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Multichine 23

Multichine 23 Nuuk, um bom exemplo de construção amadora

A construção amadora é um hobby bastante gratificante. Você pode fazer um barco muito mais bonito e aconchegante do que os fabricados em série; se diverte pra caramba superando cada desafio da construção e no fim tem uma embarcação com uma qualidade difícil de ser igualada a um custo imbatível. Daí em diante sua criação está prontinha para lhe oferecer outro tipo de diversão, a de realizar os cruzeiros sonhados durante o tempo da construção.

Nosso cliente Valdir Rau, de São Paulo, Capital, é um bom exemplo de construtor amador. Ele adquiriu o projeto do MC23 ainda na versão MKIII, e com pouco tempo livre para fazer o barco, foi construindo sem pressa em suas horas folga. Agora vejam que maravilha de bom gosto e acabamento ficou o Nuuk.

Para nós do escritório B & G Yacht Design, um cliente nosso sem experiência anterior que constrói um barco tão bem-feito como ficou o Nuuk é um grande incentivo para o nosso trabalho, pois demonstra todo o potencial do projeto.

Valdir Rau e seu filho Felipe terão agora seu barco prontinho para ir aonde quiserem, e não importa onde chegarem, o Nuuk será motivo de admiração por parte de todos que o visitarem.  Nossos clientes que estão construindo o MC23, apesar dos barcos terem diferenças importantes em suas especificações, irão se sentir incentivados em ver um interior de MC23 tão bonito. A opção do Valdir de instalar um fogão com forno em nossa opinião não é a ideal, mas se para ele isso é uma prioridade, tudo bem. Mas a foto do interior do Nuuk mostra bem como um barco de orçamento modesto e construção simplificada como é o MC23 pode ser tão confortável e aconchegante.

Nuuk pronto para ir para a água

O interior do MC23 MKIV Nuuk é extremamente aconchegant


Multichine 23 - Sollazzo

Prezados Luiz, Cabinho e demais amigos do grupo,
acabamos de voltar do primeiro cruzeiro a bordo do nosso barco.

Passaram-se alguns meses depois de o barco ter ido para a agua, mas foi o tempo necessário ate acabar alguns detalhes importantes do interior, instalar alguns equipamentos e corrigir algumas coisas que instalei de forma inadequada.
Aproveitamos as saidas de final de semana para testar o barco fora da Baia de Guanabara onde eventualmente encontravamos condicoes de mar mais duras que me ajudaram a ir ganhando confianca no barco.

Fomos para Angra no inicio deste mes. A viagem foi tranquila e conseguimos fazer uma media de 5 nos, empurrados por um SE fraco e ajudados pelo motor. Passamos - minha filha (2,5 anos), minha esposa e eu - cinco dias maravilhosos entre Ilha Grande e Angra. Dormimos e cozinhamos a bordo todos os dias, inclusive com direito a dois churrascos.

Para minha surpresa a "tripulacao" - de primeira viagem - se portou muito bem. Nosso barquinho conseguiu nos abrigar confortavelmente ao longo de todos os dias. Conseguimos acomodar todo o material de cozinha, mantimentos, roupas, material de mergulho, de pesca, ferramentas, cabos etc - uma tralha enorme - nos seus devidos lugares. Os suprimentos de agua e diesel teriam sidos suficientes ate mesmo para uma viagem de volta ao Rio caso fosse necessario, sem necessidade de reabastecimento, apesar de termos tomado banho de agua doce todos os dias.

O motor funcionava por pelo menos uma hora por dia para os pequenos deslocamentos que faziamos, o que foi suficiente para gerar com folga a energia eletrica para a iluminacao a bordo, som, uso de notebook paraconsulta diaria da previsao do tempo e outras consultas a internet, e ate para assistirmos um filme quase todas as noites.

Seguem em anexo algumas fotos que dao uma ideia de quao bom foi o nosso primeiro cruzeiro (vou tentar carregar na pasta de fotos do grupo). A viagem inaugural do Sollazzo nao poderia ter sido melhor. Para mim o barco mostrou que se presta muito bem ao que se propoe.

Ainda ha muitas coisas que pretendo fazer, mas agora sinto que realmente encerrei a construcão.

Um abraco
Flavio Traiano - Sollazzo - MC23

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Multichine 23 ONKA

Recebemos dois e-mails de Bruce Matheson que estamos publicando a seguir.  Bruce é proprietário do Multichine 23 ONKA construído a quase 25 anos mas que se encontra em estado de novo após todo este tempo e continua dando muito prazer a seus proprietários.

Primeiro e-mail:

Oi Roberto

Saudade dos meus amigos. Quero antes de mais nada desejar a todos um feliz 2008, que tudo se realize da melhor maneira possível.
Quero também dar os parabéns pelo projeto do M23, meu velho barquinho que mostrou seu valor num temporal memorável neste último dia 5/01/2008.
Voltávamos de Angra para o Rio, quando em tôrno das 7:20 da noite no través do Joá, ele nos pegou. Vinhamos com vento de proa desde o fim do Recreio, um leste de mais ou menos 15 nós, orçando para chegar em casa. O barco estava feliz, ele adora contravento, parece que não se importa com o mar picado, não bate e não para com as ondas.  

O vento começou a refrescar e mudar para SE, nós voávamos apesar da agitação do mar. Aumentou mais e baixei a genoa, continuou a crescer e uma parede negra cheia de relâmpagos nos perseguia pela pôpa. O vento começou a esfriar muito e baixei o grande amarrei tudo esperando o pior, e veio.  Entrou muito forte de sul, talvez uns 60 nós.  Eu nunca tinha visto caule de palma (as flôres que o pessoal joga no mar no fim do ano) voar, pois voavam. Quando as ondas quebravam o vento fazia as plantas que boiavam passar voando reto, paralelo ao mar por cima das nossas cabeças junto com um monte de espuma, que caia sei lá aonde muito distante da nossa proa, sumindo na escuridão da noite.

 Fizemos mais ou menos 30 minutos em árvore seca voando a 8 e 10 nós, deslizando em jacarés fantásticos. Mas como o vento era Sul, a brincadeira ficava um pouco perigosa porque nos levava para a praia, então a cada jacaré eu jogava o barco para fora, e assim mantinha tudo tranquilo, conservando a distância para a praia controlada. O leme estava leve e com total controle, sem stress, em momento algum, ele quis atravessar. A visibilidade era quase zero, chovia muito, mas muito mesmo. O barco parecia estar gostando da brincadeira, tal como uma criança com aquele jeito de quero mais.

Passado meia hora da entrada do temporal, o vento mudou para sudoeste e começou a cair um pouco, logo subi o grande na segunda forra, porque o negócio ainda estava meio ruin para arriscar ir na proa colocar a Storm. Continuamos a voar. São Conrado, Leblon, Copacabana, passamos entre o Leme e a Cotunduba e orçamos um pouco entrando pelo Santa Cruz como um foguete. Ainda tinha tanto vento que fomos rizados do jeito que estávamos até a enseada andando a bessa, quando então baixamos tudo, ligamos o motorzinho (Yamaha 8hp) atracando no C.Naval. Finalmente em casa, acabou a brincadeira.

Nosso GPS permaneceu ligado durante todo o tempo, mas não foi usado porque conhecemos muito bem essas águas e além da pouca visibilidade, podíamos ver pontos de referência com tranquilidade. Pois muito bem, desliguei o GPS, dei uma arrumada geral e fui embora doido para tomar um banho, comer e dormir.
No dia seguinte 6/01 (domingo) fui ao clube para arrumar a bagunça (a gaiuta principal ficou aberta o tempo todo e molhou um pouco porque a chuva torrencial vinha por trás e entrou um pouco mas o mar ficou lá fora) e colocar o barco na vaga, pois havia deixado na cabeça do Pier, quando tive uma enorme surpresa.  Limpei tudo, arrumei tudo e liguei o GPS por curiosidade para ver como tínhamos andado.

 Agora, acreditem se quiser: "velocidade máxima 18,9 nós". Bem que achei que em alguns jacarés o barco permanecia muito tempo na onda mais parecendo uma prancha de surf do que um barco.

Em nenhum momento apesar do mar estar horrível e o vento muito forte, ouvi um estalo sequer. Não quebrou nada, pouca coisa saiu do lugar dentro da cabine e em nenhum momento o mar cobriu o convés, tirou de letra o mar agitado. O velho surpreende...

Bom, achei que voces deveriam saber, afinal ele é filho do escritório, e olha que já não é um filho novo, pois tem quase 25 anos.

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Segundo e-mail:

Oi Roberto,

Fiquei muito feliz em ouvir seus comentários. Quando no dia seguinte contei o que tinha passado ao pessoal no clube, ouvi um monte de besteiras. Alguns diziam que não ventou tanto assim, outros que era impossível o barco ter andado tanto e outros diziam que o barco é apenas um 23' e por isso não aguentaria aquele vendaval todo com tanta tranquilidade.  Pois eu digo, em nenhum momento eu tive qualquer problema de controle, não houve um momento sequer em que o barco mostrasse uma tendência a atravessar.

As ondas ficaram grandes e rápidas, não tenho idéia do tamanho que chegaram, talvez 1,80 a 2,00m não sei ao certo, mas a velocidade com que nos atingiam era muito grande. Quando uma grande passava, por vezes eu via subir aquela cresta quebrando vindo pelo través, só tinha tempo de jogar a proa, passar a onda e me posicionar rapidamente pois já tinha outra vindo por trás, e com um pequeno detalhe, tudo na mais completa escuridão. Voava tudo, espuma, água e toda sorte de lixo que porventura estivesse na água, como falei sobre o caule das palmas, passavam e sumiam na escuridão.

Com todo o cacête que estava rolando, eu ainda me dava o luxo de aos poucos ir tirando o barco da costa pois o vento era sul, e me empurrava direto para lá. Quando rondou para sudoeste, ficou show, subimos o pano, rizado é claro porque ainda tinha uns 35 a 40 nós e velejamos muito, mas muito mesmo. Não sei se atingimos os tais 18.9 nós nem quando extamente isso aconteceu. Alguns disseram que foi um erro no GPS outros chegaram a insinuar que eu teria corrido em terra com ele ligado, mas o fato é que por 2 vezes eu achei que estava numa prancha de Surf. Ficamos muito tempo em cima da onda, não passávamos ela e tambem ela não nos passava, foi muito estranho.

Resumindo, nada quebrou, não ouvi nenhum rangido, o leme esteve sempre dócil e obediente fôsse qual fôsse a situação sempre obedecia de imediato, a cabine permaneceu aberta e só molhou com água da chuva que era torrencial.

Só para voce saber: eu já ouvi várias vezes que meu barco tinha um leme exagerado, principalmente quando eu subo para limpar. Quase todos que passam comentam sobre o leme, sempre é claro dizendo que é muito profundo, um tanto exagerado. Pois é, mas são nessas horas que se vê que não é exagerado nada, é do tamanho certo. Outra vez tomei 30 nós de través na Marambáia, eu e Helena sózinhos. Abaixei a genoa, Helena ficou no leme do barco e não teve problema nenhum, apesar de uma hora depois, como estávamos bem afastados e com mar de Sul/Sueste, formarem muitas ondas pelo través de Boreste ficando bastante ruin.

Assim mesmo ele navegou com a maior tranquilidade e foram poucas as vezes que as ondas molharam o convés (Helena no leme). Fazíamos 6,5 a 7,0 nós e por vezes atingimos 10,4 nós nos jacarés com muita facilidade. A quilha nova (lembra) funciona tão bem que quando ele atinge essas velocidades acima da velocidade do casco, descendo um jacaré, ao contrário da antiga que produzia uma pequena vibração, esta nova parece que não existe, não se sente nem escuta nada.

Estou com saudades, mande um abração para todos, felicidades meu amigo.

Bruce Matheson

E-mail de Luis Gouveia para Bruce:

Olá Bruce;

Fiquei muito impressionado e bastante contente com este seu relato da viagem de volta de Angra. 
Não sei se o barco realmente atingiu os 18.9 nós ou se ocorreu alguma leitura errada devido aos vários movimentos mais bruscos que o aparelho deve ter sofrido durante o percurso, mas se você contar que em certas situações você pode chegar a se deslocar sobre a água a uns 6.5 a 7 nós, mais talvez uns 3 nós de corrente que pode ter se desenvolvido durante a tempestade e mais a aceleração de descer uma onda pegando um jacaré, tudo isso contribuindo junto na mesma direção, podemos esperar que momentaneamente o barco tenha atingido uma velocidade bem mais alta que os padrões normais.

O GPS mede somente a velocidade do barco sobre a superfície e não a velocidade relativa entre o barco e a água e por isso que algumas vezes ele marca estes valores mais altos.

O mais importante para nosso escritório no que você escreveu foi como o barco se comportou bem e como reagiu tão favoravelmente diante de condições tão adversas.

Quanto a desenharmos lemes muito grandes, é verdade mesmo e é intencional, mas a grande vantagem disso você experimentou nessa travessia ao sentir que manteve o controle do barco durante todo o tempo

Um grande abraço.
Luis


Multichine 23MKIV SOLLAZZO
Essa nota também foi publicada no site www.amateurboatbuilding.com

Este barco é um belo exemplo de construção amadora bem sucedida. Nosso cliente Flávio Traiano o construiu silenciosamente quase sem ajuda durante os fins de semana. Uma vez ou outra ele passou em nosso escritório para tirar algumas dúvidas durante todo o tempo que durou sua construção. Algumas vezes ele nos mandou fotos das várias etapas de seu trabalho que publicamos em nossas notícias.
Agora seu barco novinho em folha está na água, e seu acabamento e qualidade de construção não ficam a dever a nenhum outro de sua classe. Agora Flávio pode escolher aonde ele quer ir com seu novo brinquedo, pois barcos de 23 pés verdadeiramente oceânicos como  o MC23MKIV existem poucos por aí.

Flávio nos enviou este gentil e-mail:

Caros Luis e Cabinho,

Nesta terca-feira, colocamos o nosso Multichine23, SOLLAZZO (que em italiano significa lazer, folga, diversao), na agua. Deu muito trabalho, mas o barco esta ficando como eu queria. No interior ainda falta alguma coisa de instalcao eletrica, hidraulica e do acabamento. O foco agora e'
na colocacao do mastro para que possamos velejar o quanto antes.

Nao preciso dizer que o prazer de colocar o barco feito por nossas proprias maos na agua é enorme. A emocao de ver o barco descendo suavemente na água foi indescritível - boca seca e coracao batendo forte. Nao sabia se tirava as fotos ou se corria para dentro do barco para verificar se estava tudo bem.

O motor funcionou muito bem e nos levou com tranquilidade e seguranca, mesmo contra o vento fresco que batia nesta tarde, ate' nossa vaga no pier onde ficaremos por mais algum tempo.

Nestes ultimos dias, tenho conversado com muita gente e as pessoas tem ficado impressionadas com a beleza das linhas do projeto, com o espaco externo proporcionado pelo belo cockpit e plataforma de popa  e com o amplitude e funcionalidade do interior. Estou muito feliz com a escolha do projeto, era exatamente o que eu queria e podia fazer.

Espero que em breve eu possa passar informacoes sobre a performance do barco nas velejadas em mar aberto.

Gostaria de agradecer por todo suporte, apoio e incentivo que voces me deram durante toda a construcao. Ate' mesmo agora, no final de tudo, com a sede do escritorio a algums milhares de quilometros do Rio, o atendimento continuou com a mesma qualidade de sempre. Obrigado pela ajuda na realizacao deste sonho.

O barco continua, como sempre, a disposicao de voces.

Um forte abraco

Flavio Traiano

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História da Classe Multichine 23

Na segunda metade da década de setenta existiam ainda muitos poucos veleiros de oceano no Brasil. As indústrias pioneiras de barco de fibra de vidro já produziam alguns modelos e havia os veleiros importados. Naquela época somente quem tivesse bastante dinheiro podia sonhar em velejar em mar aberto em seu próprio barco.

Na época, por ser uma categoria que ainda podia fazer parte dos sonhos dos regatistas da classe média, a classe "quarter ton" tinha bastante popularidade, uma vez que os barcos desta categoria, medindo na média entre sete e oito metros, despertavam o entusiasmo de velejadores dos principais centros náuticos do país, pois ainda eram relativamente baratos de serem construídos.

Após várias experiências bem sucedidas projetando quarter tonners que vieram a ser campeões brasileiros, decidimos projetar um modelo desta classe destinado à construção amadora. Como a categoria era plenamente adequada para a vela oceânica, as pessoas que se propusessem construir um destes veleiros, além de participar das regatas da classe, ainda poderiam fazer cruzeiros pela costa com segurança.

Nossos primeiros clientes foram dois jovens engenheiros recém formados, Eduardo Osório e Carlos de Almeida Bastos. Os dois construíram com as próprias mãos em muito pouco tempo o primeiro Multichine 23, o Tutatis. O barco ficou muito bem feito e logo que foi para a água, Eduardo e Carlinhos começaram a usá-lo como um verdadeiro veleiro de alto mar, velejando inúmeras vezes para Angra dos Reis, Cabo Frio e Búzios. Com a ajuda da imprensa náutica da época que publicou excelentes reportagens sobre a construção do Tutatis, a idéia da construção amadora entusiasmou vários outros velejadores e a classe MC23 deu um grande pulo para frente com muitos novos adeptos que se prepuseram a construí-lo nos mais variados pontos do país.

Os rapazes do Tutatis não estavam decididamente interessados em regatas. O que eles estavam desfrutando mesmo era cruzeirar pelo nosso litoral leste, divertindo-se para valer com a oportunidade que o Tutatis lhes proporcionava. Os novos construtores em quase sua totalidade também só desejavam utilizar seus barcos em cruzeiros. Observando essa tendência, resolvemos fazer uma pequena mudança no projeto, retirando dele as principais características regateiras, substituindo a mastreação fracionada por uma de tope, eliminando os brandais volantes e fechando o cockpit na popa, desta forma facilitando a colocação da dobradiça superior do leme. Esta foi a versão que chamamos Multichine 23 MK I, a que deu origem à primeira flotilha de veleiros de construção amadora do Brasil.

Virando o casco de um Multichine 23 no braço.
Construção das anteparas do Tarumã


Pouco tempo depois de o Tutatis estar navegando começou uma sucessão de inaugurações de barcos da classe. No Rio de Janeiro, Ruben das Dores concluiu a construção do seu Ousadia, um dos mais lindos Multichine 23 MKI fabricados. Quando o Ousadia foi para a Marina da Glória, no centro da cidade do Rio de Janeiro, sua exposição gerou um grande entusiasmo pela classe. Roberto Barros participou de uma velejada a bordo do Ousadia, desde a Marina da Glória até Cabo Frio, com cinco pessoas a bordo, quando teve a oportunidade de constatar como o modelo navegava bem no vento forte de proa com ondas grandes quebrando contra o casco, as cinco pessoas se sentindo como se estivessem a bordo de um quarenta pés.

Em Salvador Eduardo Moura fez o não menos caprichado Collun, enquanto que o então presidente da Federação de Vela Baiana, Waldemar Newmayer, construía o único outro MC23 para regatas, além do Tutatis, e com ele iria vencer praticamente todas as regatas em que participou.
A febre de construção dos Multichines 23 espalhou-se pelo Brasil inteiro e estes barcos foram sendo fabricados nos mais remotos lugares do interior.
O clima de empolgação que a classe alcançou entre os adeptos da vela de cruzeiro acabou também por nos contagiar, e resolvemos construir um deles para certificarmo-nos definitivamente de que era realmente um barco fácil de ser fabricado e um bom veleiro para se navegar em alto mar com conforto e segurança.

Era o ano de 1980 e o projeto já estava fazendo dois anos de idade. Como na época construíamos para uso da família o trinta pés Maitairoa, que futuramente iria se tornar conhecido pelas viagens realizadas no Atlântico Sul, só faria sentido construir o MC23 se tivéssemos um cliente para ele.
Um amigo, o cineasta e ator Fernando Amaral foi o candidato a ficar com nosso barco. Fernando pode ser lembrado por quem tenha mais de trinta anos por um comercial que produziu e representou, quando entrava calçado numa casa japonesa onde todos estavam sentados descalços no tatame, com as pernas cruzadas. O patriarca então dizia: - "Aqui tira sapatô, no!..." E Fernando replicava:
"Mas este não precisa, pois tem sola vulcanizada, etc..."

Quando as primeiras anteparas começaram a ficar prontas, Fernando foi com sua namorada visitar a obra que estava sendo realizada em nossa casa de campo em Itaipava, na Serra do Mar a uns cem quilômetros da cidade do Rio de Janeiro. Ele então pegou uma das anteparas da proa, levantou-a com os dois braços e meteu a cabeça no meio. Virou-se então para a namorada e disse:
"Olha o meu barco!"

Sergio Zurawel e seu Caso Sério.
Interior da cabine do Caso Sério.

Por razões profissionais, quando a construção já estava bastante adiantada, Fernando resolveu passar o barco adiante. O comprador foi um velejador do Rio de Janeiro, John Matheson, que levou o barco para um clube na Ilha do Governador, Baía de Guanabara, para colocar a quilha e as ferragens. Quando tudo ficou pronto ele inaugurou seu "Caso Sério" numa viagem com a família até a Ilha Grande, e daí em diante passou a ser o maior propagandista da classe Multichine 23. Muito tempo depois Johny venderia o "Caso Sério" para o piloto comercial Sérgio Zuravel, que não só iria morar durante cinco anos a bordo em companhia de sua namorada, como também bateria o recorde de pessoas a bordo, uma para cada pé linear de comprimento, conseguindo instalar 23 visitantes dentro da cabine, no cockpit e sentados sobre o convés, com direito a fotografia comemorativa. Só faltou sair no Guiness Book of Records.

Caso Sério e seu irmão maior Paratii I
Sergio Zurawel saindo da cabine diretamente para o aeroporto.

Muitos outros MC23MK I foram inaugurados, como o "Tibúrcio" de Jorge Borges, feito em plena floresta da Tijuca, e que levou dois dias para ser arrastado por dentro da mata até atingir a rua, o "Novela das Oito" construído em Recife por Antonio Luiz Dubeux Neves e o. um barco impecavelmente construído por Paulo Mordente de Oliveira, em Guaíba, Rio Grande do Sul, o Skolata

Tiburcio, o MC 23 feito no meio da floresta.
Tarumã no dia da estréia.
Collun de Eduardo Moura, construído em Salvador.

Em menos de uma década já existiam barcos da classe sendo construídos ou navegando em quase todos os estados do Brasil, além de termos exportado dois projetos para Portugal.

Scolata no Veleiros do Sul, Porto Alegre.
Fiz em Bracuhy, R.J.
Paulo Mordente construiu o Scolata em sua casa em Guaíba, R.S..

Já com a classe estabelecida resolvemos fazer a primeira modificação importante no projeto, mantendo todas as suas características que o tornaram famoso, mas eliminando um ponto negativo causado por sua origem regateira, a popa fina, uma exigência da IOR, a fórmula da época, que penalizava os barcos com popas largas. Denominamos MK II essa nova versão. Logo em seguida realizamos uma segunda alteração no projeto, uma exigência de nossa galera: aumentar o pé direito na cabine.

Assim surgiu o MC 23 MK III. Esta safra deu bons resultados. Alguns excelentes MC 23 foram concluídos nesta fase, tais como o Moleca, construído em Santos por Luiz Ernesto Domingues, o Quiabo feito com incrível capricho em Salvador, BA., O Bucaneiro fabricado em Corumbá, MS, por Paulo Roberto Quintas Carneiro e depois levado para Guarapari, E.S., e o lindo barco fabricado por Flávio Antonio Rodrigues, o Vida Dura.

Há pouco tempo atrás o Vida Dura participou do Circuito de Ilha Bela, na menor categoria da regata. O barco velejou tão rápido em relação a seus adversários diretos que a tripulação não percebeu que estava acompanhando a regata das classes maiores, navegando pau a pau com veleiros de trinta pés, e acabou fazendo o percurso mais longo destinado aos barcos da categoria acima.

Novamente com a classe na crista da onda, resolvemos fazer mais uma pequena mudança no projeto: elevar o pé direito no banheiro. Esta é a versão atual, Multichine 23 MK IV, aquela que levou a classe para outras fronteiras, já atingindo a marca de dez paises onde o MC23 esteja sendo construído ou navegando.

Essa última versão ainda guardava as principais características do pioneiro Tutatis, mas desta vez aproveitamos para dar uma modernizada nos hidrofólios da quilha e do leme, além de outros pequenos aprimoramentos que a experiência nos mostrou serem desejáveis, como uma plataforma opcional na popa e a previsão da instalação de um motor de centro, quando esta for a preferência.

O primeiro veleiro desta nova versão a navegar foi o Nina, construído por Zilmar Franzen de Curitiba para o velejador catarinense Saul Capella Neto. Agora um numero expressivo de MC 23 MK IV está prestes a ir para a água, e com a promoção do roteiro e CD-ROM com as plantas em PDF, dezenas de novos barcos estão sendo construídos nos mais variados lugares. Definitivamente o MC 23 entrou para a história da vela brasileira, e por que não dizer, no futuro também internacional, como o barco de 23 pés de oceano mais bem sucedido para construção amadora.


Multichine 23 MK IV agora em kit

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O construtor Zilmar Franzen, da Franzen Náutica de Curitiba, Pr, oferece um novo produto aos interessados em construir um veleiro da classe MC23.
Trata-se de um kit contendo anteparas e roda de proa, prontas para montagem no picadeiro. O kit básico pode ser fornecido de acordo com a preferência do cliente e oferecemos outros itens como leme, quilha e ferragens.

Mais detalhes com Zilmar Franzen, tel: (41) 3285-1084 ou pelo e-mail: zfranzen@hotmail. com


Notícias da Argentina

Adrián Callejon, nosso representante na Argentina, reiniciou a construção de seu Multichine 28 Soñado. Lá a legislação para embarcações de recreio é um pouco mais restritiva do que no Brasil, mas assim como aqui, embarcações menores do que cinco metros não precisam ser registradas. Para não ficar sem barco enquanto constrói seu MC 28, Adrián desenhou e construiu um catamarã com o comprimento total 4.99m, que aliás ficou uma graça, e com ele já programou até viagens internacionais. Adrián teve a ajuda de um amigo, Gabriel Alejandro Luc, na construção do Piojoso (Piolhento), o nome de batismo de seu cat. Quando o barco ficou pronto marcaram uma viagem até o Uruguai, que quase deu certo, mas que quando estavam próximos de chegar, tiveram um problema em um dos lemes.


De volta a Buenos Aires, Adrián resolveu dar ao amigo como presente de Natal o projeto do Multichine 23 em CD-Rom com o roteiro de construção, e de sacanagem preparou uma grande caixa com o presente dentro. Vocês podem ver como sofreu o pobre Gabriel Alejandro até encontrar o presente:

O Multichine 23 em CD-Rom extrapola fronteiras

Hola Cabinho y demás amigos!

En estas ultimas horas del año 2006 quiero mandarles un muy afectuoso saludo.
Como seguramente sabrán, mi gran amigo Adrián Callejón, constructor de un MC 28, me regaló para navidad el juego de planos del MC 23 MK IV, un barco que me encanta.

Tengo 40 años y navego desde los 6. El sueño de un barco propio tiene para mi, mas de 30 años.Estoy muy emocionado porque finalmente podre comenzar a hacerlo realidad con el Multichine 23 MK IV, al que llamaremos "GAROTO".
A partir de ahora comenzare a analizar el completisimo Roteiro, aprendiendo así portugués, jajaja! Seguramente tendremos un contacto mas fluido de ahora en mas, pero no quería dejar de saludarlos y hacerles llegar mis mejores deseos para el 2007.
Gabriel y Andrea; mi novia uruguaya. El proyecto GAROTO es verdaderamente internacional jajaja !!!!



Projeto do Multichine 23 em forma de livro e CD Rom


A idéia de lançar o projeto do Multichine 23 na forma de livro surgiu há bastante tempo, quando ainda na sua primeira versão ele teve um resultado de vendas fantástico. Nossa intenção era permitir que muita gente interessada em construir um barco oceânico pudesse fazê-lo, seguindo apenas as instruções contidas neste livro.
Quando lançamos as plantas em tamanho natural das seções transversais com o objetivo de tirar qualquer dificuldade em produzir as anteparas construtivas, aí então ficou difícil juntar o manual de construção com essas extensas plantas.
A solução para conciliar o roteiro com as plantas em tamanho natural veio com a popularização do computador pessoal. Com ele ficou fácil produzir o roteiro e anexar um CD-ROM onde gravamos as plantas em tamanho natural em CAD e as restantes em PDF. Desta forma o construtor já ficou podendo visualizar todo o projeto na tela do monitor, e ainda podendo imprimir na escala de 1:1 as plantas das seções em tamanho natural.
Resolvido o problema técnico, finalmente colocamos à disposição dos construtores o projeto do Multichine 23 MK IV configurado desta forma.
Oferecemos então o manual de construção juntamente com o CD-Rom por um preço um pouco maior do que o de um bom livro técnico, porém muito mais barato do que o projeto padrão.
Como já esperávamos a resposta foi imediata, e o número de novos construtores do MC 23 aumentou significativamente.
O próximo passo será oferecer ao mercado internacional o mesmo roteiro com o CD-Rom escrito em inglês, desta forma tornando o Multichine 23 o projeto de veleiro brasileiro mais popular internacionalmente, o que aliás ele já deve ser, pois existem barcos da classe sendo construídos ou navegando em dez países diferentes.
Países para onde já vendemos projetos do MC23:
1 - Alemanha
2 - Argentina
3 - Austrália
4 - Brasil
5 - Emirados Árabes
6 - Espanha
7 - Inglaterra
8 - Malásia
9 - Portugal
10 - Venezuela


Como nasceu a classe Multichine 23 MK IV

Eram os anos dourados da cidade maravilhosa. Na aldeia Ipanema praticamente todos se conheciam. Enquanto a Bossa Nova partindo de lá se espalhava para o mundo, um jovem sonhador construía um veleiro no fundo do quintal da casa de seus pais na Rua Prudente de Moraes, quase na esquina do Bar Veloso. (Aquele da Garota de Ipanema). Este barco iria ser o primeiro veleiro de cruzeiro construído por um amador em nosso país. Quase todos no bairro sabiam da história do barco sendo feito no fundo do quintal. Muitos pediam para visitar a obra que com o passar dos meses foi se tornando quase folclórica.

Em 1962, um ano após iniciar a construção, o barco ficou pronto. Numa noite de muitos chops em Copacabana, eu e meus principais amigos na época nos reunimos para escolher um nome para o barco. A sugestão vencedora foi chamá-lo Strip-tease, pois com seus 4,90 m de comprimento era tão apertadinho lá dentro que um tripulante que quisesse ir dormir em seu beliche tinha necessariamente que tirar a roupa antes de entrar na cabine.
Em dezembro de 1964 Eileen e eu nos casamos, e em nossa inesquecível lua de mel fomos navegando com o Strip-tease até Santos e voltamos, um recorde na época, o que foi um forte motivo de orgulho para nós.

Doze anos depois, após ter realizado meia volta ao mundo em um veleiro de 7,50 m de comprimento desprovido de motor, surgiu o desejo de projetar um veleiro para construção amadora que permitisse a outros sonhadores empreender cruzeiros oceânicos a bordo de um barco que pudesse realizar os mais ambiciosos planos de cruzeiro a vela com um razoável conforto e bastante segurança.
Assim nasceu o projeto do Multichine 23. As primeiras cobaias de minha nova criação foram dois amigos: Eduardo Osório e Carlos de Almeida Bastos, que construíram o Tutatis no fundo do quintal da casa de um deles na Barra da Tijuca em pouco mais de um ano de trabalho, e em seguida velejaram por todo o litoral do estado do Rio de Janeiro, sempre encontrando no Multichine 23 as melhores características de um barco bem marinheiro.
Na época estava longe de imaginar o número impressionante de pessoas interessadas em construir o Multichine 23, e em pouco tempo a classe se proliferou por todos os cantos do país e até mesmo no exterior. Para confirmar a praticidade do projeto, construí eu mesmo um destes veleiros, o Caso Sério, que depois iria se tornar famoso nas mãos do piloto de aviação comercial Sérgio Zuravel.

A idéia de ajudar outras pessoas a terem seu barco oceânico havia dado certo, e daí em diante a boa fama do projeto não parou mais de aumentar.
Quando o escritório Roberto Barros Yacht Design foi fundado em 1987, resolvemos lançar uma nova versão do MC23, agora com uma popa mais larga, uma evolução no desenho de iates que não poderíamos ignorar, e logo depois fizemos mais uma versão com maior pé direito dentro da cabine. Mas as características que criaram a fama do modelo continuaram inalteradas, o que veio a contribuir ainda mais para o crescimento da classe.
Finalmente desenhamos a versão MKIV, aquela que levou o pé direito máximo dentro da cabine até a área do banheiro, tornando definitivamente o Multichine 23 o mais oceânico e habitável 23 pés do mercado.

Uma vez mais nos surpreendemos com a aceitação do novo modelo. Construtores amadores de todos os cantos, agora não só do Brasil, mas de todo o mundo, começaram a adquirir o projeto. Enquanto isso os veleiros construídos de acordo com a versão original continuaram velejando por aí, muitos deles, como o Caso Sério, como se o tempo não tivesse passado para eles.

Agora, comemorando o aniversário de vinte anos da inauguração de nosso escritório, estamos lançando o Multichine 23 MK IV em uma edição limitada com um preço reduzido de R$200,00, constando de um roteiro de construção e um CD-ROM com as plantas gerais de construção em PDF e as seções transversais em tamanho natural fornecidas em CAD. Desta vez temos a certeza de estarmos ajudando a popularizar de uma forma inédita a vela de cruzeiro oceânica e a construção amadora. Terminada esta promoção de incentivo à construção amadora entre nós, pretendemos fazer um ajuste no preço dos planos e passar a oferecer o projeto ao mercado internacional no mesmo formato.


NINA, O VENCEDOR DA CORRIDA DOS CONSTRUTORES DE MULTICHINES 23 MKIV

Clique nas imagens para melhor visualizar.
Em janeiro de 2006 foi para à água o primeiro Multichine 23 MK IV a ficar pronto. Trata-se do Nina, de Saul Capella Neto, construído por Zilmar Franzen em Curitiba e lançado à água em Florianópolis.
Como existem dezenas destes barcos sendo construídos em sete países diferentes, o fato do primeiro já estar navegando é um acontecimento muito importante para a classe. Mas o que realmente conta é o sucesso que o barco vem alcançando. O Nina só tem recebido elogios e nosso cliente está muito feliz com ele.
Aqui do escritório mandamos nossos parabéns para o Saul que mais do que ninguém acreditou nas virtudes desse projeto e para o Zilmar que soube construí-lo com muito capricho e mais depressa do que todos os outros construtores.

Olá Cabinho

Quando terminamos a construção do nosso Araruna –– MC 28 ––, que está na Marina do Engenho do Amir Klink, em Paraty, recebemos elogios e admiração de velejadores, assim ficamos entusiasmados em entrar no ramo de construção de barcos, projetados por seu escritório.
Depois de dez meses de trabalho, estamos perto de finalizar a construção do MC 23 – MKIV, o resultado está se mostrando excelente. O 23 está com seu interior muito bem acabado, usamos fórmica branca em grande parte da mobília, no lugar da pintura convencional. Quanto à tapeçaria, procuramos um tecido resistente que se harmonizasse com o branco da fórmica e o verniz do interior. O isolamento térmico foi colocado entre a forração e a madeira do convés. Só depois foi feita a laminação.
Faltam somente: a pintura final, do exterior, instalação das ferragens de inox (que por sinal ficaram muito bem acabadas) e a fixação da quilha. E, diga-se de passagem, que o nosso modelo deu origem a uma quilha de 755kg, acertamos na mosca.
Se possível, gostaríamos de anunciar a venda dessa embarcação em seu site, assim colocamo-nos à disposição de quem tiver interesse em conhecer e/ou adquirir um MC 23 MKIV pelos telefones:

Residência –– 0xx11 4125 6192
Arno –– 0xx11 9530 9886
Silvia –– 0xx11 9647 3825
Ou pelo e-mail: dafferner@uol.com.br

Seguem algumas fotos que poderão dar uma idéia do resultado, afinal não é todo dia que se encontra um veleiro OM – zero milha – e com casco tão forte, engana os incautos que pensam que é um veleiro feito de aço. Abraços a todos
Arno e Silvia

LANÇAMENTO DO MC23 MKIII BUCANEIRO

Foi lançado este mês na paraia de Guarapari, Espírito Santo, o Multichine 23 MKIII Bucaneiro, construído pelo engenheiro Paulo Roberto Carneiro, em Corumbá, no pantanal matogrossense. Paulo Roberto está fazendo o nome do barco, pois em Guarapari êle está ultrapassando todos os outros veleiros que existem por lá. Parabéns, Paulo Roberto por seu bonito trabalho.

E-MAIL DO NOSSO AMIGO E CLIENTE FLÁVIO TRAIANO.

Caros Luiz e Cabinho,

É com muita felicidade que encaminho as fotos da virada do meu MC23. Há poucos dias consegui, depois de muitos atrasos, virar o barco.
A viragem transcorreu bem, sem nenhum problema, apesar de toda a tensao que cerca o trabalho, afinal de contas sao anos de trabalho em jogo.Virei o barco com o auxilio de um Munk, mas mesmo assim decidi fazer uma estrutura para proteger o casco e facilitar a virada.
No inicio achei que esta precaucao fosse excesso de zelo, mas no final vi que realmente ela foi fundamental para que tudo transcorresse bem. Agora, com o barco virado, da' para confirmar que o interior dele e' realmente muito bom. O volume interno, dele e' fantastico. Para as pessoas que vao visitar o barco, digo que ele tem 25 pes de comprimento, o que de fato e' verdade, com o acrescimo da plataforma. Além disso, o interior dele e' realmente muito mais compativel com um 25 do que com um 23. A quantidade de paiol do barco e' muito boa e sera' fundamental para os cruzeiros que pretendo fazer com o barquinho. Apesar de eu nao conseguir ficar em pe' no interior do barco, consigo, com meus 1,86 de altura, me locomover confortavelmente por toda a cabine.
Outra coisa que me chamou a atencao foi que a popa larga do barco, vai proporcionar uma boa circulacao e acomodação das pessoas no convés e cockpit durante as velejadas.
Cada vez tenho mais certeza da boa escolha que fiz. Bom, agora, com o animo renovado, tenho muito trabalho pela frente. Gostaria de, mais uma vez, agradecer a voces por todo o incentivo e apoio nesta empreitada. O barco continua, como sempre, a disposicao para mostrar aos clientes que quiserem ter uma ideia do barco. Agora, depois da viragem, o show room ficou melhor!

Um grande abraço e um excelente 2005 a vocês e a seus familiares.

Flavio Traiano