Plano Vélico Principais Dimensões Layout Descrição

Multichine 34 / 36

MC34/36 Serenata velejando em mar aberto, sendo conduzido pelo piloto automático enquanto o jovem casal de tripulantes "se esforça ao máximo para contribuir com o bom desempenho do barco". Essa foto é a epítome da pura sensação de liberdade e felicidade.

Introdução: Esse desenho é a ampliação de nosso projeto de veleiro de cruzeiro mais bem sucedido, o MC28, nosso campeão de vendas de projetos de estoque. O MC28 foi tão bem conceituado pelas pessoas que o conhecem, como sendo um barco equilibrado de leme e ter o convés difícil de ser molhado por ondas de proa, que resolvemos experimentar uma versão maior desse modelo. A versão maior preserva todas as características do projeto anterior, enquanto incorpora um nível de conforto e performance sem comparação com o veleiro anterior.

A seguir oferecemos uma descrição muito mais detalhada do MC34/36 do que é comum ser apresentado em outros sites. Nossa intenção é permitir que o velejador interessado em cruzeiro oceânico possa ter a melhor noção possível sobre esse projeto especialmente desenvolvido para aqueles que desejam morar a bordo, ou fazer viagens longas em mar aberto.

Layout do interior: O arranjo interno do projeto segue a corrente atual para veleiros desse porte, com duas cabines privativas, um banheiro bem dimensionado colocado na parte de ré da cabine, uma dinete em L com sofá do lado oposto e uma cozinha para nenhum cozinheiro náutico botar defeito, sendo a mesa de navegação instalada no lado oposto da cozinha. Essa configuração é perfeita para uma família viver a bordo ou para um casal de proprietários receber um outro casal por algum tempo. O layout interno é basicamente voltado para proporcionar conforto para quem deseje morar a bordo por períodos prolongados, quando manter a cabine arrumada tem importância fundamental. Na verdade o MC34/36 utiliza cada pedacinho de seu interior, de proa à proa. Também a capacidade dos tanques de água potável e combustível é maior do que a média.

O interior do MC 34/36 é pensado para oferecer conforto quando navegando em alto mar, ou para aqueles que desejam passar períodos prolongados a bordo.

Cabine de proa: As camas em V instaladas na cabine de proa podem ser facilmente convertidas em camas de casal, para isso sendo apenas necessário levantar o paineiro do piso entre as duas cabeceiras e recolocá-lo na altura dos colchões, onde existem batentes para fixá-lo nessa posição. Um estofado em forma trapezoidal guardado em algum armário quando colocado sobre esse paineiro completa a conversão.

O camarote de proa possui uma poltrona estofada, um móvel com uma bancada do lado oposto com armário em baixo e duas longas prateleiras sobre os beliches. Uma antepara com porta garante a privacidade da cabine.

Salão social: Sendo o mais importante compartimento do barco, ao desenvolver o projeto não poupamos esforços em tornar essa área social o mais confortável e funcional possível. Os armários e estantes que colocamos nas paredes de encosto da dinete contribuem para deixar o ambiente arrumado e aconchegante. A coluna de sustentação do pé do mastro servindo para a fixação da mesa é outra solução prática, uma vez que não interfere com a passagem para a cabine de proa. Na verdade até colabora, uma vez que a coluna serve de apoio para quem esteja passando pelo corredor quando o barco esteja balançando muito.

O que chama atenção no salão do MC34/36 é a profusão de armários e as estantes atrás das paredes de encostos da dinete e do sofá. Essa solução permite que o ambiente fique arrumado e acolhedor além de proporcionar muito espaço para guardar coisas.

Os assentos da sala têm lugar para acomodar até dez pessoas, e cinco encontram espaço para fazer uma refeição sem que os cotovelos se encostem.

As paredes enjaneladas da cabine e a gaiuta no painel central da frente proporciona um ambiente claro e arejado.

Salão do MC34/36 Arakaé com a mesa posta para um jantar caprichado.

Cozinha: A cozinha do MC34/36 é um dos pontos altos do projeto. Sua bancada possui um recesso que permite ao cozinheiro ficar fora da projeção do fogão. Se houver um cinto de segurança fica garantindo que não possa cair para lado nenhum.

Uma das vantagens do piso elevado na área da cozinha é poder integrar quem esteja trabalhando lá com a paisagem do exterior. Nos barcos onde a cozinha é enfurnada no nível do costado, quem está cozinhando se sente como se tivesse caído em um poço escuro.

A geladeira fica sob a bancada, e seu acesso é por cima. É possível dividir o compartimento para que uma parte seja freezer e outra seja geladeira, usando apenas um compressor para isso. Nesse caso, no entanto, o consumo de eletricidade será bem mais alto.

Existe uma lixeira com acesso pela parede da bancada voltada para o centro do barco. Também projetamos um pequeno poço com tampa de acrílico fixada com dobradiças entre a pia e a parede de proa da bancada, muito conveniente para guardar as coisas que serão logo utilizadas, pois guardadas nesse lugar não podem cair e estão logo à mão. A parede voltada para o costado sobre a parte de trás do fogão tem aberturas que dão acesso a prateleiras para guardar louças e utensílios de mesa. Mais à proa, onde essa parede fica em cima da bancada, um volumoso armário de mantimentos completa as facilidades do módulo da cozinha.

Mesa de navegação: O compartimento de navegação e radiocomunicação é relativamente separado do resto do interior do barco, para que quem esteja trabalhando ali possa fazer o seu serviço com tranquilidade. O arranjo da mesa de navegação com o navegador sentado com a cabeça virada para a proa é o ideal, por ter a mesma direção que a visão real, o que pode evitar enganos, especialmente quando o navegador estiver cansado após um longo quarto noturno.

A mesa de navegação é instalada próximo à entrada da cabine, o que permite uma comunicação fácil com quem esteja no convés. O compartimento também fica isolado do tráfico de pessoas entrando e saindo da cabine.

A parede à direita do assento do navegador é onde reservamos para a instalação do painel elétrico e em seu prolongamento para frente é um lugar adequado para ser instalado o radio SSB. Existe um compartimento sob a mesa de navegação para guardar cartas náuticas, e mesmo que essas não sejam usadas, esse lugar é excelente para se guardar notebooks, telefones celulares ou qualquer equipamento valioso. Embora não esteja mostrado na figura, a parede voltada para o centro do barco em baixo do compartimento para guardar cartas pode é previsto um gaveteiro com três gavetas acessadas pelo corredor.

Banheiro: Esse compartimento à ré da mesa de navegação está situado numa área com bom pé direito, o mesmo da cozinha. Existe nesse compartimento um estrado sob a ducha, um paineiro mais elevado onde fica instalada a privada e uma bancada com pia e armário espelhado sobre essa bancada.

O banheiro é tão completo quanto um barco de 36 pés pode ser, tendo além da privada, um chuveiro e bancada com pia. O pé direito é adequado para se tomar banho de chuveiro.

Compartimento do motor: O motor é instalado na entrada principal da cabine, entre a parede da cabine de popa e a parede do banheiro. O motor pode ser acessado pelos quatro lados e por cima, uma vez que o tampo da caixa é removível, o que é uma mão na roda para manutenção. O sistema de propulsão especificado no projeto é de eixo direto acoplado ao motor, sendo o telescópio incorporado a um pequeno skeg instalado no fundo do barco para essa finalidade, desta forma eliminando a necessidade da instalação de um pé de galinha, muito mais complicado. Um motor de centro/rabeta com a mesma potência do motor de eixo direto pode ser utilizado, trazendo até algumas vantagens, uma vez que dispensa a instalação do skeg, assim como túnel, eixo, selo mecânico e o próprio hélice, pois nesse caso ele já vem completo. Ainda mais: como na versão centro/rabeta o hélice fica a prumo, o barco tem um desempenho a motor ligeiramente superior, pois na propulsão direta o hélice fica a dez graus com a vertical, o que força ligeiramente a popa para cima e a proa para baixo com uma pequena perda de rendimento.

Cabine de popa: A cabine do proprietário é bem aconchegante. Em primeiro lugar, a cama de casal é super larga. Além disso não necessita tábuas de escora pois é limitada por duas paredes que impedem que quem esteja dormindo lá caia da cama. A parede de bombordo cria um espaço para armários e estantes. O hall de entrada possui um excelente pé direito e a pessoa que entra ali tem uma poltrona onde se sentar, o assento ficando no mesmo nível da cama. Por trás dessa poltrona existe um armário para pendurar roupas. A ventilação natural desse compartimento é provida por uma vigia de abrir na parede da cabine e outra no espelho de popa, o que permite circulação de ar mesmo que a porta esteja fechada.

A cabine de popa do MC34/36 é arejada e espaçosa. A foto mostra a cabine de popa do MC34/36 Serenata. A descontinuidade na parede lateral do cockpit se deve à necessidade de se criar um nicho em baixo do piso do cockpit para a instalação do quadrante para a roda de leme.

Compartimentos de popa à ré do banheiro: Existe um grande compartimento à ré do banheiro indo da Seçào 7 à Seção 9 com acesso pela parede de ré do banheiro e que pode ser usado para guardar grandes itens, tais como velas sobressalentes, inflável esvaziado, âncora sobressalente e outras coisas mais. Se houver um pequeno gerador e/ou um equipamento de destilar água a bordo, esse é o lugar para instalá-los. Esse compartimento é especificado por nós para ser inacessível pelo cockpit, exceto no caso de se desejar colocar uma vigia de abrir na parede lateral de boreste do cockpit para fins de ventilação e iluminação natural. Atrás desse compartimento, indo da Seção 9 à Seção 10, fica o compartimento de gás com acesso por uma tampa instalada no assento do cockpit. O piso desse compartimento fica no mesmo nível do piso do cockpit, e em sua parede de popa existem dois furos oblongos ao nível do piso para permitir a ventilação natural do compartimento. O piso do compartimento de gás cria um espaço sob ele que pode tanto ser acessado pela semi antepara da Seção 9, quanto pela parede de boreste da cabine de popa.

Arranjo do convés: O layout do convés é o mais simples possível. A área de proa tem um convés corrido e à ré do pé do mastro existe uma pequena cabine toda enjanelada, sendo o cockpit retangular, a forma mais fácil de ser construída. Quando a construção chega a esse estágio, o construtor sente um desejo de acabar a obra, e essa configuração simples e fácil de fazer é um grande passo para isso.

Mas o grande prêmio para quem constrói o barco é usá-lo em seguida. Aí então o construtor fica sabendo que se o convés foi simples de ser feito, é mais simples ainda de ser usado, pois transmite uma sensação de desobstrução fora de série. Essa experiência foi extraída do modelo menor, o MC28. A maior diferença entre os dois projetos é que no MC34/36 especificamos roda de leme, um sistema mais complicado e dispendioso, em vez de cana, uma vez que a roda e leme é a preferência da maioria. Não obstante, não fechamos a porta para a minoria que prefere a tradicional e e quase indestrutível cana de leme. A alteração requerida para isso é apenas prolongar o eixo do leme, na versão MC36, ou a parte acima da linha dágua da peça do leme, na versão MC34, até pouco acima da altura do convés e ali instalar a ferragem de união com a cana de leme.

Outra simplificação foi termos especificado a instalação de apenas um par de catracas no cockpit, considerando que o MC34/36 é destinado a cruzeiro e catracas são um item que pesa bastante no custo do barco. O par de catracas das adriças de proa foi colocado no mastro, ao contrário da moda que é colocar essas peças no teto da cabine próximo ao cockpit. Nossa preferência por colocá-las no mastro é para que um só tripulante possa içar ou abaixar as velas de proa, ou içar, abaixar, ou ainda rizar a vela grande sem precisar de ajuda de uma outra pessoa operando do cockpit. Que alguém terá que ir até o mastro para encaixar o olhal da testa da vela grande, ou ir até o convés de proa para puxar uma vela de proa para baixo, isso é inevitável. Então por que não ter as catracas logo à mão desse triplante, fixando-as no mastro um pouco abaixo do garlindeu?

O layout do convés do MC34/36 é o epítome da simplicidade, resultando em um barco mais barato e mais fácil de ser manobrado em alto mar, especialmente quando navegando com uma tripulação reduzida, como geralmente é o caso com um veleiro de cruzeiro desse porte.

O fato do barco ter um convés corrido à frente do mastro permite que se leve um dinghy de apoio emborcado sob o convés, seja ele um bote inflável ou um caíque rígido, praticamente sem estorvar a circulação da tripulação quando realizando alguma manobra na proa. É em boa hora informar que o dinghy Caravela 1.7 foi desenhado para ser carregado no convés de proa do MC34/36 e outros barcos de nosso escritório que possuem convés corrido na proa. Esse dinghy é especial em muitos aspectos. Ele pode ser usado como veleiro, como barco a remo, e propulsionado por um motor de popa de até 4hp. Também é insubmersível mesmo se estiver carregado com 400kg de peso e seu cockpit é auto-esgotável quando o barco está vazio, o que é uma mão na roda quando estiver amarrado à popa e chover a cântaros. Por essas característica, em uma emergência ele pode servir de bote de salvatagem. Como os planos desse dinghy são oferecidos de graça em nosso site, fica dada a dica.

Velas, mastro e estaiamento: Armado em sloop para ser o mais simples possível, o MC34/36 possui dois pares de cruzetas, tendo um par de brandais de força de cada lado com suas bases no convés bem separadas, o que dá uma rigidez no sentido proa popa fora de série.

O MC34/36 usa um par de brandais de força de cada lado com suas bases bem separadas em suas bases no convés. Isso proporciona uma incrível rigidez longitudinal ao mastro, o que conjuntamente com a especificação de dois pares de cruzetas tornam o mastro um verdadeiro poste.

A vela grande com talas indo da testa à valuma, tendo instaladas as lonas laterais tipo bat-cover com lazy-jacks e havendo carrinhos recirculantes no trilho do mastro, subir e abaixar a vela grande quase não requer esforço físico.

Armado em sloop e tendo uma vela grande "full batten" o MC34/36 é muito fácil de ser manobrado, o que é muito apreciado quando navegando com tripulação reduzida.

O sentimento de potência e segurança que o MC34/36 transmite quando navegando no contravento talvez seja a principal razão pela qual seja considerado um super barco para travessias oceânicas. Esse MC34/36 é o Arakaé, construído por Pedro Treméia em Foz do Iguaçu, Paraná, hoje navegando no lago de Itaipú.

Construção: O MC34/36 é especificado para construção em compensado/epóxi (processo ply-glass, quando a parte externa do barco é revestida por uma grossa camada de fibra de vidro e internamente é saturado com duas demãos de resina epóxi), ou para construção metálica: aço ou alumínio. Existem MC34/36 construídos por esses três processos e proprietários estão igualmente satisfeitos com seus barcos. Quando a estrutura transversal é fabricada, é possível encomendar a uma empresa que tenha máquina de corte por CNC para que produza essas partes e entregue as peças cortadas com precisão milimétrica (na verdade melhor do que isso). Quase todos nossos clientes que escolheram construção metálica recorreram ao corte por CNC para a fabricação da estrutura transversal e acharam bom negócio a escolha, uma vez que o custo extra foi recompensado pela economia em tempo despendido na construção.

O corte por CNC economiza tempo e aumenta a precisão da obra. A maioria dos construtores metálicos do MC34/36 optaram por esse serviço para produzir a estrutura transversal.

Construção em ply-glass: Esse é o método mais popular entre os construtores amadores. É um método comprovado para se obter um barco de alta qualidade, que requer baixa manutenção, é simples de ser construído e tem alta durabilidade. O principal segredo da longa durabilidade é a combinação do compensado e da madeira utilizada na obra com resina epóxi, o mais impermeável dos polímeros. Essa longa durabilidade, requerendo mínima manutenção também se deve à saturação da face interna de todo o compensado com duas demãos de resina epóxi, e externamente o barco ser revestido com uma expressiva camada de fibra de vidro, também impregnada com resina epóxi.

MC34/36 Smoko, construído em ply-glass na cidade de Dunedin, Ilha do Sul, Nova Zelândia. Uma das vantagens da construção em ply-glass é o fato de que todas as ferramentas necessárias para a construção são facilmente encontráveis em qualquer loja de ferragens. A construção está ao alcance de qualquer amador que tenha um gosto por trabalhar com madeira.

A arte de trabalhar com madeira e com compensado naval requer apenas habilidade média e para aqueles que gostam o trabalho é fascinante. A maioria de nossos clientes prefere esse método construtivo e temos centenas de construções bem sucedidas de barcos feitos por esse processo. Uma outra vantagem do barco construído em ply-glass é o fato dele ter um deslocamento relativo mais baixo do que as versões de construção metálica, principalmente quando o material escolhido for o aço. Como subproduto do barco ficar mais leve. a relação lastro/deslocamento fica mais favorável. Nossos clientes que construíram em ply-glass nos informam que seus barcos proporcionam explosões de velocidade raras de serem encontradas em barcos de cruzeiro.

Dunay foi o primeiro MC34/36 a ser construído em ply-glass. Seu construtor e proprietário, Danúbio Semeraro, nos informou que o barco atingiu doze nós de velocidade navegando de través, o que é bom demais para um veleiro de cruzeiro. Dá para notar que o Dunay mal encosta na água.

Construção em alumínio: Quando o MC34/36 é feito em alumínio também fica bastante leve, só ficando um pouco mais pesado do que a construção em ply-glass. Além de ficar leve, a construção em alumínio é super durável, requerendo uma manutenção baixíssima, nem mesmo precisando ser pintado, uma vez que o alumínio usado seja uma liga adequada. Para aqueles que preferirem deixar o barco na chapa, isso pode representar uma valiosa economia, uma vez que pintura é uma operação cara e trabalhosa. O único cuidado especial que o barco construído em alumínio requer, é ter uma proteção adequada contra eletrólise, não permitindo acontecer que um metal diferente tenha contato com o alumínio, e isolando cuidadosamente a instalação elétrica para garantir que não existe fuga de eletricidade.

As anteparas transversais cortadas por CNC poupam muito tempo de trabalho e são extremamente precisas. Esse MC34/36 construído em alumínio usou raio laser para cortar as anteparas e semianteparas.

O MC34/36 mostrado na foto acima, agora já revestido com o chapeamento. Esse barco foi construído por nosso cliente Riccardo Guardalben, na cidade de São Paulo. Agora a construção já está bem mais adiantada, o barco estando quase pronto para ir para a água.

A construção em aço também é bem popular entre nossos cliente de MC34/36. Aço sendo um material relativamente barato e muito resistente seduz muitos potenciais construtores. Pelo lado menos positivo produz cascos mais pesados. Também um cuidado especial deve ser dado ao tratamento anticorrosivo da chapa para proteção contra a oxidação. Já temos vários MC34/36 construídos em aço e nossos clientes estão bem satisfeitos com seus barcos.

Quilha e leme: Duas versões de quilha são oferecidas com o projeto para serem escolhidas conforme a preferência ou facilidade de fabricação em cada localidade, todas as duas versões com aproximadamente o mesmo peso, mesmo centro de gravidade e mesmo calado. Uma versão é uma peça única em ferro fundido com bulbo em baixo. A outra é uma caixa metálica, em aço, ou alumínio, caso o barco seja construído com esse material, preenchida com chumbo até atingir o peso especificado no projeto. A diferença de densidade entre o ferro fundido e o chumbo permite que sobre um espaço vazio na parte de cima da caixa após ser enchida com chumbo, o que possibilita fazer um pequeno poço onde pode ser instalada uma bomba automática.

A versão em ferro fundido do fin keel com o semibulbo com fundo plano. Esse desenho de bulbo é vantajoso em barcos de cruzeiro por evitar que a ponta da quilha se enterre facilmente em lama ou areia, funcionando como um trenó em caso de encalhe acidental.

Caixa da quilha em aço para ser preenchida internante com chumbo até que o peso final coincida com o da versão da quilha em ferro fundido. Qaundo o barco é feito em alumínio a caixa também é feita com esse material.

O leme foi especialmente desenhado para cruzeiro oceânico. A principal preocupação de um cruzeirista quando correndo com o mar em mau tempo é a perda de controle ao surfar onda a baixo em uma rompente. O leme do MC34/36 tem um formato retangular para que não falte atuação em sua ponta de baixo, desta forma diminuindo as chances do barco atravessar. A construção do leme é feita com compensado e fibra de vidro nos barcos construídos em ply-glass e nos barcos metálicos em alumínio ou aço, conforme o caso.

Outras informações: O MC 34 e o MC36 são o mesmo projeto exceto pela diferença do tipo de leme e da plataforma de popa. No caso do MC34 o casco termina no espelho de popa e o leme é fixado a este por intermédio de dobradiças de leme extremamente robustas. Na parte acima da linha d`água o leme tem as seções em corte horizontal retangulares e a plataforma de embarque na popa tem um rasgo em V para que possa virar para um lado e para o outro. No caso do MC36 o casco se prolonga até o fim da plataforma de popa, daí a diferença de dois pés no comprimento, e o leme possui eixo de metal maciço que passa por um telescópio na plataforma de popa. Em ambos os casos é possível ser usada cana de leme em vez de roda.