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Polar 65

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Este projeto é um novo marco no desenvolvimento de veleiros de cruzeiro de quilha retrátil.Sendo pioneiros em projetos de veleiros deste tipo assumimos este novo desafio preparados para oferecer o que existe de mais avançado em tecnologia de quilha retrátil pivotável. É importante notar que em veleiros de lastro móvel, existem dois itens a serem equacionados para que o projeto seja bem sucedido: - A quilha propriamente dita e o leme. Um sistema de quilha escamoteável necessita um reduzido calado do leme quando o barco está encalhado para ser operacional, e por outro lado o governo tem que ser eficiente nas piores condições de tempo para que o barco veleje com eficiência e segurança. No Polar 65 adotamos uma solução de compromisso bastante interessante. Optamos por dois lemes rasos e fixos em vez de apenas um escamoteável como fizéramos nos primeiros projetos. Desta forma garantimos um excelente governo num sistema simples e seguro. Os dois lemes funcionam na frente de um skeg para aliviar a carga na roda de leme e são unidos a dois patilhões por vigas que terminam sob seu eixo de pivotamento, dando um segundo apoio na parte inferior. Estas vigas se unem aos "skegs"deixando um claro para o hélice de propulsão. O barco é dotado de dois propulsores de 100 HP cada. Quando o casco encosta no fundo, apoia-se nos dois patilhões e nestas vigas deixando os lemes protegidos de qualquer impacto com o fundo. Graças ao grande espaço interno do modelo pudemos projetar a caixa da quilha subindo até o convés, desta forma criando dois ambientes separados de cada lado, onde instalamos os camarotes. Esta opção permitiu que fizéssemos uma cremalheira que trava a quilha em qualquer posição de içamento, liberando o cabo do peso do lastro móvel. Esta cremalheira é uma inovação que vem devolver o sono a todos os velejadores que utilizam quilha retrátil, pois contar apenas com o cabo de içamento para manter a quilha erguida é como o trapezista que trabalha sem rede em baixo. Esta é uma das principais inovações tecnológicas do projeto, principalmente por que caso ocorra uma colisão inesperada com algum obstáculo que venha a levantar a quilha, esta fica travada sem risco de cair causando danos ao sistema. O arranjo interno combina com a solução da quilha retrátil de uma forma bastante integrada. O salão social ocupa a parte de trás do barco. As acomodações dos tripulantes e passageiros se localizam de cada lado da caixa da quilha. A vante da caixa da quilha estão dois banheiros, um deles em suite com o camarote do proprietário, separados pela caixa da corrente de fundeio. À frente destes banheiros existe uma antepara de colisão, criando um compartimento estanque onde pode ser instalado mais um gerador auxiliar e um dessalinizador. O barco abriga treze passageiros para pernoite podendo os camarotes serem dotados de cama de casal ou duas camas beliche conforme a preferência. No projeto padrão , o camarote em suite possui cama de casal. Entre a caixa da quilha e o salão de popa, na área em torno do centro do barco, está posicionada a casa de máquinas com os dois motores auxiliares e um gerador. Sobre a casa de máquinas localiza-se a cabine de pilotagem com comando interno, mesa de navegação e beliche para o piloto.
A cozinha fica a bombordo na altura da casa de máquinas, e do outro lado estão localizados uma sala de rádio e um banheiro social. O salão principal tem espaço suficiente para abrigar a tripulação e mais alguns convidados em torno de duas mesas imensas com um corredor entre elas, circundadas por um sofá em U, havendo ainda no lado de vante destas mesas duas poltronas para cada uma delas. O arranjo interno combina fortemente com a vocação típica de barco de expedições do Polar 65 e sua principal característica é poder alojar um número expressivo de pessoas oferecendo privacidade e conforto. Em vista do porte do Polar 65 decidimos armá-lo em ketch com três velas de proa, desta forma diminuindo o tamanho individual das velas e facilitando a manobra, característica bem-vinda para um veleiro projetado para operar nas altas latitudes e em regiões de difícil navegação.
As velas de proa do Polar 65 não ultrapassam a linha do mastro principal, exceto pela gennaker, o que torna as viradas de bordo firmes e velozes. As duas primeiras velas de proa são providas de enrolador e a vela de estai de meio usa garrunchos tradicionais para a sua fixação. Em condições extremamente duras este veleiro pode navegar com uma buja de temporal içada no estai intermediário acompanhada ou não pela mezena rizada. Com um convés desimpedido para a circulação dos tripulantes, a manobra fica bem simplificada. Comandos externo e interno e mais a quilha retrátil tornam este barco um dos mais versáteis que se pode obter. Devemos agradecer ao primeiro cliente do Polar 65, Aleixo Belov, por sua cooperação no encontro de várias soluções inovadoras desenvolvidas para o projeto e também a Oleg Belly, o velejador polar com maior experiência em iates de quilha pivotável, por todas as orientações que nos forneceu, baseadas em sua longa experiências com este tipo de barco.