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Pantanal 25

Pantanal 25 Vega - Relato de uma regata

Têm sido freqüentes em nossas notícias relatos de regatas onde barcos da classe Pantanal 25 demonstram possuir um potencial de velocidade surpreendente para um barco de camping, cujo principal objetivo do projeto é ser facilmente rebocável. Dark Ice, o pioneiro da classe em competições, venceu inúmeras regatas e ganhou alguns importantes campeonatos, sempre mostrando aos competidores que era um barco difícil de ser acompanhado.

O arranjo interno do Pantanal 25 está longe de ser despojado como o de uma máquina de regatas

Outros veleiros da classe continuaram confirmando esse bom desempenho, e agora nosso amigo Daniel D'Angelo, de City Bell, Buenos Aires, Argentina, o construtor amador campeão de velocidade de construção (foi o primeiro a terminar um barco da classe Samoa 28, o Sirius, embora não tenha sido o primeiro a iniciar), também está se provando ser bom regateiro. Sua segunda experiência como construtor amador foi fabricar o Pantanal 25 Vega no mesmo local do jardim de sua casa onde o Sirius tomou forma. O relato que nos enviou retrata bem o que dizemos:

Depois de várias regatas sem conseguir tirar proveito do que o VEGA promete, finalmente Oscar e eu tivemos esse prazer.

Sempre faltava alguma coisa. Sempre terminábamos mal e dizendo "... se isso não tivesse acontecido, teríamos ganhado ..."," ... se eu não tivesse comido a bóia ..."," ... se não tivéssemos encalhado... "

Foi no domingo passado, que decidimos começar fazer as coisas direito e botar pilha no assunto.

Chegamos cedo no clube para utilizar o primeiro turno travelift e limpar o fundo. Coitadinho! ... Tinha um tapete persa colado embaixo!.

Lavado, lixado e de volta pra água. Depois aproveitamos a oportunidade para acomodar a manobra já que somente íamos correr e com certeza íamos íamos içar o balão, coisa que nunca tínhamos feito sem ajuda.

O prognóstico indicava que haveria entre 4-7 nos, o que estava-se confirmando. Como era cedo, saímos testar o barco um pouco para ver como nós saiamos com a manobra do spi. Dava para perceber a diferença de ter o fundo limpo. O VEGA navegaba rápido quase sem vento. Que felicidade ver que poderíamos lidar com o spinnaker sozinhos! ... Parece tão complicado quando a manobra e feita por outro!

Depois de várias bordejadas voltamos ao clube para almoçar com a família.

As 15hs era a largada. Faltando 15 minutos os 22 barcos estávamos circulando perto da linha de partida. Como o vento ainda era fraco, foi um manobrar constante e muito lento de todos os barcos.

Essa foto foi tirada quando o Vega chegou ao clube e a quilha foi instalada.
Foto Daniel D'Angelo

Nós somente com a grande içada, fizemos um bordo oposto e retornamos faltando 2 minutos. Viramos e fazendo alguns zig-zag, faltando 5 segundos, içamos o genoa e partimos ... em primeiro lugar!

Há poucos dias atrás tinha saído a velejar com o VEGA em condições de vento parecidas e pensei experimentar com o movimento dos pesos da tripulação, a proa ou à popa ou contra-adernando. Notei que a resposta do

barco foi surpreendentemente sensível a esses movimentos. Com isto em mente, nós nos sentamos mais à frente possível, para o lado de sotavento, contra adernando o barco.

Foi um sentimento novo de olhar para trás e ver toda a frota atrás de nós! Eu nunca tinha experimentado isso!.

Foi incrível o quão longe estávamos do resto. Aqueles que conseguíamos ver, estavam fazendo o mesmo que nós.

O rumo para a primeira bóia estava contra o vento, em um trecho do rio faz uma curva ligeira. Com as rajadas ganhabamos, aos poucos, barlavento, com o objectivo de alcançar a bóia em uma única bordada. Apenas 3 barcos conseguimos, aqueles que estavam mais perto, o resto teve que fazer pelo menos uma para evitar a costa.

Os mais próximo eram um Pandora 31 e um Mitiaro256. O Pandora se aproximaba lentamente a nós, mas ao entrar uma rajada, o VEGA saia disparado, acelerando muito mais rápido e recuperava a distância.

O Vega testando as velas novas em sua primeira velejada.
Foto Daniel D'Angelo

Viramos a bóia primeiros, e a uma boa distância do Pandora.

Com calma nos preparamos para içar o balão, que nos custou um pouco devido ao nervosismo de estar em frente de todos. Quando conseguimos acomodá-lo, o VEGA navegou rapidamente, mantendo a distância com o resto da frota, apesar do Pandora içar um assimétrico, muito leve e simplesmente enorme!.

Na metade do percurso ate a segunda boia, soltou-se uns dos cabos do pau de spinnaker, causando a quebra de uma das pontas do pau de spi. Isso fez que ficássemos um tempo com o spi sem trabalhar, o que permitiu aproximar-se ao Pandora.

Quando conseguimos resolver temporariamente, começamos a afastarnos novamente até que quebrou de novo. Mais uma vez formos alcançados e, perto da segunda bóia conseguiram nos ultrapassar.

Acertamo-o novamente e voltamos para a ponta da regata, mas não por muito tempo porque, como eles estavam a barlavento, estamos constantemente desventados pelo assimétrico gigantesco. Então o vento começou a vir mais de proa. Os dois barcos baixamos quase simultaneamente o balão e içamos o genoa. Sem tripulação, gastamos mais tempo para manobra, acabamos virando a bóia em segundo, atrás do Pandora o qual, com equipe completa, fez tudo o mais rápido.

O bordo final foi no través, recuperando algum terreno mas não o suficiente para ser fita azul.

Só faltou isso!.

Pela posição do resto da frota sabia que tínhamos feito uma muito boa regata, que nos fez pensar não só em vencer nossa categoria, assim como o geral.

Ser o primeiro barco a voltar no clube depois de uma regata, também foi uma nova sensação.

Receber os parabéns dos outros barcos que voltavam, não teve preço!.

Antes da cerimônia de premiação, o VEGA foi elogiado por seu desempenho por muitos outros marinheiros que tinham participado da regata.

Entre hambúrguer e cervejas vieram os resultados e confirmamos a nossa previsão: ganhamos a classificação geral, com 4 minutos na frente do segundo, havendo dado conta de barcos de regata como um Match30!.

Apesar de ter feito manobras ruins, descobrimos que o VEGA é um barco muito rápido, o qual temos que navegar muito mais para conhecê-lo melhor. Com uma tripulação treinada certamente será um barco a respeitar nas raias.

Enfim, uma alegria numa regatinha local nos deixa muito felizes, especialmente porque agora sabemos que o barco pode ganhar!

Vejamos o que acontece na próxima!

Bons ventos

Daniel D'Angelo

Se você quiser obter mais informações sobre o Pantanal 25 Vega, acesse o site que Daniel criou para contar a história de sua obra e suas realizações com o barco clicando no link de nosso site: Pantanal 25 Vega.


Pantanal 25 Kalahary navega em Porto Alegre

Ficamos felizes quando somos informados da inauguração de um barco de nosso projeto cujo construtor se sinta totalmente realizado com a obra que executou. Esse foi o caso do Kalahary, construído pelo arquiteto gaúcho Carlos Zanella Fichtner

O Kalahary foi construído com um toque pessoal do arquiteto Carlos Zanella Fichtner.

Carlos, como bom arquiteto, deu um toque pessoal ao arranjo interno do barco, dessa forma satisfazendo suas prioridades. Como foi um construtor caprichoso e competente, o Kalahary acabou ficando muito simpático. Imaginamos que toda a ênfase dada ao projeto tenha sido para cruzeiro.

A quilha retrátil para um barco estacionado no Guaiba é um recurso fundamental para navegar por ali. Enfim, mais um irmãozinho para essa classe que vai crescendo num ritmo acelerado.

Carlos optou por uma decoração clara e moderna. O barco ficou bem alegre

E assim a classe Pantanal 25 vai ampliando horizontes. Para seus construtores nos mais variados lugares isso é um grande incentivo. Nós da Roberto Barros Yacht Design estamos preparados para dar a maior força na divulgação das novidades que estão vindo por aí. Afinal o sucesso do modelo está superando qualquer expectativa.


Pantanal 25 Vega é lançado à água no Rio da Prata

Nosso amigo Daniel D’Angelo está mais feliz do que pinto no lixo com sua nova criação, o Pantanal 25 VEGA. Vocês que seguem nossas notícias já devem ter lido sobre a inauguração iminente do VEGA, pois publicamos o vídeo do transporte da casa dele para a oficina do clube onde iria ser pintado. Daniel estava tão ansioso para inaugurar, que nem completou o barco. Até mesmo as velas ainda não chegaram e ele teve que usar as de seu barco maior, o Samoa 28 SIRIUS, para sentir um gostinho de como é velejar em um Pantanal 25.
A história do lançamento escrita por Daniel, aliás muito bem ilustrada, segue abaixo:

Depois de muito trabalho finalmente consegui colocar o Vega na água no dia 23 de dezembro. Desde o início do mês estava lutando contra os pintores para que terminassem o trabalho a tempo, o que acabou não acontecendo e tivemos que tirar o barco da oficina sem que a pintura estivesse completa.

Desta forma começou uma corrida contra o tempo para tentar conseguir inaugurá-lo antes do fim do ano. Ainda faltavam muitos detalhes para resolver e muitas coisas para terminar. Para dificultar mais as coisas, o verão já chegara e o calor se tornara insuportável. Trabalhar sob o bulbo de chumbo foi uma tarefa penosa, pois sendo mole é muito demorado para ser desbastado. Após quatro dias de trabalho consegui encaixar a haste da quilha e juntar bulbo e haste definitivamente.

Na hora de retirá-lo do trailer de transporte e passá-lo para seu carrinho definitivo, aproveitei para colocar a quilha, a qual entrou como uma luva em sua caixa.

Em seguida eu e Oscar, meu sócio no barco, começamos a fazer a lixagem e a pintura do fundo, sempre trabalhando contra o relógio, pois ainda teríamos que esperar a tinta secar antes de colocar o barco na água.

Para poder garantir a primeira navegada a vela com o VEGA tive que colocar o mastro com o barco ainda em seco para tomar as medidas dos brandais e do estai de proa e levá-los ao fabricante para que prensasse os terminais.

Seguindo com a pintura resolvemos marcar a linha d’água de flutuação. Num primeiro ensaio a fizemos no olhômetro, desenhando uma charmosa linha ondulada semelhante a uma onda. O mundo náutico não entendeu nossa criatividade e então pintamos uma conforme indica o projeto, horizontal como é de praxe. Nossa criatividade então se limitou a fazer dois triângulos inovadores próximos à popa!

Uma vez prensados os terminais dos brandais e do estai de proa, instalamos o mastro definitivamente. Enquanto isso Oscar ia terminando a decoração do VEGA e ia instalando as ferragens de convés.

Finalmente no dia 23 de dezembro de 2010 o VEGA estava prontinho para ir para a água. Murphy que não deixara de comparecer no lançamento do Sirius, dessa vez também marcou presença: Na última hora fiz os furos para a instalação dos registros da privada e da pia da cozinha, e não é que eles caíram exatamente nos berços do carrinho? Quando o barco foi içado pelo guindaste tive que aproveitar enquanto estava no ar para rapidamente colocar os dois flanges de saída.

Com minha filha Flor como madrinha e quebrando uma garrafa de champagne no bulbo, o VEGA estava por tocar a água pela primeira vez. Novamente senti uma emoção indescritível!

Flutuou bem e ficou totalmente seco por dentro! …Era a hora de liberá-lo das cintas e deixá-lo por sua conta.

O momento mais emocionante para mim foi a reunião de minhas duas crias: SIRIUS e VEGA juntos!

Com velas emprestadas, meu amigo Oscar e eu saímos para testar como navega o VEGA. Enquanto isso Carina e os convidados observavam as evoluções do novo barco desde o SIRIUS, estável e confortável, mesmo com doze pessoas a bordo.

O vento não superava oito nós, exceto em algumas rajadas mais fortes. Apesar de a vela grande emprestada ter necessitado ser colocada no primeiro rizo, ainda assim ficou um pouco grande. Orçávamos a 6 nós tranquilamente, apontando ao vento com um ângulo excelente. As cambadas eram super-rápidas e suaves com uma aceleração impressionante.

Com vento a favor pudemos notar o potencial de velocidade que terá quando colocarmos um spinnaker: 5 nós na popa rasa com quase nada de vento!

Aos poucos fomos trocando de tripulantes para que cada um fosse tirando suas conclusões. José Luis, regateiro de alma, deu o OK sobre o desempenho do barco.

Na foto abaixo meu grande amigo Alberto, companheiro de navegadas e regatas prepara-se para passar para o SIRIUS em uma troca de tripulantes.

Ao voltar para o clube, felizes da vida com o comportamento do barco, fomos brindar com os amigos até alta madrugada. Depois fomos dormir no SIRIUS a contrabordo de seu irmãozinho, o VEGA.

Bons ventos para meus barcos!...que continuem trazendo toda essa alegria para nossa família!!!


Pantanal 25 Enigma II navegando em Brasília

A classe Pantanal 25 já tem uma unidade navegando no Planalto Central Brasileiro. O primeiro representante do modelo no coração do país é o Enigma II, de Ademir Nicaretta, um conhecido velejador de Brasília aficionado pela vela de competição. O barco foi construído sob a supervisão de Jorge Intaschi, da Intaschi Nautical Performance, sendo o primeiro a ser entregue de uma série de três unidades encomendadas.

O barco mal chegou ao Clube Naval de Brasília e já estava participando da regata Velho Marinheiro, um evento tradicional do calendário náutico no mês de dezembro. Dessa vez o Enigma II  não se deu muito bem, ficando lá pela metade da flotilha, mas o barco mostrou ter  boa velocidade. Ademir espera estar com ele melhor regulado para as próximas competições à medida que o vá conhecendo melhor.

Ainda encostado ao píer antes da regata no dia de sua estréia.

Os veleiros quase sem borda livre, como se fossem monotipos de bolina, que predominam no lago levam uma clara vantagem velejando nas condições locais, onde conforto não faz diferença, uma vez que se destinam somente a fazer regatas. No entanto quando o Pantanal 25 pegou vento livre mostrou que anda tão bem ou mais do que muitos deles, especialmente no vento de proa. De qualquer forma naquelas condições o fator leveza é mais relevante e um barco de borda baixa e praticamente vazio por dentro leva alguma vantagem.

Após a regata Ademir passou esse e-mail para o Jorge que publicamos abaixo:

"Olá Jorge, e demais Pantaneiros,

Regata de vento muito fraco, e mesmo assim conseguimos andar na frente dos Delta e dos outros barcos. Na nossa frente o Neo 25, outro um velamar 22 que deu uma largada espetacular no meio da merreca e se mandou, o War um quarter-tonner super-aliviado e o Xop um Multimar 32 também super-aliviado. Na penúltima perna demos um bordo pro meio do lago nos afastando da margem, aí ficamos sem vento e fomos ultrapassados pelo Cayman um Delta 26 e pelo Prado um Vega 23. Corremos na medição do RGS de Brasília e estou pagando pra todo mundo, pros Delta, Neo 25 e os ILC 25. Para o ano, irei fazer algumas correções para melhorar meu TMF. As velas da Sobstadt são boas, são bem acabadas, corte bom. Nas medidas, acho que fizeram a buja menor do que o projeto. Vou mandar fazer outra com mais uns 30cm de esteira. Quanto à regulagem, ainda estou na fase de acertos. Estou com o estaiamento um pouco atrás, ou seja, o brandal superior não cai a prumo. Ele se projeta um pouco para trás e o caimento do mastro também está para trás. O que pudemos observar é que o barco é muito técnico, qualquer pequena diferença na posição da tripulação a bordo, ou um pequeno ajuste nas velas, faz o barco reagir. Isto no vento fraco exige uma concentração enorme. Exploramos bastante o subir e descer a quilha. Meu sistema de acionamento ficou ótimo e isto faz uma grande diferença.

Abraços

Ademir Nicaretta"

Saindo para a regata. Como se pode constatar na foto, muitos dos outros veleiros têm borda livre bem baixa,
o que significa que não são muito convidativos para pernoite.

O Pantanal 25 é um barco voltado para o camping, com um conforto interno de dar inveja. O fato de ele ter quilha retrátil o torna um barco perfeito para ser rebocado em estrada, e sua boca de 2.44m ajuda bastante para isso. Em regata no oceano, quando o vento é fraco, ao se subir a quilha diminui-se o momento polar de inércia e o barco cumprimenta menos as ondas, avançando como uma flecha quase sem caturrar. No entanto em lago sem ondas essa vantagem não existe, mas o fato do barco ser estreito ajuda muito na velocidade, especialmente no contravento.

Na partida dá para ver a maioria dos barcos com borda livre bem menor.

O Pantanal 25 está se encaminhando para tornar-se uma classe one-design. Isso não deve demorar muito para acontecer, pois já existem veleiros da classe sendo construídos, ou navegando, nos mais diferentes lugares. O fato de poder ser levado para casa com facilidade tem atraído iatistas do mundo todo e seu bom de desempenho é um bônus extra para a classe. Como Ademir é um conhecido velejador local, temos esperança que seu entusiasmo contagie a comunidade local e que a classe se desenvolva depressa em Brasília. Já temos outra unidade sendo construída no estado de Goiás e é provável que o bom desempenho do EnigmaII atraia outros velejadores locais.

Enigma II navegando por sotavento de vários outros barcos

Jorge Intaschi tem sido um grande incentivador do Pantanal 25. Apesar de não ser seu negócio principal, decidiu investir na montagem de uma indústria ultra-moderna para a fabricação em série do barco, utilizando materiais e tecnologia que são o estado da arte na fabricação em composite. Com quatro veleiros já fabricados, agora está com tudo pronto para iniciar a fabricação em larga escala. Pela alegria que sentiu ao ver uma de suas crias navegando no Lago Paranoá podemos imaginar que isso tenha sido uma injeção de cânfora para animá-lo a produzir muitos outros barcos.

Quem estava mais próximo de terra acabou levando vantagem

O vento aumentando um pouquinho já permitiu uma reação do EnigmaII

Enigma II orçando com vento livre. Agora ele já mostra seu potencial

Consolidando a posição na regata. Na regra local o Enigma II está sendo excessivamente penalizado

A grande vantagem do projeto é o fato dele ser competitivo em regatas, e quando não houver competição é só reboca-lo para um outro espelho dágua e fazer um camping inesquecível, com direito a abrigar até dois casais amigos, usufruindo de uma boa sala com mesa suficientemente grande para fazerem uma refeição, ainda com direito a camarote privado, banheiro fechado, cozinha e mais um beliche de casal no compartimento de proa. Afinal poder fazer cruzeiro e regata com o mesmo barco e poder guardá-lo em casa parece ser o sonho de muita gente.

Montando a bóia da chegada. Sem dúvida é possível uma buja com um pouco mais de esteira do que essa.

Voltando para o clube. A facilidade de manobra do Pantanal 25 é proverbial

No início de 2011 deverá estar indo para a água o Joaninha, de Bruno Vasco Pereira, mais uma obra realizada por Jorge Intaschi, e esse devera ficar pela região de Santos, fazendo companhia ao Dark Ice, primeiro Pantanal 25 a navegar no Brasil. É isso que conta para o sucesso da classe, que venham se formando flotilhas em lugares diferentes de modo a fazer surgir a categoria monotipo Pantanal 25. 

Até pouco tempo atrás as pessoas que construíam esse veleiro não sabiam como ele navegava, e o iam fazendo simplesmente na confiança que depositavam em nosso escritório. Mas agora o projeto já não é mais uma incógnita. Ele é exatamente, ou até um pouco mais, o que esperávamos dele. Sempre será gratificante irmos divulgando os progressos da classe, e ter um membro dela navegando na capital da república foi um passo importante.

De volta ao clube após competir pela primeira vez em uma regata no lago de Brasília.

Mas não é só em Brasília que a classe Pantanal 25 vai mostrando sua cara. De Buenos Aires, Argentina, temos boas novidades. Nosso amigo, o geólogo Daniel D'Angelo terminou a construção de seu Pantanal 25, o Vega, e já o retirou do quintal de sua casa, em City Bell, grande Buenos Aires, onde o construiu, e já o levou para a oficina onde será pintado. O barco está praticamente pronto, com ferragens, velas, quilha, mastro, tudo já adquirido, de modo que resta apenas pintar e sair velejando.

Daniel já não é marinheiro de primeira viagem. No mesmo jardim de sua casa construiu o Sirius, o primeiro Samoa 28 a navegar, cujo sucesso ajudou muito a animar todos os outros construtores de veleiros dessa classe espalhados pelos quatro cantos do mundo. Agora já existem vários outros Samoa 28, mas o Sirius acabou fazendo história.

A vantagem do Pantanal 25 no Rio da Prata é ele poder recolher a quilha, pois, como em todos os estuários, as profundidades vão diminuindo aceleradamente devido ao assoreamento. Só na Argentina temos vários outros Pantanal 25 em construção o que é uma certeza de formação de uma flotilha em pouco tempo.

Pantanal 25 Vega sendo rebocado para a oficina de pintura. Esse deverá ser o pioneiro da classe no Rio da Prata.
Na foto acima Daniel faz o V da vitória ao lado do barco que construiu sozinho sem ajuda de ninguém

Por acaso um vizinho e amigo de Daniel apaixonou-se pelo Vega e acabou ficando com o barco, mas só com a metade, pois Daniel não podia imaginar vendê-lo sem antes fazer umas regatas, depois de dar um duro tão grande. Mas tão logo se sinta satisfeito, ele venderá a segunda metade para seu amigo, pois se falasse em vender o Sirius, a família brigaria com ele. 

Clique aquí para saber mais sobre o Pantanal 25


Pantanal 25 Dark Ice tri-legal

Vai ficando cada vez mais comprovado que o Pantanal 25 é mesmo um barco duro de ser batido. Pelo terceiro ano consecutivo, Darck Ice, o Pantanal 25 que o velejador paulista Jorge Intaschi construiu como protótipo de uma série, venceu o circuito santista de vela de oceano, não importando em que categoria o tenham colocado. Nas duas primeiras vezes o Dark Ice competiu na classe bico de proa. Como venceu com facilidade as duas competições, os organizadores o colocaram nessa terceira vez na classe RGS B, ainda impedindo-o de usar a vela com aluamento do projeto, exigindo que corresse com uma ridícula vela triangular, das que se usavam antigamente. Mas de nada adiantou a manobra; o Dark Ice venceu de novo, dessa vez com uma tripulação de jovens carentes integrantes de um projeto social, com idades variando entre doze e quinze anos, liderado pelo Comandante Douglas, envolvido nesse projeto social.

Dark Ice velejando na orça em frente à praia de Santos

A primeira regata da série foi bem técnica, requerendo muita proficiência da garotada. O vento começou soprando a uns 20/25 nós, caindo para 2/3 nós no fim do percurso. Apesar dos eventuais erros da tripulação, afinal são iniciantes, o barco saiu-se super-bem na regata, chegando na frente de famosos veleiros de série de 32 pés usando velas de Kevlar. (No real e no corrigido.) A meninada a bordo vibrava! Sem poder usar a vela mestra original do projeto foi necessário fazer milagres de ajustagem para que fosse possível tirar proveito do fato do casco do Pantanal 25 ser tecnicamente mais veloz. As regatas restantes foram vitórias tranqüilas para o Dark Ice, os garotos ficando ansiosos para contar o feito aos seus amigos e familiares. O comentário do Comandante Douglas, que estava assumindo o comando do Dark Ice pela primeira vez, foi curioso: "Antes quando ia para a raia e topava com o Dark Ice, ficava aborrecido. Hoje, quem diria, estou do outro lado da moeda, graças a Deus...hehehe!".

Joaninha e mais um Pantanal 25 em final de construção

Jorge já construiu três outros veleiros da classe. Um deles, o Enigma II , já foi entregue ao seu proprietário, um velejador de Brasília, faltando apenas uma visita da veleria que fabricou o enxoval de velas dar o toque final na ajustagem dos panos. Um outro, o Joaninha, logo estará sendo entregue a um velejador paulista. Jorge já está de posse do galpão definitivo onde deverá produzir o modelo em série.

Enquanto isso a classe não pára de crescer internacionalmente. Esse mês deverá ir para a água o Vega, construído por Daniel D'Angelo, em Buenos Aires, Argentina. Esse você pode acompanhar a construção entrando em nossa página de links: Pantanal Vega. Quando for finalmente lançado iremos publicar uma detalhada matéria sobre ele. Daniel é um de nossos construtores que mais nos impressiona pela rapidez e qualidade de seus serviços, já tendo construído o Samoa 28 Sirius, que ficou um espetáculo, e com o qual já realizou inúmeros cruzeiros e regatas. Daniel tem planos para construir o Pantanal 25 em série na Argentina.

 Além do Vega, está na reta final de fabricação o barco construído pelo alemão Maik Biela em Santiago do Chile. Como existem muitos outros barcos da classe quase concluídos ou navegando em vários países, as noticias da classe irão se tornar cada vez mais freqüentes em nossa página.


Pantanal 25 – Classe bem próximo de poder ser homologada

Bons ventos estão soprando para a classe Pantanal 25. A Intaschi Nautical Performance, juntamente com a Coopermarine, acabam de fechar a terceira venda de um Pantanal 25, que deverá ser produzido nas formas que Jorge Intaschi construiu após  terminar o casco e convés do Dark Ice, o Pantanal 25 que fez para seu próprio uso.

Essas formas que foram levadas para a Coopermarine, uma fábrica de barcos que trabalha em regime de cooperativa, e já produziram dois barcos, barcos esses que breve deverão estar navegando. Com a nova venda, fica faltando uma unidade para que a classe possa ser homologada pela Federação Brasileira de Vela e Motor, isso sem falar dos muitos outros em construção em vários pontos do Brasil.

Ronaldo Agondi, o diretor da Coopermarine, aproveitou a oportunidade de ter uma carteira de pedidos para completar a coleção de moldes, e poder fabricar o barco em série no menor tempo e com o menor custo possível. Ele produziu moldes de todos os componentes do mobiliário interno com uma classe e um bom gosto impressionantes, aproveitando para aperfeiçoar a ergonomia e dando um toque artístico ao design dos móveis, fazendo as paredes das bancadas com curvas funcionais e elegantes. Na realidade, com o cuidadoso acabamento que Ronaldo está conseguindo realizar, o interior do barco irá ficar um espetáculo.

Marcelino Magalhães, o primeiro cliente da Coopermarine, está dando a maior força para que os moldes fiquem super-caprichados, para isso não pressionando a fábrica exigindo pressa, para que a obra não seja realizada com afobação. Não tenho dúvida que com o acabamento que está sendo alcançado, o modelo fará grande sucesso, inclusive com grandes possibilidades no mercado internacional. Como a classe vai se expandindo muito bem internacionalmente, acho que o escritório B & G Yacht Design até que poderá dar uma boa mãozinha para divulgar o serviço da Coopermarine lá fora.

A nova bancada da pia do banheiro é muito mais ergonômica, oferecendo maior área de piso.

Desde junho não falávamos sobre o esforço de Jorge Intaschi e da Coopermarine em promover a classe Pantanal 25. Em julho, após uma preparação meticulosa para participar da Semana de Ilha Bela, em uma das primeiras regatas, depois de demonstrar possuir velocidade para se meter com os cachorros grandes do circuito, Dark Ice foi atropelado por um brutamonte de 57 pés e U$2800.000, que, sem preferência, entrou pelo gurupés do pequenino Pantanal 25, empenando-o, mas para espanto geral, sem causar o menor dano ao casco. Apesar de ter arruinado a série, o acidente serviu para mostrar quão robusto é o modelo. Acreditamos que o que salvou o barco menor de um prejuízo mais grave foi o efeito bola de ping-pong. Sendo tão leve e tão rígido, com sua construção em sanduíche, Dark Ice foi simplesmente jogado para o lado, como a bola de ping-pong quando leva uma raquetada.

O gurupés empenou sem causar danos ao costado, um bom teste de robustez para o Pantanal 25

O que trouxe a classe novamente à crista da onda foi a matéria que a Revista Náutica publicou comparando o Pantanal 25 com outro modelo, também de 25 pés, comparação meio difícil pela diferença conceitual entre projetos. Como os barcos foram apresentados como cruiser-racers, então vá lá que se comparem os dois, mas o Pantanal  é radicalmente diferente num aspecto que torna essa comparação bastante indevida. Ele é o único dos dois, e porque não dizer, o único no país, projetado para camping, possuindo a boca máxima permitida nos Estados Unidos da América, que é de 2.44m, para poder ser rebocado sem precisar de autorização especial da polícia rodoviária. Essa característica o torna difícil de ser comparado com um barco, que mesmo tendo calado controlável, possui uns 20% a mais de boca. Não que ele perca em conforto, mas ganha em oferecer baixa resistência ao avanço. Obviamente essa boca estreita condiciona o arranjo interno, mas mesmo assim o Pantanal 25 possui acomodações para pernoite de até seis pessoas, banheiro fechado, cozinha e duas camas de casal.

Felizmente os pontos fracos de nosso modelo apontados pela revista não nos preocuparam, pois simplesmente não procedem. Primeiro a de que o modelo não possui textura antiderrapante no convés.

Se o pessoal da revista escorregou ao velejar no Pantanal 25, deve ter sido por falta de óculos, e não por falta de antiderrapante, pois o convés é adequadamente dotado de piso com superfície corrugada já incorporada ao molde.

Outro ponto discutível na avaliação da revista foi sua pequena capacidade dos reservatórios de água doce. Acharam 130 litros insuficientes, mas pensando bem, para um barco de camping isso é muita água. Afinal representa 10% do deslocamento do barco. Se o proprietário levar o barco a reboque com o tanque cheio, isso representa um baita esforço a mais para o motor do carro, mas ainda dentro da tolerância. Imagina se fosse mais!!!

Mas o que importa é que os jornalistas elogiaram bastante o desempenho do modelo:

"...mas também faz bonito em competições, nas quais comporta bem até oito pessoas a bordo, graças à grande área vélica, ao casco leve e ao bom desempenho, já que é veloz em ventos fracos e orça muito bem..."

Pantanal 25 Rotfart, de Marcelino Magalhães, em final de construção na Coopermarine

Agora com o novo sócio, a classe está a um passo de se tornar monotipo em competições e não precisar correr em categorias para a qual não foi projetada. Como o Dark Ice já provou que anda muito, fica melhor não precisar calcular ratings com fórmulas empíricas que penalizam as qualidades do barco. Como além da série da Coopermarine existem muitos Pantanal 25 em construção, com os primeiros já velejando, vai ser bonito ver em breve eles correndo entre si na que provavelmente será a primeira categoria internacional de veleiros com unidades velejando em vários países, projetada no Brasil. Pelo menos um campeonato Sul Americano breve seria possível combinar, pois só na Argentina já existem três barcos em construção a toque de caixa, com grande interesse da comunidade local pelo modelo, e no Chile um construtor cogita em fazer o Pantanal 25 em série.


Pantanal 25 Sendo Construido no Chile - Maik Biela

Olá,
Meu nome é Maik Biela. Tenho 37 anos, sou alemão, e atualmente vivo em Santiago do Chile.

Estudei artes em construção civil em uma escola técnica da Alemanha com especialização em carpintaria. Deixei a Alemanha dez anos depois de me formar, em busca de algo novo, e vivi vários anos nos Estados Unidos da América, onde trabalhei na construção civil como empreiteiro.

Sempre me interessei por barcos, mas esse hobby não é fácil de ser praticado na Alemanha. Assim comecei a pensar na possibilidade de iniciar alguma coisa nesse sentido aqui no Chile, uma vez que tem oceano a beça em volta deste país e isso oferece muitas opções.

Com o intuito de me aproximar do meio náutico obtive uma carta de capitão e comecei a praticar vela num pequeno iate clube local, chamado Quintero. Tive sorte, pois logo após receber minha carta tive a possibilidade de participar de regatas patrocinadas por esse clube, me dando muito bem, ganhando muitas regatas, e foi então que decidi ter meu próprio veleiro, para que pudesse ir aonde quisesse e aproveitar o mar e a natureza da maneira que mais me aprouvesse.

Assim comecei a pesquisar como conseguir um bom veleiro a um preço accessível, porem comprar novo de fábrica estava fora de minhas possibilidades, e então pensei: por que não construir eu mesmo?

Depois de uma longa busca, finalmente encontrei o escritório Roberto Barros Yacht Design, (B & G Yacht Design), ficando bastante entusiasmado com seus projetos. Encomendei um montão de planos de estudos de vários projetistas diferentes, mas acabei por escolher um desenho desse escritório, porque queria um barco bem moderno, e gostaria de começar com um modelo espaçoso, que não fosse nem pequeno, nem grande demais, e que ficasse por um preço razoável.

Minha escolha recaiu sobre o Pantanal 25, e tão logo tomei essa decisão encomendei os planos. Então comecei a estudar o projeto sentindo diferentes preocupações; algumas vezes me questionando sobre minha habilidade de construir um barco com uma tecnologia que desconhecia, mas resolvi ir em frente pensando com meus botões: no final tem que dar certo, não importa as dificuldades, pois desejo fortemente ter meu barco!!!

Entrei em contato com Luis Gouveia, o engenheiro naval do escritório, consultando-lhe sobre algumas dúvidas sobre o processo e suas respostas vieram rápidas e bem claras. Então, decisão tomada, fiquei aguardando a chegada dos planos para começar a obra sem perda de tempo.

Comecei a construção do casco em março de 2009 adquirindo a madeira para fazer os strips do miolo do sanduíche. Foi tão rápido fechar o casco que mal acreditei que tinha realizado aquele trabalho sozinho. Fiquei fascinado como tudo ia dando certo e constatei que meus conhecimentos como construtor civil eram mais do que suficientes para seguir com a obra, isso acontecendo somente nas horas de folga de meu trabalho profissional. Agora está ficando difícil interromper a obra no fim do dia, isso depois de longas horas ocupado; é simplesmente fascinante esse desafio!!!

Terminei a construção do casco em quatro meses (só em minhas horas vagas). Então chamei um grupo de amigos para me ajudar a virar o casco, e agora o caminho está livre para construir o interior. A virada foi bem emocionante, uma vez que não sabia direito o que iria acontecer, mas no fim foi mais fácil do imaginei, e isso pode ser constatado nas fotos abaixo. Meu plano funcionou perfeitamente!!!

Também devo confessar: durante o dia, no meu trabalho formal, fico estudando o projeto, uma atitude quase ridícula, mas talvez aí esteja a resposta, pois tudo está dando certo até agora.

Minha experiência de construir um barco no Chile é controvertida, lamento dizer. Aqui não é propriamente o paraíso da construção amadora, uma vez que nem sempre é fácil adquirir os materiais específicos para a construção, e muitas empresas aqui só estão interessadas em vender por atacado, o que dificulta bastante para meu lado. Então me resta recorrer à Internet, à qual consulto por horas a fio tentando me contatar com uma miríade de pessoas até encontrar uma solução para o que preciso. Às vezes contacto Luis Gouveia para que ele me ajude a encontrar o que estou buscando.

Mas de uma forma ou de outra já obtive os materiais necessários. Cansou um pouco conseguir, mas agora estou satisfeito e posso prosseguir minha obra sem problemas.

Muitas pessoas estão acompanhando de longe minha construção e mostrando interesse no que estou fazendo. Já conversei com vários deles que se entusiasmaram com meu esforço. Esse é um aspecto interessante ao se construir seu próprio barco, esse de despertar o desejo dos outros.

Até agora trabalhei praticamente sozinho, uma vez que pretendo curtir ao máximo cada passo da construção. Como disse, sou muito minucioso quanto a detalhes, e por isso prefiro fazer tudo sozinho, exceto quando tiver que realizar esforços mais pesados, como por exemplo, agora, quando fui virar o barco. Estou ansioso em continuar a construção e não vejo à hora de estar velejando no barco.
Devo ser meio pirado, pois já estou pensando em construir um próximo barco do escritório Roberto Barros (B & G) Yacht Design, mas tenho que ter calma para acabar o Pantanal, e então decidir que barco fazer.
Agradeço ao escritório de projetos por ter tornado possível a um amador construir um veleiro de linhas modernas por um preço accessível e que ainda fosse empolgante de ser construído. Devo ainda ressaltar que eles oferecem um bom apoio ao construtor, se interessando pelo serviço realizado!!!
É fantástico comprar um barco novo direto da fábrica, todavia a experiência que estou tendo de construir meu próprio barco é simplesmente indescritível!!!

Também agradeço ao escritório de projetos por publicar essa carta relatando minhas experiências e as fotos da construção. Mando meu muito obrigado também para os amigos que me ajudaram na virada do barco. Manterei vocês informados sobre o prosseguimento da construção.
Um abraço a todos,
Capt. Mail Biela
Boat Builder

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Pantanal 25 em construção na Argentina - Daniel D'Angelo

Logo após ter construído o Sirius (primeiro Samoa 28 a ficar pronto) e ter desfrutado plenamente tanto de sua construção como de navegá-lo, encarei uma segunda construção, desta vez um Pantanal 25. Esse projeto me interessou particularmente por vários motivos, sendo sua versatilidade de calado, baixo peso e velocidade de construção seus maiores atrativos para mim.

Por ser um método construtivo parecido com o da construção do Sirius (sanduíche de espuma de PVC para o Pantanal 25 e sanduíche de strip-planking de madeira para o Samoa 28), estimei que a obra fosse ser concluída muito mais rapidamente do que a anterior (dois anos e onze meses)...e até agora não me equivoquei!

A espuma é mais fácil de ser manipulada do que tirar doce da mão de criança! Assim, em abril de 2009, começamos a construção do "Vega" Com a experiência adquirida e a certeza de poder fazer um bom barco, a obra avança rapidamente apesar do clima frio que temos por essas terras. Com o que ainda restava de outono terminei o casco externamente gastando um total de quinze dias para executar o trabalho. (No Sirius levei dois meses!) Atacando em várias frentes de trabalho simultaneamente, avançamos com a caixa da quilha, leme e fin-keel.

Quando retomei a obra no final de junho, o frio impedia fazer qualquer coisa com epóxi ao ar livre, e por isso tomei uma decisão radical: construiria a superestrutura em duas metades dentro do lugar fechado onde está instalada a nossa churrasqueira do jardim. Assim em menos de uma semana já tinha pronta a metade da frente do convés, que levei para o jardim abrindo espaço para construir a outra metade. Essa deu um pouco mais de trabalho uma vez que as balizas são mais complexas e pelo fato do espaço em volta da obra ser bem apertado, dificultando meu trabalho.

Antes de ter que interromper a obra por causa de minha atividade profissional, consegui construir toda a metade de popa e começar a revesti-la com fibra de vidro, deixando o serviço incompleto, mas faltando um dia no máximo de trabalho quando retomar a obra. Nesse meio tempo já encomendei a mastreação e as ferragens especiais e junto com Tomas Orcoyen, outro argentino que também está construindo um Pantanal 25, encomendamos a uma fundição o bulbo da quilha.

Na próxima etapa, em setembro, começarei a construções das anteparas estruturais, divisórias internas e móveis, coisas que devem levar umas duas semanas para serem completadas. Inicialmente usarei as velas do irmão maior, uma vez que elas não diferem muito em tamanho. É uma delícia trabalhar com sanduíche de espuma de PVC e fibra de vidro saturada com epóxi ... se tudo der certo e a Mãe Natureza ajudar, talvez o tenhamos na água antes do fim do prazo fixado de Dezembro de 2009...para mim um absoluto Record!!!

Estou bem ansioso para navegar no meu Vega e poder desfrutar do enorme cockpit que já esta lá para ser apreciado na metade de popa do convés. Que boa impressão causa nas pessoas que o vêem!

Veremos dentro em breve como meu novo veleiro irá se comportar em nosso traiçoeiro Rio da Prata. O barco promete ser veloz!!!

O geólogo argentino Daniel D'Angelo foi o primeiro construtor de Samoa 28 a lançar ao mar um desses barcos, e agora já é um velejador bem conhecido na Argentina e em outros países, em parte por seu excelente site na Internet: www.velerosirius.com.ar. Agora que está construindo o Pantanal 25 Vega deverá ficar mais conhecido ainda, uma vez que em dezembro provavelmente já deverá estar navegando

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Palestra sobre o Pantanal 25 no Rio Boat Show

No dia 16 de maio às 20:30 será dada uma palestra sobre a construção em sanduíche de espuma de PVC do veleiro Pantanal 25, dada pelo coordenador da classe no Brasil, Jorge Intaschi.

Essa palestra é particularmente interessante por abordar o tema de construção para um dos mais bem sucedidos lançamentos de projetos de veleiro que já aconteceram em nosso país.

A carreira que o Pantanal 25 está fazendo é surpreendente, mas não foi por acaso que isso aconteceu. Quando completamos o projeto e o lançamos em nosso site na internet, ficamos meio atônitos com o interesse que o plano despertou internacionalmente. O primeiro pedido que recebemos, praticamente no dia seguinte ao que o projeto foi oferecido, veio de Queensland, Austrália, e de lá para cá o projeto não parou de fazer sucesso internacional.e hoje temos barcos da classe sendo construídos ou navegando nos mais variados países, com unidades sendo feitas na Europa, nos Estados Unidos, Canadá e em outros lugares onde a gente jamais sonhou em  ter clientes construindo nossos desenhos. No Brasil não foi diferente e existem vários barcos da classe em construção em diferentes estados da federação.

A proposta à qual o barco se destina é o grande atrativo do modelo. Ele não é um barco para atravessar oceanos, mas para atravessar continentes. A diferença dele para outros barcos rebocáveis de alta performance existentes no mercado, a maior razão do sucesso do projeto, reside no conforto interno. Olha só: esse barco de 25 pés projetado para ser veloz, tem duas camas de casal, banheiro com porta, salão com mesa central para seis pessoas e cozinha. Por enquanto ainda não existe outro projeto semelhante em nenhum outro país.

E então entra a pessoa do Jorge Intaschi na história como um verdadeiro impulsionador do modelo no mercado nacional. Ele foi o primeiro que vislumbrou o mercado fabuloso que esse barco poderia ter em nosso país de proporções continentais. Afinal quem pode imaginar que um barco rebocável possa acomodar confortavelmente uma família durante um cruzeiro de férias, e, durante a temporada de competições em sua região, participar de regatas com possibilidades de êxito? Foi isso que Jorge viu no projeto, quando ele ainda estava somente no computador, e foi quando nos afirmou; esse é o barco!

Sendo um dos pioneiros a adquirir os planos, Jorge logo na primeira hora decidiu fabricar moldes para produzir o Pantanal 25 em série. Em pouco tempo construiu o protótipo, o já famoso Dark Ice, com o qual foi campeão santista de vela de oceano na classe bico de proa, isso em sua temporada inaugural, e hoje supervisiona a construção em série do modelo na Coopermarine, de Guarujá, São Paulo.

Já tendo duas unidades em final de acabamento, uma para o estado de São Paulo e a outra para Brasília, Jorge tem muito que mostrar na palestra, e as pessoas vão poder ver como o processo de construção em sanduíche foi desmistificado, e como é simples fazer um barco hi-tec, seja por um amador, seja profissionalmente. A apostila que acompanha o projeto, que escrevemos para os amadores de todos os lugares poderem construir sentindo-se seguros, funcionou maravilhas, e hoje temos barcos sendo construídos a toque de caixa, da Turquia à Argentina, do Brasil à Suécia, as pessoas realmente determinadas conseguindo fazer seus barcos com bastante facilidade.

Você ainda deverá ouvir falar bastante deste novo veleiro e ele bem pode ser o barco que lhe venha a lhe interessar. Por isso recomendamos a palestra do Jorge, a pessoa que mais entende de Pantanal 25 no Brasil.

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Pantanal 25 continua bombando na vela de oceano paulista.

O coordenador da classe no Brasil, Jorge Intaschi, mercanteveiculos@terra.com.br, nos escreve:

"Hoje saiu o casco do Rotfahrt da forma... lindo brilho !!!  Esse segundo Pantanal 25 saído da forma da Performance Pantanal 25 já vai incorporar todos os aperfeiçoamentos que desenvolvemos nestes 7 meses de regatas ( velas, quilha, opções de ferragens, etc)... e com um casco  bem mais leve que o Dark Ice !!!

O novo barco deverá participar da temporada de regatas da Federação Santista de Vela de Oceano.
Infelizmente ( ou felizmente) , deverá andar bem mais que nosso Dark Ice... vai ser páreo duro!!!! E começa essa semana também a laminação do Enigma II, o Pantanal 25 do Sr. Ademir Micareta, especialmente feito para correr a fórmula Brasília, que com certeza , pela habilidade do Sr. Ademir em velejar, deve também fazer muito bonito por lá...

Não vemos a hora de vê-lo correndo também!!! Cada Pantanal 25 feito é como um filho para nós. Ficamos felizes em fazer o acompanhamento de todos eles e saber como estão... e ajudar seus proprietários a aprimorarem seu velejo e regulagens ."

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Fotos do casco do Pantanal 25 Rotfahrt sendo desmoldado

Neste ano estamos testando novas regulagens de mastreação para o Dark Ice, que aparentemente funcionaram a contento. Na primeira regata desta nova temporada em Santos, mesmo com tripulação renovada ( Dimas, Wagner e Mariana, no "estaleiro" ) chegamos novamente em primeiro...O  timoneiro ( Jone ) se espantou com a aceleração rápida e a velocidade do Pantanal 25 em ventos fracos. Nilton, um velejador que veio ajudar a tocar o Dark Ice, apaixonou-se pelo projeto!!!

Em Bertioga, já com o Dimas de volta, sempre testando novas regulagens, o Pantanal 25 foi ainda melhor. Abrimos grande distância do segundo lugar... deixando os adversários impressionados com o desempenho desse novo projeto.

Leonardo, do veleiro Ranger 26 Rainha passou esse e-mail para Rogério de Carvalho, o Jojô:

O final de semana acabou ficando bem legal. A turma se reuniu no cantão do Indaiá, quando no sábado tivemos uma regata de percurso, que dava a volta na ilhota Monte Pascoal. Na minha novata opinião, foi a primeira vez que peguei vento naquela região. Fiquei feliz e surpreso.

Logo na largada o Dark Ice acelerou com uma facilidade incrível. Dava até a impressão que estavam em uma rajada isolada, tal era a diferença de velocidade para os outros barcos. Mas não, na verdade era o pessoal que estava tocando o barco muito bem. Tanto, que montaram a ilha bem na frente e depois só administraram.

Aos poucos o vento foi merrecando e nós pegamos a última bufada até a chegada e então acabou geral. O Easy Going e o Verax ( bramador 34) não tiveram a mesma sorte e batalharam duro para terminar a regata.

No domingo, largamos com um vento mais fraco ainda, que acabou merrecando total. A regata foi cancelada, mas, outra vez o Dark Ice estava muito na frente, e bota muito nisso."

Flotilha deixada para trás Abrindo vantágem Os adversários ficaram na saudade Mal dá para ver os concorrentes Comemorando a vitória Recebendo otrofeu de vencedor
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Fotos das regatas em Santos e Bertioga. Observe a que distância ficaram os adversários.


Pantanal 25 agora fabricado em série

A Cooper Marine, uma empresa organizada como cooperativa de fabricação de embarcações de recreio, localizada no Guarujá, litoral paulista, decidiu assumir o desafio de construir em série o veleiro Pantanal 25, o projeto sensação do momento no cenário náutico brasileiro. Tendo larga experiência em construção hi-tec, além de estar atualizada com o processo de infusão e laminação em sanduíche, foi um privilégio para a classe Pantanal 25 ter conseguido obter um fabricante de tão alto gabarito. Em março foram fechados dois contratos com esse estaleiro, um para o estado de São Paulo e outro para Brasília, estando mais dois clientes agendados para iniciar a laminação tão logo as duas unidades iniciais estejam concluídas.

Para colaborar com a febre de entusiasmo pela classe, a Revista Náutica de março de 2009 publicou a reportagem "Pantanal 25, Um Veleiro Para Começar Bem", como o teste que a revista rotineiramente realiza quando um modelo novo é introduzido no mercado, usando o Dark Ice, a unidade que conquistou o campeonato santista de vela de oceano na classe bico de proa de 2008 para fazer a avaliação, resultando numa reportagem de sete páginas. De um modo geral os jornalistas fizeram ótimas referências ao modelo, ressaltando principalmente seu excepcional desempenho em ventos fracos. Mesmo a matéria tendo ficado muito boa, houve alguns equívocos na reportagem que é importante retificarmos.
Se você tiver a revista n° 247 nas mãos e abrir a reportagem, que se inicia na página 96 com uma belíssima foto do Dark Ice visto de lado, logo na primeira página irá ler que o projeto contempla duas opções de vela grande, uma para regatas e outra para cruzeiro. Nossa intenção ao desenvolver o desenho foi a de ter uma única medida para a vela grande, imaginando que quem desejar fazer um cruzeiro bem tranqüilo, possa sair logo com a vela rizada. Isso ajudaria a unificar os barcos, deixando a classe o mais padronizada possível. As outras imprecisões da reportagem foram duas informações que não conferem: a que a porta do banheiro teria apenas 35cm de largura, quando na realidade tem 48cm, e de que a cama de casal de proa só teria 1.75m de comprimento, quando ela mede 1.90m. Mas enganos são coisa mínima, e no mais a matéria ficou muito agradável, com boas ilustrações e um texto simples e gostoso de ser lido.

Temos também informações quentes sobre a classe vindas do exterior. Zirrdelli, o primeiro Pantanal 25 a ser concluído, e que se encontra estacionado no Mar de Mármara, entre o Mediterrâneo e o Mar Negro, deverá correr a temporada 2009 do campeonato turco de vela de oceano, e o Vega, como será chamado o primeiro Pantanal 25 a ser construído na Argentina, terá seu casco concluído em abril. Um segundo Pantanal 25 está bem próximo de ir para a água na Turquia, enquanto um cliente canadense está se preparando para fabricar nosso projeto em série para os mercados canadense e americano. Por tudo isso, esperamos que o Pantanal 25 se torne em muito pouco tempo uma classe internacional e que em 2009 ela seja homologada pela Federação Brasileira de Vela e Motor.

Jorge Intaschi, o organizador da classe aqui no Brasil, tem planos bastante ambiciosos para 2009, inclusive o de correr o Circuito de Ilha Bela, devendo apenas resolver o problema burocrático para que possa competir na classe bico de proa. Se isso não for possível, por pura burocracia, será só esperar um pouquinho e os barcos da classe estarão competindo entre si numa categoria própria

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Pantanal 25 Dark Ice campeão santista de vela de oceano

Muitas notícias boas estão chegando sobre o Pantanal 25. No dia 7 de fevereiro foi realizada a entrega de prêmios do campeonato santista de vela de oceano. Imagina qual foi o barco mais premiado naquela noite? Se você pensou Pantanal 25 Dark Ice, acertou na mosca!

Foi ele, o caçula dos veleiros brasileiros, um barco cujas características ainda eram desconhecidas, conduzido por uma tripulação novata que aprendeu como ele navega à medida que o campeonato avançava. E não foi pouco o que aprenderam!

No vento fraco constataram que a velocidade do barco é simplesmente estonteante, velejando mais rápido do que todos os outros inscritos na categoria bico de proa e RGS local, não importando o tamanho do adversário.
Quando competiu com vento mais forte, continuou andando muito bem, mas então linha d'água acabou prevalecendo e nessa condições não deu para ser fita azul, mas nunca dando boa vida para os veleiros maiores.
Resumo da ópera: apesar de ter iniciado a competição já na quarta regata do campeonato, Dark Ice foi campeão por antecipação uma regata antes do fim da série.

No sábado 7 de fevereiro o dia começou intenso para o pioneiro da classe no Brasil, o construtor do Dark Ice, Jorge Intaschi. De manhã ele tinha combinado se encontrar com um velejador de Brasília que viera a Santos exclusivamente para conhecer o Pantanal 25.

Antes de saírem, Jorge e o brasiliense visitaram a Coopermarine, que já havia se decido a construir o Pantanal 25 em regime de cooperativa. Por sorte a fábrica estava dando os últimos retoques numa lancha que em poucos dias iria ser despachada exatamente para Brasília, dando uma perfeita idéia ao visitante do alto grau de acabamento desta cooperativa na construção de iates. Em outra coincidência, lá também estava o primeiro cliente da Coopermarine para o Pantanal, o velejador paulista Marcelino Magalhães, que tinha ido à fábrica entregar o material para a laminação de seu casco, que, para início da fabricação terá gelcoat na cor vermelha da melhor qualidade.

Por essa altura o velejador brasiliense já estava bastante impressionado com tanta movimentação em torno Pantanal e ansioso para finalmente conhecer o barco.

Quatro dias antes a prestigiosa Revista Náutica havia testado o Dark Ice para uma de suas tradicionais reportagens de avaliação que publica regularmente. Nesse dia, como num filme já visto, os repórteres ficaram impressionados de como o veleiro andava rápido no vento fraco.

No sábado a dose iria se repetir. O visitante pegou o leme do barco e não largou mais durante seis horas, cada vez mais fascinado com a rápida aceleração do veleiro ao menor aumento de intensidade do vento. Não foi grande surpresa que tenha se interessado em encomendar um Pantanal para competir no lago Paranoá.

Terminada a velejada Jorge convidou o futuro membro da classe para participar da entrega de prêmios da temporada de 2008 do campeonato santista de vela de oceano.

Foi então a demonstração final do prestígio do Dark Ice. Aquele modelo desconhecido recém-inaugurado acabou roubando a cena e foi o barco mais premiado da noite, reservando os mais variados comentários da galera presente por suas atuações na temporada.

Sem dúvida Jorge e sua tripulação ficaram contentes da vida e o visitante mais impressionado ainda com a badalação em torno do modelo. Para coroar a ocasião, um velejador de Niterói também está confirmando a construção de seu Pantanal 25 pela Coopermarine, além de Jorge ter decidido fazer um novo Pantanal, o Wave Runner.
Essas foram as notícias diretamente de São Paulo.

Enquanto isso, em Buenos Aires, nosso cliente Daniel D'Angelo começa a construção de um Pantanal 25, o qual deverá estar pronto em uns seis meses. Como ele é um construtor amador experiente, pois foi o primeiro a terminar a construção de nosso modelo Samoa 28, do qual existem dezenas de unidades em construção em vários paises, não há razão para duvidar que ele consiga construir seu novo barco neste prazo. Enquanto outros vão construindo seus Samoas 28, Daniel já está curtindo o Sirius, lindo e reluzente, velejando com a família pelo Rio da Prata.

Com o Pantanal 25 do Daniel, a série da Coopermarine, o Zirdelli que já está velejando no Mar de Mármara, na Turquia e uma porção de outros que já estão quase prontos nos mais diferentes países, está parecendo que pela primeira vez uma classe brasileira se tornará verdadeiramente internacional.

Mas o Dark Ice só mostrou seus primeiros passos. Pelo seu batismo promissor, tem tudo para mostrar muito mais daqui para frente.

Tripulação do Dark Ice: Marcelo Carvalho, Wagner Intaschi, Mariana Marangoni, Dimas Ruiz, Jorge Intaschi Jorge Intaschi recebe mais um trofeu: fita azul na sexta etapa do campeonato.

Jorge Intaschi recebe o trofeu de campeão santista de oceano classe bico de proa

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Pantanal 25 feito na Turquia

No dia 4 de junho de 2008 recebemos esse lacônico e-mail com três excelentes fotos do primeiro Pantanal 25 construído na Turquia:

Prezado Roberto,
Achamos que esse deve ser o primeiro Pantanal 25.
Muito obrigado por terem criado esse lindo projeto.
Construímos o barco em dupla. Por favor, vejam as fotos abaixo.
Orhan Sati & Bahattin Bedir.

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Observar as fotos do Zirrdeli foi uma ótima surpresa para nós. Primeiro porque o barco está muito bem feito, com um grau de sofisticação, como por exemplo, assentos do cockpit revestidos com teca, um detalhe difícil de ser encontrado em barcos de construção amadora; também ficamos impressionados com o fato de nossos clientes da Turquia tenham conseguido ultrapassar todas as fases de construção sem encontrar dificuldades, tendo as informações contidas nas plantas e no nosso roteiro de construção bastado para eles. Durante toda a obra nem mesmo uma só vez nos consultaram para tirar qualquer dúvida. Por essas razões nossa surpresa foi em doze dupla, e receber essas fotos representou uma satisfação incomensurável.

No entanto outra surpresa agradável estava nos esperando. Um outro cliente nosso na Turquia, Birol Ozer, que tinha adquirido os planos bem depois que nossos primeiros construtores, provavelmente influenciado pelo excelente acabamento do Zirrdeli, nos enviou um e-mail informando que seu casco também estava concluído. Birol escreveu:

Olá Luis
Espero que você e sua família estejam bem.
Estou enviando as fotos do casco de meu Pantanal 25.
Espero o estar virando neste final de semana.
Estou muito preocupado com esta operação.
Saudações.
Birol Ozer

Birol Ozer Pantanal 25
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A classe Pantanal 25 está apenas saindo da casca do ovo. Quando decidimos desenhar um veleiro rebocável mais confortável do que a maioria dos barcos similares, não poderíamos nem sonhar com o interesse imediato por parte de tantas pessoas nos mais diferentes lugares pelo nosso projeto. Desde sua introdução a classe não parou de aumentar em número de aficionados e já existem dúzias de construtores em vários países trabalhando duro para terminar seus barcos.

A primeira oportunidade que tivemos de observar um vídeo de um Pantanal 25 navegando foi quando Dark Ice, construído pelo empresário da cidade de Campinas, estado de São Paulo, Jorge Intaschi, efetuou seu primeiro teste de mar. O vídeo, mostrado em nosso site, está sendo muito visitado, e já foi visto por 3.000 pessoas em menos de dois meses. Jorge já está se preparando para fazer um novo vídeo, agora que irá testar um spinnaker assimétrico maior do que o usado na primeira velejada. Vamos torcer para que Eolo brinde o Dark Ice com uma brisa fresca, para que possamos ver uma esteira planante deixada pela popa deste Pantanal 25.

Jorge Intaschi está preparando uma planta de fabricação em série do Pantanal 25 e esperamos que breve sua produção esteja funcionando a todo pano.


Primeira velejada do Pantanal 25 Dark Ice.
Essa nota também foi publicada no site www.amateurboatbuilding.com

Veja o vídeo da primeira velejada do Dark Ice em cinco nós de vento.

A Sexta-feira Santa de 2008 foi um dia feliz para a classe Pantanal 25. Dark Ice, aquele barco que mostramos fotos sendo rebocado de trailer numa matéria publicada nesta coluna, finalmente deu sua primeira velejada na Baía de Santos.

Existem muitos barcos desta classe sendo construídos em uma dúzia de países diferentes, e pelo menos um deles também já está navegando. No entanto esta é a primeira vez que recebemos um relato completo com um álbum de fotos de como ele se comporta, pelo menos nas condições que prevaleceram naquele dia. Recebemos por e-mail uma foto de um Pantanal 25 extremamente bem feito, construído na Turquia, mas desde então não mais recebemos notícias deste barco. Por isso para nós o Dark Ice ficou como sendo o primeiro barco da classe a sair velejando.

Black Ice foi fabricado em Campinas, S.P., por Jorge Intaschi, um velejador apreciador de regatas que viu no Pantanal 25 o barco de seus sonhos.

Jorge é um analista de sistemas que trabalha no ramo de venda de carros. Como é tão freqüente atualmente entre empresários, seu tempo livre é bastante reduzido. Morando tão longe do mar e sendo seu negócio bastante solicitante, ele precisava de um barco que pudesse ser guardado na garagem de sua casa durante os longos períodos em que não irá dispor de tempo para tirar folga, e por outro lado, quando isso for possível, queria um barco suficientemente confortável, com banheiro fechado, cozinha e camarote privado, para que sua família pudesse permanecer a bordo durante os feriados. Quando ele descobriu o Pantanal 25, concluiu naquele momento que aquele era exatamente o barco que estava procurando.

Jorge foi um dos primeiros a adquirir o projeto, que então havia sido publicado apenas algumas semanas antes. Ficou tão entusiasmado com o potencial do Pantanal 25, que decidiu criar, em sociedade com seu irmão Wagner, uma empresa com site na internet, www.intaschi.com.br, para produzir o modelo em série. Logo em seguida iniciava a construção dos plugs necessários à fabricação das fôrmas.

Embora os irmãos sejam experientes empresários, esse ramo de atividade era inteiramente novo para eles. No entanto, a despeito da falta de conhecimento técnico específico sobre o assunto, decidiram começar por cima, construindo sofisticados moldes para laminação por infusão. Em janeiro de 2007 instalaram a oficina de modelagem e uma das primeiras decisões que tomaram foi a aquisição de um stand no São Paulo Boat Show que iria ocorrer em outubro daquele ano.

Pode-se imaginar a correria que isso representou. Na faina de avançar o serviço, Jorge caiu do convés do plug, rompendo todos os ligamentos de um joelho. Ele compareceu ao salão em uma cadeira de rodas, uma vez que não aceitou ser operado antes que o Boat Show fosse encerrado. No entanto ele não teve por que se arrepender de seu desprendimento, uma vez que seu produto foi uma das vedetes do salão, tendo recebido quinze opções de compra durante os dias da feira, e diariamente formavam-se longas filas para visitar o barco. Agora ele está se recuperando da cirurgia, e finalmente chegou o grande dia da estréia do Dark Ice, exatamente aquele Pantanal 25 que foi exposto no Boat Show.

Reconhecendo que não tinham suficiente experiência para implantar a empresa sem o apoio de alguém especializado, Jorge e Wagner contrataram Eduardo Arena, um respeitado técnico na construção de iates, além de ser reconhecidamente um criativo e habilidoso modelador. A participação de Eduardo em todo o processo de implantação da indústria foi muito oportuna, pois além destas qualificações, ele também é um exímio velejador de competição, além de ser um apreciador das características do projeto.

A sexta-feira de Páscoa não estava muito convidativa para uma velejada. O céu encoberto por nuvens pesadas e um vento fraco e variável não prometia que um teste mais abrangente fosse realizado. Uma frente fria estava sendo esperada para o dia seguinte, de modo que não havia esperança de uma melhora significativa no tempo.

Com o joelho ainda requerendo cuidados, Jorge decidiu acompanhar o teste a bordo da lancha de apoio, e de lá documentar com sua câmara digital as primeiras evoluções de sua criação. Eduardo Arena seria o piloto de teste, assistido por um fabricante e montador de mastros e um profissional da vela.

Definitivamente todos os envolvidos naquela inauguração estavam bastante excitados com o que iria ser revelado logo a seguir. Na ânsia da preparação não houve tempo para cortar os cabos das adriças e das escotas no tamanho certo e as velas ainda não haviam sido verificadas.

A descida do barco à água ocorreu sem imprevistos e logo Dark Ice estava sendo rebocado para mar aberto. Naquele momento já foram esclarecidas algumas dúvidas, tais como o fato do veleiro ter flutuado corretamente em sua linha dágua, e se deslocar de uma forma bastante suave. Quando a lancha ultrapassou a velocidade máxima de casco do Pantanal 25, o leme se tornou pesado para o controle do barco, mas isso era previsto, e bastava levantar um pouco o leme e esse problema estaria equacionado. Nesta classe o leme do tipo guilhotina tem uma regulagem infinita, o que permite diminuir a resistência nestas condições. Preferimos não dar compensação ao leme, pois neste porte de barco temos experiência prévia de que essa medida não é necessária. Logo que o barco começou a velejar constatou-se que nossa decisão estava acertada e o leme se provou ser leve e responsivo.

Jorge, apesar de uma ligeira aceleração de seu ritmo cardíaco, já podia apreciar seu barco velejando no contravento. E como velejou bem! Em cinco nós de vento o Dark Ice estava navegando praticamente com essa mesma velocidade. A estabilidade inicial se mostrou ser excelente e o barco cruzava as primeiras ondas sem esforço, deixando para trás uma esteira quase imperceptível.

Mostrando uma excelente capacidade de orça, o barco demonstrou boa aceleração nas cambadas. Jorge exultava lá do fly-bridge da lancha, chateado com seu joelho por ainda não lhe permitir estar no timão de seu barco.

O vento aumentou para uns doze nós de velocidade, e então o barco que até então se provara ser bem estável, mudou de comportamento, e começou a adernar mais rapidamente. Isso é uma característica do Pantanal, que tem uma boca máxima reduzida e uma boca na linha dágua quase igual a esta boca máxima. Quando a estabilidade de formas começa a diminuir e antes que o lastro comece a atuar mais efetivamente existe uma faixa de menor sustentação, que deverá ser recuperada um pouco mais adiante. A boa constatação foi verificar que com o barco um pouco mais adernado, o leme continuou responsivo e o barco se manteve absolutamente equilibrado, acelerando à medida que o casco adernava.

A volta para a marina permitiu testar o spinnaker assimétrico e ver como o barco se comporta no vento folgado. Como o vento não estava grande coisa, a capacidade de planeio ainda não pode ser verificada, mas aquela era apenas a primeira saída, e logo outras velejadas se sucederão. As fotos que Jorge obteve não são das melhores, mas com aquele tempo nada amigável e a atmosfera tão enevoada, já foi uma vitória conseguirmos essas primeiras fotos. Numa próxima velejada com céu mais azul esperamos poder divulgar fotos de melhor qualidade.

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Eu que fiz!

Olá Pessoal!
Esta notícia foi publicada no site do São Paulo Boat Show. Abaixo seguem mais algumas foto do Pantanal 25 produzido pelos irmãos Jorge e Wagner Intachi. Abaixo algumas fotos tirada durante o evento por uma admirador do barco.

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Essa você viu aqui em primeira mão. O fórum da Revista Náutica Online mostrou para você todos os passos da construção do Pantanal 25 da Instaschi. O projeto do Cabinho finalmente ficou pronto e está sendo apresentado ao vivo pela primeira vez aqui no salão. Mas o Jorge (na foto com cara de papai-babão e na cadeira de rodas) já me disse que muita gente que chega por aqui já conhecia o barco da internet.

Ele, que rompeu TODOS os ligamentos do joelho ao cair de um andaime enquanto trabalhava no barco e ainda nem conseguiu ver ao vivo o interior do Pantanal pronto. Enquanto isso, ele fica babando nas fotos tiradas pelo irmão, Wagner.

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Nosso escritório comenta:

Sem dúvida  o Pantanal 25 deve ter surpreendido o pessoal da revista pelo seu conceito inusitado. Ele foi principalmente concebido para ser rebocável, e por isso é bem leve e seus sistemas são simples e ecológicamente corretos, não havendo perfurações no casco por onde possam ser jogados efluentes. Novamente houve um equivoco na reportagem informando que somos os construtores. Quem está se preparando para introduzi-lo no mercado é o estaleiro Intaschi Nautical Performance, de Campinas, S.P. que irá lançar oficialmente o modelo no São Paulo Boat Show de outubro próximo.


PRIMEIRO CASCO JÁ FECHADO DO PANTANAL 25

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Carlos Zanella Fichtner avança rápido no fechamento de seu Pantanal 25. Ele está usando madeira leve (Timbauva) em vez de espuma como recheio e não encontrou dificuldade alguma em colocar os strips. Nesse caso em vez da tradicional articulação côncava e convexa, aconselhamos ao Carlos que utilizasse o sistema macho e fêmea usado em lambris para fazer seu casco.

O resultado foi espetacular. O strip se acentuou muito bem só requerendo ser pregado 'as balizas. Veja a primeira foto de um Pantanal 25 com o casco semi fechado.

Outra quentíssima novidade sobre a classe Pantanal 25 é a decisão da Barracuda Náutica de construir uma forma do Pantanal 25 para fabricá-lo rigorosamente dentro das especificações do projeto pelo processo de infusão. Para agilizar o processo, o Cláudio já fechou o primeiro contrato e iniciará a construção imediatamente.

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PANTANAL 25 SAIU NA REVISTA NÁUTICA DESTE MÊS