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Samoa 28

Samoa 28 Terrius. Novidades na área

Olha só a classe Samoa 28 começando a mostrar sua cara. Agora já são duas unidades navegando: o Sirius, de Daniel D’Angelo, inaugurado já há algum tempo em La Plata, Argentina e agora o Terrius, de Bernardo Sampaio, recém-inaugurado em Ubatuba, litoral norte do Estado de São Paulo.

Projetamos esse modelo para ser o barco daqueles que querem morar a bordo ou fazer cruzeiros oceânicos e não conseguem encontrar veleiros desse porte capazes de proporcionar essas oportunidades. Como a classe é ainda bem novinha, é natural que ainda seja pouco conhecida, mas ela vem se firmando bem rápido, principalmente depois do Sirius mostrar serviço na última edição da regata Buenos Aires – Punta Del Leste, quando voou baixo no vento forte e tirou de letra o mar bem complicado que se formou na ocasião. (Veja a reportagem escrita por Daniel em nossa seção “Todas as Notícias”).

A classe tem uma porção de barcos sendo construídos em vários paises, alguns deles já ficando prontos, como é o caso do Ruthwutte, de Rafael Haddad, de Sorocaba, Estado de São Paulo, que até já se inscreveu na próxima Regata Recife – Fernando de Noronha. Vamos torcer para que Rafael consiga terminar o barco a tempo de participar desse evento que é considerado o mais importante da vela oceânica da América Latina. Se ele conseguir será um feito considerável, um record mesmo, pois ele adquiriu o projeto em outubro de 2009.

 

Vocês que visitam nossa página de links provavelmente acompanham os sites e blogs da classe, como o do Sirius, do Caprichoso, do Furioso e do Baleia.

Em janeiro de 2010 Luis Gouveia veio de Cingapura para visitar a família no Rio de Janeiro e foi a Macaé conhecer o Baleia, levando a filha Juliana com ele. Agora em junho o casco do Baleia já está pintado e pronto para ser virado.

Luis Gouveis visitou a obra do Baleia, quando Ubiracy Pereira Jardim acabara de completar o strip-planking do sanduíche do casco. Agora o barco já está revestido com fibra de vidro por fora e pintando com primer epoxy, pronto para ser virado. Assim como o Baleia, vários outros Samoa 28 já estão com seus cascos concluídos de modo que as novidades deverão continuar chegando.

Terrius se preparando para ir para a água. Com barcos tão caprichados assim essa classe promete...

Bernardo Sampaio nos escreveu:
Dia 15 de maio foi para o mar o mais novo veleiro Samoa 28, o TERRIUS. Foi uma emoção muito grande o barco ir ao mar. É como se fosse o nascimento de um filho. Nossos amigos que estiveram presentes se encantaram com a beleza e o espaço interno do veleiro. Já demos algumas voltas e o barco desliza muito bem. Estamos fazendo ainda alguns ajustes. Já na poita, algumas pessoas perguntam que veleiro é esse, se tem 33 pés, ficam admirados quando digo que é um 28 pés.

Estamos conhecendo o barco aos poucos, isto pela falta de tempo, pois trabalhamos muito. Estamos fazendo, ainda, alguns ajustes de elétrica, hidráulica, bimini, etc..., coisas naturais de um barco novo. Demos uma pequena velejada, mas com ventos muito, muito fracos, quase nada, assim mesmo alcançamos 2,0 nós no GPS (barco carregado, tanques de água e diesel cheios e 04 adultos). Tanto no motor como na vela desliza muito bem. Quanto ao espaço interno, toda vez que me sento no camarote de popa e olho para a proa me impressiono com o espaço interno, parece que estou em um barco de 32 pés. E é a pergunta que todos me fazem na poita: - É um 32 ou 33 pés? Quando digo que é um 28 pés, vejo as caras de espanto. Espaço para guardar as coisas não falta, minha mulher está adorando preparar nossa comida a bordo. Já fizemos algumas saídas com cinco adultos a bordo para praias próximas e para ilha Anchieta. A plataforma de popa é show, facilita a chegada com toda a bagagem e é fantástica quando estamos entrando ou saindo de um banho de mar. Assim que tiver mais noticias volto a me comunicar, principalmente das velejadas.
Abraços Bernardo.

O grande momento. O segundo Samoa 28 já está flutuando

Essas são as primeiras notícias do Terrius. Tão logo tenhamos mais novidades da classe estaremos informando.


Samoa 28 Terrius faz um cruzeiro de dez dias

A classe Samoa 28 começa a mostrar sua cara. Agora é Bernardo Sampaio, o proprietário do Terrius, segundo barco do projeto a ir para a água e primeiro no Brasil a navegar quem nos relata seu primeiro cruzeiro mais prolongado, dez dias navegando pelo litoral norte de São Paulo.

Dez dias a bordo do Terrius. O primeiro cruzeiro mais prolongado é inesquecível

Bernardo nos passou esse e-mail muito simpático que reproduzimos a seguir:

Ola amigos da Roberto Barros Yacht Design.
Acabamos de chegar depois de 10 dias de férias a bordo do Terrius, desembarcando apenas para comprar gelo e água potável. Foi simplesmente espetacular, o veleiro é como uma casa flutuante. Pegamos dias maravilhosos de sol e vento, pegamos também aqueles dias do feriado de Sete de Setembro, quando o mar virou e não pudemos sair da poita. Fizemos velejadas maravilhosas quando em alguns momentos de pico chegamos a medir 8.3 nós no GPS. Alguns amigos que viram e fotografaram ficaram maravilhados com o desempenho do barco, em alguns momentos me recordei do tempo em que velejávamos um Holder.

 

Terrius navegando no contravento. Bernardo gostou muito do desempenho do barco.
Suas informações são valiosas, uma vez que a classe está só nascendo.

É impressionante como o Terrius fica macio quanto mais rápido navega. Pudemos sentir a segurança nas velejadas de través. Minha mulher não queria mais voltar para terra. Seguem algumas fotos de quando fizemos um café da manhã ao largo da Ilha Anchieta. Espero conseguir algumas fotos com amigos para enviar.
Abraços

Esse e-mail mereceu uma resposta de agradecimento que mandamos em seguida:

Oi Bernardo
Obrigado por nos informar sobre seu cruzeiro. Que fotos bacanas!!!
O Terrius como primeiro barco da classe a navegar aqui no Brasil, todas as informações que você nos passar, são valiosas. O Daniel D'Angelo ficou um bom amigo e ele também tem passado informações importantes sobre o comportamento do Sirius lá no Rio da Prata, que para nossa alegria, conferem com as suas.
Quando projetamos o Samoa 28 tínhamos o sentimento de estar projetando um barco diferente, capaz de ser veloz, marinheiro e ser bom para ser habitado. Pelo que você nos informou agora, ele é isso mesmo, mas até que isso seja bem conhecido ainda deve demorar um pouco. Por dois motivos você nos ajuda: por ter feito o barco muito bem-feito e por nos informar como ele veleja.

Como precisamos muito de data para podermos informar melhor os muitos interessados no modelo, suas observações valem ouro para nós. 
Ficamos contentes que sua esposa também esteja gostando do barco. Isso quer dizer que ele é funcional. 

O primeiro gostinho de um cruzeiro prolongado. Terrius ancorado nas proximidades da ilha de Anchieta.

Durante um bom tempo o Sirius, primeiro Samoa 28 a ficar pronto, reinou sozinho na classe, navegando em águas do Rio da Prata. Nosso amigo Daniel D'Angelo tem aproveitado demais seu veleiro. Outro dia nos contou que numa regata em que participou, vinha com preferência em rumo de colisão com outro barco de fabricação em série. Depois de ter alertado o adversário, e o outro barco não ter tomado iniciativa alguma, acabaram colidindo proa contra proa. Enquanto o Sirius sofreu apenas arranhões, o outro barco teve o convés separado do casco do bico de proa até quase a metade do casco. Pelo menos como gladiador, o Sirius dessa vez saiu ganhando.

Daqui para frente a classe Samoa 28 deverá ter muitas novidades na área. São muitos barcos ficando prontos ou bem adiantados. Três blogs com links nossos merecem ser visitados: Samoa 28 Caprichoso; Samoa 28 Furioso; Samoa 28 Baleia. Por coincidência esses três Samoas 28 estão em fases de construção bastante próximas


Classe Samoa 28 ganha novo impulso

A Classe Samoa 28 está nos surpreendendo pela forma espetacular com a qual vem se expandido recentemente. Toda hora estamos recebendo fotos de cascos sendo virados, interiores sendo construídos e de barcos quase prontos para ir para a água. Obviamente ficamos contentes com essas notícias.

Saber que a classe está atraindo tantas pessoas é bom demais para nós, que consideramos esse barco uma opção diferente na construção amadora de veleiros de cruzeiro oceânicos.

Um desses barcos é o Baleia, que está sendo construído em Macaé por Ubiracy Pereira Jardim. Sendo um amador autêntico, Ubiracy está se divertindo demais com sua construção, a ponto de ter criado um blog sobre suas experiências: http://barcobaleia.blogspot.com, onde relata cada passo de sua construção. Isso é muito bom para a classe e também para incentivá-lo a continuar a obra no ritmo mais rápido possível.

Baleia já está com o casco praticamente fechado

Mesmo só tendo começado a obra em fevereiro, Ubiracy ainda encontrou tempo para construir outro projeto de nosso escritório, o dinghy Andorinha, projetado para ser feito pelo método costure e cole, um de nossos mais populares desenhos. Você pode acompanhar o progresso das duas construções no mesmo blog.

De Blumenau, Santa Catarina, recebemos fotos da virada de outro Samoa 28, o Everest, de Moacir Teobaldo Ribeiro.

Sempre que recebemos boas fotos de uma festa de virada enviada por um construtor amador, sentimos vontade de escrever uma nota em nossas notícias como um gesto de reconhecimento pelo feito.

Mesmo aquele que não é afeito à construção amadora pode avaliar quanto emocionante é essa ocasião. Esse é um marco importante no caminho de realizar o sonho de ter um barco de cruzeiro construído com as próprias mãos.

Talvez por causa da importância do acontecimento é que exista tanta facilidade para juntar amigos e simpatizantes voluntários na operação de virar o barco.

Nessas ocasiões manda a tradição que um churrasco regado a muita cerveja seja oferecido à galera, mas ai do anfitrião se oferecer o churrasco antes da virada do casco!

O mínimo que pode acontecer são os ajudantes irem sumindo antes da operação se realizar, e nos casos mais graves, que alguma lenha ocorra durante o processo da virada

Removendo o Everest do galpão

Publicamos há pouco tempo atrás a virada de um MC28 que está sendo construído em Seattle, no noroeste dos Estados Unidos, e naquele casco, a estrutura armada para virar o barco foi a mesma utilizada no Everest. Não sei se as fotos publicadas serviram de inspiração para Moacir Teobaldo, mas se serviram, é o que poderíamos chamar de ajuda globalizada à distância, por pessoas do outro lado do mundo que nem se conhecem!

Everest pronto para ser virado

A cangalha em torno do casco para apoiá-lo enquanto vai virando dá mais trabalho para ser montada do que a operação de virar propriamente dita, que no caso do Everest foi feita com um guindaste alugado. Apesar do barco antes de virar já poder ser visto por dentro, bastando para isso se agachar e dar uma olhada lá para dentro, é fascinante ver a curiosidade das pessoas ao desejarem saber como o barco vai ficar quando estiver virado de cabeça para cima. Esse é um importante ingrediente para o clima de suspense que cerca toda a operação. Parece que é a sensação de que dali em diante já existe um verdadeiro barco!

Moacir Teobaldo foi bem competente preparando minuciosamente a superfície externa do casco, deixando-o tão liso como uma casca de ovo. Ele não perdeu a oportunidade de, ao lixar o fundo do casco, deixar a gravidade trabalhar a seu favor. Outro lance acertado foi impregnar os strips internamente com epóxi à medida que o casco ia sendo fechado. Isso estabiliza a madeira, que deixa de absorver vapor d'água em dias úmidos e dilatar-se causando estresses indesejáveis.

O casco logo após a virada, antes da remoção dos moldes internos

A única precaução que Moacir Teobaldo agora deve tomar é lixar a superfície interna já impregnada antes de iniciar a laminação do interior do casco, pois o epóxi é tão vitrificado, que apesar de ter uma aderência fantástica, não adere nele mesmo se a superfície de baixo for lisa como vidro.

Outro construtor de Samoa 28, esse já vendo a luz no fim do túnel, é Bernardo Sampaio, de São José dos Campos, São Paulo. Seu barco, o Sailor II, está quase pronto e breve deverá ser inaugurado. Bernardo está construindo em Ubatuba, o conhecido paraíso turístico do litoral norte de São Paulo. Ele vem nos informando regularmente sobre o progresso de sua obra desde os primórdios da construção, e pelas fotos que temos recebido, seu barco é de primeira classe.

Sendo Ubatuba um centro náutico importante, com suas marinas guardando centenas de barcos de cruzeiro, não é de se estranhar que exista uma certa curiosidade por parte da comunidade náutica local, especialmente de outros construtores de Samoa 28 que estão fazendo seus barcos ali pelas redondezas. Como provavelmente Sailor II será o primeiro Samoa 28 a ficar pronto, não só na região do litoral norte de São Paulo, mas em todo o Brasil, nós mesmos do escritório Roberto Barros Yacht Design (B & G Yacht Design) estamos ansiosos com essa inauguração, que quando acontecer, com certeza irá receber uma reportagem especial em nossas notícias. (Bernardo, não se esqueça de enviar umas fotos do grande dia!)

Superestrutura do Sailor II pronta para receber a pintura de acabamento

Ao Bernardo e aos outros construtores de Samoa 28 em São Paulo e no resto do país, desejamos que as construções continuem avançando sem problemas, e que breve vocês estejam navegando. Estamos publicando esta matéria principalmente com a intenção de dar uma injeção de adrenalina em todos os construtores de Samoa 28.

Sailor II pronto para receber a quilha

No entanto, o mestre dos mares da classe S 28 é sem duvida o geólogo argentino Daniel D'Angelo, construtor do Samoa 28 Sirius, www.velerosirius.com.ar, fabricado no jardim de sua residência em City Bell, grande Buenos Aires. Sem experiência anterior ele construiu um barco tão bom que acabou por torná-lo conhecido em todo o Rio da Prata e até bem mais longe, pois seu site, muito bem feito, mostrando toda a construção fase a fase, é bastante popular em toda a América Latina e na Península Ibérica.

A "tripulação" participou ativamente da construção do Sirius no jardim de casa. Karina e Flor, esposa e filha de Daniel, curtem o imenso volume do casco no início da fabricação do interior

Daniel lançou seu barco à água em outubro de 2008, e desde então já realizou vários cruzeiros. O Sirius já fez duas viagens ao Uruguai, e uma até o delta do Tigre, sempre fazendo muito sucesso, seja pelas linhas do casco, seja pelo conforto interno, ou ainda por seu bom desempenho, especialmente em condições duras de vento e mar. Além disso, já participou de várias regatas, tendo ganhado algumas em sua classe. No momento Daniel está pretendendo subir a costa da America do Sul, provavelmente indo até Angra dos Reis, quando sem duvida será recebido com grande admiração e curiosidade, acima de tudo por se tratar do primeiro Samoa 28 a navegar, construído por um amador no quintal de sua casa.

La Plata-Riachuelo-Colonia-La Plata, 6-11 de janeiro de 2009 - Daniel D'Angelo

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La Plata-Riachuelo-Colonia-La Plata, 6-11 de janeiro de 2009
Daniel D'Angelo

Tínhamos planejado há algum tempo tirar umas mini-ferias a bordo do Sirius, indo até Riachuelo-Uruguai para as quais pretendia dedicar uns 6 días. Como era a primeira vez que íamos ficar tanto tempo no barco, fomos preparando-o de acordo com o que considerávamos necessário.
A ideia era partir na terça, 6 de janeiro, antes do amanhecer, para navegar um pouco à noite, porem o carregamento das provisões, água, bote auxiliar (o Siriusito), cadeiras, guarda sol, brinquedos e bicicletas levou mais tempo do que o imaginado e acabamos saindo às 8 de  manha. O carro foi cheio de coisas e dentro do barco mal se notava aonde estavam!!...e mais…sobrava muitíssimo espaço, ocupávamos 10% da capacidade de carga!!.

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Com o waypoint da bóia de águas seguras do Riachuelo carregado no GPS fizemos um rumo direto, embora custasse a acreditar o que mostrava o rumo, já que não conseguíamos enxergar a entrada de Riachuelo, mesmo com binóculos!
A navegação foi bem tranqüila, com velas o tempo todo somente com apoio do motor ao chegar na costa uruguaia, que, como de costume, ao meio dia não tem vento.
Quando conseguimos ver a bóia, colocamos o barco com a proa ao vento, baixamos as velas e entramos tranqüilamente com motor pelo estreito canal protegido por dois quebra-mares de pedra.

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Ao ir avançando observamos que o local estava bastante lotado, chegando a contabilizar mais de 90 embarcações, a maioria delas veleiros. Cumprimentamos a um par de barcos conhecidos e continuamos rumo ao atracadouro de madeira para deixar os papeis na capitania uruguaia e de passagem conhecer um pouco o lugar. Depois retornamos e  fundeamos perto da entrada de Riachuelo, amarrados pela proa a uma árvore e pela popa com duas âncoras. Depois de terminar de fundear, coloquei o toldo para ter sombra e Carina preparou o almoço.

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Riachuelo é um lugar que se tem que levar obrigatoriamente um bote auxiliar. Como não tínhamos outra opção, levamos o Siriusito e um remo tipo kayak, o qual fazia ainda mais pitoresca nossa presença no local. Florência na proa, Carina na popa, eu no meio remando, mais cadeiras, guarda-sol, brinquedos de praia e sacola, era digno de ser visto!!. Assim remando até a ponta do quebra-mar de pedra e depois voltando até a costa, desembarcamos numa praia de areia cheia de gente e com uma paisagem de sonhos; na água vários veleiros fundeados, e às nossas costas uma floresta de pinheiros que convidava a entrar em baixo de sua sombra.

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Quando estava acabando de tirar as coisas do meu caique aproximou-se um cara me perguntando se este bote "tinha sido mais fácil de fazer do que o 28 pés". Ele me pegou de surpresa que estivesse sabendo da construção, da qual sabia por uma matéria publicada na revista "Bienvenido a Bordo" relatando como tinha sido a historia do Sirius. Depois de conversar um bocado do assunto começaram as mini-ferias na praia, brincando muito com Flor na areia e tomando banho no rio, onde a água é muito mais clara do que de nosso lado. O dia estava muito quente e a água tinha uma temperatura agradável. Assim ficamos a maior parte do tempo no rio.
As praias do Riachuelo acessam-se somente com barco, porem as pessoas deixam todas suas pertences ali mesmo (cadeira, guarda-sol, optimist, pranchas de windsurf, etc…),  em completa tranqüilidade, sabendo que ninguém vai tocá-las. Nos tempos que correm isto pareceu-me fantástico, assim que também nós deixamos nossas coisas ali mesmo, aproveitando para liberar espaço no Siriusito!

Riachuelo conta com banheiros públicos e chuveiros com moedas, mas tem-se que se deslocar até o outro extremo para tomar banho, coisa nada difícil tendo um auxiliar com motor, mas com remo a coisa complica-se bastante, já que eram mais de 2 km somente de ida. Como o Sirius tem uma bomba pressurizadora de água, desconectei o extremo que vai para a torneira da pia do banheiro e coloquei uma mangueira com uma pistola regadora de jardim. Com o toldo de sombra colocado e uma cortina , tomamos banho diretamente no cockpit, eu com água fria dos tanques, Carina e Flor com água quente de um chuveiro solar (sacola preta com água esquentada pelo sol) que tinha comprado por via das dúvidas. Em 30 minutos estávamos os três limpinhos e cheiroso, prontos para jantar, sem esperar pelas filas que se formavam nos chuveiros de terra!!
Durante a primeira noite e na madrugada do dia seguinte manifestou-se um "pampero" (vento muito forte do SW) que me deixou muito nervoso, já que as duas ancoras que tinha jogado pela popa tinham garrado por não ter previsto vento daquele setor. Somente presos pela proa, o vento nos fez rodar jogando-nos para a costa. Sem poder dormir por causa do barulho do vento e por sentir de vez em quando uma batida seca da quilha contra o fundo, decidí sair a acertar a posição  do barco. Avisei a Carina que estava saindo e com colete de segurança colocado, recuperei as duas ancoras garradas, as subi ao Siriusito e remei até o meio do riachuelo para jogá-las. De volta ao Sirius esperei que as âncoras cravassem no fundo e comecei a tirar o barco da posição desconfortável. Aos poucos ficamos transversais ao riachuelo e livres das batidas no fundo. Agora sim podia dormir, não sem antes tentar descobrir o que era o barulho de "raspagem" que se escutava dentro do barco. Aparentemente eram peixes comendo as algas grudadas no fundo, os quais nos acompanharam com sua "serenata" todas as noites em que estivemos fundeados.

O dia seguinte amanheceu como se nada tivesse acontecido durante a noite. Um céu azul com um sol ardente pressagiava um dia de praia maravilhoso. Mas antes do prazer, dedicamos um tempo a fundear melhor o Sirius, agora com dois cabos cruzados na proa e as duas ancoras de popa bem abertas. Como a tarefa nos levou bastante tempo e a temperatura ia aumentando, decidimos ficar e almoçar a bordo para depois ir para a praia onde curtimos outra tarde ótima, fechando com uma caminhada pela floresta de pinheiros, até chegar a um setor de dunas, planejando continuar no dia seguinte, porém de bicicleta. De volta ao Sirius, ritual do banho, jantar e todo mundo para a cama.

Pela primeira vez dormimos até bem tarde e entre café da manha e preguiça se fez próximo o meio dia. Para não fazer grandes deslocamentos, decidimos ir à praia do leste, que para nos ficava mais perto, pois ficava para onde estava a proa do barco, ou seja, escassos 10 m, mas depois tendo que andar um trecho de 300 m. Ali não tinha absolutamente ninguem. A praia inteira para nós. Ainda não descobrimos porque a gente dos barcos não a usa. É uma praia extensa, limpa, com areia bem compacta ideal para jogar bola ou frescobol. Aproveitamos para caminhá-la em toda sua extensão e desfrutar um pouco d'água. Quando pintou a fome voltamos ao barco, não sem antes tentar fotografar um lagarto de considerável tamanho que eu tinha visto na manha anterior e que ao nos aproximarmos saiu batido sem se deixar fotografar.

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À tarde cancelamos a ida de bicicleta para as dunas e ficamos na praia com o resto da gente. Depois do banho decidimos ir até o atracadouro para comprar gelo, já que as garrafas com água gelada que tínhamos trazido já estavam quentes. Assim saímos os tres arrumadinhos a bordo do Siriusito, remando os 2 km que separavam-nos do atracadouro e para piorar com vento em contra. Por sorte tinha a Flor na proa que cantava-me canções para dar-me força para seguir remando. Quando ao fim chegamos, deixamos paga uma barra de gelo e formos caminhado até o sitio "Arenas" que fica uns 17 cuarterões do atracadouro, onde fazem pratos feitos por encomenda (via VHF) alem de vender muitos produtos artesanais e contar com um museu de artigos esquisitos: lapis, chaveiros, latas de aluminio, cinzeiros, cartões de telefone, garrafinhas de perfume, etc…algumas de estas coleções mereciam recordes Guinnes. Voltamos ao atracadouro, pegamos a barra de gelo e de novo ao Siriusito, remando para retornarmos à nossa casa flutuante, desta vez com vento a favor. Essa noite a janta foi uma degustação dos queijos e salames comprados no sitio, acompanhados por um bom malbec. Dormimos como os deuses!

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No dia seguinte bem cedo carreguei as duas bicicletas no caique e as cruzei para a praia desde onde depois tentaríamos chegar a Colônia por um caminho de terra (12 Km). Uma vez mais o Siriusito comportou-se maravilhosamente, agora se fazendo de "cargueiro". Após curtir por um bom tempo na água, decidimos sair a pedalar um pouco, ainda com sol forte, mas entrando na sombra da floresta de pinheiros. Pedalamos uns 4 km quando Carina cortou a corrente da bicicleta. Como tínhamos uma corda à mão, continuei levando-a a reboque com minha bicileta até que acabou o caminho devido a  presença de um portão de um sitio fechado com cadeado.

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De volta à praia e já com fome, tentei chegar até o atracadouro de madeira com a bicicleta através de um caminho aberto pelas vacas, pero não consegui, já que em partes era tão fechado que era impossível atravessá-lo.
Naquela noite, organizado pelos donos de outro barco (o Victoria) se fez uma "pirateada" a cual consistia em juntar todas as crianças dos barcos nos auxiliares e, disfarzados como piratas,  abordar os barcos que estivessem inscritos para intentar encontrar "o tesouro". Flor com o olho tampado como boa pirata saiu junto com mais de 30 crianças a caza dos numerosos tesouros que escondiam os barcos. O Sirius foi abordado e seu tesoro de balas (marcado com um "X") saqueado com total sucesso. Assim transcurriram quase duas horas entre saqueios e posterior divisão das "ganancias", retornando finalmente cada criança a seu barco para descansar e comentar sua "aventura".

Os dois últimos dias os deixamos para Colônia e de passagem premiarnos com uma boa janta em um restaurante, por isso assim que acordei, comecei a manobra para nos despedir de Riachuelo e zarpar para lá. Quase 5 milhas separam os dois pontos assim que pelo escasso vento da manha  ligamos o Yanmar como para no chegar depois do meio dia e fazer a navegação mais prazerosa sem tanto calor. Ao chegar ao porto de Colonia percebemos que estava quase lotado, com só um par de lugares livres para atracação, assim que como tínhamos um "auxiliar", pegamos uma bóia para ficar mais tranqüilos sem fazer tanta manobra para tentar "encaixar" a força o barco no píer. Almoçamos a bordo e descansamos um pouco a sombra de nosso toldo, para depois a tarde desembarcar com as bicicletas e pedalar um pouco pela cidade, chegando até a praia Ferrando para esfriar-nos um pouco. Após banho e contemplação do pôr do sol,  fomos jantar em um restaurante para tirar a vontade de comer coisas gostosas que não podem se cozinhar nos barcos. De volta para o Sirius, sorvetes em mão, fomos dormir, os três muito cansados.

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Acordei cedo e fui a terra deixar os papeis na capitania e aproveitei para comprar alguma coisa para o café da manha, o cual tomamos abordo. Decidimos ir caminhar um pouco pela cidade e matar o tempo até o meio dia para almoçar em Colônia antes de zarpar para La Plata, o cual fizemos as 15hs. Subimos a vela grande ainda presos na bóia e junto com o motor saímos velejando assim que largamos nossa amarra. Depois de franquear o farol Santa Rita desenrolamos a buja e colocamos rumo para o porto de La Plata. O vento estava soprando do sul a 15-20 nós o que, juntamente com a direção da correnteza de maré, nos faziam derivar afastando-nos de nosso rumo ideal. Com 2 milhas navegadas já estávamos fazendo uma bordejada para corrigir este desvio e ganhar todo o barlavento possível para não ter que fazer outro mais na frente. Navegábamos a 5,5 nós de promedio orçando ao máximo, com o vento cada vez mais forte e as ondas crescendo de tamanho, cuando para sotavento vemos se aproximar como um fantasma submerso em spray  um barco rápido de Buquebús voando  para nós em rumo de colisão. Carina, assustada, me pediu para virar e sair da rota, pero eu tinha certeza que pela velocidade que trazia ia cruzar nossa proa a uma distancia longa o bastante para ter segurança. Assim foi que o "monstro rugiente" passou uns 100 m a nossa frente, o suficientemente perto para nos deixar bem assustados, imaginando coisas piores.

Ao chegar no setor de espera do porto, cheio de barcos fundeados, nos obrigou a fazer bordejadas para não bater com aqueles que estavam em nosso rumo. Aqui a situação do rio estava cada vez pior com ondas muito grandes e desajeitadas alem do vento que já soprava em mais de 25 nós. De repente vemos um petroleiro que começa se mover esquivando seus colegas fundeados, o cual ia se cruzar com nossa rota pero a diferença com o anterior encontro era o errático de seu curso. Alem disso não sabíamos se este gigante tinha nos enxergado, assim que liguei o motor por precaução e poder fugir caso  modificara seu rumo. Passado o novo susto somente sobrava um barco para evitar e finalmente entrar no canal de acesso. Cuando ao fim chegamos e como acostumado, as ondas vinham de todos os ângulos possíveis. Ainda com vento sur, as ondas as recebíamos pela popa, surfeaindo as mais grandes atingindo 8 nudos de velocidade.

Como despedida e antes de entrar no quebra-ondas de pedra, uma onda nos bateu de lado e nos fez "tomar banho" aos tres de pés a cabeça. Reportamos nossa chegada  tanto a prefectura uruguaia como argentina e fomos para nossa amarra no estaleiro Martinoli, onde descarregamos todas as coisas que tínhamos levado e, depois de um beijo de gratidão pelos dias vividos e a volta para casa em segurança, deixamos o Sirius até a próxima saída.


Publicado em dezembro na revista argentina Bienvenidos a Bordo

08-Nov-2005: Mientras los planos estaban en camino, ya habia encargado la madera para la construccion del casco. El proyecto sugeria usar cedro, pero como localmente es dificil (y caro) de encontrar, utilice "kiri", muy liviano y facil de trabajar. Densidad del cedro (seco):480 kg/m3 Densidad del kiri (seco): 240 kg/m3

15-Nov-2005: Fabricando la roda de proa en anchico. La tuve que tallar con el formon para obtener la forma diseñada. Mas tarde el proyecto se modifico para hacerla mas facil.

25-Nov-2005:Las 12 secciones y la roda de proa montadas, alineadas y niveladas. La etapa mas complicada hasta el momento.

04-Ene-2005:Comenzando a cerrar el casco mediante la tecnica de strip planking.Las tracas se van uniendo "in situ" con una junta chanfleada de 10 cm. Use epoxi en gel (picote) y clavos de cobre de 2" para pegarlas y mantenerlas juntas entre si respectivamente.

04-Ene-2006: Las tracas de kiri de 2x3cm tienen un lomo concavo y otro convexo. Lleve la madera bruta a una carpinteria y alli la cortaron, espesuraron y fresaron. Opte por esto en vez de comprar una sierra circular y una fresadora y hacerlas yo por una cuestion de seguridad.Si tenia un accidente, chau proyecto!. Detalle del trepano de 6" sirviendo de apoyo a la roda de proa.

25-Mar-2006:Carina tomando contacto por primera vez con el casco (a la fuerza!). Dejó en claro quien esta "por encima" en la escala de prioridades.Espero que esta sea la unica vez que esta de ese lado del casco!

09-May-2006:Rearmada la carpa debido a las lluvias, estoy en plena tarea de lijar el casco por fuera. La "pelada" mas gruesa se la doy con la amoladora y disco de 40. Con la lijadora de banda y grano 60 voy dandole el acabado final.

20-May-2006: Tomando el plano de lineas marque y corte la popa con el perfil definitivo del proyecto.Es imposible describir la sensacion!

20-May-2006: Trio indispensable. Los que inventaron la amoladora y la lijadora de banda son unos idolos totales!!

21-May-2006:Comenzando a aplicar la resina. Primero lo haciamos como pintando. Luego, mas cancheros, tirabamos una buena cantidad en el casco y con espatulas de plastico ibamos desparramando. De esta forma se avanza mas rapido

21-May-2006: Aca se puede ver que el sentido de la laminacion forma un angulo de 45º con la linea de crujia, La segunda capa hace lo mismo solo que a 90º de la primera, superponiendose en el centro 10 y 15 cm respectivamente.

22-May-2006:Me va a dar muchisima lastima pintarlo. Las maderas se ven tan lindas!!

09-Jul-2006: Despues de 4 dias de lijado, el casco esta listo para recibir una mano de imprimacion nivelante, antes del masillado. Tercera baja en las herramientas: otra amoladora de las baratitas. Ahora que ya paso la etapa de castigo, me compro una buena.

25-Jul-2006: Preferi contratar una mudadora para hacer el trabajo, antes de pedir ayuda a los amigos. Esta gente esta acostumbrada a manipular objetos grandes y se conocen todas las tecnicas.Al no tener los moldes por dentro el casco estaba bastante flexible, asi que le cruce dos tirantes por debajo, asegurando cada borda con dos tirantitos cruzados por dentro y por fuera. Despues con soga se lo ato alrededor del casco.

25-Jul-2006: El trabajo de lijado interno es muy poco, basicamente limpiar el epoxy y la madera para recibir la laminacion interna.

05-Ago-2006: Seccion nº 0, cara de popa, con su tapa de inspeccion ya colocada. Todos los baos son de cedro cortado (no curvado).

24-Ago-2006: Vista superior de los baos y estructura de los corredores de cubierta. Ya estan lijados los lugares donde se colocaran las anteparas de cada una de las secciones.

24-Ago-2006: Vista lateral de como se va perfilando la forma de la cabina.

21-Oct-2006: Comenzando a cerrar el techo de la cabina con dos capas de terciado de 6 mm, cortados de 30 cm de ancho y colocadas a 45º de la linea de centro y a 90º entre si.

23-Oct-2006: Terminada la colocacion de la segunda capa de terciado. Solo esta faltando lijar y masillar donde haga falta.

31-Oct-2006: Presentando el tambucho grande para recortar el techo y hacer la estructura de refuerzo por debajo. Despues habra que hacer un marco plano debido a la curvatura del techo.

09-Nov-2006: Seccion 11 colocada y bañera completa. Tambien ya fueron colocados los refuerzos para soportar la plataforma de baño.

12-May-2007: Todas las aberturas de estribor listas. Idem de babor.

05-Jul-2007: Aca se ve como va tomando forma la mesa de navegacion. Decidi hacerle tres cajones y una puerta vertical con dos estantes. Antes de pegar todo le di una mano de imprimacion epoxi, luego lo pintare con sintetico blanco. Antes de colocar todo definitivamente tengo que colocar la entrada y salida de agua del tanque de estribor.

12-Nov-2007: Vista general del Sirius lijado y listo para pintar con poliuretano (en la proxima etapa de diciembre). Tambien se observan los guardamancebos de cable de acero forrado ya colocados.

3-Ene-2008: Comenzando el nuevo año y despues de haber terminado el 2007 lijando el casco (con muchisimo calor!), pinte el casco con imprimacion epoxi y despues con dos manos de poliuretano (2 lts por mano). Ya en el varadero le dare la ultima mano mas lijado y pulido.

9-Ene-2008: Finalmente fue fundido el quillote!!. Ahora solo falta mecanizarle los agujeros para los bulones de 5/8" y "estilizarlo" un poco. De los 1070 kg previstos en el proyecto, termino en la realidad con 1140 kg. Considerando que todavia tengo que lijarlo bastante, no estoy tan lejos de lo ideal.

31-May-2008: Llego el dia de sacar al Sirius de casa!!! Como viene siendo costumbre en esta ultima etapa, Murphy y sus leyes se hicieron presente una vez mas!!. El transportista cancelo su venida con el trailer!!. Como la grua ya estaba pedida...lo vamos a tener que dejar 2 dias en la vereda!!!

02-Jun-2008: Despues de unas tres horas de trabajo, ya casi esta listo para subir al trailer.

06-Jun-2008: Despues de unos dias finalmente fue colocado el quillote. Use un tubo y medio de sikaflex para sellar la junta. Aqui ya esta entacado y listo para comenzar a trabajar en el fondo.

17-Jun-2008: Mediante la excavacion de un pozo de casi un metro de profundidad, pude colocar el timon!!!

14-Ago-2008: Bajando el motor para conectarlo a la pata y asi poder marcar la posicion exacta de los agujeros de los bulones de fijacion.

05-Oct-2008: ArtDesign de la mano de Alejandro, su dueño, nos regalaron el nombre del barco en grafica autoadhesiva. Aqui manos a la obra colocandolo en una de las bandas.

05-Oct-2008: 17:14 hs el quillote del Sirius toca el agua!!!.

Samoa 28, um barco para construção amadora

Temos motivos de sobra para estar contentes por termos projetado os planos para construção amadora do Samoa 28. Fizemos esse trabalho antes que essa crise que assolou a economia mundial tivesse se instalado de vez por todos os lugares. No entanto, quando fizemos esse projeto, apenas umas poucas pessoas se davam conta de que a indústria náutica provavelmente não estivesse produzindo exatamente os barcos desejados pelos consumidores. Muitos barcos oferecidos talvez não fossem tão robustos e duráveis quanto os compradores desejassem, e num país onde a carga tributária é tão alta, custo de produção ficava sendo o fator decisivo na definição do projeto. Assim barcos que melhor seriam construídos em sanduíche, foram especificados para fibra de vidro pura, às vezes nem mesmo utilizando as melhores resinas para impregnação.

A lógica por trás disso sempre foi: para quê construir um barco para durar décadas se o ideal é vendermos um novo modelo mais moderno para o mesmo cliente daqui a uns poucos anos. Tudo isso poderia continuar desta forma, que, aliás, é a que prevaleceu em outros segmentos da economia, não fosse o crédito de repente ter se tornado escasso, dando uma freada no consumo. O resto da história todo mundo está começando a perceber, embora possamos imaginar que o que vimos até aqui seja apenas a pontinha do iceberg e acreditar que mudanças importantes na mentalidade de consumo inevitavelmente virão por aí.

É nesse espírito de contextação que entrou nosso projeto. Destinado à construção particular ou profissional, o Samoa 28 foi projetado para durar muito, e para ser até um pouco mais robusto do que o necessário, sem, no entanto, deixar de ser um barco moderno e de bom desempenho. O fato de ser trabalhoso para construir é inegável, mas por poder ir sendo feito dentro de um fluxo de caixa que o dono possa administrar, acaba por compensar a demora. E a construção é tão empolgante que todos aqueles que fizeram não costumam dizer que se arrependeram, mas muito pelo contrário, sentem um orgulho incrível por sua realização e se não houver uma necessidade muito grande, não vendem seus barcos de jeito nenhum, exceto, já em outra fase da vida, se for para fazer um barco maior.

As prioridades absolutas que demos ao projeto do Samoa 28 foram as de ser um barco simples de ser construído e a de ser adequado para fazer cruzeiros longos ou morar a bordo.

A primeira condição foi alcançada graças à nossa longa experiência em projetar barcos para construção amadora. Com o Samoa 28 desejávamos desenhar o barco mais atraente possível, com um casco de formas arredondadas e design ultra-moderno, mas que, no entanto, fosse especificado para ser construído por um processo que praticamente tornasse assegurada uma construção bem sucedida.

Escolhemos o processo sanduíche de strip-planking com ripas de madeira ou tiras de espuma de PVC, para que a construção do casco, auxiliada por desenho das seções transversais em tamanho natural fornecidas em plantas impressas ou em arquivo CNC, tornasse a confecção do casco um processo a prova de enganos. Além de termos produzido plantas bem claras e detalhadas, escrevemos um manual de construção informando, passo a passo, como fazer todas as operações construtivas até a conclusão da obra. O fato de que qualquer madeira leve pudesse ser empregada para a construção do miolo do sanduíche, permite que o construtor possa adquirir madeira comercial com selo verde, o que sempre é bom ser lembrado. A qualidade de um casco construído em sanduíche é tão alta que o amador acaba produzindo seu casco mais rígido e robusto do que a maioria dos barcos produzidos em série, o que é um fator que gera uma enorme confiança. Tendo um bom casco, o construtor já tem todo o incentivo do mundo para continuar a obra com o mesmo padrão de excelência, e é exatamente isso que está acontecendo entre os nossos construtores de Samoa 28. Apesar de ser um projeto relativamente novo, o Samoa 28 já tem dezenas de construtores em quatorze países diferentes e as informações que temos recebido é que essas pessoas não estão encontrando grandes dificuldades pelo caminho.

O primeiro a completar a construção de um Samoa 28 foi Daniel D’Angelo, que construiu seu barco quase sem ajuda, em Buenos Aires. Como o barco dele sempre esteve na frente dos outros construtores e ele criou um site fantástico, http://ar.geocities.com/velerosirius/ relatando todas as fases de sua construção com ilustrações, vimos dando notícias regulares do progresso de sua obra, inclusive com um artigo recente sobre o lançamento do seu Sirius. Daniel já está velejando e foi ele quem nos permitiu confirmar as excelentes características do barco, como sendo um veleiro veloz, marinheiro, estável e com leme super-dócil, tanto em ventos fracos quanto em baixo de pauleira. O e-mail que ele nos passou depois de realizar sua primeira travessia”internacional” atesta bem nossas palavras:

Como tinha lhes falado, neste final de semana passado fizemos nossa primeira singradura internacional com o Sirius para o porto de Colônia-Uruguai.
Saímos sexta-feira às 14:35 quase sem vento e o rio liso sem ondas: mesmo com as velas içadas íamos com o Yanmar para manter uns 5 nós. A idéia era chegar antes de anoitece, pois era a nossa primeira vez indo para Colônia e não conhecíamos a entrada. As 20h00min atracamos no píer de madeira (5 horas e meia para fazer 20 milhas).

Curtimos sexta à noite e o sábado todo com tempo ensolarado, muito bom!!! Mas a previsão do tempo para a volta era de fortes ventos de sueste (ou seja, quase em contravento para nosso rumo sul). Domingo pela manha o porto foi fechado por causa do vento e das ondas, e só abriu ao meio dia. As 15:00 hs saímos junto com um outro veleiro de 26 pés, também indo para La Plata. Nós com a grande na primeira forra e a buja totalmente desenrolada. Eles com a grande inteira e a buja a uns 50%. O vento soprava a 35 km/h com rajadas de 45 km/h e as ondas...bem, aquelas que você conhece!!!. Saímos proa com pro, mas logo começamos a deixá-los para trás. Fazíamos 6,5 nós orçando ao máximo com picos de 7, 2 nós (segundo o GPS), adernados o tempo todo a 20-30 graus.

Resumo da opera: as 18:00 hs chegamos no porto de La Plata após 3 hs de navegação (20 milhas ...ou seja uma velocidade média de 6,66 nós na orça!!). O outro barco mal se conseguia vê-lo no horizontetendo chegado uma hora e quinze minutos depois. Não sei se dá para compara os barcos, mas ele foi o ultimo ganhador da regata La Plata-Colônia em sua categoria. Ainda lembro as palavras do capitão do 26 pés quando reportou sua chegada. Eu lhe perguntei como haviam chegado e respondeu:.. "todo mundo enjoado e vomitando menos eu"..."vocês se foram longe pra caramba, hein!!!

A gente velejou com medo no começo mas logo estávamos rindo, confiantes no barco e curtindo o sobe e desce das ondas (e tomando banho com algumas delas!!!)
Estou escrevendo a historia completa da singradura. Em breve passo para você.
Estamos super- felizes com a performance do Sirius!!!....

Abraço,

Daniel D'Angelo

O que nos deixa mais otimistas em relação ao Samoa 28 é a rapidez com que alguns clientes conseguem fazer seus cascos. Às vezes poucos meses depois da aquisição do projeto recebemos fotos do casco já fechado, pronto para receber o revestimento de fibra de vidro externo. Isso é a glória, porque daí em diante o construtor já se acha confiante de que será bem sucedido. Também ficamos felizes quando recebemos fotos de Samoas 28 quase terminados, como as que nos mandou Bernardo Sampaio, que está nos estágios finais de construção de seu barco em Ubatuba, São Paulo. Veja as fotos abaixo e avalie como é espaçoso o interior deste veleiro.

 

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Samoa 28 Sirius. Nasce uma nova estrela.

Samoa 28 Sirius

No dia 5 de outubro de 2008, às dezenove horas foi inaugurado o Sirius, o primeiro Samoa 28 a ser concluído. Seu dono, Daniel D’Angelo, o mais feliz de todos os construtores amadores, recebeu seus amigos e outras pessoas que acompanharam sua saga de três anos de trabalho para participar da comemoração pelo lançamento à água de sua recém-nascida criação.

Daniel convidara a mim e a meu sócio e genro Luis Gouveia para passar o fim de semana em sua casa e participar da festa, e teríamos gostado muito poder estar lá, pois esse seria um dia muito importante para a classe Samoa 28, o dia da inauguração do primeiro barco desse modelo a ir para a água. Todavia as 1200 milhas náuticas que me separavam, e as mais significativas ainda 5500 milhas que separavam Perth, na Austrália, onde Luis está residindo, de Buenos Aires, inviabilizaram nossa presença.

Mas pelo menos na hora marcada para o evento passei um e-mail para o Daniel dando-lhe parabéns e desejando-lhe muita sorte com o novo barco.

Claro que não esperava resposta alguma naquela noite, pois Daniel deveria estar no mínimo meio tonto com o vinho e o champagne que deve ter rolado na festa. Qual não foi minha surpresa, no entanto, ao descobrir naquela mesma noite em minha caixa postal um e-mail contando o acontecimento e um anexo com lindas fotos e um vídeo mostrando o momento do batizado. Nosso amigo e representante na Argentina, Adrián Callejón, não se esquecera de nós, mandando-nos essa mensagem:

Le cuento que ayer fue la botadura del Sirius de Daniel.
El barco quedó espectaculaaaarrrr !!!!!! Una obra de arte, magnifico.
Acá le dejo el link de algunas fotos del evento y un video de la rotura de la botella.
La verdad que muy lindo momento.
FELICITACIONESSS, tienen un barco más en el agua.

Na segunda-feira Daniel, como esperado, passou um e-mail dizendo que logo estaria enviando fotos do lançamento. Para seu espanto lhe respondi que também tinha belas fotos para lhe enviar, pois nosso serviço de inteligência já as tinha providenciado.
Bem, esse é só o começo da história. Os outros capítulos logo se sucederão e não deverá faltar emoção.

Roberto Barros

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Primeiro “vôo” de um Samoa 28

Samoa 28 Sirius

O geólogo argentino Daniel D’Angelo, que construiu praticamente sozinho o Samoa 28 Sirius no quintal de sua casa, já retirou o barco do seu jardim, tendo empregado uma grua para isso. Em seguida o barco seguirá para um estaleiro de serviços onde a quilha e o leme serão instalados, assim como será dada a pintura final de acabamento.

Daniel publicou em seu site: http://ar.geocities.com/velerosirius/ essa complicada operação em um vídeo que mostramos acima.

Daniel relatou essa experiência assim:

O dia D da retirada do Sirius do quintal de minha casa finalmente aconteceu. Como tem sido rotina ultimamente, Murphy, munido com suas implacáveis leis, se fez presente, pois o transportador contratado para levar o Sirius para o estaleiro não apareceu e o barco acabou tendo que esperar na calçada para que em outro dia fosse levado para o seu destino.

Por outro lado tive a boa sorte de poder contar com a ajuda de meu amigo e vizinho “Chavo” e seus filhos, que já haviam me dado uma mão quando virei o casco e desde então não tinham mais visitado a obra, e por isso ficaram muito contentes com a nova oportunidade de ajudar nessa operação.

A manobra com a grua, embora um pouco complicada, pois a rede elétrica aérea estava  no caminho, terminou sem maiores percalços, o que é um bom agouro na história dos primeiros passos do Sirius no mundo exterior. Finalmente deixamos o barco apoiado em cima de duas vigas de madeira em plena calçada, torcendo para que a prefeitura não viesse reclamar sobre o uso indevido da área pública.

Terminada a retirada, cobrimos o barco com uma lona, e para não deixa-lo sozinho, abandonado na calçada, eu e um outro amigo e vizinho, Alejandro dormimos a bordo por essa primeira noite, sendo brindados por uma temperatura de dois graus negativos que nos deixou semi-congelados.

Traslado Sirius

Ao pessoal ligado à classe Samoa 28

Vocês que estão construindo um destes barcos em qualquer um dos onze paises diferentes onde ele está sendo feito até o presente, e que tanto quanto saibamos, todos sendo amadores, devem ficar contentes de ver fotos do Sirius, de Daniel D'Angelo, de Buenos Aires, Argentina, com sua obra praticamente terminada. A foto do barco visto meio de popa foi tirada no quintal da casa dele, onde foi construído.

Daniel já começa a perder o sono pensando em contratar um pedreiro para derrubar o muro de entrada de sua casa para que o barco possa sair do quintal, e depois ainda terá que poupar seus nervos para passar pela delicada operação de transporte para a beira dágua.

Vale a pena dar uma olhada na página do Sirius na internet, com link da RBYD, com fotos  muito bem legendadas de toda a construção.

O Daniel é muito fera. Mesmo sem ter qualquer experiência prévia, foi enfrentando todos os desafios e acabou fazendo um barco fantástico.

Publicamos a seguir a legenda da foto do Sirius já praticamente pronto no quintal de sua casa. Note nas outras duas fotos como ficou boa a quilha em ferro fundido, versão cruzeiro, que o Daniel mandou fazer em Buenos Aires:

Começando o ano novo e após ter terminado o ano de 2007 lixando o casco (com muito calor!) ,pintei o barco com primer epóxi e depois com duas mãos de PU (dois litros por demão). Somente quando chegar na marina darei a última demão, após lixar com lixa bem fina e em seguida polirei, dando o acabamento final.

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VIRADA COM SUCESSO DE SAMOA 28

Finalmente ontem foi virado o "Sirius" com total sucesso. Foram retiradas todas as balizas e colocados dos sarrafos prendendo as bordas para impedir a deformação do casco o qual não sofreu absolutamente nada. Eis as fotos ilustrando o momento.
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Samoa 28 de vento em popa

Mais um Samoa 28 será construído lá fora. Nossa ultima venda internacional foi realizada para a Flórida, Estados Unidos. Agora já temos construtores na Argentina, Brasil, Chile, Espanha, Estados Unidos, Itália, Suíça, Suécia e Uruguai, sendo que no Brasil já temos muitos construtores.

Quem tem ajudado bastante a divulgação da classe é nosso amigo Daniel D'Angelo que está construindo seu barco em Buenos Aires. Ele criou um site muito didático, mostrando todas as fases da construção até a fase atual que é o acabamento do interior. Daniel não tinha qualquer experiência náutica anterior, muito menos em construção de barcos. Por tudo o que já realizou, ele está de parabéns e nós ficamos contentes também por termos contribuído com um projeto bem explicado.

Vários outros Samoas 28 estão seguindo na cola do Sirius do Daniel , entre eles o Sailor 2 em construção em Ubatuba por Conrado Becker para Bernardo Sampaio. Bernardo nos enviou novas fotos do interior de seu veleiro já com as anteparas chumbadas, tudo muito bem feito. Nós aqui do escritório não vemos a hora de saber que um Samoa 28 já esteja velejando.

Essa classe tem tudo para ser a campeã internacional de vendas do escritório, pois apesar dela ainda perder para as classes Multichine 23 e Multichine 28 em numero de construtores em paises diferentes, considerando-se o curto tempo em que o projeto está disponível, bem depressa ela deverá estar alcançando o primeiro lugar.

E vamos ficar bem orgulhosos quando chegarmos num cantão bem remoto e virmos um barco desta serie velejando.

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Samoa 28 quase pronto em Buenos Aires

Recebemos duas fotos do Sirius, o Samoa 28 que está sendo construído em Bueno Aires por Daniel D'Angelo. Já com o convés e a cabine no lugar e a plataforma de popa já concluída. Agora só está faltando fibrar o convés, pintar o barco todo e instalar quilha e leme para que o barco já possa ir para a água. No interior ainda falta fazer muita coisa, mas o mais difícil já está feito.
Enquanto isso já temos outro Samoa 28 virado de cabeça para cima. Este está sendo construído em Ubatuba, e seu proprietário Bernardo de Oliveira Sampaio, sailor2@uol.com.br, nos enviou estas impressionantes fotos de seu interior que nos permitiram ver bem claramente como é volumoso este modelo.

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Pela evolução da obra destes dois Samoas 28, podemos ficar seguros de que esse é um barco realmente fácil de construir, e que o pessoal que se dedica com afinco, acaba fazendo o barco com grande qualidade.
Vamos acompanhar de perto a construção destes dois barcos, sempre passando as informações para vocês visitantes de nosso fórum e especialmente os outros construtores de barcos desta classe. Com a matéria publicada simultaneamente com www.amateurboatbuilding.com, esperamos ver a classe dar mais um salto para frente.

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Sobre o Samoa 28
Este artigo também esta publicado em www. amateurboatbuilding.com

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Desenhamos o Samoa 28 com a idéia de torná-lo o projeto mais completo de barco oceânico que se possa encontrar para construção amadora. Desejávamos um barco rápido e confortável com um desempenho compatível com o dos barcos de regata, e que ao mesmo tempo pudesse dar uma volta ao mundo com plena segurança, tripulado por uma pequena família ou mesmo por um navegador solitário. O barco, quando em marina ou ancorado, deveria possuir todas as amenidades do conforto moderno que se possa desejar em um veleiro deste porte.

O projeto de estoque do Samoa 28 está apenas iniciando sua carreira como um dos mais promissores veleiros de 28 pés do mercado. Já há mais de vinte barcos sendo construídos em seis paises diferentes, tudo isso tendo acontecido em pouco mais de um ano desde a introdução do projeto. Nesse meio tempo a popularidade do projeto nunca parou de aumentar, o que nos dá a certeza de que em breve ele se tornará uma classe internacionalmente conhecida.Em seguida convidamos você para realizar uma turnê pelo método de construção empregado no samoa 28 e pelas características do projeto:
A construção começa pela fabricação de balizas as quais irão dar a forma do barco. As plantas das seções em tamanho natural que dão origem à essas balizas são fornecidas com os planos, ou na forma de plantas impressas, ou digitalizadas, quando a confecção destas balizas for empreendida por meio de corte por arquivo CNC, conforme a preferência do construtor.

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Após posicionar as balizas sobre uma base plana (picadeiro), strips de madeira ou opcionalmente de espuma de PVC são levemente pregados às balizas, até que o casco esteja todo fechado. Então a superfície externa do casco é encapsulada com uma laminação de fibra de vidro. Em seguida o barco é virado, e após serem removidas as balizas, o casco é igualmente revestido com fibra de vidro internamente. Terminada esta operação, a estrutura interna do casco é colocada e a mobília é fabricada no lugar.

Finalmente o convés é fechado com chapas de compensado sobre uma estrutura de madeira e novamente tudo isso é encapsulado por uma laminação de fibra de vidro, a qual é virada na borda sobrepondo a laminação do costado numa faixa contínua em torno do casco.
Acompanha o projeto um manual de construção que cobre as várias etapas da construção, alem de tratar das instalações de sistemas, tais como propulsão, elétrica e hidráulica, e ainda informa como colocar as ferragens, quilha e leme.

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O Samoa 28 se diferencia de outros barcos similares pela forma que a sua estrutura de fundo é colocada. A diferença consiste na forma que as hastilhas e a sobrequilha são integradas. O espaço entre esses elementos estruturais é preenchido com espuma de poliuretano, exceto por dois pocetos, um de cada lado do porão, onde serão posteriormente instaladas duas bombas automáticas. Então novamente é aplicada uma laminação de fibra de vidro sobre toda esta superfície plana, descendo pelos dois pocetos, construindo desta forma um fundo plano e desimpedido, facilitando bastante a instalação das anteparas. Essa solução confere ao fundo do barco uma rigidez impressionante, virtude muito apreciada quando se está realizando um cruzeiro e acontece um encalhe inesperado.

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O Samoa 28 é um barco leve e muito robusto. Ele tanto serve para correr regatas de clube ou percursos oceânicos, como para realizar cruzeiros. Dependendo da preferência do proprietário, ele pode optar por uma quilha de cruzeiro mais rasa, ou por uma projetada para melhorar a performance em regatas, sendo mais profunda e tendo o centro de gravidade mais baixo. O leme e a mastreação, no entanto, são sempre os mesmos.

O que faz do Samoa 28 um barco fantástico para realizar ambiciosos cruzeiros ou para viver a bordo é o equilíbrio de sua divisão interna, onde todos os seus compartimentos são igualmente confortáveis e funcionais. A idéia de incorporar o beliche de casal de proa à área da dinete no salão, sem nenhuma divisória entre esses dois ambientes, confere uma sensação de amplidão inigualável à parte social do barco. A cozinha e o banheiro estão situados na região de maior boca, aumentando bastante o espaço destes dois compartimentos tão importantes. A cabine de popa é ampla e arejada, alem de possuir um hall com adequado pé direito, um sofá e amplos armários. O compartimento do motor é situado sob a entrada da gaiuta principal, sendo sua tampa um dos degraus de entrada.


Optamos por um longo e confortável cockkpit com cana de leme por sua praticidade e baixo custo, mas nada impede que seja instalada uma roda de leme , se assim for desejado.

Já existem mais de 20 Samoas 28 em diversas fases de construção e pela evolução da obra dos mais adiantados, contamos com os primeiros navegando durante o ano de 2007.


QUAL SERÁ O PRIMEIRO SAMOA 28 A FICAR PRONTO?

Após a ótima notícia vinda de Buenos Aires, recebemos agora outra ótima notícia. Bernardo de Oliveira Sampaio, de São José dos Campos, São Paulo, está com o casco de seu Samoa 28 prontinho para ser virado, empatando com o casco sendo fabricado em Buenos Aires por Daniel D Ângelo.
Como os dois cascos estão super bem feitos, quem ganha é a Classe Samoa 28 que apesar de ser tão recente já tem construtores em cinco países diferentes.
Daniel irá virar o barco Terça-feira, dia 31 de Julho.

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NOTÍCIA DA CLASSE SAMOA 28

De Buenos Aires recebemos esta ótima notícia. Daniel D'Ángelo, geólogo argentino que trabalha embarcado numa plataforma de petróleo da Bacia de Campos está construindo no jardim de sua residência em Buenos Aires o Samoa 28 mais adiantado até a presente data. Seu barco está ficando um espetáculo e agora em julho ele deverá estar virando o casco para começar a obra de construção do interior. O casco já está fibrado e lixado por fora e sua superfície ficou lisa como um ovo. Agora que temos Samoas 28 em construção em cinco paises diferentes estamos muito ansiosos para ver o primeiro navegando, e pelo andar da obra achamos que talvez o Daniel conclua o trabalho antes de qualquer outro.
Parabéns Daniel.

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PRIMEIRO SAMOA 28 COM CASCO FIBRADO

Fotos da construção do Samoa 28 de Daniel D'Angelo.
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MAIS UM SAMOA 28 COM O STRIP JÁ COMPLETO.

Agora foi a vez do barco do barco do Bernardo de Oliveira Sampaio, de São José dos Campos, estado de São Paulo, terminar a laminação de strip-plank. Seu casco foi laminado em Ubatuba pelo estaleiro Conrado e logo estará recebendo a fibra unidirecional externa.
Notem como está bem feito o entabuamento. Deixa a gente com água na boca ver um casco assim. Essa classe está nascendo com um vigor impressionante e quase já se iniciou uma corrida internacional pelo primeiro barco a ficar pronto. Além dos vários em construção pelo Brasil, temos também o casco do Daniel D'Angelo que está construindo em Buenos Aires e que já deve estar fibrado por fora, e finalmente um novo construtor no Chile, Hector Diaz Cortes, que recém recebeu o projeto. Pelo andar da carruagem essa classe vai pegar fogo (no bom sentido é claro). Para saber mais sobre o Samoa 28 clique aqui.
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