Quilhas uilhas

Pop 25

O Pop 25 é um veleiro de cruzeiro costeiro de linhas modernas e funcionais. Seu design mostra alguns novos conceitos, tais como casco com formato em delta, quilhas e lemes gêmeos, ausência de estai de popa e um plano de linhas com costado vertical e fundo plano no sentido transversal.

Projetado para construção amadora, ele se caracteriza por ser extremamente simples de ser construído e por ter um custo bem acessível, o que o torna um modelo interessante para velejadores de classe média que não tenham condições financeiras para comprar barcos novos em salões náuticos. Seu interior é surpreendentemente confortável para os padrões habituais de barcos desse porte, proporcionando um conforto invejável para uma pequena família habitá-lo por períodos prolongados.

Arranjo interno: Dotar um veleiro de 7.50m de um interior confortável o bastante para se passar temporadas prolongadas a bordo sem sentir-se mal acomodado não é uma tarefa fácil. As decisões conceituais devem ser tomadas ainda na fase de anteprojeto para que seja alcançado equilíbrio de funcionalidade em todos os compartimentos do barco.

Qualquer veleiro deste porte necessita ter uma sala de estar onde se possa fazer uma vida social ou saborear uma refeição caprichada. Também necessita de beliches confortáveis utilizáveis tanto em porto, quanto navegando. É igualmente importante que tenha um banheiro com privacidade e uma cozinha onde se possa trabalhar com o barco adernado. A mesa de navegação deve ser adequada para se monitorar instrumentos eletrônicos ou utilizar uma carta náutica, ainda que dobrada. É vital que todo o interior mantenha equilíbrio entre os vários compartimentos sem que haja sacrifício de uma função em benefício de outra.

Esses foram os parâmetros de design sobre os quais nos debruçamos para decidir o arranjo interno do Pop 25. O desenho do layout obtido reflete esse cuidado. Descrevendo o interior de proa para popa o Pop 25 é assim:

Cabine de proa: é um beliche de casal de formato triangular, mais adequado para ser usado quando ancorado. Sob os beliches encontram-se os tanques de dejetos e compartimentos para armazenar materiais e equipamentos. O módulo mais à proa sob o beliche, assim como dois módulos à frente dos holding-tanks, são compartimentos estanques preenchidos com espuma que fazem parte do volume de flutuação de reserva que torna o Pop 25 um barco virtualmente insubmersível.

Banheiro: o compartimento do banheiro fica localizado entre as anteparas 3 e 4, tendo o vaso sanitário instalado sobre um piso elevado do lado de estibordo e uma bancada com pia a bombordo com um armário sob ela. A área do corredor central desse compartimento, o lugar onde se pode tomar um banho, fica exatamente em baixo da gaiuta de proa. Para privacidade está prevista a instalação de cortina na porta de acesso do compartimento

Cozinha: esse módulo fica a estibordo entre as seções 4 e 5, e consiste numa bancada com fogão a etanol (essa é apenas uma sugestão, pois a intenção é não usar combustíveis fósseis, embora não haja restrição alguma se houver preferência por gás natural) e uma pia, tendo ao fundo um armário para guardar utensílios. O armário sob a bancada possui porta em sua metade anterior. Na parede à ré dessa porta estão instaladas as bombas de pé de água doce e salgada. O cozinheiro deve operar sentado num banco deslizante que corre sobre o corredor da sala apoiado nas guarnições de madeira dos estofados dos assentos.

O fogão sugerido, tanto pode ser provido de suspensão “Cardan”, como também pode ser embutido na bancada. Nas duas hipóteses ele deverá ter cerca e prendedor de panela, sendo a suspensão “Cardan” a opção mais segura.

Mesa de navegaçãoo compartimento de navegação fica do lado oposto à cozinha, ocupando o mesmo espaço longitudinalmente. Sobre a mesa, como na bancada da cozinha, existe um armário junto ao costado onde é sugerida a instalação do rádio VHF e também do painel elétrico de bordo. Sob a mesa existe um compartimento para guardar cartas náuticas. Abaixo dele o espaço é dividido em duas metades: na metade de proa se situa um armário para guardar utensílios, tendo pendurado na parte interna de sua porta o recipiente de lixo. Isso é bem prático, pois para jogar alguma coisa no lixo ou esvaziar a lixeira é só abrir a porta. No canto de ré desse armário existe um nicho em baixo aberto para o salão e isolado do armário, onde é prevista a instalação da bomba automática de porão.

À ré desse compartimento fica o espaço para as pernas do navegador, que no Pop 25 senta-se com o corpo virado para a proa, com suas pernas sob a mesa. Como a visão do navegador fica voltada para a proa, a parede de ré da antepara da Seção 4 fica sendo o lugar perfeito para instalação de chart plotter ou monitor de múltipla função.

Sala – para a ré da cozinha e da mesa de navegação fica a área social do interior, sendo constituída de dois sofás frontais, tendo o comprimento de noventa centímetros no sentido proa/popa, um tamanho adequado para quatro pessoas se sentarem com espaço de sobra. Sob esses sofás, indo da Seção 5 à Seção 6, existe um compartimento bem espaçoso, um lugar ideal para se guardar mantimentos não perecíveis. As hastes das quilhas penetram por esse compartimento para serem fixadas à antepara da Seção 5.

Atrás dos encostos desses armários existem dois armários com estantes em cima, essas estantes sendo prolongamentos dos armários da cozinha e da mesa de navegação. Como o barco vai alargando na direção da popa, esses compartimentos têm um bom volume interno. Para acessar esses armários é só remover o encosto, que deve ser preso com velcro. Nos vinte centímetros finais no sentido longitudinal a estante se transforma em um armário com porta.

Beliches de popa: à ré da área social, em seu mesmo nível, fica a cabeceira dos dois beliches de casal, os quais se estendem até a Seção 9. Esses beliches se caracterizam por serem praticamente retangulares, medindo 1.90m por 1.08m. Sob os beliches, junto à parede do corredor, são instalados os tanques integrados de água doce com 130 litros de capacidade cada. Para além deles na direção do costado ainda existem dois cofres com acesso por cima, para estiva de objetos usados menos frequentemente. Ainda sob os beliches, à ré da Seção 7, ficam dois bancos de três baterias cada, destinados à propulsão auxiliar elétrica, caso essa seja a escolhida, e às outras aplicações de bordo. Para ré dos bancos de baterias, até a Seção 9, o espaço sob os beliches é usado para guardar equipamentos. Para além da Seção 9, acima do nível dos paineiros dos beliches, existem dois cofres com acesso por aberturas na antepara, basicamente destinados a roupa de cama e agasalhos volumosos. Esses acessos são dotados de gaiutas estanques que tornam esses compartimentos não alagáveis. Os compartimentos em baixo desses cofres são estanques e preenchidos com espuma de células fechadas, contribuindo para a reserva de flutuabilidade do Pop 25, que graças a esses e outros compartimentos estanques, mais as paredes duplas dos costados e da superestrutura, é teoricamente insubmersível.

Corredor central: O Pop 25 possui um corredor central com 600mm de largura que se estende da antepara da Seção 3 até a antepara da Seção 8. Entre a Seção 3 e a Seção 4, esse corredor faz o piso do banheiro. Da Seção 4 até a Seção 7 o corredor forma a área de circulação da cabine. Uma peculiaridade do Pop 25 é não ter paineiros no corredor, dessa forma permitindo obter um pé direito um pouco melhor. Em baixo da gaiuta horizontal de entrada na cabine o pé direito atinge 1.80m, fazendo ali um lugar estratégico para uma pessoa de estatura média vestir uma roupa de tempo sem precisar se curvar para isso. A projeção do corredor entre a Seção 7 e a Seção 8 é o compartimento do motor auxiliar.

Sistemas elétrico e hidráulico: O Pop 25 é o que existe de mais simples e funcional do ponto de vista destes dois sistemas.

O sistema hidráulico basicamente se resume em dois tanques de água doce integrados, duas pias, uma privada, dois holding-tanks e duas bombas de porão, uma manual e outra elétrica. Toda a instalação, ou é aparente, ou é de fácil acesso, estando ao alcance de qualquer pessoa instalá-la, ou realizar alguma eventual manutenção, sem precisar de ajuda profissional especializada para isso.

É verdade que toda essa simplicidade significa abrir mão de sofisticações encontradas em iates maiores, tais como água quente ou sistema de pressurização nas torneiras. No Pop 25 a água corrente é acionada por alavanca manual ou a pedal, uma forma mais econômica e mais a prova de problemas. No entanto quem preferir instalar um sistema hidráulico mais sofisticado poderá fazê-lo sem restrições, pois espaço existe de sobra para isso.

A instalação elétrica do Pop 25 já é um sistema de maior porte. Tendo especificada propulsão auxiliar elétrica com um motor de 4.5 kW a 6kW como primeira opção, a começar pelo banco de baterias de 600Ah, umas duas ou três vezes maior do se a opção escolhida for um motor a diesel, só os painéis solares e o gerador eólico necessários para produzirem energia para carregar esses bancos já chamam atenção, por seu porte, no conjunto de equipamentos elétricos de bordo. No entanto, tirando o consumo do motor, o resto dos aplicativos sugeridos é relativamente modesto, com iluminação de cabine e luzes de navegação utilizando lâmpadas LED, e a não recomendação de utilização de geladeira elétrica, nem de guincho elétrico para o cabo de fundeio, que no caso do Pop 25 iriam roubar preciosa energia destinada à propulsão auxiliar. Mas também, quem precisa de guincho elétrico em um barco de 25 pés? Igualmente nesse caso nada impede que se tenha um refrigerador elétrico, se for desligado ao se sair para travessias mais prolongadas.

Para os equipamentos eletrônicos de navegação a energia estocada é ampla o suficiente para dar conta do recado com sobras. Nesse particular nunca iríamos sugerir que se racionasse eletricidade para esses aplicativos.

Convés e cabine: A cabine foi projetada para oferecer o máximo de pé direito interno sem tornar o barco alto demais e também oferecer um bom abrigo para o cockpit, proporcionado pela instalação de um dodger sobre a gaiuta de entrada, estendendo-se até o inicio do assento da frente do cockpit.

O convés de passagem lateral para a proa é bem largo, o que proporciona um fácil deslocamento de tripulantes para a proa. O cockpit com formato em T dá uma sensação de amplidão e permite que o timoneiro fique sentado a barlavento próximo da borda, contribuindo para a estabilidade e melhorando sua visibilidade para a proa. O traveller da vela grande ao alcance da mão do timoneiro também é uma solução bem prática, principalmente quando navegando com tripulação reduzida.

As braçolas de boa altura proporcionam um confortável apoio para as costas, além de fornecerem, em conjunto com o dodger, abrigo excelente para quem estiver sentado no assento logo à ré da parede de trás da cabine.

O cockpit é amplo o suficiente para que seis pessoas possam sentar-se nele confortavelmente./
Renderização: www.ideebr.com

Um fator de conforto importante do projeto é a ampla plataforma de embarque na popa. Ela é suficientemente espaçosa para que até duas pessoas possam sentar-se ao mesmo tempo e nela fica estivada a escada de acesso do mar para o barco. O pequeno espelho de popa dessa plataforma faz um excelente suporte para a instalação de um leme de vento, um equipamento importante para quem desejar fazer viagens maiores.

O convés é bastante desprovido de ferragens. A vela de ventos folgados instalada no estai do gurupés tem um ponto de escota fixo junto à borda, tendo, além disso, apenas um stopper para fixar a escota na regulagem desejada. Se houver necessidade de usar a catraca para ajustar a vela, a escota segue direto da saída do stopper para ela. Já a buja de proa requer trilhos de passa-escota, pois ela também faz o papel de vela de temporal, e ao ser rizada para o tamanho adequado exige que o carrinho do passa-escota seja deslocado para frente.

No geral o sistema de convés é tão simples que torna o barco facilmente tripulado por uma só pessoa, mesmo que não seja um velho lobo do mar.

Quilhas e lemes: As quilhas gêmeas do Pop 25 são feitas de uma forma bem original. Elas são fabricadas em chapa de aço carbono de 20mm de espessura cortadas com plasma ou com jato d’água, sendo seus bordos de ataque e de fuga feitos com esmerilhadeira manual.

Os bulbos em forma de ogiva, fabricados em torno mecânico a partir de tarugos redondos de aço carbono de 160mm de diâmetro, complementam o peso do lastro, e são soldados às chapas das quilhas, o que é fácil de ser feito e custa menos do que quilhas fundidas. Por terem uma longa parte cilíndrica eles se apóiam muito bem em uma superfície plana dispensando carrinho especial quando o barco ficar estacionado em seco. Desejando-se apóia-lo sobre quatro rodízios, basta fazer dois skates, custando infinitamente mais baratos do que um carrinho tradicional, com paredes que segurem os bulbos entre elas.

As quilhas são fixadas ao casco por meio de flanges soldados a elas e aparafusados ao fundo do barco, tendo ainda hastes pertencendo às próprias chapas que entram no barco e são aparafusadas a painéis de compensado da antepara da Seção 5, tornando-as vigas engastadas, uma solução extremamente robusta e fácil de ser executada.

Os lemes do tipo espada são fabricados em camadas de compensado coladas entre si envolvendo eixos maciços de aço inoxidável com 40mm de diâmetro. Com eixos tão reforçados e esses lemes sendo feitos totalmente em compensado, eles se tornam praticamente indestrutíveis, exceto em caso de um sério acidente. Apesar dos eixos passarem por telescópios em forma de caixa, eles não representa ameaça de alagamento do barco, pois ficam para ré do espelho de popa.

Apesar de toda sua robustez, os lemes ainda são revestidos com duas camadas de fibra de vidro impregnadas com resina epóxi.

Sendo lemes com áreas super-dimensionadas, além de serem duplos, fica descartada a possibilidade de perda de controle quando o barco estiver em andamento, mesmo quando estiver correndo com forte mar de popa. Uma compensação bem dimensionada proporciona leveza de controle ao timoneiro.

Propulsão auxiliar: Sugerimos a instalação de motor elétrico por acreditarmos que essa será a escolha preferida dos cruzeiristas nos os barcos do futuro. A tecnologia para isso já estando disponível, nada melhor do que especificar esse sistema de propulsão auxiliar já agora para os novos veleiros. O sol fornece quantidades ilimitadas de energia não poluente, seja na forma de luz, seja indiretamente, pelos ventos, e nada mais adequado do que tirar proveito disso.

Em se tratando de veleiro, o vento, essa fonte de energia limpa e inesgotável, já é o principal fator de propulsão. Ao instalar propulsão auxiliar elétrica, então essa combinação fica perfeita. É a energia gratuita e inesgotável impulsionando o barco na direção que se desejar

Afinal os atrativos para essa opção são vários. Enquanto a eficiência de um motor elétrico se situa na ordem de 85%, o motor a explosão pode atingir uns 35%, se tanto, o restante sendo produção de calor. Além disso, os motores elétricos são bem mais silenciosos, quase não requerem manutenção, e podem funcionar como geradores de energia quando o barco estiver navegando à vela.

No entanto em um aspecto a propulsão auxiliar elétrica leva desvantagem ao ser comparada com o motor à explosão. É quando se compara a densidade de energia entre os combustíveis fósseis e a eletricidade. Nesse aspecto a densidade de energia elétrica acumulada pode ser cem vezes menor, ou até pior do que isso, dependendo da eficiência dos acumuladores. Felizmente esse segmento da tecnologia, o de baterias de última geração que recebem carga mais rapidamente e podem acumular mais energia para seu peso e volume, está avançando rapidamente no sentido de diminuir essa desvantagem.

O Pop 25 requer um motor com potência mínima de 4.5kW para que possa atingir uma velocidade de cinco nós ou mais quando navegando em águas calmas.

Para operar continuamente por um período de seis a oito horas o Pop 25 irá requerer um banco de no mínimo 600Ah. Se o barco se destinar a viagens curtas, tipo saídas de fim de semana, e ficar estacionado em marina onde a energia de corrente alternada da cidade seja disponível, então nesse caso é provável que não aconteça a situação de ficar com as baterias descarregadas após um prolongado uso do motor. Se, por outro lado, o barco for destinado a realizar cruzeiros de longas distâncias, nessse caso serão necessários meios de repor a energia utilizada enquanto estiver navegando, seja por painéis solares, ou por contribuição de gerador eólico. Como recurso de emergência, abrindo mão da ideia purista de energia totalmente limpa, pode-se obter recarga rápida por meio de um pequeno gerador auxiliar portátil a gasolina.

Existem várias empresas, principalmente nos Estados Unidos e na Europa, produzindo motores elétricos para propulsão auxiliar de veleiros.

Após pesquisarmos várias opções no mercado, encontramos alguns motores de menor potência que servem bem para serem instalados no Pop 25.

Um deles é o OZsingle de 4.5kW, produzido pela empresa sueca OZmarine. Esse motor foi projetado para propulsão de pequenas embarcações, especialmente veleiros, e sua função regenerativa quando o barco está navegando a vela é bem significativa, atingindo até 6Ah quando o barco estiver velejando a seis nós de velocidade.

Motor OZsingle de 4.5kW fabricado pela sueca OZmarnine. Uma solução ecologicamente correta

Outra opção interessante é o Thoosa 6000 fabricado pela Asmo Marine, da Dinamarca. Esse motor é um pouco mais potente, com 6.1kW, o que irá permitir maior velocidade máxima, com um aumento de consumo proporcional.

Existem várias outras empresas produzindo motores elétricos de baixa potência especialmente desenvolvidos para propulsão de embarcações de pequeno porte, inclusive excelentes motores de popa, como os fabricados pela Torqeedo, hoje a opção mais popular entre cruzeiristas como propulsor de seus infláveis, de modo que cada dia mais será provável que os interessados irão encontrar novos modelos no mercado para fazer sua escolha.

No Pop 25 é sugerida a instalação de dois painéis solares multi-cristalinos com 123W de potência máxima cada um, ou equivalentes, montados em uma targa na popa do barco, capazes de juntos fornecerem aos bancos até 60Ah em um dia.

Também é especificada a instalação de dois painéis solares mono-cristalinos, com 24W cada um, sobre o teto da cabine, que podem fornecer 12Ah por dia, os dois juntos. Esses painéis de 24W, somente eles juntos, devem dar conta da iluminação da cabine, que recomendamos ser feita com luminárias LED.

Finalmente é prevista a instalação de um gerador eólico capaz de produzir aproximadamente 6Ah quando o vento estiver soprando em torno de 25 nós.

Apesar de todo o apelo ecológico que a propulsão auxiliar elétrica exerce sobre as pessoas que procuram contribuir para uma atmosfera mais limpa, o Pop 25 pode perfeitamente ser equipado com um motor diesel convencional com uma potência na faixa dos 10/14hp.