis do internacionalmente reconhecido Amyr Klink, até diversos outros igualmente destacados, como os barcos de expedição de Peter Blake, o novo Pelagic Australis de Skip Novak, Seal, Hawk, Morgan´s Cloud, Polaris, Southern Star e muitos outros, fica clara a tendência dos que querem barcos fortes, duráveis, de pouca manutenção e que proporcionem conforto e proteção as seus ocupantes.

Os cascos são de alumínio, os sistemas simples e comprovados, as cabines oferecem visão panorâmica.

Posto do navegador: Visão total e instrumentos à mão

Amplidão e luminosidade

Entre esses renomados navegadores muitos, senão todos, tiveram barcos anteriores aos atuais, alguns em fibra de vidro, outros em aço, mas quando chegou a hora de idealizarem seu barco definitivo, sua máquina dos sonhos, todos optaram pelo alumínio.

De todos os materiais atualmente utilizados para barcos de cruzeiro, o alumínio é praticamente o único que vai se manter inalterado quando exposto. Nenhuma barreira é necessária, a água não penetra nele e começa a degradá-lo.

É claro que gostaríamos de um barco em que compromissos não tivessem que ser feitos, em que espaço para corrente de âncora não implicasse em menos espaço de habitação, em que cabine panorâmica não alterasse o perfil do barco, mas dentro das limitações, podemos dizer que nos sentimos satisfeitos como o que atingimos com nosso Kiribati 36 Green Nomad.

Cozinhando no Green Nomad você fica integrado ao ambiente

O grande paiol atrás do banheiro ajuda a manter a organização

A robustez do casco e a simplicidade e confiabilidade dos sistemas de bordo habilitam o Kiribati 36 a ir onde quiser, só sendo limitado pelos desejos e estilo dos que o navegam.

Que tal um barco polar ao custo de um cruzeiro regata de fibra de vidro convencional? Ou um barco adequado aos atóis e passes rasos do Pacífico, com ventilação natural de sobra na cabine e vista para as maravilhas do mar? Pois embora pareçam opostos, muitas das soluções do Kiribati 36 são adequadas para cada um dos casos.

O primeiro Green Nomad nas Ilhas Marshall, Oceano Pacífico

Com nossa quilha retrátil e fundo chato de alumínio, poderemos nos abrigar nos lugares mais remotos do planeta

Sempre dizemos que o Kiribati 36 é o barco grande dos que não possuem um grande capital. Maior do que ele os custos aumentam desproporcionalmente ao benefício atingido, embora o conforto adquirido não seja de se desprezar.

É possível viver e viajar num barco menor, como provam vários amigos, entre eles Roberto Barros e seu Sea Bird. A opção pelo tamanho do barco tem que ser acompanhada de uma criteriosa avaliação sobre os custos e dificuldades envolvidas na construção, para se garantir que o projeto seja concluído.


Kiribati 36 Green Nomad - Últimas novidades da construção

Caros amigos e leitores do site,
No dia 16 de Março, com a operação de içamento do mastro, o Green Nomad já começou a tomar o seu aspecto final.

O Green Nomad em Porto Alegre, no Clube dos Jangadeiros

Para nós, comemoramos muitas coisas. 14 anos casados e 14 anos se passaram desde outro içamento de mastro, o do nosso primeiro Green Nomad, realizado no ICRJ em 1996.

Em 1996 o içamento do mastro do primeiro Green Nomad

Desta vez contamos com a ajuda de toda a turma que trabalha nas oficinas do clube dos Jangadeiros em Porto Alegre, além da dos funcionários do clube.

A turma de amigos do Clube dos Jangadeiros nos ajudando a mover o mastro

Nós ainda tentamos fingir que estávamos ajudando a carregar o mastro, mas com a estatura uns 15 cm menor do que a do mais baixo dos nossos amigos, nem isso dava para fazer. Mas os cavaletes nós levamos.

Daí para a frente fomos somente nós dois e Jorge e Éder, operando o guincho, e em menos de meia hora o mastro estava em cima e firme. Havíamos preparado todos os estais de força, os brandais de tope e o estai de proa interno, de modo que assim o mastro já ficou seguro.

Mastro estaiado, hora do teste para tirar o cabo do guincho. É preciso confiar no próprio trabalho!

Durante o carnaval ficamos morando com o barco em seco, fazendo a primeira pintura anti-incrustrante e também o anti-derrapante do convés.

O anti-derrapante de convés começa a tomar forma

Nomeado finalmente!

Quilha a meio curso, pois a vaga mais próxima da área de trabalho não tem profundidade para a mesma toda abaixada.

O interior do barco está praticamente pronto, faltando apenas colocar algumas molduras em torno das gaiútas.
Por enquanto ficaremos com estofamentos improvisados. Os detalhes só iráo sendo acabados quando já estivermos navegando ( no outro barco alguns detalhes ficaram para serem feitos pelo dono seguinte ).

O sistema de içamento manual da quilha

Últimos painéis de forração vão para o lugar

Uma cozinha com vista para o mar

Moqueca da Marli, já falada em Porto Alegre

Vamos ainda ter mais umas semanas de trabalho antes de poder começar a levar o Green Nomad para o norte. Gostamos muito do sul, mas o frio não é nosso ambiente. Vamos ter muita saudade dos amigos que vão ficar, mas esse é um fato inevitável na vida dos nômades.


Kiribati 36 Green Nomad avança na construção do interior

O engenheiro Luis Manuel Pinho, que com sua esposa Marli Werner navegou por dez anos a bordo de um veleiro de aço de trinta e seis pés, o Green Nomad, viajando pelas  mais remotas ilhas do Pacífico Sul, é agora colaborador do escritório B & G Yacht Design (Roberto Barros Yacht Design no Brasil), como yacht designer e consultor técnico para construção em alumínio, uma especialidade que conhece muito bem.

Luis Manuel vendeu seu barco anterior na Austrália, e, de volta ao Brasil, projetou em equipe com nosso escritório o Kiribati 36, aproveitando a oportunidade para fazer um novo Green Nomad a partir deste projeto.

O casal vai progredindo a toque de caixa na construção e por essa altura o interior já está bem adiantado. Vocês que acompanham a saga do casal cruzeirista/construtor vão gostar de saber as novidades contadas por Luis Manuel:

Estamos impressionados com a rapidez que pode ser atingida na marcenaria do interior do barco se esta tiver sido modelada previamente em 3D no computador e depois planificada.

Há menos de dois meses iniciamos a obra de madeira. Vejam nas fotos abaixo o estágio atingido!

  Dia do Lançamento                                      Menos de 2 meses de trabalho depois!

O ideal seria mandar cortar os compensados por CNC, mas, como todo construtor amador, as finanças andam um pouco justas, de modo que o CNC foi um pouco rústico.

Utilizando a planificação das peças do interior feitas no computador, iniciamos o nosso próprio CNC ( Copy n Cut :). Eu arranjo as peças no espaço de uma folha de compensado usando o software, e copio à mão para uma folha de papel com as cotas. Com isso vamos para um galpão e transferimos o desenho para as folhas reais de compensado, e, usando serra tico-tico, cortamos as peças.

Fazemos tudo assim. As peças vêem para o barco já com todos os encaixes, rasgos para as longarinas etc. Com mínimos ajustes uma antepara vai para o lugar. Chegamos a colocar três anteparas num dia!

Passando o desenho à mão para uma folha...

Copiando em cima do compensado...



Anteparas cortadas e prontas para entrar em casa!

Estamos fazendo tudo sozinhos, e surpresos pelo rendimento. Fora os incontáveis espirros devidos à poeira, está sendo uma experiência bastante interessante.

A cada dia o conforto aumenta. Mal uma peça vai para o lugar e o aspirador e pano úmido já a preparam para entrar em serviço naquela mesma noite!

Sofá em acabamento...

Sofá em uso!

Um detalhe interessante: Um amigo que está restaurando o famoso Madrugada, campeão de tantas regatas de oceano, nos ofereceu a antiga mesa de navegação do barco, e ela vai servir exatamente no lugar destinado no Green Nomad!

A mesa de navegação do Madrugada sendo restaurada para voltar a navegar!

Uma coisa interessante é a precisão dimensional do barco. As peças do interior modeladas em 3D com base na estrutura de alumínio que foi cortada por CNC se encaixam perfeitamente, com diferenças desprezíveis em relação ao tamanho teórico.

Da parte básica da marcenaria estrutural só faltam agora a área da mesa de navegação e o banheiro. Depois acabamentos, piso e forração das paredes e teto, que vamos fazer com um material branco feito com plástico reciclado.

Como nem tudo é trabalho, vamos re-encontrando velhos amigos em Porto Alegre. Como hoje quando recebemos a visita do Anselmo e Tânia, do Taihú, o Multichine 37, um clássico do escritório B & G Yacht Design (Roberto Barros Yacht Design no Brasil) que foi para o Caribe no mesmo ano que nós, em 1997.

Pausa para descanso e papo com o Anselmo e a Tânia, do Taihú

Luis Manuel e Marli
Kiribati 36 Green Nomad
Luisdesenhos@gmail.com


Kiribati 36 Green Nomad

O primeiro casco do Kiribati 36 já existe, e este barco se chama Green Nomad.

Ele é fruto da vontade de voltar a realizar a viagem dos sonhos, feita uma vez e que só seviu para confirmar a certeza de que o lugar dos donos do Green Nomad é em alguma ilha remota do Oceano Pacífico.

O Green Nomad original, um Van de Stadt de aço de 36 pés, ancorado no Grupo Florida, parte das Ilhas Salomão.

Depois de venderem o Green Nomad em 2006 na Austrália, após 10 anos de viagem e 25000 milhas, o casal Luis Manuel e Marli veio para o Brasil, não porque a vontade de viajar tivesse acabado, ou que o barco fosse mau, apenas porque a família precisava e era hora de voltar.

Acontecimentos inesperados os viram de novo prontos para viajar, e agora faltava o barco. Mesmo antes da venda do Green Nomad, eles já sabiam como um próximo barco teria que ser, e o resumo das qualidades desse barco é o que vocès podem ver na parte da página inicial da descrição do Kiribati 36.

Com a longa amizade já existente entre eles e Cabinho e família, o natural é que o desenho do novo barco partisse deles. Luis é engenheiro metalúrgico formado pela UFRJ, e cruzou inúmeras vezes no pátio da universidade com os calouros Luis Gouveia e Astrid Barros, andando de mãos dadas.

Com uma história longa de paixão por desenho naval, tendo iniciado o curso de uma renomada escola de desenho naval americana, Luis sabia o suficiente sobre desenho para saber que precisava de parceria na hora de projetar o primeiro casco. Por isso, comprou o projeto do Multichine 36 SK. Era um lançamento novo, e por pouco ele não havia comprado um projeto francês, que oferecia o baixo calado na faixa de tamanho que era uma lacuna na gama do escritório.

Munido do apoio do escritório e de um casco campeão, foi a hora de soltar a imaginação e o gosto por modelagem em computador, além da intimidade com metais e processos de fabricação, para criar o Kiribati 36. Em alguns pontos ele é o anti Green Nomad, sendo de alumínio e deslocamento médio, cockpit aberto na popa, baixo calado e linhas de casco arrojadas. Em outros é uma cópia, com a robustez dos sistemas, simplicidade e tamanho moderado, sem frescuras de acabamento mas com os mellhores equipamentos que existem para uma vida de viagens sem grandes problemas técnicos.

Hoje a viagem do Green Nomad ( versão 2, novo casco mas mesmo nome e missão ) já começou.  Luis e Marli vivem a bordo desde o dia do lançamento à água, em Triunfo, para onde se mudaram para acompanhar a construção na Metallic Boats.

Atualmente estão em Porto Alegre, gentilmente recebidos pelo Clube dos Jangadeiros, vivendo a bordo com um interior improvisado.

Green Nomad em Nova Caledônia

Marli mergulhando em Huahine, Polinésia Francesa

A vida por enquanto não está exatamente como nas fotos acima, mas aos poucos eles estão trabalhando para chegar lá. Luis aproveitou os últimos meses para dar forma final ao projeto do Kiribati 36, incorporando as lições aprendidas na construção do primeiro casco, e aos poucos uma nova tábua vai sendo jogada para fazer mais uma prateleira.

Agora as primeiras peças de compensado naval para o interior para valer chegaram, e espera-se ver o Green Nomad começar a tomar cara de barco. Marli está terminando o isolamento térmico, e Luis acabou o projeto, e por um tempo serão carpinteiros navais, ferragistas e todas as demais epecialidades, para que a nova casa possa logo começar a se mover.

Marli colocando sarrafos que vão receber a forração...

e colocando placas de isolamento térmico.


Quando as coisas forem mudando vocês vão poder acompanhar aqui pelo site. Esperamos mandar fotos mais convencionais em breve!

Para contato com Luis Manuel Pinho envie e-mail para: luisdesenhos@gmail.com


Kiribati 36, nosso próximo lançamento.

Se você é aventureiro de verdade e gosta de fazer cruzeiro à vela, irá gostar do nosso próximo lançamento, o super-projeto para viagens radicais Kiribati 36. Esse veleiro especificado para construção em alumínio virá recheado de novidades e com certeza irá excitar a imaginação de muitos cruzeiristas amantes da vela de oceano de longa distância.
Desta vez viremos com um projeto decididamente especializado; um barco que quando estiver roncando o mal tempo que quiser lá fora, você mal tomará conhecimento disso.

A história desse novo desenho começou quando o amigo, agora nosso colaborador, Luis Manuel Pinho, um experiente cruzeirista de longo curso, aceitou nosso convite de desenvolver um projeto em associação com o escritório B & G Yacht Design Internacional, (Roberto Barros Yacht Design no Brasil).
Para os brasileiros da náutica, Luis Manuel já é bastante conhecido por suas aventuras no Pacífico Sul e pelas palestras que fez em salões náuticos, quando mostrou fotos de tirar o fôlego das mais remotas ilhas dos mares do sul. Luis Manuel e sua esposa Marli Werner viveram experiências fantásticas, compartilhando com nativos ainda vivendo na era neolítica os encantos de ilhas selvagens raramente visitadas.

Luis Manuel, para quem não sabe, nasceu em Moçambique, e quando aquele país conquistou a independência, sua família imigrou para o Brasil, vindo para a cidade do Rio de Janeiro, onde se formou em engenharia metalúrgica. Ao terminar a faculdade, Luis Manuel construiu um veleiro de aço de 36 pés em aço e, em companhia de sua recém-casada esposa Marli, partiu para o oceano Pacífico via canal de Panamá. Após visitar vários arquipélagos, o casal chegou a Brisbane, Queensland, Austrália, onde fez sua base. Após três anos de residência, Luis Manuel e Marli obtiveram a cidadania australiana, o que para nós foi interessante, pois também transferimos nosso escritório para a cidade de Perth, Austrália Ocidental. De Brisbane o casal seguiu para um cruzeiro pelos arquipélagos da Micronésia, quando visitaram as paradisíacas Kiribati.

Após três anos de aventuras, o casal Pinho retornou à Austrália, para a cidade de Cairns, onde vendeu seu barco. Em seguida voltaram ao Brasil para construir o novo veleiro, no qual iriam incorporar as idéias acumuladas durante todos os anos que viveram a bordo. Aqui eles iriam encontrar mais facilidades e mão de obra mais em conta para fazer a nova construção.

Ao terminar o novo barco, o casal pretende voltar ao Pacífico e à Austrália via canais da Patagônia. Eles pretendem retornar ao seu estilo de vida de cruzeiristas assumidos, mas agora dedicando uma parte do tempo em trabalhar como yacht designers, continuando a parceria com nosso escritório. Essa atividade é perfeita para ser exercida a bordo, pois tudo que requer é possuir um note-book, programas específicos e uma conexão com a rede, tudo isso corriqueiro hoje em dia.

O acordo de colaboração entre nós e Luis Manuel é benéfico para os dois lados. Entramos nessa primeira empreitada com o Multichine 36 Swing-Keel como projeto básico. O novo modelo foi sendo adaptado ao conceito idealizado por Luis Manuel, mantendo praticamente o mesmo formato de casco do MC36SK, sendo tudo o mais sido redesenhado. O objetivo é mantermos os dois projetos em nossa linha, o MC36SK ficando como um veleiro de cruzeiro mais convencional, capaz de levar até seis tripulantes a qualquer lugar em ótimas condições de conforto e segurança, enquanto o Kiribati 36 ficará sendo mais adequado como um veleiro/casa com autonomia de água e combustível fora do comum, uma vez que a ênfase é uma longa permanência de um casal a bordo. Se você deseja saber um pouco mais sobre o Kiribati 36, por favor, nos escreva para info@yachtdesign.com.br ou para luisdesenhos@gmail.com
Confira a seguir a ficha técnica deste novo projeto:

Kiribati 36, Veleiro de quilha retrátil para construção em alumínio

Comprimento total – 11.03m
Boca maxima – 3.84m
Calado com a quilha recolhida – 0.72m
Calado com a quilha estendida – 2.26m
Deslocamento leve – 7250 Kg (inclui mastreação, ferragens e acomodações internas)
Deslocamento em uso – 8750 kg (Tanques abastecidos, mantimentos, equipamentos, dingue, etc)
Lastro – Interno 1000 Kg
Quilha pivotável 1300 Kg
Tanques dágua – 600 l
Diesel – 420 l

Os principais objetivos do projeto são::

  • - Ser um barco capaz de realizar cruzeiros do tipo volta ao mundo com ênfase em navegação nos trópicos. Baixo calado é uma exigência para que o escopo de atuação possa ser o mais amplo possível, aumentando desta forma a segurança, ao permitir que o barco se abrigue em ancoradouros inacessíveis a barcos de maior calado
    - Servir de moradia permanente para um casal, podendo desfrutar de uma visão panorâmica para o exterior.
  • - Ser um barco para ser feito por estaleiros profissionais ou por um construtor amador, a um preço competitivo..
  • - Ter especificações de sistemas simples e confiáveis para minimizar a possibilidade de defeitos e dificuldades com manutenção.
  • - Ter um bom desempenho em ventos fracos e ser capaz de navegar a motor a uma velocidade de 5 a 6 nós, com uma autonomia de 1000 milhas náuticas.

Para explicar nossos pontos de vista, comecemos pelo comprimento total..

11 m ( 36’) de comprimento total dão suficiente autonomia em suprimentos para passar longos períodos sem se abastecer. Por outro lado é um tamanho que já suporta passar por tempestades com certo conforto, além de já ter inércia suficiente para romper mar de proa sem muitos impactos bruscos. Por outro lado o barco ainda pertence ao clube dos barcos pequenos,se comparado à média de tamanho dos barcos de cruzeiro atuais..

Mesmo se considerarmos que um comprimento de 10m (32’) já pudesse ser suficiente,, a economia em custo de construção não seria expressiva e um barco de 11m desenhado tendo simplicidade em mente, pode ficar relativamente mais barato do que um barco de dez metros ultra-reforçado e super equipado. Além do mais a comparação também pode ser desfavorável ao barco menor se levar em conta a capacidade de carga. Podem-se fazer expressivas economias quando se abastece de suprimentos e combustíveis em lugares onde o custo de vida seja mais barato.

O item seguinte a ser considerado é o método construtivo: chapas de alumínio cortadas por plasma ou jato dágua, segundo arquivo CNC fornecido opcionalmente com o projeto. Todas essas peças são numeradas e mostradas em perspectiva de uma forma clara e fácil de ser seguida.
Com esse kit e as plantas, mais a ajuda do manual de construção que acompanha o projeto, qualquer amador com boa disposição e a ajuda de um soldador profissional, a caldeiraria pode ser realizada com segurança.

Os painéis são desenhados em curvas planas, desenvolvíveis em praticamente 100% das peças, de forma que não é difícil levá-las para o lugar e o mínimo de tensões e deformações são geradas no material. Isso foi conseguido usando-se programas específicos (Prosurf 3, Rhinoceros), os quais calculam e mostram graficamente o grau de curvatura da superfície.

Esse conjunto é intrinsecamente extremamente robusto alem de ser absolutamente estanque, como todo barco metálico bem construído. As ligas recomendadas, 5083/5086, irão durar décadas a fio, sem requerer maiores cuidados quanto a parte de caldeiraria.

A opção por dois lemes colocados atrás de skegs e controle por cana de leme une simplicidade com eficiência em controle do rumo e baixo calado. Os lemes ficam apenas 10cm mais profundos do que o calado máximo do casco, o que permite ao barco apoiar-se em três pontos quando encostado no solo.

Quanto à opção pela quilha pivotante, essa é uma exigência para dotar o barco da condição de poder reduzir o calado. O Kiribati 36 cala escassos 79cm (2’ 7”) quando está com sua quilha recolhida, mesmo em plenas condições de carga. O lastro é dividido; uma parte é colocada no interior do casco e a outra preenche a quilha pivotável. O mecanismo adotado para içamento da quilha é o mais simples e confiável possível. Uma catraca colocada na coluna de sustentação do mastro recolhe um cabo de spectra de 12mm, havendo uma redução de quatro para um no sistema   

A mastreação é novamente um modelo de simplicidade. Armado em cutter com um só par de cruzetas, além de proporcionar a possibilidade de portar uma área vélica adequada quando navegando em condições de vento leve, sendo armado com vela de estai de meio, oferece opções de combinações de velas em diferentes condições de tempo. O comprimento de 13m do mastro e uma área vélica de 57m², o Kiribati 36 tem um coeficiente área vélica/deslocamento de 14,3, o que lhe confere uma potência suficiente para um bom desempenho nas condições que prevalecem nos alísios. Especificamos forras de rizo e catracas de adriças no mastro, tudo em nome da simplicidade. Dois apoios tubulares para as costas de cada lado do mastro aumentam a segurança de quem esteja trabalhando no mastro.

O design do convés e da cabine privilegia a visão desde o interior, permitindo a integração com a paisagem externa, assim como proporciona uma boa ventilação natural. Um piso elevado na área central da cabine favorece essa integração com o exterior para quem esteja na cozinha ou na mesa de navegação. Seis gaiutas 32cmx24cm e duas de 50cmx50cm instaladas ao redor das paredes da cabine permitem uma excelente ventilação natural quando o tempo estiver bom e por outro lado garantem máxima estanqueidade, com elas fechadas, além de serem extremamente fortes e seguras.

Layout interno

O arranjo interno é o mais livre e desimpedido que podemos conceber, com apenas os compartimentos do banheiro e da cabine de popa com privacidade.
Na área central o piso é elevado e ali estão instaladas a cozinha e a mesa de navegação, onde o navegador sentado em sua cadeira tem ampla visão de fora através da gaiuta à sua frente, o mesmo privilégio que é dado ao cozinheiro.
A vante deste piso elevado desce-se para um nível mais baixo, dando acesso ao salão com dois sofás e uma mesa para até seis pessoas e na frente deste ambiente está instalado outro beliche de casal.


Kiribati 36, um novo projeto para construção em alumínio 

O Kiribati 36 é um veleiro para construção em alumínio com corte CNC que em breve será lançado por nosso escritório, sendo que o protótipo deste novo desenho já está em fase adiantada de construção. O Kiribati 36 é um desenho derivado do Multichine 36 SK, e primeiro de nossa linha a ser praticamente 100% pré-cortado por CNC.O casco está sendo construído no estaleiro Metallic Boats, de Triunfo, RS. 

As principais diferenças em relação ao Multichine 36 SK, que também tem versão para construção em alumínio além do aço, são modificações no convés e cabine, para permitir uma melhor visão panorâmica de dentro da cabine, requisito que os nossos clientes, Luis Manuel e Marli, consideram prioritário num veleiro de longo curso, além de adaptações dos sistemas para versões mais simples, como por exemplo, eliminação de roda de leme e colocação dos eixos dos lemes atrás do espelho de popa. O paiol de âncora foi recuado e aumentado e uma antepara estanque adicionada na popa criando um enorme paiol isolado da acomodação interna. 

O casal escolheu este desenho para substituir o Green Nomad, um Van de Stadt de aço de 36 pés também construído por eles, no qual viajaram por 10 anos, saindo do Rio de Janeiro para o Oceano Pacífico, passando pêlo Caribe, Panamá e ficando vários anos entre a Austrália e os grupos de ilhas do Sudoeste do Pacífico. Dentre estes, encantaram-se com Kiribati, daí nomearem sua versão do desenho de Kiribati 36. 

Por ser de quilha retrátil, o Kiribati 36, que deverá se chamar Green Nomad II, permitirá que eles voltem a explorar o Pacífico com mais liberdade e opções do que antes, quando tiveram que depender de marés para entrar em abrigos de furacão e outras ancoragens. 

O casco é em chapas de alumínio 5083 de 10mm no fundo e 8mm no costado. Os painéis de costado e fundo foram cortados por plasma, e o resto da estrutura, convés, lemes e quilha por jato de água. Tudo foi pré-cortado, tornando a construção rápida e de uma precisão impressionante. 

O desenvolvimento das mudanças e kit de corte foi realizado por Luis Manuel Pinho em estreita colaboração com o escritório, que deverá em breve lançar uma versão oficial do projeto.

Para maiores informações contate info@yachtdesign.com.br  ou luisdesenhos@gmail.com