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Multichine 31

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Introducão: Nosso escritório está continuamente desenvolvendo desenhos de veleiros de cruzeiro oceânico para construção amadora ou profissional. Esse desafio a cada novo projeto nos exige que fiquemos com as mentes bem abertas para escolher nossos próprios caminhos e não necessariamente o que outros já venham fazendo há muito tempo. Isso é exatamente o que aconteceu com o projeto do Multichine 31 no qual fugimos radicalmente do padrão de relação boca/comprimento usualmente empregado, adotando nesse desenho a expressiva largura máxima de 3.54m. Desta forma conseguimos acomodar em um veleiro de trinta e um pés o interior típico de barcos com três a quatro pés a mais, isso ainda com a obtenção de um resultado surpreendente, tanto no que se refere ao conforto, quanto ao desempenho. Todos os proprietários do modelo estão muito contentes com a escolha e a fama do MC 31 é a melhor possível.

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Nossa opção por uma boca máxima fora dos padrões usuais já tinha sido testada com total êxito em um projeto menor, o Multichine 23. Descobrimos que ao dotar o desenho com uma boca bem acima da média, dimensionando a boca na linha d’água com uma relação mais moderada em comparação ao comprimento, o resultado prático fica sendo extremamente positivo, apenas representando um ligeiro aumento no custo da construção. Talvez os únicos inconvenientes fiquem por conta da necessidade de um galpão mais largo e algum cuidado especial para o transporte. Outro ponto positivo é o fato das marinas cobrarem por comprimento linear, em se tratando de monocascos, ignorando a boca.

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Layout do interior: O layout interno do MC31 é sem sombra de dúvidas um dos mais amplos e agradáveis que se possa encontrar em barcos desse porte. O mais apreciado aspecto do arranjo interno é o fato que desde a gaiuta de entrada até a antepara da caixa da âncora na proa o interior seja um só ambiente, sem praticamente nenhuma antepara para prejudicar a ventilação ou interferir com a sensação de amplidão do interior.

Layout do interior. Renderização: www.ideebr.com

Uma antepara na frente do compartimento do motor separa o salão principal da cabine de popa e do banheiro, e dali para frente a cabine é praticamente desobstruída.

Mesa de navegação. Renderização: www.ideebr.com

Atrás dessa antepara fica instalado o camarote do proprietário a bombordo e o banheiro do outro lado. O banheiro, além de possuir uma profusão de armários, também tem suficiente pé direito para que se possa tomar banho de chuveiro em pé.

Em frente a pia é reservado o lugar para se tomar banho de chuveiro. Renderização: www.ideebr.com

A cabine de popa possui cama de casal, e, no hall de entrada está instalada uma poltrona, o que é uma comodidade quando se mora a bordo por períodos prolongados.

A cozinha é dotada de fogão com forno, geladeira, duas pias e muito espaço para utensílios e mantimentos. Renderização: www.ideebr.com

À frente desta antepara, pelo lado de bombordo, está instalada uma cozinha de dimensões de dar inveja para um veleiro de 31 pés. Sua bancada de trabalho, com duas pias, geladeira, lixeira, e um grande compartimento sob ela para guardar utensílios fazem a festa do cozinheiro de bordo. Um fogão com forno e bons armários junto ao costado completam o arranjo dessa área de trabalho. Do lado oposto à cozinha fica a área de navegação e rádio-comunicação de bordo. È uma mesa de tamanho suficiente para se estender uma carta náutica dobrada ao meio, havendo sob ela um grande armário de cartas. O assento do navegador fica à ré dessa mesa o que significa que ele fica voltado para a proa, o que sempre é melhor quando se navega por monitor. Logo à frente da mesa de navegação e da cozinha fica a dinete do salão. Essa é de dimensões privilegiadas, podendo acomodar sete pessoas para uma refeição, ou permitir que dois adultos a utilizem como beliche, quando necessário. Mais à frente fica a cabine de proa com cama de casal. Essa é aberta para a sala para máxima ventilação e sensação de amplidão do ambiente. Sob esses beliches existe espaço para guardar itens volumosos como bote inflável, velas, âncoras de reserva, etc.

A privacidade na cabine de proa é obtida por meio de uma cortina. Renderização: www.ideebr.com

Layout do convés: A superestrutura com uma cabine em cunha e um cockpit bem protegido é harmoniosa em suas linhas e bastante funcional, além de oferecer uma boa sensação de segurança aos tripulantes. O traveller colocado à frente da gaiuta de entrada da cabine permite que seja instalado um dodger abrangendo o início dos assentos do cockpit. Essa é uma solução muito conveniente para proteger as pessoas quando navegando com mar de proa molhando o convés. Os fuzis dos brandais são instalados próximos a lateral da cabine o que deixa a passagem desimpedida ao longo do convés lateral, que por sinal já é inusitadamente largo. Isso torna o MC31 um barco fácil de manobra, mesmo quando levado por tripulação reduzida. O barco foi inicialmente projetado para ter cana de leme, mas, a pedidos de vários clientes, fizemos uma versão com roda de leme.

O cockpit é aberto atrás para facilitar a entrada no barco. Renderização: www.ideebr.com

Para aqueles que desejam realizar viagens oceânicas utilizando leme de vento ou piloto automático externo, a cana de leme é mais vantajosa, por ser mais simples de fabricar, mais barata e mais difícil de dar problemas. No entanto, para quem prefere roda de leme, a instalação, embora mais cara, pode ficar igualmente confiável.

O convés é simples e functional. Renderização: www.ideebr.com

Mastreação e plano vélico: A mastreação fracionada com dois pares de cruzetas é simples, eficiente e robusta. O sistema sendo fracionado facilita a cambada da vela de proa, o que é uma vantagem quando se navega com tripulação reduzida. A vela grande com uma área comparável a de barcos de regata confere uma sensação de potência que situa o MC31 na categoria de veleiros de alto desempenho.

Estabilidade e equilíbrio: O MC31 é um barco de relativamente baixo calado (1.63m). Sua já muito bem testada quilha bulbosa, onde o centro de gravidade fica situado em sua metade inferior, ajudada pela generosa boca máxima do casco, confere ao projeto um elevado grau de estabilidade positiva, ainda contribuindo para isso uma alta relação lastro/deslocamento. Também reconhecido por nossos construtores como um dos fatores positivos do projeto é a super-dimensionada área lateral do leme, na verdade uma de nossas marcas registradas. Isso proporciona um excelente controle de rumo, mesmo quando correndo com o tempo em mar de grandes ondas. Possuindo uma compensação adequada, o leme é leve e seguro. A vela grande é desenhada com uma alta relação de aspecto, consequentemente com uma esteira relativamente moderada. Esse é um fator decisivo para que o barco seja bastante equilibrado, solicitando pouco esforço do timoneiro, ou do sistema de leme automático, uma qualidade muito apreciada pelos cruzeiristas de longo curso, principalmente quando se estiver navegando no contravento.

Método construtivo: Se você deseja construir seu próprio barco, provavelmente sua mais importante preocupação deverá ser sobre se saberá ultrapassar todos os desafios que terá de enfrentar pela frente. Levando essa incerteza em consideração especificamos o MC31 para ser construído pelo método mais aprovado para construção amadora: o sistema construtivo compensado/epóxi, empregando uma espessa camada de fibra de vidro exteriormente, o chamado processo “ply-glass”. O casco com forma poligonal (multi-chine) também é uma bem-vinda simplificação no processo construtivo. O processo consiste em aplicar painéis de compensado 10mm sobre a estrutura transversal, e então encapsular todo o casco com uma laminação espessa de fibra de vidro saturada com resina epóxi. Internamente duas mãos de epóxi devem ser aplicadas em toda a superfície aparente, a fim de impermeabilizar o compensado, tornando-o imune ao apodrecimento. A superestrutura é construída da mesma forma, resultando numa construção monobloco que irá ter uma duração extremamente longa praticamente sem requerer manutenção.

O processo “ply-glass” de construção pode ser considerado um marco na construção amadora. Em nossas estatísticas mais barcos de alta qualidade foram construídos por esse método por amadores do que por qualquer outro método existente. As anteparas transversais estruturais são fabricadas em bancada, o que permite que o construtor vá se familiarizando com a obra antes de iniciar a montagem. Ao terminar essas anteparas uma importante parte do interior, (a parte transversal do mobiliário), já está definida. O produto final é um barco extremamente robusto, o que coloca o Multichine 31 como um dos veleiros de cruzeiro mais confiáveis e livres de manutenção que se possa obter.