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Multichine 28

Multichine 28 Access sempre brilhando

Moro no Caribe, tenho um MC28 e uma prancha de surf...

Já dizia a canção do Jorge Benjó: "tenho um fusca e um violão..."

Se pudesse escolher, apesar de não ser flamenguista, esse seria nosso hino nacional.

No entanto, nosso amigo Flavio Bezerra se fosse cantar sua boa vida talvez preferisse: "Moro no Caribe, tenho um MC28 e uma prancha de surf..."

Afinal o que se pode querer mais do que isso: ter uma festinha cada noite, escolher a praia que está dando melhores ondas e ir velejando até lá, pegar uma lagosta maneira para comer no jantar, e por ai vai. Essa é a nada mole vida de nosso amigo capitão com carteira internacional conseguida no Royal Cruising Club da Inglaterra em uma viagem de entrega de barco que fez ao Reino Unido. Access, o MC28 mais rodado até agora, está cada vez mais bonito e bem cuidado e Flávio está de parabéns pelo capricho na manutenção e pelo bom gosto. Que prazer ver como um barco pode parecer novo em folha depois de tanto uso.

Access cortando em alto estilo as águas azul-turquesa do Caribe. Flávio consegue fazer com que o barco navegue sem timoneiro por horas a fio sem leme de vento ou piloto automático

Agora, é bom que se diga que Netuno não dá de presente seu pedaço. Flávio fez o Access com suas próprias mãos lá no Clube São Cristóvão, próximo ao aeroporto Tom Jobin. Pouco depois de terminar a obra foi velejando sozinho do Rio de Janeiro até o Caribe, sem motor e sem leme de vento, muito menos piloto automático, pois não tinha meios de carregar sua bateria. Depois de colidir com uma baleia que quebrou seu leme, chegou a Saint Mateen na raça, sem ajuda de ninguém. De lá foi para Antigua onde conseguiu um emprego na empresa de engenharia Andrade Gutierrez e agora é o mais feliz dos cruzeiristas a ser encontrado no paraíso caribenho.


Multichine 28 Atairu. Um barco aconchegante para se passar o inverno

O engenheiro Antonio Piqueres e sua esposa Ivana estão aproveitando em grande estilo seu MC28 Atairu. O barco está estacionado no Clube dos Jangadeiros, de Porto Alegre, um clube muito simpático localizado às margens do Rio Guaíba, o estuário de uma bacia hidrográfica que deságua na Lagoa dos Patos.

Atairu é mantido impecavelmente pelo casal Piqueres. O barco parece que acabou de ir para a água de tão bem cuidado,
além de estar muito bem equipado

O Rio Grande do Sul com seu frio cortante no inverno é o lugar ideal para se ter um barco de compensado/epoxy com bom isolamento térmico, tendo um interior com bastante madeira envernizada para dar à cabine um aspecto bem aconchegante. Piqueres e Ivana moram na serra gaúcha e usam o barco nas férias e nos fins de semana como sua segunda casa, quando curtem em grande estilo seu barco dos sonhos. Como ainda são novos no esporte da vela, até o momento têm feitos cruzeiros pelo Guaíba, já se preparando para vôos mais prolongados.

Ivana preparando uma caprichada refeição na ampla bancada da cozinha do Atairu.
A convidada nessa noite parece estar com água na boca vendo os preparativos do jantar.

Acreditamos que um barco tem uma boa aura quando não faltam amigos para participar dos cruzeiros realizados e para compartilhar da vida social de bordo. Esse é o caso do Atairu. O casal Piqueres volta e meia está saindo com amigos em seus cruzeiros ou os recebendo para uma vida social a bordo, o que vai dando ao Atairu uma fama de barco hospitaleiro.

Ivana utilizou uma frigideira elétrica para preparar o segundo prato da noite.

Uma das características mais apreciadas do desenho é o fato de, exceto pela cabine do proprietário e o banheiro, o resto do interior ser um ambiente único, dando uma impressão de amplitude muito agradável. O desenho foi também muito generoso com o tripulante mais importante de bordo, cozinheiro. A cozinha do MC28 se rivaliza com muitos veleiros de trinta e cinco pés construídos em série, sendo de dar inveja a qualquer um que goste de cozinhar a bordo. Isso contribui em muito para proporcionar uma vida social bem-sucedida.   

Dá para acreditar que o Atairu meça apenas vinte e oito pés? Ivana bordou em croché a cortina do camarote de popa
e a rede de frutas sobre a bancada da cozinha.

Temos publicado as histórias que nossos clientes donos de MC28 nos enviam, como as aventuras de nosso amigo maluco-beleza Flavio Bezerra, que saiu do Rio de Janeiro com o MC28 que ele mesmo construiu, o Access, e foi navegando até o Caribe em solitário, não tendo instalado por falta de grana, nem motor auxiliar, nem piloto automático, muito menos leme de vento. Como não tinha como carregar a minúscula bateria que tinha a bordo, mesmo que tivesse um piloto automático, não poderia utilizá-lo. Agora, já por alguns anos, Flavio desfila com seu barco pelas ilhas do Caribe, às vezes em companhia de lindas garotas.

Outro barco da classe que tem sido bastante aproveitado é o do brasileiro/canadense Roberto Roque, Stella del Fioravante, que tem feito cruzeiros pelo litoral brasileiro, o último deles em solitário. Beto tem um site com link de nossa página que você pode visitar: Multichine 28 Stella del Fioravante.

Outro de nossos favoritos, e que volta e meia publicamos alguma matéria sobre ele é o mergulhador de águas profundas Ricardo Campos, que construiu seu MC28, o Vagamundo nas prolongadas folgas de trabalho, devido à necessidade de repouso entre mergulhos, fazendo um barco belíssimo. Assim que o Vagamundo ficou pronto Ricardo foi morar a bordo com a esposa e o filhinho, então ainda um bebê. Agora a família já está bem adaptada e o garoto já é um verdadeiro peixinho.

A fila de construtores de MC28, ou de donos de barcos da classe navegando é bem grande, (estamos nos aproximando dos duzentos construtores) de modo que volta e meia teremos novas notícias. Entre as prováveis estão as inaugurações do Ipê, de Vitor e Luciana, de Belo Horizonte, o barco que Dave Cross construiu em Seattle, estado de Washington, USA, o barco construído em Portugal por Guido Baron e vários outros nos mais diferentes países. Sempre que recebermos novidades, estaremos publicando em nossas notícias.

Clique aquí para saber mais sobre a classe MC28


Multichine 28 Atairu: um sonho de cruzeiro à vela

Nosso cliente Antônio Piqueres é o feliz proprietário do Multichine 28 Atairu. Ele e sua esposa Ivana estão curtindo imensamente os sonhos de cruzeiro à vela que nutriam antes e durante a construção do barco.
Com seu veleiro novinho em folha, eles têm feito incursões pela Lagoa dos Patos, desfrutando por dias a fio a beleza dos inúmeros arroios fervilhando de vida selvagem onde ainda quase não existe influência da atividade humana.

Ivana só teve que dar um pulinho da proa para terra firme para tirar essa foto

Regularmente fazemos matérias em nossa seção de notícias contando histórias de cruzeiros oceânicos realizados por veleiros da classe Multichine 28, como os diários de bordo do veleiro Fiu, (veja em clube do Multichine 28 no home-page da classe),hoje chamado Stella di Fioravante, agora pertencendo ao engenheiro brasileiro/canadense Roberto Roque, também um colaborador em nossa seção de notícias náuticas, ou as travessias (ou seriam travessuras?)de nosso aventureiro maluco/beleza Flávio Bezerra com seu fabuloso Multichine 28 Access, ou ainda o vídeo que mostramos do Utopya, o MC 28 de nosso amigo Breno Faria Lima, velejando em pleno planalto central brasileiro, no Lago Paranoá. Em outras ocasiões relatamos histórias de barcos da classe que primam pela beleza de seus interiores, como na nota"Multichine 28 Ayti, e do próprio Atairu, quando de sua inauguração

O Atairu está estacionado no Clube dos Jangadeiros, de Porto Alegre, R.S.

A beleza da aptidão para o barco navegar em águas relativamente rasas reside em que sua quilha é simplesmente um fin-keel com bulbo em baixo, sem apêndices móveis, uma solução tão eficiente em travessias oceânicas que nossos clientes se esquecem que estão navegando em barco de relativamente baixo calado e só têm boas referências quanto ao seu desempenho quando navegando em mar aberto.

A menção ao fato do barco calar apenas 1.55m é apenas para afirmar a satisfação que seus proprietários sentem pelo fato do modelo ser tão marinheiro apesar do calado modesto. Além disso, os donos de Mc28 possuem uma infinita sensação de segurança pelo fato do barco ser um veleiro Categoria A conforme as normas da União Europeia para veleiros monocasco, um fato raramente alcançado por barcos de aproximadamente o mesmo tamanho.  Talvez essas sejam razões embutidas no subconsciente de nossos construtores para que a classe seja tão bem cotada nas comunidades onde existem Multichines 28 navegando.


Multichine 28 Access no Caribe

Flávio Bezerra é o navegador que mais longe já foi com um veleiro da classe MC 28.

Há três anos ele se aventura pelo Caribe, de vez em quando fazendo uma entrega de barco para a Europa para faturar uma grana. Nós do escritório, que construímos o catamarã Bora-Bora 28 Oa-Oa ao lado do barco dele, acabamos ficando grandes amigos e agora vibramos muito com os emails de dar água na boca que costuma nos passar. Pelo último que nos mandou dá para imaginar que ele está levando a vida que pediu a Deus e que está muito feliz com seu MC 28:

Opa Cabinho, que saudade de vocês. Como vai a família?
O delivery para o Brasil não foi possível, pena, pois além do barco ser um Beneteau de 20 anos de idade, os parafusos da quilha estavam podres, as gaiutas pulando fora, o quadrante do leme partido no meio, o estaiamento velho e enferrujado e daí por diante ... o dono do barco ainda me pediu para tirar a qualificação profissional de Yacht Master da British Royal Yacht Association e fiquei um mês na Inglaterra. Foi super legal cumprir com as exigências dos ingleses. Interessante eles cobrarem que você saiba velejar e manobrar barcos grandes sem o auxílio do motor, usar sextante para navegar por estrelas, etc. Falmouth é um lindo lugar e peguei por sorte um mês de setembro ensolarado, atípico somente para anos de El Nino. A amplitude da maré chega a nove metros e nos canais a navegação em neblina e com correnteza é super exigida. Os caras exigem que você saiba tudo, nada de média para passar, tipo 70% ou 80%. Se você não acertar tudo os caras perguntam de novo, mas não aprovam até responder certo. Confesso que é puxado e foi até emocionante. Mesmo assim os donos do barco resolveram cancelar o delivery. Sabe lá, de repente dei sorte, preferia mil oceanos com meu Access que atravessar novamente o Atlântico num Beneteau. Agora eu entendo como nossos amigos que usam fazer isso se sentem e desabafam às vezes.

O Multichine 28 Access pouco após sua chegada ao Caribe. Agora o barco já está repintado e parecendo novo em folha. Flávio é um velejador fantástico. Ele foi do Rio de Janeiro até o Caribe em solitário, sem motor auxiliar, piloto automático, ou leme de vento. O barco dele é um dos mais bem construídos da classe. 

Eu acabo de chegar após 24 horas de velejada de St. Maarten para Antigua, contra o vento de 32 knots, às vezes 40, ondas de 3 m, mas o barquinho continua o mesmo e funcionando super bem. O leme grande dá sempre estabilidade, acredite ou não, posso lhe dizer que ainda não tenho piloto automático ou leme de vento, alguns cabos e elásticos na cana e é tudo. O Caribe continua lindo. Água cristalina, sempre lindas praias e vento todos os dias para quem gosta de velejar, um paraíso da vela. Talvez por isso uma grande concentração de lindos veleiros vindos do mundo inteiro. Não vejo melhor lugar para se ter um veleiro. Tem loja para comprar tudo de barco e para quem é construtor naval sempre dá para fazer um trocado. Tem gente de todo lugar do mundo e você sabe, já esteve aqui antes né! A música caribenha e super animada e para quem gosta de mergulhar então... Bem, só para ficar perfeito precisava de uma namorada brasileira, mas tudo bem, nada é perfeito né?! A gente vai vivendo essa vidinha mais ou menos! Mande um grande abraço para toda a família que foi minha por 4 anos enquanto construía o Access. Obrigado por tudo e um bom natal para todos.
Abraços;
Flávio.

Flávio tem lugar cativo em nosso site. Os e-mails dele são de tão alto astral que sempre publicamos em nossas notícias, pois temos certeza de que sempre irão animar a galera que está construindo outros Multichines 28.


Multichine 28 Ayty é muito lindo

A classe MC28 deve ter alguma coisa muito especial para que seja a escolhida por tanta gente como o barco de suas vidas. As razões para isso podem ser várias, mas provavelmente a mais importante seja a confiança que o projeto transmite de que é possível para uma pequena família viver a bordo ou fazer cruzeiros oceânicos com muita segurança.

Esse foi o caso do engenheiro eletrônico Arapoan Fernandes. Possuindo um cargo importante numa multinacional estabelecida no Silicon Valley, e também sendo um apaixonado pelo mar, mesmo tendo podido construir um barco maior, escolheu o Multichine 28 como seu barco definitivo. Arapoan tem uma afinidade conosco em acreditar que um barco de cruzeiro com pé direito adequado (1.85m) e espaço suficiente para que uma pequena família possa viver a bordo, mesmo sendo um veleiro de 28 pés, (na realidade o MC 28 mede 9.20m, o que é mais do que trinta pés, sendo a medida de 8.60m a distância do bico de proa até o eixo do leme, sem contar a plataforma de popa), esse barco pode até ser mais adequado para fazer viagens oceânicas do que um outro maior, que, sem dúvida, irá requerer maior trabalho de manutenção.

Nós do escritório Roberto Barros Yacht Design (B & G Yacht Design na Austrália) nos tornamos bons amigos de sua família desde a aquisição dos planos, e de lá para cá nossa amizade só tem aumentado, e é por isso que conhecemos bem a parte náutica da história da família Fernandes.

Quando os conhecemos, os Fernandes só tinham um filho adolescente, e seu plano era então construir o MC28 e viajar com ele para a Nova Zelândia, onde a família gostaria de se estabelecer. Arapoan enviou seu currículo para a conhecida empresa de eletrônica neozelandesa Navman, e logo em seguida recebeu um convite para trabalhar lá, o que garantiria a sobrevivência da família. No entanto a cegonha preparava uma surpresa para eles, a garotinha que está olhando pela gaiuta de proa. Agora com o filho mais velho já cursando a universidade, os Fernandes vão precisar de um bom tempo para planejar uma longa viagem oceânica, mas eles estão tão contentes com a nova tripulante e com o barco que o plano original no momento tem pouca importância.

Depois de adquirir os planos, Arapoan encomendou a obra a um estaleiro artesanal para construir o barco, mas tão logo a carpintaria bruta ficou concluída transportou a obra inacabada para um clube náutico, e, contratando um excelente marceneiro, fez o restante da obra sob sua administração direta com o máximo esmero. O resultado foi impressionante. O barco tornou-se uma obra de arte, principalmente porque cada envolvido na empreitada se concentrou em fazer sua parte em grande estilo. Val, a esposa de Arapoan, é arquiteta, e foi ela a responsável pela decoração interna, para a qual escolheu, muito apropriadamente, adotar um estilo alegre, bem tropical. O marceneiro deu um verdadeiro show de bola ao fazer uns acabamentos de alta classe no mobiliário, e Arapoan, como era de se esperar, com a colaboração de Roberto Shultz, um excelente profissional de instalações elétricas em iates, fez um sistema elétrico/eletrônico de dar água na boca.

Agora o barco já está na água há três anos, mas para quem não sabe, vendo-o, pensa que foi inaugurado ontem. Sem dúvida Ayty é a menina dos olhos de Arapoan, e, para ele, possuir esse veleiro é a melhor válvula de escape que poderia encontrar para compensar seu árduo trabalho profissional.

Quando você sinceramente acredita que um veleiro não necessita ser excessivamente grande para levá-lo aos mais longínquos lugares, ou viver feliz dentro dele, tudo fica bem mais fácil para seu lado. Para nosso amigo obter o mais alto padrão de qualidade ao construir seu barco foi a maior moleza, pois o gasto representou somente uma pequena parte de seu patrimônio. Isso o permitiu adquirir os melhores equipamentos, independentemente de preço, valendo mais a qualidade e confiabilidade.

Como o casal gosta de cozinhar, é compreensível que tenham especialmente apreciado o conforto que a cozinha do Ayty proporciona. Tendo fogão com forno, geladeira, uma bancada de dimensões para ninguém botar defeito, com duas pias, um poço para estiva acessível por cima, lixeira, e um espaço considerável dentro de armários para guardar mantimentos e utensílios de cozinha, não é de se admirar que se sintam em casa quando trabalhando ali.

Para Arapoan a mesa de navegação e rádio-comunicação é uma importante área de trabalho. No MC 28 esse compartimento também é privilegiado, e nosso amigo se sente muito bem instalado quando utiliza essa área. O amplo armário de cartas náuticas sob o tampo da mesa é um lugar seguro e protegido para guardar seu note-book quando não está em uso, e a mesa é servida por duas anteparas com lugar de sobra para instalar todos os instrumentos desejados.

Mas para conquistar de verdade o coração da arquiteta da família o mais importante compartimento do barco teria que ser a cabine do proprietário. E isso, com um toque de bom gosto, ela conseguiu, sendo a cabine de popa a jóia do arranjo interno.No barco deles a cabine de popa é muito aconchegante, sendo bem ventilada, bem iluminada, e possuindo um isolamento térmico muito eficiente. Além disso, possui uma profusão de armários com volume para guardar os pertences da família com sobra. Finalmente uma cama de casal digna desse nome é mais um motivo para deixar os Fernandes orgulhosos com seu veleiro.

A entrada da cabine é outro lugar especial. Foi lá que instalamos o chart plotter no MC 28 Fiu, o barco da classe que construímos para uso de nossa família e que depois se tornou um ícone para outros construtores, acoplado à parede que separa essa entrada do banheiro. Esse lugar é perfeito para a instalação deste instrumento, pois ele tanto pode ser monitorado desde o degrau de entrada já dentro da cabine, quanto do assento do cockpit, tornando desnecessário um repetidor lá fora, além de deixar esse instrumento protegido das inclemências do clima, o que é um fator importante para sua durabilidade.

Como temos Multichines 28 sendo construídos nos mais diferentes lugares em quatro continentes, temos certeza que ao divulgar detalhes de barcos da classe que já estão prontos, detalhes esses que só podem ser integralmente apreciados por quem já está navegando, é o melhor incentivo que podemos oferecer à galera que ainda está construindo. Essas informações servem como vitamina para animá-los na construção, e as ilustrações ainda podem ajudar com alguma nova idéia.


Multichine 28 Atairu mostra o que é ser um barco de cruzeiro

O casal gaucho Antônio e Ivana  Piqueres estão descobrindo da maneira mais prazerosa possível as qualidades do seu novo barco, o MC28 Atairu. Eles estão constatando que o modelo é exatamente o que desejavam: um veleiro de cruzeiro especificamente projetado para sair por aí realizando aventuras pelos oceanos do mundo.

Pelo sorriso pode-se constatar que Ivana está gostando da nova experiência

Os Piqueres são um perfeito exemplo de pessoas que se prepararam para fazer isso. Apesar de serem novos na vela, sonhavam em ter um barco com o qual pudessem morar a bordo por períodos prolongados, sonhando em realizar viagens com destinos indefinidos. Como o Atairu está novinho em folha, as ultimas experiências do casal são muito ilustrativas para demonstrar como o modelo está se encaixando em sua finalidade.

Recebemos um simpático e-mail deles em que relatam o primeiro teste de verdade por que passaram e como ficaram contentes com a sensação de segurança que o Atairu os transmitiu.

Atairu testando as vela em sua vaga no píer

Segue o relato: 
Hoje (27/09), o Atairu enfrentou ventos de até 25 nós no contravento, chuva torrencial (mais de 20 mm), ondas curtas e seqüenciais que quebravam uma após outra devido a baixa profundidade do lago Guaíba (3m), espuma para todo lado, lago todo esbranquiçado, visibilidade zero, somente GPS, que "as vezes sinalizava barco parado devido as ondas e ao vento, barco com o Yanmar a 3500 RPM, para conseguir vencer o vento e as ondas. A água açoitava o casco com batidas muito fortes, como querendo quebrá-lo, barco inclinado a dez graus em árvore seca, água entrando pela vigia frontal. Foram mais de 2 horas neste inferno.

Único barco enfrentando estas condições de tempo no lago, com duas pessoas iniciantes na vela. Resultado: Chegamos ao clube para os demais incrédulos. Barco forte e robusto, confiávamos nele e ele respondeu à altura. Não temos mais dúvidas, amamos este barco que nos levou em segurança ao nosso clube. Foi nosso batismo, e para o Atairu também. Não conseguimos tirar fotos, mas o pessoal do porto do Clube nos falou, por rádio, que era de arrepiar ver o barco vencer as ondas.

Anexo algumas fotos de nossas primeiras velejadas. Nosso instrutor é o Paulo Ribeiro, técnico da seleção feminina de vela 470 (Fernanda Oliveira e Isabel Swan - primeira medalha de bronze nas olimpíadas de Pequim 2008). Tivemos somente dois dias de aula.
Bons ventos a todos vocês... O projeto é ótimo.

Sem dúvida Piqueres tem muitos motivos para comemorar. Por seu e-mail fica bem claro que o que deixou o casal mais contente foi ter passado por uma situação complicada e ter saído com a certeza de que o barco é forte e seguro. Para dois velejadores inexperientes passar por um teste desses em uma das primeiras velejadas aumenta a autoconfiança, e, acima de tudo, a confiança no barco.

O painel solar ainda não foi instalado

Mas eles já vinham curtindo o Atairu intensamente como uma espécie de casa de praia, e é nesse ponto que o barco se mostrou imbatível, pois é pequeno o bastante para se velejar com tripulação reduzida sem dificuldade, e grande o suficiente para se morar a bordo com muito conforto. Por isso vocês que acompanham as notícias da classe MC 28 em nosso site, podem esperar novidades do casal Piqueres tão logo adquiram um pouco mais de experiência para poderem dar vôos mais longos.

Piqueres e Ivana comemorando a primeira grande aventura


Multichine 28 – Contando fatos sobre essa classe

Se você é velejador de oceano brasileiro, ou estrangeiro residente no Brasil, provavelmente já deve conhecer algum MC28 navegando em sua região, ou pelo menos ter ouvido falar de algum barco dessa classe. Como conhecemos muita gente que pratica vela de oceano no país, sabemos que para muitas pessoas esse modelo é um sonho de consumo, como sendo um dos melhores veleiros de cruzeiro na faixa dos 28 pés que existem.

Na realidade, quase desde seu nascimento a classe MC28 passou a ser nosso mais popular desenho na lista de projetos de estoque de veleiros para cruzeiro de longa distância.

Existe um interesse permanente por parte de cruzeiristas potenciais por esse modelo e o número de construtores deste barco ao redor do mundo não pára de crescer. Em setembro de 2009 estamos nos aproximando de duzentas unidades em construção ou navegando, sendo que até o momento isso está acontecendo em nove países diferentes: Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Espanha, Inglaterra, Grécia, Portugal e Estados Unidos. No Brasil, onde a classe nasceu, existem veleiros MC28 em construção ou navegando em quase todos os estados da federação.

As pessoas que escolheram o MC28 podem ter inúmeras razões para isso; no entanto, segundo as informações que alguns desses velejadores nos passam, o principal fator decisório na escolha do projeto é a sedução que o layout do interior exerce em suas mentes.


Multichine 28 Flaneur

Muitos de nossos clientes sonham em realizar longos cruzeiros ou morar a bordo por longos períodos. E é exatamente nesse ponto que o MC28 é um barco fantástico para seu tamanho.

Quando os interessados descobrem que se pode andar sob um pé direito de 1.85m desde o hall da cabine de popa até o salão, contornando a maior cozinha que se possa encontrar em um veleiro de vinte e oito pés, costumam se apaixonar pelo modelo. Ao concluírem a obra, essa paixão costuma se transformar em um amor duradouro.

O salão do MC 28 é suficientemente amplo para se promover uma festinha nele.

Mas existe outro fator decisivo que pesa bastante na escolha pelo modelo do MC28. É o fato desse veleiro se enquadrar como categoria A, a categoria máxima, de acordo com o índice de estabilidade estabelecido pela União Européia, (STIX), o que significa poder suportar ventos força 10 com ondas médias de sete metros de altura, podendo até encarar eventuais ondas de até quatorze metros com estabilidade suficiente para resistir a tudo isso. A confiança que essa especificação incute nas pessoas é alguma coisa difícil de ser medida.s.

O MC28 tem um excelente controle de leme. Fotoshop: www.ideebr.com

Agora que a classe já é bem conhecida, e seu conforto interno e suas qualidades marinheiras vão se tornando de conhecimento de muitos do meio náutico, quando as pessoas optam pelo MC28 considerando que o MC28 é o barco que procuravam, esse compromisso costuma se tornar um assunto preponderante em suas vidas. É curioso constatar que junto com a decisão de construir, vêm embutidos os mais ambiciosos planos de utilização. A impressão que temos a partir de seus relatos é a de que ao longo de toda a construção os planos de aventura vão se tornando cada vez mais consistentes, e essa antecipação de futuro desfrute é a mola propulsora que incentiva a continuação da obra.

Essa atitude determinada pode parecer óbvia, mas não é bem assim. Um barco produzido em série em que o cliente já o recebe com todos os equipamentos recomendados pelo fabricante instalados, é claro que não pode se comparar com o prazer que dá instalar um por um todos os itens escolhidos pelo próprio dono, como se todo mês fosse recebida a visita de Papai Noel! Esse mesmo prazer se repete a cada dia durante a construção, quando no fim da jornada se pára para observar o progresso do dia. Quando nós do escritório construímos o MC 28 Fiu, em companhia do Makay, de nosso amigo Roberto Cepas, no final do dia íamos para uma padaria na esquina tomar um chope e falar sobre os últimos progressos e os planos para as próximas etapas. Na verdade o trabalho era pura diversão, tanto que muitas vezes só encerrávamos o expediente lá pelas nove horas da noite

Roberto Ceppas segurando a seção 9, não sabemos dizer se do Makai ou do Fiu, no fim do expediente, após um dia de serviço. Foto Roberto Barros

Essa sensação de prazer continuado só pode ser compartilhada por aqueles que estão fazendo ou fizeram seus próprios barcos. Também não sabemos se é por acaso, mas ainda não conhecemos o caso de um amador entusiasmado que não tenha se divertido com a construção de seu barco. Algumas queixas durante a construção sobre a dureza do serviço até que ouvimos de vez em quando, mas ou a memória é fraca, ou o trabalho é compensador, uma vez que tão logo o barco fique pronto, o que costumamos ouvir são somente palavras de orgulho pela realização.

Nós da Roberto Barros Yacht Design (B & G Yacht Design na Austrália), até que temos uma boa parcela de contribuição para o sucesso da construção amadora dos MC28. Isso se deve a termos construído dois barcos da classe e simultaneamente termos redigido um roteiro de construção sem falhas, pois era produzido à medida que a obra avançava, informando passo a passo todas as fases da fabricação. Esse roteiro é um verdadeiro livro, e pelo resultado de quase a totalidade das construções, tem ajudado muito nossos construtores amadores. O fato de que o método construtivo seja tão simples e objetivo também ajuda a explicar porque a classe é tão bem sucedida.

MC28 tem ótimo desempenho no vento de proa.
Fotoshop: www.ideebr.com

Pelo fato de termos construído com as próprias mãos dois desses barcos, elegemos o MC 28 como nosso projeto de estoque padrão e assim procuramos igualar em detalhes e quantidade de informações todos os outros projetos mais recentes, e sempre que surge alguma inovação tecnológica que possa beneficiar o projeto, fazemos atualizações, de forma que mantemos o MC28 como o estado da arte entre nossos planos de prateleira.

O fato de o Makai e o Fiu, agora Fioravante, já terem navegado ao todo algumas dezenas de milhares de milhas sem problemas, inclusive participando com sucesso de regatas oceânicas, também contribuiu em muito para o atual prestígio da classe. A fabulosa viagem em solitário do MC28 construído por Flávio Bezerra, que desprovido de motor auxiliar e sistema automático de controle de rumo, há três anos navega pelo Caribe, após fazer uma audaciosa travessia do Rio de Janeiro a Saint Martin, também é uma demonstração das qualidades deste barco de cruzeiro

MC28 – O veleiro de cruzeiro para ir a qualquer lugar. Fotoshop: www.ideebr.com

Por termos construído dois MC28 e esses barcos terem se demonstrado tão eficientes como barcos de cruzeiro, isso acabou sendo uma verdadeira benção para a classe. Mas parece que a cada novo MC28 inaugurado, aquela unidade passa a ser um fator de multiplicação na localidade onde ele foi inaugurado, e isso vem se espalhando sem interrupção desde o lançamento do primeiro MC28 a navegar, o legendário Sabadear.

Presentemente o bom nome da classe se espalha internacionalmente, e por tudo de bom que já aconteceu com esse prodigioso modelo estamos confidentes de que em breve será um barco de fama internacional, como um autêntico lar flutuante capaz de navegar em qualquer latitude com conforto e segurança.

O interior do MC28 é claro, arejado e funcional. Renderização: www.ideebr.com

A cabine toda enjanelada é uma das virtudes mais apreciadas pelos donos de MC28. Renderização: www.ideebr.com


Multicichine 28 sendo construído no noroeste dos Estados Unidos.

A classe MC28 tem mais um casco concluído e virado de cabeça para cima. Desta vez a novidade veio do Estado de Washington, noroeste dos Estados Unidos.

Nosso cliente, David Cross, fez um excelente trabalho e seu casco está um primor de bem construído. É bom saber que Dave superou a primeira fase da construção sem encontrar dificuldades. De agora em diante ele irá achar mais empolgante seu trabalho, uma vez que no final de cada dia irá ver seu barco ficando cada vez mais parecido com o que será quando ficar pronto.

A turma que veio ajudar na virada.

Somente aqueles que já construíram sabem avaliar a sensação que se tem quando se chega a esse estágio da obra. De agora em diante você está construindo sua futura casa flutuante, (afinal nessa altura do campeonato o barco já até flutua, não é?), e uma vez que o interior é construído antes de fechar o convés, tão logo os assentos da dinete já estejam fabricados, já dá até para tomar uma cervejinha a bordo com os amigos, comemorando cada estágio da construção.

Até aqui tudo bem!

A classe MC28 está se tornando conhecida como sendo um fantástico veleiro de cruzeiro para uma pequena família. Ele é tão fácil de velejar e requer tão pouco esforço ao leme, alem de ser super-estável, que vai se tornando rapidamente o modelo preferido por casais de classe média de todas as idades com sonhos de realizar cruzeiros oceânicos que nos procuram para adquirir planos de um projeto para construção amadora. A classe já tem até casais com bebê morando a bordo, como mostramos na matéria publicada há pouco tempo, MC28 Vagamundo. Bebê a bordo.

Com dezenas desses barcos sendo construídos, ou navegando, nos mais diferentes lugares, não é improvável que, uma hora dessas, eles comecem a se encontrar nos ancoradouros dos lugares mais paradisíacos. Embora tenhamos outros barcos de nosso escritório sendo fabricados na costa oeste dos Estados Unidos, Dave é o primeiro que constrói um MC28 na região de Seattle.

O estágio final da virada do casco.

Trabalhando somente em suas horas vagas, Dave acredita que ainda levará uns dois anos para acabar a construção. Nós do escritório B & G Yacht Design vamos ficar bem felizes em saber que tem um MC28 navegando naquele verdadeiro paraíso que é a região de Puget Sound, Ilhas San Juan, e mais ao norte, de Vancouver no Canadá.

Dave nos informou que no seu estado não é fácil encontrar uma fundição que queira fazer uma quilha em ferro fundido, e nos pediu uma alternativa para fazer seu fin-keel.

Já tínhamos sido informados por nossos construtores de MC28 europeus que lá também ninguém quer fundir uma quilha de mil e duzentos quilos, que não é pesada o suficiente para dar um bom lucro, nem pequena o bastante para ser fabricada com a sobra de ferro gusa de outra peça maior.  

 

Casco já virado de volta ao galpão onde foi construído. (Se o navio do quadro é o Titanic, estamos confiantes que o barco do Dave deverá ter muito melhor sorte)

Para resolver esse problema projetamos uma quilha em caixa de aço para ser preenchida com chumbo, uma solução bem simples que pode ser construída em qualquer boa caldeiraria. A tampa desta caixa é uma chapa com 15mm de espessura onde os parafusos de fixação são atarraxados diretamente nela. Essa quilha é tão boa quanto a original, talvez até melhor, pois ficando com peso idêntico e centro de gravidade na mesma posição da de ferro fundido, acaba fazendo menos resistência, pois prescinde do bulbo em baixo. Oferecemos o plano da quilha alternativa ao Dave e ele gostou da idéia. Outra coisa que poderíamos ter sugerido seria a importação de uma quilha em ferro fundido fabricada no Brasil, mas desta vez preferimos não nos envolver e deixar isso para outra oportunidade.

Dave também nos pediu um plano vélico opcional com mais um metro de comprimento de mastro e com dois pares de cruzetas. Como ele não pretende atravessar um oceano pelos "roaring forties" em pleno inverno, e deseja competir em regatas tipo "club-races" em sua região, o fato de o barco ser cat. A de acordo com a norma de estabilidade para veleiros estabelecida pela União Européia (STIX), para ele não faz diferença, pois não pretendendo sair daquele golfo onde irá velejar, que é um verdadeiro mar interior, e onde os ventos predominantes são bem fracos, o barco ser um categoria B está bom demais. Afinal de contas quase a totalidade dos barcos de seu porte são categoria B.

Vamos aproveitar a oportunidade para oferecer aos futuros construtores de MC28 essa segunda mastreação com mais área vélica, desta forma ajudando o pessoal de Angra, Ilha Bela e outros lugares onde os ventos predominantes sejam fracos que também queiram fazer regatas locais. Mas a turma que quer fazer cruzeiro oceânico sempre deverá optar pela mastreação original, pois o barco não precisa provar que é um super-veleiro, capaz de vencer regatas de percurso, como a Recife/Fernando de Noronha, em sua classe, como fez o Makai na regata de 2008.

À medida que Dave avance na construção do interior e do convés, ao receber novas fotos, desejamos fazer novos artigos sobre esse MC28. Desde o início da carreira do projeto, sempre tivemos um especial carinho por essa classe e ver surgirem novos barcos em diferentes lugares é a maior remuneração por nosso trabalho que poderíamos esperar..

Dave, ajoelhado, e os amigos que o ajudaram na virada.


Atairu, mais um MC28 navegando

Temos mostrado regularmente fotografias de diferentes Multichines 28 em nosso site, todos eles apresentando interiores aconchegantes e convidativos. No entanto, como existem muitos desses barcos em construção ou sendo terminados, quase sempre com seus proprietários em verdadeiro estado de graça com suas obras e tendo os mais diferentes planos, desde morar a bordo até realizar cruzeiros internacionais, é mesmo de esperar que continuemos recebendo mais fotos dessa empolgante classe.
Às vezes nos perguntamos por que tantas pessoas em diferentes países escolheram o MC28 como o barco de suas vidas. Em vez de expressar nossa opinião preferimos ouvir o que alguns proprietários têm a dizer. O mais recente e-mail que recebemos veio de Porto Alegre.  Nossos clientes, o engenheiro Antonio Piqueres e sua esposa Ivana nos escreveram:

"Cabinho e demais do escritório, como é bom viver a bordo. O MC28 é um barco completo. Estas fotos foram feitas ontem, um arroz com linguiça acompanhado de um bom vinho tinto (claro que antes um chimarrão para abrir o apetite). No Atairu tudo está funcionando normalmente, com todo conforto a bordo (temos geladeira - a Ivana sugere a geladeira na frente das cubas da pia, ou que o assoalho na frente do fogão seja um pouco mais alto para facilitar o acesso) e água quente.

O Atairu está virando uma casinha (é assim que algumas pessoas chamam o barco aqui no clube). As velas chegaram e assim que forem colocadas vamos enviando nossos comentários de velejadores iniciantes - colocando nossos erros e acertos. Acredito que vai ser legal para incentivar muitas pessoas. Já estamos planejando nosso primeiro cruzeiro - será de cinco a sete dias no Rio Guaíba (vai ser um bom teste). Para navegarmos pelo Guaíba temos que ter o maior cuidado, pois existem muitos baixios, mas aonde der para passar, nós estaremos lá.

Quem sabe não nos encontramos na Austrália? Tudo começa com dando o primeiro passo, ou melhor, soltando as amarras (acho que o Atairu, às vezes, reclama de ficar atracado no píer...)
Um abração para todos vocês e bons ventos para todos...

               Ivana e Piqueres"

A cozinha do MC28 é de dar água na boca a muito dono de veleiro de trinta e cinco pés.

Dá para acreditar que esse barco tenha apenas 28 pés do bico de proa ao espelho de popa? Note a indispensável cuia de chimarrão sobre a bancada. Afinal o Atairu é o representante gaúcho da classe.

As madeiras claras utilizadas no interior do Atairu ajudaram a ampliar a impressão de espaço no salão.

Ivana e Piqueres brindando a refeição de primeira classe preparada a bordo, regada a um bom vinho tinto da serra gaúcha.

Atairu amarrado ao píer do Clube Jangadeiros às margens do Rio Guaíba.                

***

Outro eloquente e-mail que recebemos veio do Canadá. Beto Roque, dono do Stella Del Fioravante nos escreveu de Calgary, estado de Alberta, no oeste daquele país.

O Fiori, como ele carinhosamente o chama, encontra-se estacionado no Iate Clube de Florianópolis e é seu refúgio do rigoroso inverno canadense. Achamos particularmente interessante o e-mail do Beto, porque ao contrário da maioria dos outros proprietários de MC28, ele tem tido oportunidade de velejar em outros barcos, e as comparações que faz com seu MC28 são valiosas, até mesmo para nós que o projetamos:

"Estive velejando por uma semana na West Coast (Wet Coast, como é conhecida aqui por causa do clima de muitas chuvas). Fomos em um grupo de 5 veleiros, eu estava num veleiro de série de produção francesa de 34 pés com mais dois amigos. Os outros barcos eram maiores, entre 43 e 46 pés. Houve um dia de regata e conseguimos vencer no tempo corrigido. Não gostei do barco, apesar de ser muito confortável. Detestei "in-mast-furling" e nunca instalaria em um barco meu. A coisa é muito propensa para encrencar. O barco tinha muita propensão para atravessar, e de fato atravessamos várias vezes. O vento estava uns 12 a 15 nós, mas as rajadas aumentavam muito depressa, e não dava para segurar o barco. Rizando a gente não andava, e em alguns segundos aumentando de 15 para 18, ficava difícil de controlar e passando dos 20 a gente atravessava. Com somente 20 nós, vento de traves e um pouco no quarto, a gente tinha que andar com ambas as velas rizadas pela metade. Até os barcos grandes atravessaram. Eu tenho a impressão que o leme era subdimensionado e que o plano vélico colocado um pouco mais na frente. Ouvi dizer que esses mesmos barcos que eles fazem para o mercado Europeu são muito melhores do que o que fazem para o mercado Norte Americano de charter. Sem querer parecer muito convencido (se bem que os Canadenses provavelmente acharam que eu estava contando muita vantagem do meu Fiori), o Fiori enfrenta 25 nós sem problema algum. Indo para Florianópolis a gente estava com o pano todo e o piloto automático tocava sem reclamar, nunca tivemos que por as mãos no leme, exceto para fazer algumas correções e para atracar ou ancorar, porque daí já é pedir muito.  A gente sabia que tinha que trocar a genoa, porque o barco estava andando muito, mas o mar estava meio irritado e eu não tive peito de ir para a frente, o Moura também não, e a gente deixou daquele jeito mesmo e o barco andava estreito que nem uma fecha. Não entendo porque alguns projetistas de barcos de série ou de charter não conseguem fazer um barco que preste. Se o barco andasse com vento leve, ainda seria aceitável; anda  com vento leve e tem dificuldades com brisas, mas com vento leve o barco pára e quando a brisa aumenta o barco não gosta, em resumo o barco não gosta de velejar. Só é bom para cozinhar e tomar sol no convés e beber cerveja ou vinho quando está docado.

Coloquei meu barco na água este fim de semana (um  26 pés water ballast), meu filho me ajudou e veio velejar comigo. Quase a mesma coisa, barco muito bom até 12 nós, depois fica difícil de controlar. Tem que rizar ou estar muito esperto nas rajadas.  Que saudades do Fiori. Espero poder ir para o Brasil o mais depressa possível para velejar naquele safado. Assim que resolver tudo, vou passar mais tempo no Brasil. Como eu disse, gostaria de ir até Fernando de Noronha, e se isso acontecer, fico uns dias na Marina da Gloria e te convido para matar as saudades. Quem sabe você acaba indo para Noronha comigo, seria um privilégio para mim.

Um grande abraço,

Beto"

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Construtores dos Projetos do B & G Yacht Design reúnem-se para velejada no Planalto Central

Um encontro, no mínimo inédito, ocorreu no Lago Paranoá, em Brasília...

A convite do piloto Breno Lima, um dos pioneiros da classe Multichine 28 no Brasil e proprietário do MC 28 Utopya, reuniram-se no sábado dia 02 de maio de 2009 os construtores  das classes  MC28  e MC36 de Goiânia. Estão sendo construídos três MC 28 e um MC 36SK naquela cidade.

 
Utopya no dia de seu lançamento no porto de Recife

O encontro começou com um bate papo animado sobre a história da classe MC 28, da qual o Utopya é história viva, passando por uma troca de experiências buscando adequar alguns conceitos teóricos da construção à prática da pós-construção e a vida a bordo propriamente dita.  Os convidados aproveitaram a experiência do Breno que,  além de ter sido um dos primeiros construtores do  MC 28, com certeza foi o primeiro a morar a bordo da classe. Ele morou a bordo, junto com sua esposa Márcia Seixas por mais de cinco anos, no Cabanga Iate Clube de Recife.

Como o vento não chegava ficou resolvido que haveria inicialmente uma "motorada" pra turma diminuir a ansiedade e algumas soluções da construção do Utopya serem mostradas na prática. Ficou claro a importância de um bom motor, boa instalação  e de um bom  isolamento acústico.Algumas cervejas depois o grupo voltou ao clube para almoçar e esperar o vento chegar...

As conversas não ficaram somente no âmbito da classe MC 28, mas rumaram também para a MC 36, onde  o Carlos Eduardo, construtor da classe MC 36SK em Goiânia , pode passar suas experiências ao Breno que, também , comemorava no evento o "upgrade" nos projetos do Escritório. Novamente ele  deposita sua confiança nos nossos projetos  e é um dos pioneiros na nova  classe Kiribati 36, sendo o primeiro cliente a adquirir o projeto.

Após o almoço, no final da tarde o vento finalmente chegou e puderam realmente sentir barco velejando... Entrou um vento fresco, da ordem de uns 12 nós que  propiciou aos futuros proprietários sentirem as capacidades marinheiras da classe. Puderam observar a suavidade dos comandos, facilidades nas manobras e funcionalidade dos sistemas. Muitos bordos, manobras e algumas cervejas a mais, foram brindados com o belo por do sol ao lado do Palácio da Alvorada e o retorno gratificante ao clube.

Eles nos informaram que outros encontros acontecerão e eles convidam aos interessados pela classe na região a participarem também , conhecerem o Utopya  ou somente conversarem sobre a classe. É só mandar um email pro Breno, "organizador do encontro", no endereço brenolima@hotmail.com para maiores informações.

Eduardo Perin, um dos convidados para a velejada e autor do vídeo, que está construindo o Multichine 28 Pyrus em Goiânia, GO, nos enviou um e-mail relatando suas impressões sobre a improvável velejada a bordo de um veleiro de cruzeiro destinado a atravessar oceanos, navegando em pleno planalto central:

Cabinho, Luis e Astrid,

Quero parabenizá-los pelo excelente barco por vocês projetado, o Multichine 28!
Não tinha dúvida de que era um barco fantástico, porém nunca tinha velejado nele. Após "descobrirmos" o Utopya no Lago Paranoá, fizemos contato com o Breno através do fórum yachtdesign, que além de conhecimento nos ajuda a criar laços de amizade, e desta forma fomos convidados a conhecer e velejar no Utopya.

Barco fantástico, bem construído, após uma década continua muito bonito e bem conservado, mérito de seu comandante, pessoa boníssima, simpático e apaixonado pela classe dos 28! Entre conversas, confraternizações, saímos duas vezes, uma a motor e outra a vela.

Motorando, o barco é silencioso e anda bem, mas foi velejando que ele se revelou!
No final da tarde entrou um vento forte, estávamos com todo o pano em cima, mais preocupados em bater papo e conhecer os detalhes do barco do que propriamente trimar as velas e obter grandes desempenhos de velocidade. O barco adernou pouco, grande facilidade nas manobras, um puro sangue de cruzeiro, que veleja rápido!

Somente ontem consegui saber a velocidade do vento, coisa rara de acontecer em Brasília, nas rajadas chegou próximo dos 20 nós. Demos sorte de velejar assim. Estava acontecendo no Iate Clube de Brasília a classificatória para o mundial de Star, nesta condição de vento teve monotipo com mastro quebrado e o Utopya com todo pano em cima nem tomou conhecimento, adernou pouco, leme leve, preciso.

Me sinto ainda mais motivado a concluir logo minha obra e poder curtir esse veleiro fantástico por muito tempo!!

Obrigado a vocês da B & G Yacht Design pelo projeto e suporte técnico.

Grande Abraço.

EduardoPerin.
Veleiro Pyrus.

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Multichine 28  Vagamundo - Bebê a bordo

Tripulante perfeito.

A classe Multichine 28 está se tornando cada vez mais conhecida como um barco de cruzeiro que seduz as pessoas a realizarem longas travessias ou morar a bordo. Como a classe não pára de crescer, cada dia mais nos chegam histórias interessantes vividas a bordo de um desses barcos enviadas por nossos clientes.
Desta vez foi nosso amigo Ricardo Costa Campos que nos contou sobre sua viagem de Vitória, no Espírito Santo, à Ilha Grande, no litoral sul do estado do Rio de Janeiro, onde passou a trabalhar como instrutor numa operadora de mergulho, vivendo a bordo com sua esposa Ivana e o filhinho João.
Ricardo nos escreveu:

Continuo com o Vagamundo aqui pela Ilha Grande e cada dia mais satisfeito com o barco. 

De Vitória para Angra fiz a viagem com mais um amigo a bordo, o Bernardo, que está construindo um MC 31 em Vila Velha no ES.  A Viagem começou com vento Nordeste fraco até o Cabo de São Tomé, quando entrou uma frente fria e tivemos que orçar até Macaé onde resolvemos entrar e ficamos um dia e meio. Macaé é uma barra difícil, mas com um barco que cala pouco foi tranqüilo entrar mesmo com a maré baixa.

João parece estar gostando bastante da vida a bordo.

Quando o nordeste voltou a soprar saímos direto para Ilha Grande. Na altura da Ilha Âncora em Búzios o vento refrescou bastante chegando a 30 nós. Nessas horas é muito bom ter um barco novo, robusto e que se possa confiar, e foi assim até Ponta Negra. Fazíamos 8 nós só com um "trapinho" de genoa, com vento pela popa. Daí em diante o vento foi diminuindo até ficarmos sem vento por fora da Ilha Rasa, já no Rio. Então apelamos para o "vento de porão" e fomos assim até a Barra da Tijuca, quando entrou um vento sul.

Depois da Restinga da Marambaia, orçando, passamos pela Ilha da Marambaia ainda com vento. Chegando à Bahia da Ilha Grande nada de vento, como de costume por aqui. Depois de deixar o Bernardo no Abraão fui até a praia da Jaconema para trabalhar no final de semana em uma operadora de mergulho. Saímos na segunda pela manha de vitória e chegamos sexta a tarde na Ilha Grande com uma parada de um dia e meio em Macaé. Foi uma boa estréia. 

Grande abraço.
Ricardo.

O Vagamundo é um Multichine 28 muito bonito e bem construído. Pelas fotos mostradas abaixo, vocês podem ter uma idéia de como a família Costa Campos está contente com a nova vida. O João por essa altura do campeonato já deve estar um autêntico peixinho.

Família Vagamundo Vagamundo na Ilha Grande

João na nova casa

Vagamundo na baía de  Guanabara João João e Ivana na entrada da gaiuta.

Aula de navegação.

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Makai, o MC28 voador

Na década de noventa, quando a B & G Yacht Design ainda operava no Rio de Janeiro, desenvolvemos o projeto do Multichine 28, nosso segundo projeto mais bem sucedido em número de construtores até agora, só perdendo em números absolutos para o Multichine 23, embora esse último estivesse disponível por muito mais tempo.

Era nossa intenção construir um barco desse desenho para nós mesmos. Sendo nosso escritório um negócio de família, queríamos um veleiro seguro e confortável com o qual pudéssemos empreender qualquer tipo de cruzeiro, fosse com a família, inclusive os netos, ou sair em solitário, quando essa fosse a vontade. Regata estava fora de cogitação. Afinal um veleiro de 28 pés com uma tancagem de água doce de quatrocentos e vinte litros, com um mastro curtinho com pouca área vélica, além de ter um casco robusto como uma rocha, não seria propriamente o barco ideal para sair competindo com máquinas de regata.

Roberto Barros, o fundador do escritório, juntamente com um amigo, Roberto Ceppas, decidiram construir juntos dois Multichines 28, num galpão não muito distante do estádio do Maracanã, em um subúrbio do Rio de Janeiro. Como os dois tinham suas atividades formais, os barcos tiveram que ser construídos nos fins de semana, isso a umas poucas quadras distante de multidões de torcedores explodindo foguetório e fazendo um barulho ensurdecedor. Às vezes, terminada uma tarefa, os amigos estavam contemplando a obra prima recém concluída quando um clamor vindo dos céus, como se todos os anjos estivessem soprando suas trombetas, deslumbrados com o belo trabalho. Mas não era nada disso. Apenas um gol ocorrera no estádio.

A despeito de serem duas construções amadoras, embora Roberto Barros tivesse larga experiência prévia em construção de iates, a qualidade dos dois barcos ia se tornando legendária, e à medida que a obra ia avançando, isso ia se tornando motivo de grande orgulho para os dois amigos.

No ano 2000, Fiu, o barco da B & G Yacht Design, ficou pronto, isso alguns meses depois do Makay ter sido lançado à água. Em muito pouco tempo a fama da classe MC28, impulsionada pelos dois barcos recém-inaugurados e ajudada por alguns outros MC28 também muito bem acabados que já estavam navegando, extrapolou fronteiras, e dezenas de iatistas  em onze países diferentes iniciaram construções de barcos da classe.

Fiu navegou umas seis mil milhas, às vezes com as famílias Barros e Gouveia juntas, às vezes com amigos, mas principalmente com Roberto Barros em solitário. Por duas vezes o Fiu navegou do Rio até o nordeste para participar da regata Recife-Fernando de Noronha. Numa das regatas que participou, Fiu bateu um Recorde. Fez o percurso de 300 milhas em pouco mais de 45 horas, dando uma média de 6.6 nós, algo muito bom para um veleirinho de 28 pés de cruzeiro, tendo chegado logo atrás do primeiro da classe acima da dele e oito horas antes do segundo barco de sua classe a cruzar a linha.

Enquanto isso Roberto Ceppas e sua esposa Brita passaram a utilizar o Makai como barco de charter, fazendo isso com um padrão de atendimento tão alto, que os clientes, brasileiros ou gringos, consideraram inesquecíveis essas experiências.

Mas um dia os ventos que estavam soprando tão favoravelmente para os barcos gêmeos mudaram de direção. Roberto Ceppas recebeu um convite para gerenciar uma companhia de charter estabelecida na região de Angra dos Reis, e por falta absoluta de tempo para usar seu barco, resolveu vendê-lo, enquanto que a empresa Roberto Barros Yacht Design se mudava para Perth, Austrália, onde iria receber um novo nome, B & G Yacht Design.

Roberto Barros e sua esposa Eileen decidiram se juntar ao novo escritório fazendo uma viagem com o veleiro Fiu via Canal de Panamá. Essa seria uma viagem de reminiscências do cruzeiro que empreenderam na juventude até a Polinésia Francesa (historia narrada num bestseller da literatura náutica brasileira "Do Rio à Polinésia), mas, quando tudo estava absolutamente preparado para a partida, por recomendação de sua dermatologista, Eileen foi aconselhada a abandonar o esporte da vela, pois depois de tantos anos de vida a bordo, a tolerância de sua pele aos raios ultra-violeta atingira o nível zero. Não podendo contar com sua companheira de tantas aventuras, Roberto Barros desistiu da sonhada viagem e também decidiu vender o Fiu.

Quem adquiriu o Fiu foi o engenheiro brasileiro/canadense radicado na cidade de Calgary, Canadá, Roberto Roque, que desejava ter um barco nos trópicos, para que pudesse em suas férias de inverno curtir as belezas do litoral brasileiro a bordo de um verdadeiro veleiro  de cruzeiro oceânico. Apesar de ser um novato no esporte da vela, pouco depois de adquirir o barco, agora chamado Stella Del Fioravanti, empreendeu uma viagem de quinhentas milhas sem incidentes, desde o Rio de Janeiro até Florianópolis, onde o barco deverá ficar estacionado sempre que Roberto Roque estiver no Canadá.

Makai foi vendido para o engenheiro mineiro Renato Araujo, também um novato na vela, que decidiu como primeira grande realização em sua incipiente carreira de cruzeirista, participar do Cruzeiro da Costa Leste, um rally bianual que culmina com a regata Recife Fernando de Noronha. Em companhia de sua esposa Luciana e mais uns amigos, Renato se inscreveu em uma regata quando da passagem do rally pela cidade de Vitória, a regata Soamar. De baixo de uma pauleira, Makai foi o vencedor em sua classe, sendo um dos dois barcos que não tiveram avaria ou desistiram do percurso.

No entanto o acontecimento realmente importante seria sua participação na Regata Recife - Fernando de Noronha. De novo Makai venceu em sua classe, a RGS E. Na cerimônia de premiação, além de receber o prêmio de vencedor em sua categoria, Renato também recebeu o Troféu Newson Campos, em homenagem ao idealizador do Cruzeiro da Costa Leste, como o barco que mais se destacou durante todo esse percurso.

Nessa ocasião, para espanto da tripulação de iniciantes que levou o Makai à vitória, os outros participantes da regata apelidaram o Makai de Multichine Voador.

Mas não ficou só por aí a fama conquistada pelo Makai. Na regata de retorno ao continente, a Fernando de Noronha – Natal, novamente o Multichine Voador foi o campeão em sua classe. Aí então o barco já estava consagrado e não foi mais uma grande surpresa sua vitória. De Natal a Cabedelo na Paraíba, Makai enfrentou um vento de 40 nós na cara, sem tomar conhecimento, para coroar de vez seu desempenho.

Nós da B & G Yacht Design nos sentimos felizes e orgulhosos por tão boas performances de nosso mais popular barco de cruzeiro. Para a numerosa galera dos construtores de MC28, nada melhor do que saber que além de robusto e confortável, ele também é veloz.

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Multichine 28 Access faz sucesso no Caribe.

Flavio Bezerra, nosso sofrido campeão de proezas na classe Multichine 28, acaba de nos enviar um pungente e-mail que nos fez ficar morrendo de pena dele. Afinal que vida dura essa de um brasileiro perdido numa ilha do Caribe, tendo que ir a festas toda noite com uma porção de mulher bonita dando sopa, tendo que mergulhar em águas cristalinas, podendo ir velejando para surfar nos melhores "sueis" das Antilhas, além de ter que agüentar o papo de tantos cruzeiristas mentirosos. Não consigo entender como pode ter tanta gente querendo ler as notícias sobre o Access e uma porção deles desejando acabar logo a construção de seus barcos para poderem ir para lá também.

***

Espero que esse e-mail ajude vocês da RBYD a fazerem bons negócios, pelo menos para compensar os no mínimo dez clientes que expulsei ao chegarem embaixo do meu barco dizendo que podiam fazer o mesmo mais rápido e mais barato.

A vida aqui está como antes, agora trabalhando como engenheiro de planejamento da construtora Andrade Gutierrez, que está restaurando o aeroporto de Antigua. Eu dei muita sorte de ter um mestrado e não ter ninguém na ilha especializado em gerenciamento de projetos. Só assim liberaram minha permissão de trabalho, o que é proibido por aqui, onde um tomate custa três dólares.

Aos fins de semana eu sempre saio para velejar ou surfar com amigos. É impressionante como tem picos de surf escondidos aonde somente se chega de barco. Um australiano ficou babando quando soube que fomos surfar em Sand Island, em um dos 'suéis' mais clássicos que já houve por aqui.

A ancoragem é sempre aquela; venho na empopada mesmo, escolhendo o fundo, corro para a proa e ao passar pelo mastro, abro os stoppers das velas, que caem. Solto a âncora e deixo o barco arrastá-la até que escolha por si um bordo e cambe. Mergulho então e amarro a segunda âncora com mais vinte metros de corrente e as enterro. Ao todo uso sempre 35 metros e duas âncoras de 10kg, uma CQR que o Ricardo do Pirata me emprestou, e uma Bruce, na mesma corrente, espaçadas de 15 metros uma da outra. Nunca garrou e espero que assim sempre seja. Ancoro sempre a menos de 5 metros de profundidade. Estudo bem o vento e as pedras, arrecifes, e se não der, não arrisco. Peguei uma chuva forte ancorado a 8m, ventos de 50 nós e um barco ao lado do meu recebeu um raio. Que prejuízo! Dia desses faço um cabo terra no meu barco, mas a grana ainda não deu.
Motor; ainda não tenho. Daí não ter bateria para piloto automático, mas o sistema de cabos para amarrar a cana que instalei desde o Brasil funciona muito bem, mesmo na empopada. Esse barco é tão bom que veleja até sem leme, como foi por cinco dias depois que o quebrei numa baleia na perna Fortaleza - St. Maarten!!! Estou muito satisfeito e todos elogiam muito. É claro que falta aquele toque feminino nos detalhes...mas nesse caso talvez eu precise de um barco maior..ou quiçá uma namorada pequena, própria para um Multichine 28, e com muito, muito bom humor!
Meu dingue sofreu uma reforma. Refiz todo ele, fibra e madeira, mas preciso colocar uma armação e me preparar para a competição clássica de dingues...que barato! Tem todo ano e acompanha a regata clássica de Antigua. Neste ano trabalhei no veleiro vencedor da Clássica, o Aschanti, de 120 pés. Que tripulação!!! Aqui as mulheres além de bonitas adoram velejar, mas você tem que estar em forma para poder acompanhar.
É claro que dá muita saudade do Rio de Janeiro. Lugar melhor não há. Quantos amigos que fiz durante a construção do Access naqueles papos longos pelos galpões do São Cristovão. Não saberia que eram tão bons amigos não fossem as enormes dificuldades que passa um construtor amador morando num galpão, construindo seu sonho dia a dia. Da praia de Ipanema, do sol do Rio, das remadas com a galera da canoa havaiana e das velejadas com a galera. Do surf na Prainha e na praia da Macumba!!! É claro que eu já volto. Volto já, só não sei por onde, nem quando, e adoraria conhecer alguns outros lugares mais distantes que o Caribe. Aí tem que segurar a saudade, igual a penalty em final de copa do mundo, com o Brasil para marcar, e velejar muito, surfar e conhecer todos os lugares e fazer muitos, mas muitos amigos mesmo, que de tudo é o que fica.
É isso aí cara, um abração para você e toda a família que me deu tanta força, para Manolo e Ricardinho também.
Flávio.
Antiga - West Indies
msn: flavioab@hotmail.com

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Últimas notícias da classe Multichine 28

Quem nos escreveu agora em julho de 2008 foi nosso amigo Flavio Bezerra, nosso campeão de aventuras na classe MC28, com seu fantástico Access. Você pode ler os relatos das aventuras do Access em matérias que publicamos recentemente. É só rolar a página

Estou vivendo aqui em Antigua, no Caribe, trabalhando na Andrade Gutierrez com o planejamento do projeto de reconstrução do aeroporto. Você sabe que nós adoramos construir coisa né!! Meu veleirinho, o Access, está ancorado em uma baia (English Harbour). Ainda preciso pintar os consertos que fiz em volta do leme, mas estou tentando juntar um dinheirinho para fazê-lo. A tinta venenosa também. Motor nem pensar ainda. São 7 mil dólares e não tenho idéia de onde tirar. Pelo jeito vou continuar só na vela durante algum tempo ainda. O problema é que assim não dá para ir para o Pacífico, pois ... sei lá, talvez até dê!!! Para voltar para casa só no próximo verão. Não sei ainda o que fazer, então vou ficando por aqui.A baia onde moro tem as águas limpas e claras e eu mergulho todo dia antes de ir trabalhar. Atravesso a baia nadando e depois de correr numa prainha que tem do outro lado, eu volto nadando. Estou tentando perder a barriga. Eu consegui juntar algumas fotos e fiz até uns filminhos no meu celular. Será que o pessoal gostaria de ver? Eu vou tentar mandar. Fiquei devendo para todos.
Como vão as coisas por aí? Manda um abração para todos.
Flávio.

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***

Outro cliente nosso está feliz da vida por ter completado a construção de seu Multichine 28, que construiu sozinho em Florianópolis, Santa Catarina, Brasil. Trata-se do restaurateur Giovani Dalgrande, nosso mais novo participante do Clube da Classe MC28. Ele levou alguns anos para acabar a obra, mas valeu à pena, pois seu trabalho ficou de primeira classe. Ele nos enviou um e-mail com fotos mostrando a boa qualidade de seu "Kyriri ete".
É com enorme satisfação que envio este e-mail com as fotos do Multchine 28 que comecei a fazer a "alguns dias atrás". "Kyriri ete" em tupi-guarani significa sossego, algo que todos buscamos. Gostaria de agradecer pelo projeto de construção que me levou a concluir com sucesso este desafio. Foi muito gratificante este tempo em que me ocupei construindo esse sonho.

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Vagamundo está muito bonito

Olá Cabinho,
 
Ontem velejei pela primeira vez no Vagamundo. Só quem passou por isso sabe como estou me sentindo agora, não como uma criança que ganhou um brinquedo novo, na verdade me sinto como uma criança que está brincando com um brinquedo feito por ela mesmo. Quem já teve momentos assim na infância sabe o que significa.

Foram oito anos desde o dia que comprei o projeto até velejar pela primeira vez. Fiz tudo praticamente sozinho, só para fibrar e para pintura de acabamento é que tive ajuda. Nada mais justo que a primeira saída para velejar fosse sozinho também. Foi um pequeno passeio de pouco mais de quatro horas com ventos de 4 nós ao sair do cais (sem usar o motor, é um veleiro!! risos) e depois com ventos de 15 nós. Fiquei realmente impressionado como o barco veleja sozinho mesmo com vento de popa, largava o leme e ia pra baixo pegar alguma coisa pra comer ou checar alguma coisa e o Vagamundo seguia sozinho. Enquanto estava na cabine podia vigiar tudo em volta e ver todo o convés pelas vigias e as gaiutas, uma maravilha para quem está sozinho. Cheguei no cais sem muito vento e entrei na vaga mais uma vez sem ligar o motor, por que o barco é fácil de manobrar mesmo sem ajuda, não por mérito do velejador (risos).

A primeira parte do sonho foi realizada, a segunda é morar a bordo e viajar com o Vagamundo,  espero que seja logo. Agora a família aumentou e vou esperar o meu filho, João que está com 15 dias de vida completar seis meses e aí vamos ver. Ainda faltam algumas coisas para o Vagamundo virar uma casa, como o estofamento e alguns acessórios importante como fazer o dingue, um bimini, um dog house, etc...coisas que depende de um pouco de dinheiro e infelizmente a empresa que eu trabalhava perdeu o contrato com a Petrobras e no momento estou desempregado.

Estou mandando algumas fotos para que conheça o Vagamundo e espero um dia recebê-lo a bordo com a família Roberto Barros Yacht Design.
 
Um grande abraço,
 
Ricardo Campos - Veleiro Vagamundo

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Multichine 28 Access chega ao Caribe

Nosso campeão da classe Multichine 28 até o momento é sem dúvida o Flavio Bezerra. Depois de sair do Rio sem motor, sem piloto automático e quase sem grana, ele chega a Saint Martin com todos os ossos no lugar, depois de passar por uma experiência terrível. Ele contou num e-mail bastante lacônico que passou em mala direta, que o barco foi jogado para cima por uma baleia, deve ter sido no mínimo a Moby Dick, e quando ela passou pelo leme, arrancou-o fora. Ela deve ter uma cabeça bem dura, pois aquele leme é uma rocha.

Estou anexando esse e-mail que recebi hoje para que nossa galera avalie pelas entrelinhas o sufoco que nosso piloto deve ter passado. Essa é a primeira super-aventura da classe Multichine 28, mas pelo perfil de muitos de nossos construtores, aposto que não será a única. Imagino que o Bob seja o comandante do Bicho Vermelho, um veleiro brasileiro que há muito navega pelo Caribe.

Oi Gui, estou sem leme, sem motor, sem internet, com pouca bateria, sem água e sem dingue, no Bob, pois aqui tem tudo. Cheguei hoje após muitas dificuldades. Acho que atropelei uma baleia que me jogou para cima e perdi o leme logo a seguir. Quase os estais foram juntos, mas consegui chegar até aqui. Estou super-bem de saúde. Estou tentando me comunicar pelo canal 14 com você. Estou tentando um reboque para aí. Queria saber com você como devo dar entrada na imigração.
Abraço.

Flavio

***

Oi Cabinho, bom dia.
O Chico realmente deixa a desejar. O pino foi soldado por dentro de um "U" mesmo mas necessitava ter um fechamento por trás do pino. A peça quebrou após eu velejar dois dias com ela empenada mas eu não tinha outra opção. Pensei até que não ia arrebentar. Após dois dias com ventos muito fortes do tipo que varre a água, ele partiu. Vê-se que a baleia tocou de lado e só fez empenar a ferragem de baixo no leme. O Estresse do material fez com que ele partisse após dois dias. O resto foi dureza para chegar, mas já passou. A ferragem vai custar 1100 dóares.

O pino de baixo ficou preso ao barco mas após a ferragem de baixo se partir o pino de cima não aguentou a torção e se partiu em poucos minutos. A cana de leme batia em tudo que se opusesse a ela, o barco ou meu próprio corpo que defendia os estais. Fiquei todo machucado e passei cinco dias mergulhando e prendendo minhas mãos entre o casco e o barco, esperando a próxima onda para retirá-la, tudo para amarrar o leme de forma a poder andar a 45 graus da direção que eu queria ir, que era já popa rasa. Impossível levar um barco em popa rasa sem leme, podem falar o que for, mas eu vivi. Paineiros amarrados, lemes de fortuna, baldes e cabos, tudo ajuda mas nada resolve. Os que lhe falarem algum dia ser possível são mentirosos.

Não existe Herói no mar, todo mundo é merda para a natureza, por isso não gosto que me chamem de herói pois só um imbecil poderia se achar herói assim, no meio da natureza e pronto para morrer. Eu faço apenas força para ficar vivo quando preciso, por puro instinto. Demorei 5 dias para correr as últimas 200 milhas em zig-zag e fui muito bem recebido quando cheguei aqui e pedi auxílio para ancorar. As pessoas estão sempre me ajudando e conheci bons brasileiros e brasileiras por aqui.

A gente acaba aprendendo muito e isso é bom, mas a experiência que vivi não creio que seja boa para ninguém não, definitivamente não. Por isso é que não coloco muito incentivo nas pessoas que tentam criar um quadro fictício de heroísmo em passar dificuldades. Isso é pura besteira da imaginação que acaba levando a desilusões grandes.

Eu devo sair daqui na temporada de furacões mas não tenho motor, leme e as velas estão rotas, não tenho cartas ou eletricidade e o barco está pior do que quando sai do Brasil. Portanto não posso lhe dizer ainda para onde vou mas lhe digo assim que chegar em algum lugar.

A ilha está animada agora com a regata da Reneken (?!) e tem tido muitas festinhas. Os brasileiros sempre se encontram depois do dia de trabalho e fazem uma confraternização em uma marina que tem lindos barco, clássicos e não clássicos, uns apenas feitos com dinheiro, outros com perfeição. Ontem fiquei admirando-os na companhia de uma amiga que aqui fiz. Aqui um barco de 70 pés é um barquinho. Tem alguns de 100 pés que são barrados na regata apenas para barcos acima de 105 pés. Os veleiros têm mastros que dá para ver por trás de um prédio de 6 andares. O acabamento é maravilhoso. Entrei em um para fazer uma instalação elétrica, é impressionante, não tenho como descrever!

Por outro lado fiz um amigo alemão, que odeia alemães, e que todos os dias fazemos nossa regatinha particular para chegar no trabalho, ele com seu pequeno dingue de 2 metros a vela e eu no meu a remo. Você pode me dar uma posição boa para eu colocar uma bolina central nele? Eu já tenho as velas mas com a bolina lateral sabemos que ele não orça, então seria bom instalar uma no centro. Eu tenho a maior vergonha quando ele passa a vela e eu remo. Tudo bem que ele é alemão...mas vê se me dá uma força aí para eu mudar...
Aguardo notícias suas.
Vou lá que tenho que comprar água para por nos tanques, o que aqui é caro.
Abraços a todos;
Flávio.

Aqui quem escreve é o Cabinho: o problem do dinghy do Flávio não é a bolina lateral. Vocês que velejam o Caravela 1.7 sabem que ele orça bem direitinho. O probelema dele é que sua vela é a de salvatágem, bem menor do que a de passeio, porque só um "desperado" vai querer ir no contravento para a terra mais próxima em plena tempestade num veleirinho de 1.70m em pleno oceano. Mas que o Flavio tem raça, isso ninguem pode duvidar.

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Segundo e-mail recebido em 27/01/08

Eu demorei 5 dias para andar 200 milhas, quase quebrei o barco todo, consegui salvar o leme mas a cana se foi ao bater nos estais. Depois de bater (na baleia) ainda andei 2 dias mas após uma ventania fortíssima segundo o pessoal da ilha aqui, estava a 45 nós, o leme se partiu na ferragem de baixo. Fiquei sem água boa de beber, pois as garrafas de mineral estouraram. Consegui um reboque pelo radio ao chegar na praia e vim parar na enseada onde queria. O barco só velejava no través folgado e vim em zig-zag. A ferragem de proa está toda ferrada e talvez o fuzil esteja comprometido. As adriças estouraram, pois as velas foram jogadas de um lado para o outro com muita violencia. Caí com a âncora sobre o dingue e furei o fundo. Tem que fazer um projeto (de dingue) com o casco mais forte, esse e muito frágil para cruzeirar, e se puder aumentar o quebra ondas ele para de quebrar a gaiuta da proa quando o barco bate. Eu quase perdi as mãos varias vezes esmagadas pelo leme que tive que amarrar na popa. Tomei varias pancadas fortes. Não foi muito legal não, mas faz parte. A parte ruim. Agora vou ver se trabalho e consigo recuperar o barco que ficou todo quebrado. Tenho que trocar os carrinhos do grande e refazer a ferragem de proa, o bote, o leme, a pintura, consertar o lap top, o inverter, a privada, estais, um dente que quebrei, vai sair caro...beleza. Estou um pouco triste mas tudo vai melhorar. Mando abraços para todos.
Felicidades.

Flavio.

***

Agora é  Beto Roque que nos manda fotos da viagem do Multichine 28 Stella del Fioravante, ex-Fiu,  que ele acabou de fazer no início de janeiro, do Rio de Janeiro até Florianópolis, e estando com tempo contado, tão logo chegou, teve que voltar para o Canadá, onde mora. Ele nos passou esse e-mail:

Oi Cabinho,

Hoje é um daqueles dias em que penso o que é que eu estou fazendo aqui. Temperatura de -35 graus, com wind chill  equivalente a -48 graus e de manhã ainda tive que palear a neve da calçada e da frente da garagem. Que coisa horrível...

Algumas fotos para você. Vou ter que fazer a viagem de novo porque a maioria das fotos não saíu boa. As fotos do barco e o lugar onde ele vai ficar até abril, em Santo Antonio, um lugarejo na ilha de Santa Catarina (Floripa). Se eu conseguir quitar o Yacht Club, então mudo para a sede do clube. Que barco lindo, não é mesmo? Já estou com uma saudade enorme.
Abracos congelados daqui do Polo Norte.

Beto

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Novidades na classe Multichine 28

A classe Multichine 28 ganhou sua própria inércia. Não é a toa que esse barco desenhado para fazer travessias começa a mostrar sua vocação. Primeiro o número de unidades navegando não pára de crescer. Já perdemos até a conta. Além disso praticamente cada um deles tem algum plano de cruzeiro mais ou menos ambicioso. Alguns destes barcos trocaram de donos recentemente. Como foi o caso do Cadiz, que foi vendido de Recife para o Espírito Santo, do Makay, o mais bem cuidado de todos os veleiros da classe, e mais recentemente o Fiu, agora se chamando Fioravante, que foi adquirido por Beto Roque, um brasilero/canadense, que pretende passar esse inverno do hemisfério norte velejando entre o Rio de Janeiro e Santa Catarina, para matar de inveja seus companheiros de iate clube lá na província de Vancouver.

Outros barcos que foram recentemente para a água são: O Maurauder de Manuel Heleno Neto, que está muito lindo com uma roda de leme instalada, o Ayty, de Arapoan Fernandes que também ficou muito bonito, o caprichadíssimo Baganga de Marco Veras e o Vagamundo, muito bem construído e acabado, feito por nosso amigo Ricardo, mergulhador de águas profundas em Vila Velha, Espírito Santo

Só na Marina da Glória, durante o mês de outubro, tinham quatro MC28 estacionados nos piers A e B: O Fioravante, ainda com o nome Fiu, o Ayty, o Baganga e o Access de nosso irmão muito louco Flavio Bezerra. Mas o Flavio estava com uma coceira no calcanhar e por isso nos mandou esse e-mail:

Cabinho, cheguei em Natal. Queria te dizer que nas noites a só no meio do mar às vezes penso em como me meti nessa de construir um barco que não podia e perder tudo na vida por isso. Provavelmente devo estar fazendo a coisa errada novamente mas sou teimoso e vou tentar até que um dia eu tenha algum retorno de todo o meu esforço. Não sei se isso será possível mas estou dando tudo de mim a 30 nós num barco sem piloto ou leme de vento, sem energia elétrica, sem motor ... só eu e Deus que em abrolhos me acordou para ver a luz de um navio a 30 metros de altura na minha popa. Sorte que já tinha passado. Eu tenho até vergonha de falar que um cara de 40 anos pode ser irresponsável assim, mas teria mais vergonha de ver o meu barco parado na Marina sem nunca ter saído da baia de Guanabara. Eu realmente não sei o que dizer da minha experiência para as pessoas. Eu bem que gostaria, mas ainda não sei como contar. O que mais ganhei com a construção do meu barco foram amigos e insentivadores. Agradeço-lhe por toda a motivação.
Um grande abraço;
Flávio.
Natal / Rio Grande do Norte - Brazil

Como vocês podem ver é história que não acaba mais.


Nosso escritório comenta:

A área vélica do Multichine 28 é a ideal para cruzeiros  oceânicos de longa distância, assim como todos os equipamentos, que são super-dimensionados neste projeto. Sendo uma reportagem comparativa com outros veleiros, a revista não levou em conta esta característica especial que torna o MC28 um barco não comparável com outros veleiros que não foram  projetados para esse fim. Também não somos os construtores, nem fornecemos kits deste modelo. Somos apenas os projetistas, e o projeto se destina principalmente à construção amadora9. Quem pode construí-lo profissionalmente é o estaleiro Franzen de Curitiba, Paraná. (Veja em nosso site Estaleiros que trabalham com nossos projetos)

Nosso escritório comenta:

O Samoa 28 conceitualmente é bem diferente do MC28. Ele se destina a cruzeiro e regata, e seu método construtivo é outro. Todavia ele também é adequado para realizar cruzeiros oceânicos, embora como informou a revista, sua cozinha seja menos ampla do que a do MC28. Também não somos os construtores, sendo simplesmente os projetista. Assim como o MC28, ele se destina principalmente à construção amadora, e já existem esses veleiros sendo construídos em dez países. O Samoa 28 é realmente é um de nossos projetos mais recentes.


Novas Fotos do Multichine 28 Ayty.

Já tínhamos mostrado antes algumas fotos do lançamento do Multichine 28 Ayty e agora recebemos novas imagens do seu interior. Certamente que este é mais um grande representante desta classe super especial.

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Multichine 28 Vagamundo construido com muito capricho

O Multichine 28 Vagamundo construído em Vitória E.S. pelo mergulhador de águas profundas Ricardo Campos Costa está ficando uma autêntica obra de arte. Ricardo construiu seu barco praticamente sozinho aproveitando suas folgas no trabalho, e agora que seu barco está praticamente pronto, pretende se mudar para bordo e futuramente realizar viagens internacionais com ele.

Este é um exemplo a ser seguido por aqueles que escolhem a vida de aventureiros dos mares. O Ricardo nunca tinha construído um veleiro antes e, no entanto seu acabamento e qualidade construtiva superam o de muitos barcos de fábrica que custam muito mais caro do que o que ele gastou na construção.

Parece que o mês de fevereiro será dos MC 28. Aity de Arapoan Fernandes foi para a água na semana passada e no início de fevereiro deverá estar na Marina da Glória. O Access de Flávio Bezerra deu sua primeira velejada no domingo passado, e logo Marco Veras estará inaugurando seu MC 28. Só no píer B da Marina deverão ficar lado a lado quatro MC28.

Isto é muita coisa para uma classe destinada à construção particular, e o melhor é que cada um destes barcos é um show de bom acabamento e alta qualidade de construção. Isto não é fácil de ser encontrado em nenhum lugar.

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* Casco e interior do Vagamundo

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Diário de bordo do Fiu n° 27

Os preparativos para nossa viagem de retorno ao Pacífico Sul estão chegando a sua fase final. Algumas tarefas menos óbvias, aquelas que muitas pessoas, inclusive nós mesmos, às vezes nem se preocupam em realizar, já foram em sua maioria completadas. Na verdade o Fiu desde a definição do projeto e o início de sua construção até o dia de hoje, foi sendo preparado para ser capaz de empreender longos cruzeiros.

Parece óbvio agora, mas a escolha do modelo foi uma das decisões mais importantes. Qual tamanho deveria ter o barco escolhido? Seria ele monocasco ou catamarã?

A opção pelo projeto do MC28, uma escolha sob medida uma vez que nós mesmos elaboramos o projeto, se deveu principalmente ao tamanho de nosso bolso. Que risco enorme seria iniciar a construção de um barco para o qual não tivéssemos os recursos necessários para concluir a obra, como seria o caso de um monocasco maior ou um catamarã de cabine central, por exemplo.

O projeto do MC28 foi definido para que um casal de classe média pudesse ter um barco para fazer travessias oceânicas ou morar a bordo com conforto e segurança e com capacidade para levar mais outro casal, e que pudesse ser construído custando o mínimo possível. Se uma pessoa não tem renda compatível com a despesa que o barco escolhido irá lhe ocasionar, esse barco não será apropriado para o uso desejado.

Tenho visto clientes nossos construírem seus barcos e depois não terem recursos para adquirir o motor correto ou as catracas de dimensões compatíveis com a área vélica do modelo. Esses barcos geralmente não conseguem fazer o que seus donos sonharam, e isso é um abacaxi, pois nem valor de revenda estes cascos tem.

Sempre pensando em ajudar todo mundo a realizar seus sonhos, desenhamos o MC26C que apresenta uma diferença mínima em adequação e é bem mais barato, e o MC 23 que é bem mais barato ainda, só perdendo a vantagem das pessoas poderem ficar em pé dentro da cabine, e ter um layout interno mais espartano.

A classe MC28 é bem conhecida por suas características de veleiro de cruzeiro oceânico, por isso acho que só vale a pena comentar sobre alguns tópicos que geralmente são negligenciados, e que no caso do Fiu estão sendo levados a sério nos preparativos para a viagem.

No momento estamos instalando um isolamento térmico no interior do barco, que no caso do ply-glass não é por si só suficiente para utilizá-lo em clima frio. O compensado aparente no lado de dentro do costado está sendo revestido com material isolante, o que deixará o interior muito mais aconchegante, tanto sob sol forte quanto frio intenso. Na Nova Zelândia pretendemos instalar um aquecedor a óleo, e aí então o interior ficará perfeito para agüentar o frio do inverno naquele país.

Outro assunto que requereu uma atenção especial foi economia de energia. Instalamos uma luminária LED para iluminar a cozinha, deixando as halógenas do teto apenas para quando tivermos hóspedes a bordo e quisermos deixar o barco o mais claro possível. Além disso, adquirimos uma luz de ancoragem LED que será instalada na targa de popa, e servirá como sobressalente da luz de navegação e ancoragem do tope do mastro em caso de uma pane nesta. Havendo necessidade de poupar energia e quando estivermos ancorados, será a nova lâmpada que será ligada.

Estamos também fazendo uma vedação sob pressão da tampa do compartimento da caixa de âncora, que do jeito que está no momento, permite que muita água entre por ali quando o convés está sendo varrido em dias de mau tempo.

Além disso, estamos instalando uma balsa de salvatagem categoria oceânica, o item mais difícil de ser adquirido. Ela nos foi dada de presente por nosso amigo e co-autor do livro ‘As Fantásticas Aventuras do Maitairoa’, Roberto Alan Fuchs. Balsa é uma coisa que se deseja nunca precisar dela, mas saber que está ali da uma tranqüilidade...!

A lista de tarefas é muito extensa, passando pelo kit de remédios, cartas eletrônicas, vistos em consulados, e por aí vai.

Esta fase de preparação parece que já nos coloca no clima da viagem, e Eileen e eu achamos tudo isso muito divertido. A nossa galera que desejar saber mais detalhes sobre a preparação, está convidada a trocar idéias com a gente pelo meu e-mail particular, robertobarros@hotmail.com. Só tenho lido as mensagens do fórum, sendo que quem está participando, e no momento atendendo às consultas, é o Luis, antenado lá de Perth, Austrália. Até chegar na Nova Zelândia ficarei apenas cuidando da viagem, que espero venha trazer grande aprendizado para o escritório.


Diário de bordo do Fiu n° 26

É muito empolgante chutar o pau da barraca depois de ficar parado no mesmo lugar por uma infinidade de tempo. Após vinte anos de trabalho contínuo no escritório do Rio de Janeiro, Luis e Astrid resolveram se mudar para a Austrália, enquanto eu e Eileen nos preparamos para viajar com nosso MC28 até à Nova Zelândia, via canal do Panamá.

Luis e Astrid já estão em Perth, Western Australia, desde o dia 14 de maio. Foram três dias de viagem, muito cansativos, mas bem divertidos, com um pernoite em Santiago do Chile, uma escala em Auckland e um dia inteiro para passear em Sidney. Agora eles já compraram um carro, alugaram uma casa, solicitaram um telefone fixo e até já colocaram os filhos na escola, o que lhes confere o status de verdadeiros residentes locais.

Enquanto isso Eileen e eu estamos ultimando os preparativos para a nossa viagem. Costumávamos brincar com os amigos que trabalhamos duro para outros fazerem exatamente aquilo que gostaríamos de estar fazendo.  Mas como diz o velho ditado, araruta tem seu dia de mingau. Estamos nos sentindo como se fossemos dois iniciantes, vibrando a cada vez que cortamos um item da interminável lista de tarefas, embora que para cada um que cortemos, parece que sempre aparecem mais dois novos.

O MC28 Fiu foi construído para realizar longos cruzeiros. Para começar, o projeto foi desenvolvido como se fosse o funil de uma ampulheta. Usamos toda a experiência adquirida nos modelos que projetáramos até então, para dotá-lo com o máximo das qualidades que aprendêramos a embutir em nossos projetos anteriores. Todas aquelas coisas que só o tempo ensina.

Uma vez o projeto concluído, eu um amigo, Roberto Ceppas, resolvemos construir dois destes barcos, os dois veleiros que ao serem concluídos, iriam se tornar verdadeiros ícones da classe pelo impressionante número de pessoas que nos visitaram durante a construção: o Makay e o Fiu. Estávamos então instituindo um marco na história da RBYD. A partir de então, todos os nossos novos projetos de uma forma ou de outra tiraram proveito dos progressos incorporados ao desenho do MC28. Quando os primeiros Multichines 28 começaram a navegar, a fama do modelo foi lá para as alturas, e a classe foi se tornando uma referência em relação a barcos de cruzeiro para construção amadora.

Eileen e eu queríamos realizar grandes cruzeiros com o Fiu, o mais ambicioso deles sendo uma volta ao mundo de oeste para leste. Por vários motivos isso acabou não acontecendo, mas mesmo assim o Fiu realizou algumas viagens pelo litoral brasileiro, tendo ido e voltado do Rio de Janeiro até Santos e duas vezes até o nordeste, sempre mostrando bom desempenho e muito conforto para um barco de seu porte.

Consideramos estes testes como sendo suficientes para sentirmo-nos confiantes para empreender a nova aventura. Como temos um monte de companheiros em nove paises diferentes, navegando ou construindo veleiros de nossa classe, alguns deles também querendo realizar longos cruzeiros, sabemos que muitos estão nos acompanhando com interesse, e isso é um grande incentivo para nós. Por esse motivo vamos voltar a editar os diários de bordo do Fiu com regularidade, e estaremos à disposição de nossa turma, pelo e-mail info@yachtdesign.com.br para trocarmos idéias sobre a preparação.


Multichine 28 Vagamundo construido com muito capricho

O Multichine 28 Vagamundo construído em Vitória E.S. pelo mergulhador de águas profundas Ricardo Campos Costa está ficando uma autêntica obra de arte. Ricardo construiu seu barco praticamente sozinho aproveitando suas folgas no trabalho, e agora que seu barco está praticamente pronto, pretende se mudar para bordo e futuramente realizar viagens internacionais com ele.

Este é um exemplo a ser seguido por aqueles que escolhem a vida de aventureiros dos mares. O Ricardo nunca tinha construído um veleiro antes e, no entanto seu acabamento e qualidade construtiva superam o de muitos barcos de fábrica que custam muito mais caro do que o que ele gastou na construção.

Parece que o mês de fevereiro será dos MC 28. Aity de Arapoan Fernandes foi para a água na semana passada e no início de fevereiro deverá estar na Marina da Glória. O Access de Flávio Bezerra deu sua primeira velejada no domingo passado, e logo Marco Veras estará inaugurando seu MC 28. Só no píer B da Marina deverão ficar lado a lado quatro MC28.

Isto é muita coisa para uma classe destinada à construção particular, e o melhor é que cada um destes barcos é um show de bom acabamento e alta qualidade de construção. Isto não é fácil de ser encontrado em nenhum lugar.

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* Casco e interior do Vagamundo

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* Fotos do Lançamento do Ayty


Virar um Ipê pode não ser um ato de destruição da natureza!!!

O barco está sendo construído no Iate Clube Lagoa dos Ingleses, em Nova Lima-MG.
A operação de viragem do casco foi emocionante, envolveu e emocionou a grande equipe por um dia inteiro, e foi realizada com sucesso.

Para nós construtores, que ficávamos dependurados dentro do casco, de cabeça para baixo como morcegos para tentar visualizar melhor o espaço interno, foi uma emoção enorme ver tudo de cabeça para cima!!! O casco ficou lindo e o espaço interno do barco é maravilhoso. A forma do casco é demais, já dá até pra imaginar ele navegando...

Foi impressionante ver como o casco é robusto, pois na virada não houve nenhuma movimentação com torção, ou nenhuma deformação, todo o casco se mexeu como um monobloco e resistiu muito bem à operação. Quando construirmos o convés e cabine temos certeza que o Ipê será um barco muito forte, podendo enfrentar muitas viagens. Agora estamos trabalhando no interior, acompanhem no site: www.fotolog.net/veleiroipe

Agradecemos aos amigos Cabinho, Eileen, Astrid e Luís pelo excelente projeto, e por possibilitar que pessoas como nós possam realizar um sonho cosm as próprias mãos.

Obrigado a todos (especialmente aos que ajudaram na virada!!!) e bons ventos para o Ipê!!!

Luciana Alt e Vitor Moura


MAIS UM MC28 PRÓXIMO DE IR PARA A ÁGUA

O Multichine 28 Atairu da Ivana e do Piqueres, construção ultra caprichada pelo estaleiro Flab, de Flávio Antonio Rodrigues, está na reta final para ir para a água. Agora só estão faltando as instalações dos sistemas para que mais esse integrante da classe esteja cruzando os mares e realizando todos os tão acalentados sonhos deste casal aventureiro. A coisa mais emocionante da construção sob encomenda é observar a personalização de cada unidade incorporando o seu estilo à marcenaria do interior.
Na esteira do Atairu vêm uma porção de outros Multichines 28 que estão ficando prontos quase que simultaneamente, inclusive dois que estão quase terminados na Espanha e em Portugal. Voces vão ver cada vez mais MC28 navegando por aí.

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NOSSO REPRESENTANTE NA ARGENTINA NOS VISITA

Em dezembro de 2005 recebemos a visita de Adrián Callejón, nosso representante na Argentina. Ele veio a Búzios em lua de mel e na sua passagem pelo Rio aproveitou para nos visitar no escritório.
Nesta oportunidade pude levá-lo com sua esposa para conhecer o Multichine 28 e em seguida saímos para jantar fora comemorando nosso encontro.
Durante esse jantar Adrián nos surpreendeu com uma história inusitada. Ele nos contou que construíu um dinghy Caravela 1.7 usando jornal para o seu fechamento, tendo com ele participado de uma gincana de barcos feitos em fundo de quintal exclusivamente para essa ocasião. Essa história nos lembrou o caso do Bernard Moitissier que queria construir um barco de papier machê para com ele atravessar o Atlântico.
O dinghy Caravela não pára de nos surpreender. Depois daquele que voou para cima da cruzeta de um barco em frente e lá ficou empoleirado, do que foi construído na península Kantchaka, na Sibéria, e do que rebocou um veleiro de 27 pés pelas banquisas da Antártica, agora temos um fabricado com jornal que velejou no Rio da Prata. Parece que para nos surpreender de novo só se algum "destemido" resolver dar a volta ao mundo num deles.
A seguir mostramos algumas fotos da visita do casal Callejón ao Fiu, assim como fotos da inauguração do Caravela de papel de jornal no Rio da Prata. Importante: o dinghy Caravela 1.7 foi projetado para ser transportado no convés de proa do Multichine 28 e hoje ele é oferecido em nosso site como projeto gratuito.
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SOBRE O PRÊMIO PARA O MC28 NÚMERO 120

No dia 27 de janeiro recebemos do artista plástico Fernando Leitão o brinde que será enviado ao centésimo vigésimo construtor do nosso projeto Multichine 28, nosso amigo Claudiné da Silva Franco. Esse brinde é um quadro a óleo mostrando um destes barcos ancorado em um recanto paradisíaco. Nossa idéia foi oferecer algo que ajudasse no clima de motivação para que o construtor do barco numero cento e vinte pudesse antecipar um pouquinho do prazer que seu futuro barco irá lhe proporcionar. De nossa parte queremos agradecer ao Fernando Leitão por sua imensurável gentileza de oferecer esse lindo quadro.
EquipeYacht Design e o artista plástico Fernando Leitão, no dia em que trouxe o quadro.
Quadro do artista plástico Fernando Leitão

E-MAIL DE PIQUERES & IVANA

Cabinho e Luis, tento, aqui, transcrever a emoção da virada do MC28 -Atairu

Viramos. Uma sensação de realização difícl de descrever. Para nós (eu eminha esposa), um marco em nossas vidas que dificilmente esqueceremos. A apreensão e ansiedade que antecedem a virada, foi se transformando em felicidade a medida que ele ficava na sua posição normal. Um misto de ansiedade, realização e satisfação foi tomando conta de nós, de mais uma
etapa concluída. Quantos desafios foram vencidos... e em meio a alegria de todos nós, dos amigos e familiares, vi minha esposa chorando e chorei também. Abracei-a fortemente e o Flávio nos abraçou. Viramos... e em meio aos gritos de alegria e abraços, alguém gritou: -Subam no barco... Primeiro foi a Ivana, refeita das lágrimas... ainda consegui dizer: -Entre com o pé direito... eu a segui religiosamente e a seguir, vimos todos os nossos amigos dentro do barco, cantando e dançando. Viramos... e ninguém mais saia de dentro do barco, todos conversavam em voz alta comentando sobre o acabamento e a perfeição da construção. O que antes eram simples placas de
madeira, agora tinham se tranformado em um casco robusto e delicado, com suas linhas perfeitas, na cor branca, um verdadeiro veleiro.
Viramos... e este é o primeiro MC28 do estaleiro Flavio Barcos (FLAB), que, às vezes, parecia reclamar da sua posição, com o casco virado para cima e que, agora, repousava na sua posição normal, vitorioso, em um berço de peroba, digno para um MC28. Está nascendo o "Atairu", que em tupy-guarani significa: "Companheiro de Viagem". Para mim, este pequeno relato, ocorrido em 05/03/05, foi o que ficou marcado em um dia de muita alegria e difícil de descrever... é preciso viver a virada e um barco.

Cabinho, Eilen, Luis e Astrid muito obrigado pela beleza do projeto e pelas orientações que nos têm dado.
Flávio e equipe, agradeço pela perfeição de fazerem um barco da mais alta qualidade e estar tranformando nossos sonhos em realidade.
Esperamos em breve colocá-lo na água, que é o seu lugar de direito, em sintonia harmoniosa com a natureza, para, enfim, podermos navegar.

Bons ventos ...


DIÁRIO DE BORDO Nº 20

        Era lá pelos idos da década de setenta, mais precisamente 1978. Astrid, ainda uma garotinha, me pediu para que a levasse no laser de meu amigo Bento Ribeiro Dantas até aquele barco novinho em folha que havíamos desenhado e que o Bento construíra no quintal de sua casa, em Búzios.

Samoa 29 Taai-Fung II

Tratava-se do reluzente Brenda, o primeiro Samoa 29 a navegar, o barco que me deixou mais orgulhoso até aquele dia. Apesar da maior parte do trabalho ter sido feita pôr mím, Astrid já me ajudava com gosto e Eileen colaborava como podia sempre dando sugestões inteligentes de como melhorar o arranjo interno, principalmente no setor da cozinha, sua especialidade.
O Brenda estava ancorado a uns cem metros da praia, e minha emoção era tão forte de vê-lo flutuando, que não fosse o laser estar disponível, teria ido a nado para bordo, apenas para sentir a sensação de subir no maior barco que até então saíra de nossa prancheta. A felicidade do Bento com seu novo brinquedo deixava minha alma leve. Naquela noite de sábado foi difícil dormir tamanha a ansiedade pela velejada que daríamos no dia seguinte.
Búzios é um recanto de ventos fortes e ondas curtas e todos estávamos apreensivos se aquele casco tão promissor iria corresponder às fortes expectativas de todos nós. Mas o melhor ainda estava por vir. Logo que saímos do remanso do ancoradouro o Samoa 29 mostrava que vencia as ondas como um golfinho e que aquele mar duro de ondas cavadas pouco significava para ele. A boa fama do modelo logo se espalhou, graças ao seu bom desempenho, tanto nas raias das regatas da época como nas travessias entre Búzios e o Rio de Janeiro.

Samoa 29 Taranis
Não foi por acaso que aquele desenho se tornou uma das classes mais bem sucedidas da história da vela brasileira com quase uma centena de unidades construídas, no Brasil e até no exterior. O resultado deste sucesso pode ser medido pelos tantos veleiros famosos como o Maracatu, o Áquila, e o Taai-Fung, que subiram a costa brasileira, o Hipocampus que partiu de Salvador para uma volta ao mundo e o mais famoso de todos, o Jornal que realizou a primeira volta ao mundo de um veleiro projetado no Brasil, e todos os outros que por onde navegam mostram todas as suas qualidades. Não é com menos orgulho que vejo agora em 2004 dois dos mais ilustres representantes da flotilha dos Samoa 29, o Maracatú de Mara Blumer e Hélio Viana e o Jornal dos nossos herois Wilmar e Gina serem convidados como veleiros de cruzeiro V.I.P. para a festa do Rio Boat Show.
O tempo passou muito rápido. Astrid tornou-se uma engenheira naval e casou-se com um colega de faculdade, Luis Gouveia e viemos trabalhar juntos, como aliás já fazíamos há tanto tempo.
Estávamos então em 1992, tempos difíceis de triste memória, quando a Dona Zélia proibia os brasileiros de usarem seu próprio dinheiro.
O escritório Roberto Barros Yacht Design que experimentara sucessos importantes com vários projetos, tais como o Samoa 35, o Multichine 37, o Paratii do Amyr Klink desenhado em parceria com Gabriel Dias, e o legendário Cabo Horn 35, entre outros, agora precisava de um verdadeiro milagre que trouxesse de volta o entusiasmo das pessoas para construírem seus barcos de cruzeiro em meio a tamanha crise econômica.
Foi em 1989, durante à viagem do Maitairoa, um dos meus mais queridos veleiros, até as Ilhas Falklands, que troquei idéias com meu amigo e tripulante Roberto Alan Fuchs, sobre este barco milagroso. Ele deveria ter a popa plana e vertical para cortar custos, o convés deveria ser do tipo "flush deck", o mais simples de ser construído, e só deveria ter uma pequena cabine toda enjanelada a ré do mastro, num visual que naquela data ainda era moderníssimo.
Samoa 29 Maracatu
Aquelas idéias embrionárias transformaram-se em um rascunho e em 1992 foi transformado em projeto de estoque pela Astrid e pelo Luis Gouveia, com minha participação direta, o maior fenômeno da história de nosso escritório, o Multichine 28. Não fosse o estrondoso sucesso daquele projeto, talvez não tivéssemos sobrevivido a dura crise econômica pela qual passava o país. Desta vez vale um agradecimento ao nosso amigo Manolo, que ao inaugurar o primeiro barco da classe, o Sabadear, me entregou uma chave do barco para mostra-lo a possíveis interessados. Era então quase infalível. Cada pessoa que eu levava a bordo adquiria o projeto sonhado com possuir um veleiro como aquele. Dois deles eram eu mesmo, ( que coincidência, heim!) e um amigo, Roberto Ceppas. Decidimos que construiríamos juntos dois MC28 absolutamente idênticos sem que se soubesse quem ficaria com qual barco até o final da obra. Estes barcos são o Makai e o Fiu, duas referências na classe pelo cuidado empregado na construção.
Em 2000 quando o Fiu foi inaugurado após cinco anos de trabalho árduo, o Rio Boat Show daquele ano convidou-nos para participar do píer dos cruzeiristas famosos, não pelo que já tivesse navegado, que então eram rigorosamente sete milhas, mas pelo ambicioso plano meu e da Eileen de navegarmos com ele numa volta ao mundo de oeste para leste, façanha então realizada por apenas um brasileiro, Amyr Klink, a bordo de seu valente Paratii.
Pensava então que seria fácil obter o patrocínio necessário para custear a viagem, o que infelizmente não aconteceu. Algumas empresas nos ofereceram excelentes descontos nos equipamentos que utilizamos, como a Nautos, com as ferragens, a Farol com o mastreação e a Radiomar com os aparelhos eletrônicos, ente outros, e apesar da grande ajuda de amigos como Alexandre Haddad com seu programa sobre náutica, Mar Brasil, numa TV a cabos, nenhum financiamento conseguimos para realizar a viagem.
O tempo continuou passando rápido como um raio. Eileen e eu começamos a sentir o peso da idade. O excesso de exposição ao sol em todos estes anos de aventuras no mar acabaram com a pele dela e eu perdi um pouco da energia que nos ajudou a atingir a Polinésia Francesa tendo saído do Rio de Janeiro a bordo de um veleiro de 7,50 m de comprimento, desprovido de motor e estreito como uma faca. Em maio de 2003 nos preparamos para uma viagem à Europa com o Fiu, mas tivemos que desistir por causa dos problemas de pele de minha esposa.
Multichine 28 Fiu em Fernando de Noronha
Para não perder os preparativos da planejada viagem à Europa, levei o Fiu até o Nordeste para participar da Regata de Fernando de Noronha. Nesta regata meu barco mostrou quanto é veloz, tendo feito o percurso de 300 milhas em 46 horas e 51 minutos, o que significou 154 milhas por dia em média, nada mal para um autêntico barco de cruzeiro. De volta a Recife decidi realizar mais um teste que iria demonstrar como o MC28 é um barco capaz de surpreender muita gente. Velejei em solit ário até o Rio de Janeiro, numa viagem de 1200 milhas sem escala, passando por fora das plataformas de Campos. Esta foi uma experiência inédita para mim, pois nunca fizera antes uma longa travessia velejando sem tripulação. Senti um imenso orgulho do meu veleiro, que me trouxe com a maior facilidade em nove dias e meio, o mesmo tempo que levei na ida, com mais dois tripulantes a bordo. Fiquei feliz quando meu amigo, o jornalista Márcio Dottori, responsável técnico pela revista Náutica, uma das mais importantes revistas especializadas no país, convidou o Fiu para participar do grupo de cruzeiristas convidados pelo Rio Boat Show. Aliás o próprio Márcio será um ilustre participante deste seleto grupo de cruzeiristas brasileiros, com o seu Carapitanga, o Aladim 30 desenhado por nosso escritório e com o qual realizou a proeza de navegar em solitário de Santos ida e volta à África do Sul, viagem esta descrita no livro Aventuras no Atlântico Sul, um dos clássicos de aventuras náuticas realizadas por brasileiros.
Com um número tão expressivo de nossos projetos participando desta festa, considero um prêmio ver nossos veleiros resultarem em barcos de cruzeiro tão bem sucedidos e isto ser reconhecido pelo pessoal que organiza o Rio Boat Show. Apesar dos anos, Eileen e eu ainda temos nossos sonhos secretos, e o Fiu é a nossa esperança.
A todos os nossos amigos do clube do Multichine 28 e dos clubes das outras de nossas classes, desejamos que seus barcos lhes proporcionem tantas alegrias quanto o nosso Fiu tem nos proporcionado e que outros de nossos desenhos venham a ser os convidados de futuros salões náuticos.

E-MAIL DE RICARDO RATTO

Olá pessoal do escritório..
Estou escrevendo para autorizar a divulgação de meu nome e endereço na lista dos felizardos a estar construindo um Multichine 28.
O RIMARÔ está em fase de confecção do interior e ainda não está fechado (convés ).
Previsão de iniciar o fechamento: Julho
Local : Estaleiro Simulídeo
Construtor : Conrado.

Grande abraço a todos..
                    Ratto.

Nome: Ricardo Silva RATTO
e-mail : ricardo.ratto@airliquide.com
Endereço : Av Eldorado 600 Passos Minas Gerais
Tel com: (35) 3537-1360
Tel res : (35) 3521-8793


E-MAIL DE DENÍS ROMANSÍNI

Olá pessoal,
Boa idéia a lista do MC28. Sugiro que além de nome, cidade e endereço (e-mail, fone...) também se inclua o status atual (projeto, em construção, na água...).
Estão autorizados a incluir meus dados na lista (ainda estou apenas no projeto, ok?).
Estive na região de Paraty / Ubatuba em férias na primeira quinzena de março (infelizmente ainda por asfalto) e visitei o Conrado. Fiquei bastante impressionado, pelo trabalho e pela acolhida, fico tentado a fazer meu barco lá. Já que não comecei mesmo... quem sabe, vou reavaliar tudo que tenho planejado.

Grande abraço,
                       Denis


CARO CABINHO

Recebi seu email com a informação solicitada e de pronto combinei uma conversa com o Giovani que me atendeu muito bem e mostrou-me o belíssimo
casco de seu barco e todas as fases de construção. Foi um grande incentivo e creio que essa interação seria importante para todos aqueles
que já tem o projeto como para aqueles que o desejam, razão pela qual sugiro que seja inserida na sua página, na seção do clube do MC28, os nomes (pelo menos o primeiro) daqueles que já tem os projetos, a cidade,
e ao menos um telefone ou email (tudo precedido de autorização), a fim de que possa haver uma maior interação entre os construtores e, conseqüentemente, um maior crescimento em nossa classe. Nada como troca de informações e incentivos para que possamos evoluir e realizar tudo aquilo que desejamos. Fica a sugestão.

Abraços,
                 Rodrigo

Nota do Escritorio: Atendendo a sugestão do Rodrigo, peço aos construtores do Multichine 28 que nos passem um e-mail autorizando a divulgação do seu nome e endereço para fazermos uma relação no clube do MC28. Isto poderá ser muito útil para todos, pois trocas de informações podem ser muito valiosas.
Obrigado.


ARARUNA, O MAIS NOVO MULTICHINE 28 A IR PARA A ÁGUA


Arno e Silvia Dafferner são uma dupla de muita força de vontade. Eles adquiriram o projeto do Multichine 28 e sem qualquer experiência anterior construíram seu barco com uma qualidade difícil de ser igualada por profissionais. O Araruna ficou lindíssimo e com certeza irá retribuir todo o trabalho que tiveram.
Quando o casal Dafferner empreendeu o serviço de laminação de fibra de vidro do casco, em vista da vantagem de realizar o trabalho o mais rápido possível, foi pedida a colaboração de um amigo para ajudar no serviço.
Como só tinham disponível uma escada, o amigo ocupou a parte mais alta, Silvia ficou numa altura intermediária, enquanto Arno preparava o material para a aplicação. Lá pelas tantas o ajudante se desequilibrou, derrubando a escada por cima da pobre Silvia que teve o pé fraturado na queda.Quando estavam sendo atendidos no hospital, o ortopedista perguntou como tinha acontecido o acidente. - "Ora, eu estava numa escada colocando fibra de vidro num barco quando ela caiu sobre mim". - "A senhora já tem idade suficiente para não ficar fazendo este tipo de traquinice", respondeu o doutor. Não fosse o pé dolorido Sílvia teria estrangulado o médico ali mesmo. Mas o barco foi ficando pronto e cada vez mais bonito, e finalmente no início de fevereiro foi lançado à água em Parati, estado do Rio de Janeiro. Agora, o casal Dafferner que construir um barco fantástico sem experiência alguma e mais ainda, sem nunca ter velejado, em breve estará realizando as primeiras aventuras na nosso paradisíaco litoral sudeste, para num futuro próximo realizar navegadas bem mais ambiciosas.

MULTICHINE 28 AVANÇA RÁPIDO EM TERESINA

Robert Lins de Mello, de Teresina, Piauí, está terminando a construção de um dos mais caprichados Multichines 28. Robert visitou o veleiro Fiu e fotografou todos os detalhes que achou interessante registrar. Agora já em final de acabamento do interior voltou ao Rio de Janeiro para adquirir no Boat-show os equipamentos que serão agregados mais adiante. Provavelmente ainda este ano teremos este MC28 navegando em sua região, o que será mais uma conquista desta classe de barcos de cruzeiro que é uma das que mais cresce no país. Ficamos felizes de constatar que mesmo construindo longe dos centros onde os materiais são mais fáceis de serem encontrados, como São Paulo e Rio, isto não foi impecílio para que Robert conseguisse todo o necessário para realizar a obra.


O MULTICHINE 28 UPAUKIBOYA JÁ PODE BOIAR

Foi virado de cabeça para cima o primeiro casco de Multichine 28 construído na Europa. No dia 23 de junho de 2003, Guido Baron, o Don Quixote da construção amadora , viu todo o seu esforço ser recompensado quando aquela escultura excêntrica de repente se tornou o casco de um veleiro com um acabamento primoroso. Guido que havia tomado a construção de seu MC28 como uma missão sagrada, agora poderá receber o prêmio por seu esforço, dedicando-se a uma atividade muito mais amena que é construir o interior do barco que feito com o mesmo esmero empregado até aqui, irá garantir uma qualidade digna de ser exposta em um "boat show". Graças ao entusiasmo dos construtores de Multichines 28 a classe vai se expandindo num ritmo excelente e somente este ano provavelmente umas dez novas unidades estarão navegando e estamos torcendo para que o Paukiboya esteja entre eles. Aliás se o Guido quiser colocar seu barco hoje na água, ele já irá boiar, fazendo jus ao nome, e com um longo remo até poderia dar uma voltinha.


PARABÉNS AO MULTICHINE 28 NOCTILUCA

Caros amigos Cabinho e Luis, este final de semana presenciei algo que gostaria de compartilhar com vocês. Estavamos em nosso veleiro de regata Octopus, participando da primeira etapa do campeonato paulista em ilha Bela, com ventos de 18 nós quando ao meu lado aparece em MC 28 chamado Noctiluca. Me chamou muito atenção pois estava quase com a mesma velocidade, e mantinha um angulo de orça idêntico ao meu. Coisa dificil de observar num veleiro de cruzeiro, menor que meu Farr 31 e mais pesado. Outra coisa que me chamou atenção e que eu estava adernado a uns 30 graus com toda tipulação no bordo de barlavento enquanto o colega ao lado com a familia a bordo (criancinhas inclusive), velejando confortavelmente com pouco adernamento e pilotando o barco sem ajuda de ninguem. Parabens pelo projeto, fico extremamente feliz pois logo, estarei com meu Aladim na agua. Um forte abraço do amigo Emanuel. Luis e Astrid, felicidades pelo Nascimento do nene.


VIRAGEM DE UM  MULTICHINE 28.

Recentemente mais um casco de Multichine 28 foi virado e está pronto para iniciar a construção do interior. Todo trabalho foi feito pelo próprio proprietário, nosso amigo Ricardo, em Vila Velha-ES. Esta operação é uma das mais marcantes para todo construtor particular e foi executada com grande eficiência, assim como todo o trabalho realizado até aqui. Certamente teremos em breve mais um ótimo Multichine 28 pronto para navegar.

Veja mais fotos do Multichines 28.


AGORA JÁ SOMOS CEM NO CLUBE DO MULTICHINE 28.

No dia 20 de Setembro de 2002, a classe Multichine 28 completou a marca dos cem construtores. Nosso centésimo companheiro é Miguel Angelo Torres, do Rio de Janeiro. Tivemos o prazer de entregar-lhe o projeto juntamente com uma caprichadíssima extensão de cana de leme, feita em laminado moldado pelo estaleiro de Zilmar Franzen de Curitiba, PR.

Miguel Angelo nos informou que irá construir seu Multichine 28 com maior entusiasmo, procurando manter a qualidade da obra, o mais alta possível. A ele nossos sinceros parabéns e agora nos resta desejar que em pouco tempo estejamos comemorando o clube dos 200.


CONSTRUÇÃO DE MULTICHINE 28 VIRA NOTÍCIA EM LONDRINA.

Quando encomendou o projeto e iniciou a construção particular de seu Multichine 28, Arlindo Fugante não esperava que fosse chamar tanto a atenção. Talvez por estar longe do mar, em Londrina no interior do Paraná, as pessoas do lugar não imaginavam ser possível construir um barco no quintal de casa. A imprensa local acabou se interessando pelo assunto e Arlindo vem dando seguidas entrevistas para jornais e redes de televisão locais. Esta última matéria saiu recentemente em uma edição dominical do jornal "Folha de Londrina" e mostra o barco com o casco quase fechado. A pergunta que todos fazem é: "Onde o barco irá navegar?" , mas Arlindo acaba deixando o pessoal frustado quando responde que irá levar o barco para o litoral depois de pronto.
Felicidades ao "Pé-Vermelho".


NOVO SITE DE UM MULTICHINE 28.


Nossa amiga Maribel colocou na rede o site sobre a construção de seu barco, o Alforria. Este é mais um modelo da classe Multichine 28 que está em construção no estaleiro do Conrado em Ubatuba. O site tem muitas fotos e outras seções bastante interessantes, vale a pena conferir. O endereço é a "www.belalforria.ya.com.br .
Aproveite também para verificar as atualizações dos outros sites de barcos da Classe Multichine 28.

Para conheçer mais sobre o Multichine28,Click aqui.