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Kiribati 36

O Kiribati 36 é um projeto surgido da livre interpretação e adaptação de outro projeto do escritório, o Multichine 36 SK,  às idéias e experiências adquiridas num cruzeiro de 10 anos e 25 mil milhas a bordo de um barco do mesmo tamanho, por algumas das  regiões mais paradisíacas e remotas do mundo.

Ficou claro que um barco adequado a esse tipo de navegação teria que ter sistemas o mais simples possíveis, capazes de serem reparados em qualquer oficina do mundo, sem necessidade de peças especiais, caso alguma falha ocorresse, o que já seria improvável devido à robustez e simplicidade de cada sistema para iniciar.

Outras duas características marcantes são a possibilidade de reduzir o calado por meio de uma quilha pivotante, permitindo acesso a áreas com pouco mais de 75 cm de profundidade, e a visão panorâmica de dentro da cabine, que é circundada por gaiutas de abrir.

O baixo calado permite acesso a ancoragens e abrigos para tempestades extremas como furacões que seriam impossíveis a monocascos convencionais do mesmo tamanho, ou que demandariam uma espera por marés que nem sempre ocorrem no momento em que são necessárias.


Já a visão periférica de dentro da cabine aumenta a segurança em travessias e melhora a qualidade de vida, com um maior senso de conexão com o meio ao redor. Tambem em situações de ancoragem delicadas é importante poder olhar em volta de uma posição abrigada.

O projeto é específico para construção em alumínio, e oferece a possibilidade de corte por controle numérico de todas as partes de alumínio, o que reduz imensamente o custo e tempo de construção do casco.

As linhas do casco são bastante modernas e permitirão boas médias diárias nas travessias, sem no entanto fazer concessões relativas à segurança. O barco é classificado na categoria A de navegação da Comunidade Européia mesmo com a quilha levantada!

Para diminuir calado e melhorar o controle, o barco é dotado de dois lemes inclinados e skegs, que fazem perfeitos pontos de apoio para que o barco fique em pé ao ser encalhado numa maré baixa ou levado até uma praia.

O plano vélico inclui velas grande e genoa de área moderada e uma segunda buja para ventos mais fortes, permanentemente montada com enrolador. Embora isso dificulte a cambada da genoa principal, para travessias isto é irrelevante, e o fato de se dispor de uma vela apropriada a ventos frescos de proa com facilidade de manuseio pode fazer a diferença entre uma travessia de sucesso e sem incidentes e uma experiência desagradável. Para evitar o uso de estais volantes de pôpa, o mastro conta com espalha-cabos para dar suporte ao estai da buja.

Para quem queira domar um pouco o estilo do barco e adaptá-lo a navegações mais curtas, uma roda de leme pode ser instalada usando o mesmo conjunto de transmissão entre os dois lemes já existente.

O mesmo se aplica ao sistema de içamento da quilha, desenhado para ser totalmente manual com uma catraca e reduções. Um guincho elétrico ou hidráulico pode ser adaptado.